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Teatro Rio

TEATRO - RIO DE JANEIRO

Cia. Os Dezequilibrados em A Estupidez

Cia. Os Dezequilibrados em A Estupidez

Foto: Dalton Valerio

Roteiro de Teatro Rio de Janeiro

Por Bruna Amorim - Daniella Cavalcanti Assessoria de Imprensa

Oi apresenta Cia. Os Dezequilibrados em A Estupidez

Primeira montagem carioca do autor argentino Rafael Spregeburd

15 de abril a 29 de maio de 2011

Depois de quase três anos sem apresentar um novo projeto no Rio de Janeiro, a companhia ‘Os Dezequilibrados’, que acaba de completar 15 anos de existência, estreia, no dia 15 de abril, no Teatro II do Centro Cultural Banco do Brasil, o espetáculo “A Estupidez”, de Rafael Spregelburd, um dos maiores autores argentinos da contemporaneidade. Com direção de Ivan Sugahara e tradução e adaptação de Leticia Isnard, o texto fala da estupidez humana. Uma comédia ácida para rirmos e pensarmos sobre a nossa própria estupidez, presente na vida cotidiana e nos grandes setores da sociedade. No elenco, quatro atores da companhia, Cristina Flores, José Karini, Letícia Inard e Saulo Rodrigues, e o ator Alcemar Vieira. Eles interpretam, em média, cinco personagens diferentes que tentam enriquecer de qualquer maneira. Tudo isso com muito humor.

De acordo com Ivan Sugahara, corrupção, ética, traição, ganância, avareza, moral, honestidade, egoísmo e solidariedade são alguns dos temas que transparecem nesta trama e que nos faz questionar nossos próprios valores e desejos, ao nos vermos refletidos nesses personagens.

“Trata-se da construção do espelho deformado de uma Argentina exótica e inacabada, retrato perfeitamente pertinente e adaptável à também confusa e esquizofrênica realidade brasileira, impregnada de incompetência e estupidez. Aqui também a ética e a honestidade parecem valores anacrônicos e, cada vez mais, reinam a superficialidade e a estupidez”, afirma o diretor.

Com “A Estupidez”, o grupo dá continuidade tanto à sua pesquisa de dramaturgia contemporânea, tendo trabalhado com autores nacionais e internacionais como Daniela Pereira de Carvalho e Jean-Luc Lagarce, quanto ao diálogo com o cinema – o último trabalho do grupo (“Memória Afetiva de um Amor Esquecido”), realizado em 2008 no Oi Futuro, foi livremente inspirado no filme “Brilho Eterno de uma Mente sem Lembranças”.

Sobre o espetáculo:

Com uma linguagem ágil e irreverente, a comédia parte da utilização de um mesmo cenário – um quarto de hotel de beira de estrada em Las Vegas – onde tramas, paralelas, se desenvolvem: pessoas comuns em busca da felicidade tentando, inescrupulosamente, se dar bem na vida, a qualquer custo.

Vencedora de inúmeros prêmios e encenada em diversos países, a peça procura ironizar tanto a estupidez da arte (desde os enlatados da cultura pop até o abstracionismo e as vanguardas da pintura moderna), quanto a estupidez da ciência (seja na verificação de um padrão no pinga-pinga de uma torneira, seja numa possível equação complexa que ordenaria o caos da vida e permitiria prever o futuro), passando pela estupidez da justiça (com foco na corrupção, truculência e precariedade da polícia) e, principalmente, pela estupidez do dinheiro (ou das coisas estúpidas que fazemos para ganhá-lo). Mas também se detém sobre a estupidez da família, das relações, dos nossos sonhos, em suma, da nossa própria existência.

Um importante cientista se vê obrigado a vender um segredo para um jornal, para ajudar um filho em dificuldades e este segredo é a equação de uma avançada teoria de física quântica que pode decifrar o mundo; amigos acham uma boa ideia viver de golpes em roletas de cassino; dois policiais honestos se vêem obrigados a compactuar com a corrupção de um terceiro companheiro diante de uma mala com um milhão de dólares encontrados em uma cena de assassinato; dois marchands tentam vender um quadro roubado antes que ele se destrua pela ação do tempo; um irmão completamente farto de ter que cuidar de uma irmã inválida; um milionário do petróleo texano, comprador de obras de arte, revelando os critérios que baseiam as suas escolhas em arte contemporânea; dois policiais apaixonados.

O texto de Spreglburd faz parte de uma heptologia. Inspirado pela pintura “A Roda dos Pecados Capitais”, de Hieronymus Bosch, o autor decidiu escrever peças sobre o que seriam os sete pecados contemporâneos. A primeira peça foi ‘A Inapetência’ (escrita em 1996, estreou em 2001), seguida de ‘A Extravagância’ (escrita em 1996, estreou em 1997) e ‘A Modéstia’ (1999), que será encenada em 2012 no Brasil por Pedro Brício. Depois vieram ‘A Estupidez’ e ‘O Pânico’ (escritas em 2002 e estreadas em 2003) e ‘A Paranóia’ (2008) e ‘A Teimosia’ (2009).

Ficha Técnica:

Texto: Rafael Spregelburd
Tradução e adaptação: Letícia Isnard
Direção: Ivan Sugahara
Elenco: Alcemar Vieira, Cristina Flores, José Karini, Letícia Isnard e Saulo Rodrigues

Serviço:

Local: Centro Cultural Banco do Brasil – Teatro II (Rua Primeiro de Março, 66. Centro)
Horário: Quinta a Domingo, às 19h30
Ingresso: R$10,00 (inteira)
Horário da bilheteria: Terça a domingo, das 09h às 21h
Informações: (21) 3808-2049
Duração: 120 minutos
Capacidade: 155 lugares
Classificação Indicativa:
14 anos
Gênero: Comédia
Temporada: de 15 de abril a 29 de maio

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