DICAS - AGENDA CULTURAL DE PORTO ALEGRE

Por Aline Trindade

Infantil

Era um vez uma história

Até 11 de novembro de 2012 - Teatro Novo DC - DC Shopping

Era um vez uma história

Era um vez uma história | Foto: divulgação

Depois do sucesso de “Para Sempre Terra do Nunca”, Ronald Radde leva para o palco o mais novo e inédito texto infantil

Perto de completar 45 anos à frente da Cia. Teatro Novo, o dramaturgo e diretor teatral, Ronald Radde, estreia o segundo texto inédito em 2012. Após a excelente repercussão de “Para Sempre Terra do Nunca”, peça vista por 24.649 espectadores, em 83 sessões, entra em cartaz no dia 02 de setembro, no Teatro Novo DC (Rua Frederico Mentz, 1561 D – Navegantes) a montagem “Era uma vez uma história...”. O espetáculo será apresentado sempre aos domingos, às 17h, até o dia 11 de novembro. Um programa que vai agradar a família toda!

No novo texto de Ronald Radde, a plateia vai descobrir que contos originais como os dos Irmãos Grimm, de Hans Christian Andersen e de clássicos mais contemporâneos como os de James Barrie e Frank Baum, entre outros, estão preservados num esconderijo secreto há mais de 200 anos. Seus guardiões (Livrino e Historinha), dois velhos tipógrafos que imprimiram letra por letra, página por página e que preservam os exemplares como um tesouro de sonhos, repentinamente, se sentem ameaçados com a invasão dos seus domínios. Uma famosa vilã dos contos infantis deseja reescrever uma misteriosa história. Para isso, ela precisa de um livro, entre centenas que estão guardados por Livrino e Historinha. Eles terão de lutar com todas as forças contra esta personagem que deseja mudar o seu final e que poderá trazer consequências para toda a humanidade.

INFORMAÇÕES - Era um vez uma história...
Data: 02 de setembro a 11 de novembro de 2012 | Horários: domingos, às 17h
09 de setembro - domingo às 11h e 15h Ingressos: Platéia baixa: R$ 18,00 | Platéia alta: R$ 15,00 | Clube ZH: 30% de desconto para titular e 01 acompanhante |Crianças até 02 anos não pagam. | Acima de 60 anos: 50% de desconto Acima de 60 anos: 50% de desconto
Classificação etária: livre.

LOCAL - Teatro Novo DC – DC Shopping
Rua Frederico Mentz, 1561 D - Navegantes Informações: 51 3374-7626 / 3374-3722 www.teatronovo.com.br

Por Natalia Konrath

Infantil

Disney Live! Três Contos Clássicos

De 26 a 30 de setembro de 2012 no Teatro do Bourbon Country

Disney Live! Três Contos Clássicos

Disney Live! Três Contos Clássicos

A Opus traz o Disney Live! de volta ao Brasil com o espetáculo inédito Três Contos Clássicos, em cartaz de julho a setembro deste ano em diversos palcos nacionais. Na nova produção, Mickey Mouse, Minnie, Pateta e Donald convidam adultos e crianças para reviver três fantásticas aventuras de clássicos da Disney. As histórias de Branca de Neve e os Sete Anões, Cinderela e a Bela e a Fera são recriadas em uma atração repleta de efeitos especiais, trilhas sonoras, figurinos e cenários incríveis. Com a participação das risadas e aplausos das crianças, Mickey e seus amigos chamam para os palcos os famosos personagens da Disney que dão vida às narrativas com muito romance, ação e humor.

Na montagem, os espectadores vão ter a chance de viver os sonhos das princesas e de dar força para seus heróis preferidos derrotarem os vilões. O encerramento das apresentações será em Porto Alegre, de 26 a 30 de setembro, no Teatro do Bourbon Country.

