PUBLICIDADE

Teatro - Rio

TEATRO - RIO JANEIRO

"BANAL" de Alessandra Colasanti

"BANAL" de Alessandra Colasanti

Foto: André Mantelli

Mezanino do Espaço SESC. Rua Domingo Ferreira, 160 - Copacabana

Por Bruna Amorim - Daniella Cavalcanti

SESC RIO apresenta
BANAL de Alessandra Colasanti

Espetáculo inédito apresenta a convergência entre realidade e ficção, dramaturgia e jornalismo, performance e vídeo-arte

Novo trabalho de Alessandra Colasanti que, em fevereiro, estreia mais dois espetáculos no Rio e em São Paulo. Estreia 03 de fevereiro

No dia 03 de fevereiro estreia, no Mezanino do Espaço SESC, “Banal”, o mais novo espetáculo da autora, diretora, atriz e performer Alessandra Colasanti. Com Carol Portes, Fabrício Belsoff, Fernanda Félix, João Velho e Thiare Maia no elenco, a peça aborda a violência urbana no Brasil a partir de procedimentos contemporâneos de linguagem e propõe a convergência entre teatro e artes visuais em uma cena não realista, não psicologizada, mas, ao mesmo tempo, lacônica, cômica, lírica, ácida e desconcertante.

“A violência urbana e sua banalização é um tema extremamente complexo. A ideia era abordá-lo de forma não panfletária, com ironia e lirismo, para isso misturei depoimentos pessoais dos atores à dramaturgia inédita e manchetes de jornal. O cenário da peça é situado em uma galeria de arte. O cruzamento entre realidade e ficção se dá também como procedimento de metalinguagem. Banal seria uma obra de um artista imaginário chamado Século, que abordaria a violência urbana enquanto manifestação estética”, afirma Alessandra Colasanti.

Sobre o espetáculo:

 Século, um artista contemporâneo, na galeria de arte Museu Cubo Branco, está inaugurando uma nova criação, Banal, onde troca pincéis e pigmentos por pessoas; a tela pelo tempo e pelo espaço. Assim, os cinco atores, elementos desta instalação fictícia vestidos em trajes de gala e de guerra, e se alternam entre a interpretação dos personagens – uma burguesia decadente e sofisticada - e a posição de atores personagens.

“Construímos um museu imaginário dentro do espaço do Mezanino do SESC. É como se o teatro se transformasse em uma galeria de arte, e a peça fosse uma instalação” Alessandra Colasanti.

Em um formato que se alterna entre a performance, vídeo-arte e ‘Stand up comedy’, o teatro foi transformado em uma galeria de arte onde público poderá se acomodar em pufes brancos para assistir a apresentação. O resultado é um intertexto entre realidade e ficção que mescla dramaturgia, manchetes de jornal e depoimentos pessoais. As figuras em cena, a despeito da barbárie permanente lá fora, discorrem sobre projetos, anseios, dramas íntimos, tendências do campo artístico ou, simplesmente, banalidades.

A vídeoarte é usada para transmitir a ideia do público e do privado. Enquanto um telão reproduz, do começa ao fim da peça, cerca de dez mil fotografias; retratando ruas de todo o mundo, parte do acervo de Alessandra e da cineasta Mariana Kaufmann, que assinam juntas a direção dos vídeos, três monitores de TV retratam o dia-a-dia de uma casa. Na verdade a casa da própria diretora, onde ela aparece dormindo, trabalhando no computador, enquanto sua empregada doméstica arruma sua cama e lava sua louça.

“Na porta do meu prédio tem um mendigo. Todas as noites, quando chego em casa, ele está lá. Assim que mudei para este endereço procurei a síndica para tentar solucionar o problema. Há três anos moro neste endereço e o mendigo continua na porta do meu prédio. Curiosamente não precisei fazer nada para que ele fosse embora, ele ainda está lá, mas já não o vejo. Em banal a ideia inicial era montar uma peça sobre a violência. No entanto, o que se destacou como conceito central do trabalho não foi a violência urbana em si, mas sim a forma como olhamos para ela, ou melhor, de como não a olhamos, de como nos tornamos, involuntariamente, cegos. O absurdo é tamanho que é preciso, muitas vezes, deixar de enxergar para seguir adiante” – Alessandra Colasanti

Em fevereiro, Alessandra Colasanti está com três espetáculos seguidos. Além de Banal, Alessandra também assina o texto e direção de “Coelho Branco sobre Branco”, que estreia no dia 08 de fevereiro no OI Futuro e, como atriz, autora e diretora, sua peça “Anticlássico”, estreia no dia 19 em São Paulo, onde irá inaugurar uma nova sala no SESC Pinheiros. E, em abril, o espetáculo volta ao Rio, no Sergio Porto, acompanhado de uma exposição, com vídeos, trabalhos fotográficos e o filme “A Verdadeira História da Bailarina de Vermelho”, de Alessandra Colasanti e Samir Abujamra.

Texto e direção: Alessandra Colasanti
Elenco e criação híbrida: Carol Portes, Fabrício Belsoff, Fernanda Félix, João Velho e Thiare Maia

Serviço

Local: Mezanino do Espaço SESC (Rua Domingo Ferreira, 160 - Copacabana. Tel.: 2547-0156). www.sescrio.org.br
Horários: quinta e domingo às 20h/ sexta e sábado às 21h30
Ingressos: R$16,00 / R$8,00 (estudantes e acima de 60 anos) e R$4,00 (comerciários)
Bilheteria: de terça a domingo a partir das 15h às 19h
Classificação: 14 anos
Duração: 90 minutos
Capacidade: 55 lugares
Temporada: 03 a 27 de fevereiro