Por Sheila Gomes - Imprensa Armazém Comunicação
Bette Davis e a Máquina de Coca-Cola
Novo espetáculo da 'Companhia Teatro de Nós'
9 de agosto a 22 de setembro DE 2012, no Teatro SESI
Em cena: César Amorim, Carine Klimeck e Anderson Cunha | Foto: Diego Molina
Em seu novo espetáculo “Bette Davis e a máquina de Coca-Cola”, a companhia Teatro de Nós volta ao universo adulto com uma comédia. A peça é escrita por Renata Mizrahi - baseada no esquete homônimo de Jô Bilac - com colaboração do diretor Diego Molina e dos atores. O espetáculo faz temporada de 9 de agosto a 22 de setembro, de quinta a sábado, às 19h30, no Teatro SESI, no Centro do Rio. Haverá intérpretes de libras em sete sessões pré-determinadas (ver serviço).
As neuroses urbanas e contemporâneas são o tema da comédia “Bette Davis e a máquina de Coca-Cola”. Os atores César Amorim (um dos autores do livro “Cena Impressa”), Carine Klimeck (do programa “Zorra Total”, da TV Globo) e Anderson Cunha (da peça “Epheitos Kolaterais”, entre outras) revezam-se nos diversos personagens/narradores da peça, expondo as manias e loucuras do mundo moderno. O excesso de informação, a falta de tempo e a pressão cotidiana podem desencadear surtos de loucura e síndromes diversas e surpreendentes.
Com direção de Diego Molina, “Bette Davis e a máquina de Coca-Cola” colocará à frente dos refletores o Complexo de Godia (rir sem parar), a Síndrome do Papagaio (repetição de frases feitas e ditos populares), a Ápice de Kouski (cantar em momentos inapropriados) ou o Complexo de Bette Davis (comportamento infantil), atriz cujo papel no filme “O que terá acontecido a Baby Jane?” inspirou o autor Jô Bilac no esquete que deu origem a esse espetáculo, premiado em vários festivais do gênero na cidade em 2008. Coube à Renata Mizrahi transformá-lo em peça, trazendo novos transtornos para o palco. Os três atores representam os personagens/narradores – espécie de antropólogos que investigam as causas dos tormentos vividos por eles mesmos.
Sinopse:
Bette Davis e a máquina de Coca-Cola mostra situações extremas do modo de vida do homem contemporâneo a fim de provocar no espectador uma reflexão consistente e bem-humorada. Os personagens são pessoas comuns, moradores da periferia do Rio de Janeiro, que não aguentam a pressão do dia-a-dia frenético da cidade grande e acabam desenvolvendo involuntariamente curiosas válvulas de escape, como forma de suportar as situações a que são submetidos no dia a dia.
Os narradores da peça são como cientistas tentando descobrir onde tudo deu errado: por que tanta gente (eles mesmos) morre de estresse e de colapsos causados por surtos e distúrbios que só surgiram nas últimas décadas? Esses cientistas pesquisam sua própria incapacidade de lidar com o mundo atual: o trânsito, a poluição, a rapidez imposta pela internet, o “time is money”, o comer mal, as relações virtuais superficiais...
O figurino e maquiagem do espetáculo dão aos atores o aspecto de figuras destruídas, cansadas, mortas, espécie de zumbis que buscam a resposta para a falência de suas presenças na terra. Verdadeiros mortos-vivos. O cenário e a luz também investem no caos e na destruição: nada de rotundas, pernas ou panos na caixa cênica. O palco e suas “sujeiras”, em seu estado cru, são mostrados integralmente. Destroços de manequins e objetos urbanos espalhadas no fundo do palco completam o colapso urbano.
Ficha Técnica
Texto: Renata Mizrahi e Jô Bilac com colaboração coletiva do diretor Diego Molina e os atores do espetáculo
Direção e cenografia: Diego Molina
Elenco: César Amorim, Anderson Cunha, e Carine Klimeck
INFORMAÇÕES - Bette Davis e a Máquina de Coca-Cola
Temporada: 9 de agosto a 22 de setembro de 2012 | Horário: quinta a sábado, às 19h30
Ingressos: R$ 30,00 (inteira) e R$ 15,00 (meia)
Classificação etária: 16 anos |
Duração: 60 minutos | Acesso para pessoas com deficiência |
LOCAL - LOCAL - Teatro SESI (Capacidade: 250 lugares)
Avenida Graça Aranha, 1 - Centro
Informações: 2563-4168 ou pelo e-mail cultura.arte@firjan.org.br
Vendas antecipadas:
www.ingresso.com ou Central Telefônica 4003-2330, das 9h às 21h