Teatro São Paulo

TEATRO

Grupo XIX reestreia "ARRUFOS"

ARRUFOS

Adalberto Lima

Espaço dos Fofos Encenam

Teatro

Por Lígia Azevedo / Arteplural Comunicação

Grupo XIX reestreia Arrufos no Espaço dos Fofos dia 13 de novembro

Até 13 de dezembro

Em parceria iniciada pelas duas companhias, o Grupo XIX ocupa por um mês a sede dos Fofos Encenam com o terceiro espetáculo de seu repertório. O enredo conta histórias de amor de diferentes séculos para colocar em questão a origem da concepção moderna de amor

Existe uma forma nova de amar ou apenas recriamos os mesmos sonhos românticos do século 19 com novas roupagens? Esse sentimento tão gasto, cantado em prosa e verso, desde os primórdios da humanidade, não é mais do que uma construção social, que se modifica ao longo do tempo? Os desencontros de amor em uma determinada época podem, guardadas suas proporções, transformarem-se em outras histórias de amor em outra época? Essas são algumas das questões de Arrufos, espetáculo que o Grupo XIX de Teatro volta a encenar a partir do dia 13 de novembro, sexta, no Espaço dos Fofos.

A terceira peça do repertório do grupo – que inclui também Hysteria e Hygiene –cumpre um mês de temporada na sede da companhia Os Fofos Encenam, abrindo o projeto Os Fofos Convidam. A partir deste ano, quando não estiverem em cartaz as peças do repertório dos Fofos, serão convidados grupos que tenham afinidade de trabalho para apresentarem suas peças. A parceria se dá graças ao programa de municipal de Fomento ao Teatro, que em 2009 subvenciona o Espaço dos Fofos.

Arrufos é resultado da pesquisa do Grupo XIX em torno da História do amor privado no Brasil, o amor burguês, socialmente aceito, e seus desdobramentos até os dias atuais. O espetáculo propõe, junto com a platéia, uma reflexão do tão famoso desejo de amar e ser amado.

No palco, três histórias em épocas diferentes se sobrepõem. No século 18, um pai agoniza no leito de morte rodeado pela esposa, a filha, a amante, um empregado e um padre. No 19, três meninos se encontram em um cemitério para declamar poesias. Paralelamente, três meninas conversam depois de voltarem de um baile de gala. Um romance se instaura entre uma das meninas e um dos garotos, um amor inviável pela diferença social entre os dois. Já no século 20, seis personagens confidenciam à plateia suas diferentes experiências amorosas.

Arrufos foi indicada ao Prêmio Bravo Prime de Cultura e Qualidade Brasil 2008 como um dos melhores espetáculos do ano. Pela peça, Luiz Fernando Marques foi vencedor do Prêmio APCA 2009 de Melhor Diretor e recebeu a indicação na mesma categoria no Prêmio Qualidade Brasil 2008. A peça também rendeu a Renato Bolelli Rebouças o Prêmio Shell de Teatro 2009 na categoria cenografia e Prêmio da Cooperativa Paulista de Teatro - 2009 na categoria: Projeto Visual.

Uma história do amor

A dramaturgia de Arrufos passa pelo desejo de construir, a partir de esboços de vários amores, a idéia do Amor como fenômeno sócio-político, que serve de moldura para os anseios e desejos mais profundos da alma humana. A idéia de que esse amor está no detalhe, no gesto, nas palavras, no ato de sedução, no olhar, no toque. E que tudo isso ocupa lugares diferentes em diferentes tempos.

A pesquisa dramatúrgica do grupo se consolida na ideia de construir uma história do amor ao longo dos séculos, através de histórias diversas dos séculos 18, 19 e 20, misturando os tempos. Isso, para tentar trazer ao espectador do século 21 uma idéia de onde vem esse ideário do amor romântico e a quem serve essa construção, como o conceito moderno de amor, limitado ao casal burguês e ao espaço claustrofóbico da família nuclear, foi construído: a chamada concepção privada do amor.

Segundo o diretor Luiz Fernando Marques, cada uma das histórias que aparecem em cena reflete a concepção de amor de seu tempo. “Na primeira, temos o amor contratual, ligado à ideia de propriedade e marcado pela influência católica. Na segunda, há o amor do Romantismo, a ideia da alma gêmea, do amor salvador, ao mesmo tempo que impossível. A terceira parte, por sua vez, traz o amor pós-freudiano”, explica.

“Mas a peça não é uma fábula que a plateia vai acompanhando, mas sugestões de histórias e provocações a partir das quais cada espectador tira as suas reflexões e conclusões. Uns saem com uma visão de que o amor é muito complicado. Outros saem completamente enamorados. Até pedido de casamento no meio da peça já aconteceu. Mas a ideia é propor que construímos o nosso imaginário de amor por sobreposição, herdando conceitos do século 18, 19, 20”, complementa.

Espaço dos Fofos Encenam (70 lugares). Rua Adoniran Barbosa, Bela Vista. Telefone para informações - (11) 3101.6640, das 14 às 21h de sexta a domingo. Sextas às 22h, sábados às 21h e domingos às 20h.  R$30,00 (meia R$ 15,00). Aceita: Cartão de Débito e Crédito (Visa, Mastercard), e cheque. Ingressos pelos sites: www.osfofosencenam.com.br e www.ingresso.com. Classificação etária: 16 anos. Duração: 1h50.
Até 13 de dezembro. Comédia romântica.

Assessoria de Imprensa
ARTEPLURAL Comunicação
Jornalista responsável - Fernanda Teixeira
site - www.artepluralweb.com.br

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