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DICA TEATRO - RIO DE JANEIRO

Por Jacky Sampaio / Assessoria de imprensa - João de Carvalho

Peça “A Quadrilha” revisita poema Clássico de Carlos Drummond de Andrade

5 a 27 de Maio de 2012 - Sede da Cia de Teatro Contemporâneo em Botafogo

A Quadrilha

Foto: divulgação

“João amava Teresa que amava Raimundo que amava Maria que amava Joaquim que amava Lili que não amava ninguém. João foi para os Estados Unidos, Teresa para o convento, Raimundo morreu de desastre, Maria ficou para tia, Joaquim suicidou-se e Lili casou com J. Pinto Fernandes que não tinha entrado na história”

Um dos trabalhos mais lembrados do poeta Carlos Drummond de Andrade (1902 – 1987) ganha novos ares. “A Quadrilha” é uma comédia escrita por Jomar Magalhães inspirada no clássico poema visto, revisto e lembrado por todos. O desafio da montagem foi aceito pela Profana Trupe, grupo de teatro formado por seis jovens atores e tem direção de Cris Muñoz.

A história começa na pequena cidade de Mirandela do Norte, interior do estado do Rio de Janeiro, quando o Padre da cidade realiza o curso de preparação matrimonial. O caos começa a se instaurar quando Maria - uma das noivas - revela que não pretende se casar com Raimundo, porque ama outro homem (Joaquim) . Teresa – comprometida com João - também revela estar apaixonada por Raimundo e logo em seguida Lili confessa não amar ninguém, para o desespero do noivo, Joaquim.

Daí em diante, o jovem padre tenta reverter a situação. Mas tudo que o vigário consegue é piorá-la mais ainda: um noivo se suicida, outro morre de desastre e um deles se muda para os Estados Unidos. E na cidadezinha não se fala em outra coisa além das trapalhadas do religioso e da festa de casamento – que seria um dos grandes acontecimentos da cidade - posta em cheque. Além do padre, outra figura importante, o prefeito, se preocupa com o futuro do evento e as consequências (principalmente nas urnas) do fiasco.

João, Teresa, Raimundo, Maria, Lili e até José Pinto Fernandes ganham rostos e personalidades bem distintas. João é um filho de pai comunista, tendo até toque de recolher para voltar para casa.Teresa é o alvo preferido das fofoqueiras de plantão por sua fama de namoradeira. Raimundo é nordestino, trabalha na oficina da cidade e não é nem um pouco sutil. Maria tem um temperamento oscilante e é uma tia coruja, como o próprio poema revela. Já Lili é de uma mente inquieta que adora viajar nos próprios pensamentos e apesar de “não amar ninguém” se mostra no final uma profunda apaixonada pela vida. Já José Pinto Fernandes se revela no final, mas desde o começo é parte i

mportante da história. A peça estreia no dia 5 de maio, na sede da Cia (Rua Conde de Irajá, número 253 em Botafogo), e fica em cartaz durante todo o mês.

Texto: Jomar Magalhães | Direção: Cris Muñoz

INFORMAÇÕES - A Quadrilha
Data: 5 a 27 de Maio de 2012 | Horário: Quinta a Sábado, às 21h; Domingo, às 19h | Ingressos: R$30,00 (inteira) Classificação: 16 anos Duração: 60 minutos

LOCAL - Companhia de Teatro Contemporâneo (Capacidade: 100 lugares)
Rua Conde de Irajá, número 253 em Botafogo.