Teatro

TEATRO SÃO PAULO

AS MENINAS

Foto: divulgação

Viga Espaço Cênico.

Teatro

Por Fernanda Teixeira / Arteplural Comunicação

De Lygia Fagundes Telles, AS MENINAS

29 de maio a 25 de julho de 2010

Com adaptação de Maria Adelaide Amaral e direção de Yara de Novaes, ouomance emblemático dos anos 70, clássico da literatura brasileira, de Lygia Fagundes Telles, estica temporada. As meninas do texto são vividas no teatro por Clarissa Rockench, Luciana Brites e Silvia Lourenço. O elenco conta ainda, com uma luxuosa participação das atrizes Clara Carvalho e Patrícia Gasppar. Cenários de André Cortez e figurinos de Fábio Namatame.

Com adaptação para o teatro de Maria Adelaide Amaral e direção de Yara de Novaes, o As Meninas espetáculo traz no elenco Clarissa Rockenbach (Lorena), Luciana Brites (Ana Clara), Silvia Lourenço (Lia) e Julio Machado (Max, Guga e MN). Clara Carvalho (Mãezinha) e Patrícia Gasppar (Irmã Priscila) fazem participação especial. Os cenários são de André Cortez, Visagismo e figurinos de Fábio Namatame, iluminação de Fábio Retti, trilha-sonora de Dr. Morris, preparação corporal de Miriam Rinaldi, preparação e arranjo vocal de Daniel Maia. O espetáculo segue em cartaz no Teatro Eva Herz, na Livraria Cultura do Conjunto Nacional, aos sábados, às 18 horas e domingos, às 17 horas.

Sinopse do espetáculo

Na São Paulo no final dos anos 60, auge da ditadura militar, três jovens universitárias convivem num pensionato de freiras relativamente liberais e progressistas - Lia, Lorena e Ana Clara. O livro narra os encontros e desencontros dessas três garotas com o conturbado mundo que as cerca. Ano da publicação do romance: 1973. Ano também do governo Médici, de censura, de silêncio.

Com lucidez e técnica contundente, Lygia Fagundes Telles retrata esse tempo por meio dos sonhos e da ótica dessas três meninas: a aristocrática e romântica Lorena, que transpira generosidade e aspira viver um grande amor com um homem mais velho e casado; Lia, idealista e guerrilheira, a subversiva e flamante Lião, tranca a matrícula na faculdade e vai à luta pela causa da liberdade, sonhando em reencontrar o namorado, preso político e torturado; e Ana Clara, a bela modelo que mergulha nas drogas, chamada de Ana Turva pelas outras, mas acredita que um rico casamento possa libertá-la da dependência e do pavor da miséria.

Somando-se e entrelaçando-se à história principal, destaque para a Mãezinha de Lorena, tão fútil quanto atormentada pelos sinais de velhice, e com eles o terror de perder seu jovem namorado. Max; o belo e frágil amante de Ana Clara, que trafica para garantir a própria droga; Guga, colega de faculdade de Lorena, que abandona o curso de Direito para se tornar um despreocupado militante do movimento Paz e Amor; e Irmã Priscila, a freira perplexa com a revolução dos costumes que atinge a todos, leigos e os religiosos. Como pano de fundo em AS MENINAS, um apaixonante retrato político do Brasil e de um mundo em transformação. Nada será como antes. Nunca mais.

AS MENINAS – Reestreia dia 29 de maio, sábado, às 21 horas, no Viga Espaço Cênico. Rua Capote Valente, n. 1323 – Sumaré, tel, 3801-1843. Temporada: 29 de maio a 25 de julho. Dias e horários: sábados, 21h00 e aos domingos, 18h00. Classificação etária: a partir de 14 anos. Duração: 85 minutos.
Capacidade do teatro: 80 lugares.

Texto de LYGIA FAGUNDES TELLES. Adaptação e dramaturgia de MARIA ADELAIDE AMARAL. Concepção e direção de YARA DE NOVAES. ELENCO: CLARISSA ROCKENBACH (Lorena), LUCIANA BRITES (Ana Clara), SILVIA LOURENÇO (Lia), JULIO MACHADO (Max, Guga e M.N). PARTICIPAÇÕES ESPECIAIS: CLARA CARVALHO como Mãezinha e PATRICIA GASPPAR como Irmã Priscila. Cenário de ANDRÉ CORTEZ. Figurinos e visagismo de FÁBIO NAMATAME. Iluminação de FÁBIO RETTI. Trilha-sonora de DR MORRIS. Preparação corporal de MIRIAM RINALDI. Preparação e arranjo vocal de DANIEL MAIA. Assessoria de imprensa - FERNANDA TEIXEIRA – ARTE PLURAL. Fotografia de RONALDO AGUIAR. Programação visual - HALLAN MOULIN. Idealização - CLARISSA ROCKENBACH e FERNANDO PADILHA. Direção de Produção - FERNANDO PADILHA. Realização - PAD ROK PRODUÇÕES CULTURAIS.

Lygia Fagundes Telles homenageou Paulo Emílio Salles Gomes

Para celebrar uma homenagem, uma escritora recebeu uma equipe do espetáculo em sua casa. Como num ritual, diretora, Produtores, atrizes e ator sentaram-se ao seu redor na sala e ouviram atentamente o que ela tinha a dizer sobre o livro. Testemunha de seu tempo, logo Revelou Lygia: "Acho maravilhoso As Meninas irem para o teatro", disse com seu jeito simples. Entre os relatos, contou ter começado a escrever o livro em 1970, auge da ditadura militar, falou da campanha feita atualmente em busca dos desaparecidos, considerados subversivos na época, terminando por cada Detalhar Personagem.

"Casei duas vezes e este livro é dedicado a meu segundo marido ensaísta, o crítico e de cinema Paulo Emílio Salles Gomes, morto em 1977. "Quando terminou o livro estava em Barra de São João ", onde está enterrado Casemiro de Abreu", disse. Todos ficaram sabendo que Lygia caiu em prantos ao terminar de escrever o livro. A contadora de Histórias estava se despedindo de suas personagens, que voltam com outra roupagem não decorrer de sua obra.

Assessoria de Imprensa
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Jornalista responsável - Fernanda Teixeira
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