Teatro

TEATRO SÃO PAULO

A FORMA DAS COISAS

Foto divulgação / Paula Kossatz

Espaço Parlapatões

Em cartaz

Por Por Adriana Balsanelli / Arteplural Comunicação

A Forma das Coisas, de Labute, no Espaço Parlapatões

15 abril  a 31 de maio de 2010

Uma das cinco peças do dramaturgo americano Neil Labute montados no Brasil nos últimos três anos (as outras são Baque, Gorda, Restos, Aquelas Mulheres), A Forma das Coisas a partir de dia 15 de abril, quinta-feira, às 21 horas no Espaço Parlapatões, para sessões às quintas 21h e sextas 21h30. Com tradução de Marcos Ribas de Faria, tem direção de Guilherme Leme, co-direção de Pedro Neschling e no elenco estão Pedro Osorio, Carol Portes, André Cursino e Karla Dalvi.

Neil Labute é hoje um dos mais respeitados roteiristas, dramaturgos e diretores de cinema e teatro – atualmente, está em cartaz nos Estados Unidos com Reasons to be Pretty. Em A Forma das Coisas, o autor discute os caminhos da arte contemporânea e lança um olhar sobre o mundo atual, abordando questões como o individualismo, o poder e o jogo entre homens e mulheres.

Sinopse

Em cena, dois casais. Evelyn (Carol Portes) e Adam (Pedro Osorio) são completamente diferentes. Ela é uma bela e arrojada estudante de Artes, prestes a concluir seu mestrado. Ele, um sujeito tímido e introspectivo, trabalha como guarda do Museu da Universidade que Evelyn foi pichar. Os dois se envolvem e Adam, pouco a pouco, começa a transformar seu jeito de ser, física e moralmente, moldando-se aos gostos e desejos de Evelyn.

O nerd, tímido e gordinho guarda tira os óculos, emagrece e muda de personalidade. Essa transformação é recebida com estranheza por Diana (Karla Dalvi) e Johnny (André Cursino), amigos de Adam até então, também deixados para trás em nome de sua paixão pela moça. O namoro de Evelyn e Adam já dura quatro meses, quando chega o dia da defesa de sua tese de mestrado. Nesta ocasião, uma revelação surpreendente muda os rumos da vida de Adam.

Ao som de rock, folk e blues e ambientada em uma cidade do interior dos Estados Unidos, a peça começa com Evelyn pichando uma escultura imensa de um homem nu, uma estátua que teve seu pênis coberto por uma folha de parreira. Do ambiente do museu, o texto passa por 10 lugares diferentes - sala de apartamento, vestiário de escola, cafeteria, parque, auditório da faculdade etc. Para solucionar o desafio de retratar esses espaços, o diretor Guilheme Leme propôs um cenário nada realista à cenógrafa Aurora dos Campos. Assim, com apenas cinco totens e alguns objetos cenográficos, o palco se transforma em todos esses ambientes.

Assim como na história da peça (onde na primeira cena a personagem central picha uma obra de arte), na vida real o ex-estudante de artes visuais Raphael Guedes Augustaitiz, o Rafael Pixobomb, chamou atenção da mídia em 2008 com três ações de pichação envolvendo espaços artísticos em São Paulo: pichou o Centro Universitário Belas Artes (na Vila Mariana), a Galeria Choque Cultural (em Pinheiros) e o segundo andar do prédio da 28ª Bienal de São Paulo. Com essas atitudes, ele pretendia questionar os caminhos do mercado de arte, levantando a polêmica a respeito do significado de suas próprias ações serem vandalismo ou ato artístico.

Sobre o autor

Neil Labute nasceu no ano de 1961 em Detroit, Estados Unidos. Estudou cinema e teatro na Brigham Young University de Utah, na Universidade do Kansas e na New York University. Recebeu uma bolsa para fazer parte do Londoner Royal Court Theatre além de participar do Laboratório de Dramaturgos do Instituto Sundance.

Labute ficou famoso em 1997 pelo seu polêmico filme In the company of men (Na companhia dos homens), vencedor de diversos prêmios, entre eles os de melhor filme no Sundance Film Festival e no Festival de Nova York. A seguir, dirigiu Your friends and neighbors e Nurse Betty, prêmio de melhor direção em Cannes em 2000. Seu filme Possessão foi exibido no Brasil em 2003. Seu último trabalho para cinema The shape of things, baseado na sua peça homônima, ainda é inédito no Brasil. No teatro, além de Baque, que estreou em 1999 em Nova York, Labute  escreveu Filthy talk for troubled times, THE SHAPE OF THINGS (A Forma das Coisas), ambas montadas com sucesso em Nova York e em Londres. Sua última peça, The mercy seat, está atualmente em cartaz em Nova York, narrando a história de um casal de amantes no 11 de setembro, com Sigourney Weaver no papel principal.

Autor - NEIL LABUTE. Tradução - MARCOS RIBAS DE FARIA. Direção e adaptação - GUILHERME LEME. Co-direção - PEDRO NESCHLING. Assistente de direção - PAULA CAMPOS. Elenco - ANDRÉ CURSINO, CAROL PORTES, KARLA DALVI, PEDRO OSORIO. Iluminação - MANECO QUINDERÉ. Assistentes de iluminação - FÊLICIO MAFRA e ORLANDO SCHAIDER. Figurinos - SONIA SOARES e TATIANA BRESCIA. Assistente de figurinos - VINI KISS. Cenário - AURORA DOS CAMPOS. Cenotécnico - ANDRÉ SALLES. Trilha sonora - MARCELLO H. Direção de movimento - MARCOS DAMIGO. Programação visual - HALLAN MOULIN. Fotos - PAULA KOSSATZ. Produção executiva - ANA ROQUE. Direção de produção - GILBERTO O'BEIKA. Realização: Carol Portes e Pedro Osório.

Local: Espaço Parlapatões  (96 lugares)  
Endereço: Praça Roosevelt, 158 – Centro. Telefone – 3258-4449
Horário(s): quintas às 21h e sextas às 21h30
Data(s):
15 abril  a 31 de maio de 2010
Preço(s): R$ 30,00 (inteira)
Classificação: 14 anos
Duração: 80 minutos
www.ingressofacil.com.br

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