
Foto: divulgação
Por Adriana Balsanelli / Arteplural
13 de janeiro a 29 de abril de 2012, no Tucarena
Prêmio APCA de Melhor Espetáculo de 2010, duas indicações ao Prêmio Shell (melhor diretor, Eduardo Tolentino; melhor ator, Norival Rizzo), Prêmio Contigo de Melhor Espetáculo de drama pelo júri popular, a montagem de 12 Homens e uma Sentença, dirigida por Eduardo Tolentino de Araújo, coleciona resultados positivos e continua fazendo carreira. O espetáculo reestreia dia 13 de janeiro, sexta, às 21 horas, no Tucarena. Desde a estreia em 2010, a trama já foi assistida por mais de 50 mil pessoas. Além de São Paulo, passou por Santos, Cotia, Belo Horizonte e Campina Grande.
O texto de Reginald Rose tem tradução de Ivo Barroso, encenação de Eduardo Tolentino de Araújo e cenografia e figurino de Lola Tolentino. A montagem coleciona resultados positivos como o Prêmio Contigo de Melhor Espetáculo de drama pelo júri popular; Prêmio APCA de Melhor Espetáculo de 2010 e duas indicações ao Prêmio Shell (melhor diretor, Eduardo Tolentino; melhor ator, Norival Rizzo).
No elenco, estão Adriano Bedin, Brian Penido, Ricardo Dantas, Zé Carlos Machado, Oswaldo Mendes, Augusto Cesar, Fernando Medeiros, Haroldo Ferrari, Henri Pagnoncelli, Oswaldo Ávila, Riba Carlovich, Gustavo Trestini e Ivo Muller.
A peça de Reginald Rose tem duas versões para o cinema, com Henry Fonda e Jack Lemmon, além de ser considerado um dos melhores filmes de tribunal da história, 12 Angry Men (EUA, 1957, de Sidney Lumet, na tradução literal 12 Homens Furiosos).
O calor escaldante do Verão americano faz o suor pingar do rosto dos 12 homens trancados a chave numa pequena e claustrofóbica "sala de júri". Depois de dias de julgamento, está em suas mãos decidir a sorte do réu. O mais importante: o veredicto precisa ser unânime. Os doze jurados devem decidir se condenam ou não à morte na cadeira elétrica um jovem acusado de assassinar o pai. Surpreendente exercício de argumentação e conflito de paixões acirradas.
Para o diretor Eduardo Tolentino, o desafio de transpor o filme para os palcos está no trabalho de atores. “Trata-se de algo que envolve ideias e discussões, por isso é importante saber como tornar isso ao mesmo tempo atraente e impactante, como no filme. Precisamos estruturar a montagem para que vá além da fala e esteja tanto no corpo dos atores como no palco.”
O filme e a história criada para a TV
Esta montagem conduz ao tablado o clássico que trazia no elenco também Martin Balsam, E.G.Marshall, Jack Warden, Ed Begley, Ed Binns, Jack Klugman. O filme, em preto e branco, recebeu três indicações ao Oscar – melhor filme, melhor direção e melhor roteiro adaptado. Henry Fonda ganhou o Bafta como melhor ator. Lumet venceu o Urso de Ouro de melhor filme no Festival de Berlim. No total, foram 13 prêmios e seis outras indicações. Fato curioso é que o filme, exceto três minutos de projeção, foi gravado dentro de uma pequena sala.
A história foi criada originalmente como uma peça feita para a TV e apresentada ao vivo em 1954 pela CBS; durante décadas acreditou-se que a apresentação original havia se perdido, até que, em 2003, houve a descoberta de uma fita gravada com o programa.
Henry Fonda viu a apresentação na TV e ficou impressionado com a peça. Reconhecendo um papel que se adequava com perfeição à sua sinceridade tranqüila e vendo a oportunidade de um filme emocionante, Fonda o produziu do próprio bolso. Entregou a direção a Lumet, um dinâmico veterano do teatro de TV ao vivo, cuja experiência lhe permitiu – e ao diretor de fotografia Boris Kaufman, outro especialista em trabalhar em espaços limitados e em preto-e-branco – extrair a tensão galopante do roteiro bem amarrado de Rose e concluir o filme em menos de 20 dias.
A telepeça de Reginald Rose recebeu uma refilmagem em 1997, também feita para a TV, com o mesmo título original. Foi dirigida por William Friedkin, o diretor de Operação França e O Exorcista. O elenco de grandes nomes tinha Jack Lemmon no papel que havia sido de Henry Fonda, George C. Scott ocupando o lugar de Lee J. Cobb, e os outros jurados foram interpretados por Armin Mueller-Stahl, James Gandolfini, Edward James Olmos e Hume Cronyn.
Entre as montagens teatrais da história no mundo, destaque para a de Harold Pinter, em 1996. Em 2003 o texto teve uma encenação aclamada no Festival de Edinburgo, com Owen O'Neill no papel do jurado 8. Vale ressaltar também a montagem do grupo Roundabout, de Nova York, em 2005, com três indicações para o TONY - melhor revival, melhor direção e melhor ator protagonista - além de vários outros prêmios.
Direção - Eduardo Tolentino. Tradução – Ivo Barroso.
Elenco - Adriano Bedin, Brian Penido, Ricardo Dantas, Zé Carlos Machado, Oswaldo Mendes, Augusto Cesar, Fernando Medeiros, Haroldo Ferrari, Henri Pagnoncelli, Oswaldo Ávila, Riba Carlovich, Gustavo Trestini e Ivo Muller.
INFORMAÇÕES
Datas: 13 de janeiro 29 de abril de 2012
Horários: sexta e sábado, às 21h; domingo, às 19h30
Preços: R$ 50,00 (inteira - sexta e domingo); R$ 60,00 (inteira - sábado)
Classificação etária: 12 anos
LOCAL
Tucarena – Teatro da PUC-SP (300 lugares).
Rua Monte Alegre, 1024 – Perdizes – (Entrada pela Rua Bartira). Telefone (11) 3167-7111
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