Teatro Rio

TEATRO - RIO DE JANEIRO

A CARPA

A CARPA

Foto: divulgação / Renato Reiniger

CAIXA Cultural Rio de Janeiro – Teatro Nelson Rodrigues

Por Assessoria de Imprensa
CAIXA Cultural Rio de Janeiro

A CARPA
(Para onde estamos indo?)

16 a 26 de setembro de 2010

Escrito a partir de um texto inédito, premiado em concurso promovido pela FUNARTE, em 2004, e indicado ao Prêmio Shell 2010 como melhor texto, o espetáculo “A Carpa”, com Ivone Hoffmann e Carolyna Aguiar, reestreia no dia 16 de setembro, na CAIXA Cultural Rio de Janeiro. A temporada acontece até 26 de setembro, de quinta a domingo, às 19h30, no Teatro Nelson Rodrigues.

Com texto de Denise Crispun e Melanie Dimantas, direção de Ary Coslov ganhador dos Prêmios Shell e APTR em 2008 na categoria Melhor Direção pela peça “Traição” –, a peça coloca em questão uma geração que rompeu com a tradição e está em crise.

Ivone Hoffmann e Carolyna Aguiar se revezam em quatro papéis, em duas épocas e em países diferentes, Brasil e Rússia. Uma mãe que ainda carrega dentro de si o seu país e as tradições dos guetos, e uma filha aculturada, que se casou com um “não judeu”. A ação transcorre em um único dia, véspera de Pessach, a páscoa judaica. Em torno da feitura do peixe tradicional, mãe e filha confrontam com humor amargo suas visões de mundo. Nos limites geográficos de uma cozinha, a mãe, cheia de certezas e valores imutáveis, e a filha, na corda bamba entre o que lhe foi legado e o mundo em que vive, têm que descobrir um afeto que, apesar de todas as diferenças, existe adormecido entre as duas.

Uma peça que poderia acontecer em qualquer cidade onde houvesse uma pequena comunidade ídiche: com o sabor do Violinista no Telhado, na trilha dos irmãos Coen, e com o humor inteligente de um filme de Woody Allen. A Carpa é mais do que um peixe, é um olhar enternecido e irônico sobre a tradição de um povo.

De acordo com Ary Coslov, o espetáculo aborda as diferenças de gerações, através da relação de uma mãe e uma filha que confrontam suas visões do Judaísmo e, mais que isso, suas relações afetivas. “Poderiam ser cristãs, muçulmanas, budistas, não importa. O que importa é a resistência do amor, mesmo com a diferença de pontos de vista, das leis da religião e da vida. O Pessach celebra a libertação e, por extensão, a busca por um mundo melhor. É isso o que fazem essas mulheres judias da peça, cada uma a seu modo”, afirma o diretor.

Segundo as autoras Denise Crispun e Melanie Dimantas, a peça foi escrita a quatro mãos, cada uma trazendo suas histórias e frases familiares, mas, que coladas, pareciam uma só.

“Escrevemos essa peça assim de um fôlego só, imbuídas de um desejo, talvez a princípio inconsciente, de falarmos de uma questão que parecia adormecida, nossa identidade judaica. Sempre nos intrigou o que ainda carregávamos da Europa e das tradições em nossas vidas tão laicas. E chegou uma idade em que viramos mães e vimos no espelho os rostos de nossas mães. E pensamos: será que isso sempre foi assim? Filhas viram mães e têm filhas que viram mães e assim por diante... E o que se repete nesse processo? O que se carrega de uma geração para outra? Quando falamos de quem é a voz que ecoa? Quando nos encontramos nunca imaginamos que escreveríamos algo assim tão próximo de nossas identidades. Em nossas conversas, as raízes em comum tornaram-se cada vez mais presentes quando nos lembrávamos da nossa infância, dos nossos pais e avós que vieram fugidos da Europa em busca de um recomeço num país livre. Eles vinham com esperança, mas traziam em suas malas a Rússia, a Polônia e a Bessarábia. Queriam acima de tudo ser brasileiros, mas não queriam ser góis. Nós, as crianças, podíamos nos misturar mas não muito. E em Pessach, tínhamos que saber cantar o “Manishtaná”, afirmam as autoras.

A celebração de Pessach, a Páscoa judaica, representa um momento de muita alegria para o povo judeu porque relembra a fuga do Egito, onde os judeus eram escravos. Comandados por Moisés, caminharam quarenta anos  pelo deserto. Toda uma geração ficou pelo caminho e uma outra, nova, sem as lembranças da escravidão, chegou à Terra Prometida.

Autor: Denise Crispun e Melanie Dimantas | Direção: Ary Coslov
Elenco: Ivone Hoffmann e Carolyna Aguiar

Local: CAIXA Cultural Rio de Janeiro – Teatro Nelson Rodrigues
Endereço: Av. República do Chile, 230, Centro (Próximo ao Metrô: Estação Carioca)
Telefone: (21) 2262-8152
Temporada: de 16 a 26 de  setembro de 2010
Horários: De quinta a domingo, às 19h30
Ingressos: R$20,00 (inteira) e R$ 10,00 (Meia)
Duração: 80 minutos
Classificação indicativa: 10 anos
Capacidade: 388 lugares (sendo 2 para cadeirantes)
Bilheteria: de terça a sábado, das 13h às 20h e domingo de 15h às 20h.

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