INFORMAÇÕES - Disney Live! Três Contos Clássicos
Datas: De 26 a 30 de setembro de 2012
LOCAL - Teatro do Bourbon Country - Porto Alegre/RS

Por Salomão di Pádua

Show
Nosly lança Parador com pockets shows em
Curitiba e Porto Alegre a partir de outubro

Nosly | Foto: Levent Canseven

Parador, terceiro disco do cantor, compositor e violonista maranhense Nosly e o primeiro com foco mais direto no público brasileiro continua abrindo espaços país afora. Acompanhado apenas de seu violão, o que não é pouco diante da intimidade do músico com o instrumento

Depois de um antológico show de lançamento no Teatro Arthur Azevedo em São Luís (MA) onde se apresentou com um time de músicos de primeira linha e direito à participação especial do amigo Toninho Horta, Nosly adota o formato pocket show. Se por um lado a fórmula priva o público do peso instrumental, por outro privilegia a interação com a platéia, que pode conferir os dotes de um violonista em grande forma.

No set list, onde predominam o repertório de Parador, há espaço reservado para momentos marcantes da carreira do artista, canções fazem parte dos CDs Luar (o nome é esse mesmo? Confere e coloca o ano) e Nave dos Sonhos(xxxx).

Parador é um namoro escancarado com o pop. Tudo nele, da embalagem aos arranjos é um afago aos ouvidos volúveis destes tempos rápidos e rasteiros. Só que Nosly, cidadão do mundo da música, acumulou bagagem pesada nas tantas horas de voo de sua considerável trajetória internacional, e não foi fácil reduzi-la ao essencial. O resultado traz ganhos evidentes para o universo pop.

O caso de Nosly é singular, apesar dos muitos pontos de convergência com tantos nomes surgidos ou de carreiras consolidadas na última década, que vitaminaram a canção brasileira com fartas doses de lirismo e poesia, a exemplo do parceiro de início de jornada, Zeca Baleiro, mas também Chico César, Otto, Lenine, Rita Ribeiro, Vander Lee e tantos outros.

Instrumentista de amplos recursos e melodista idem, Nosly viu seu caminho pender naturalmente para o lado instrumental, e só aos poucos foi se revelando intérprete de igual solidez. Em Parador, ele encontrou seu ponto de fusão. O disco transborda esse contentamento, de quem trabalhou duro para sentir-se à vontade em um ambiente relativamente novo.

A canção que dá nome ao disco, composta com Gerude e Luís Lobo, é exemplar nesse sentido. Estilosa e grudenta no melhor sentido, traz uma alegria contida em seus acordes menores, mas exaltada na linha vertiginosa do baixo fankeado, de resultado irresistível. Graças a esses atributos, a canção começa a despontar como hit nos dials locais.

Impossível não destacar Oh baby perdoe, historinha romântico-proletária capaz de derreter corações radiofônicos com sua orquestração acústica e teclado baladeiro, bem como Versos Perdidos, regravação de sua parceria com Baleiro e Fausto Nilo, sucesso de Baladas do Asfalto. Nosly sai dignamente da inevitável comparação.

O contrabaixo do rastaman maranhense Gérson da Conceição por si só justificaria a presença da versão do sucesso do Toto, I’ll be over you, no disco, mas o fato é que a versão ficou bem bacana e pra cima.

Importante destacar, por se tratar de um artista à primeira vista mais associado à construção melódica, a preocupação de Nosly – e não somente neste disco – em privilegiar o texto, procurando a companhia de artífices da palavra (cantada ou não) e poetas da canção. Em Parador, a lista é longa: Zeca Baleiro, Fausto Nilo, Chico César, Fernando Abreu, Sérgio Natureza e Olga Savary.

Apesar de Doer, parceria com Vanessa Baumagny, e Aldeia, que Nosly divide com o poeta Celso Borges e que ganha o reforço de Zeca Baleiro na gravação são os dois momentos mais sublimes do disco. Sublimidade que às vezes só a melancolia pode atingir e que reforça um possível conceito a respeito deste disco: pop sim, descartável jamais