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Teatro - São Paulo

TEATRO - SÃO PAULO

"Boca de Ouro" de Nelson Rodrigues

Boca de Ouro

Foto Lenise Pinheiro

Teatro Gil Vicente - Sede do Grupo Gattu

Por Adriana Balsanelli / Arteplural

O Boca de Ouro com pegada contemporânea do Grupo Gattu retomada temporada e participa de festival

26 de março a 17 de abril de 2011 no Teatro Gil Vicente

O clássico texto de Nelson Rodrigues volta a ser apresentado na sede da companhia, Teatro Gil Vicente, dia 26 de março. Peça participa do Festival Ibero-Americano de Teatro em 20 de março.

Como parte das homenagens pelos 30 anos da morte do maior dramaturgo brasileiro, Nelson Rodrigues, o Grupo Gattu encena o clássico Boca de Ouro, a história da tragédia tipicamente carioca. O espetáculo estreia dia 25 de setembro, sábado, às 21 horas, no Teatro Gil Vicente, sede da companhia paulista. A direção é de Eloísa Vitz, que também está no elenco ao lado de Elam Lima, Laura Knoll, Marcos De Vuono, Marcos Machado, Daniela Rocha Rosa, Laura Vidotto, Miriam Jardim, Diogo Pasquim, Breno Mendes, Daniel Gonzáles e Adriano Campos. As apresentações são gratuitas.

Boca de Ouro é parte da trilogia do grupo com obras de Nelson Rodrigues. No primeiro semestre de 2010, o Gattu montou Doroteia e Viúva Porém Honesta. Além da proposta de de trabalhar com temas da cultura nacional, o Grupo Gattu pretende formar um público jovem de teatro, não habituado a frequentar esta forma de expressão artística e favorecer o acesso a qualquer classe social. O grupo mantém o texto original do autor. “Temos um compromisso com a formação  de plateia e acessibilidade. É importante para nós montar Nelson Rodrigues na íntegra e mantê-lo com a sua genialidade intacta”, diz a diretora Eloísa Vitz.

Boca de Ouro é uma tragédia carioca em três atos, escrita por Nelson Rodrigues em 1959. Estreou em 19 de outubro de 1960, em São Paulo, no antigo Teatro Federação, depois chamado Cacilda Becker. Sem sucesso, ficou somente três semanas em cartaz, tendo no papel-título o diretor polonês Ziembinski.

Sinopse
Bicheiro temido e respeitado na comunidade onde vive, o personagem-título Boca de Ouro, interpretado por Elam Lima, manda arrancar todos os dentes perfeitos, substituindo-os por uma dentadura de ouro. Prepotente e cruel, Boca de Ouro também cultiva o sonho de ser enterrado num caixão de ouro só para recompensar o trauma de ter nascido numa gafieira e de ter sido abandonado pela mãe numa pia de banheiro. O malandro banqueiro do bicho, repleto de suíngue e malícia, começa apresentando seu protagonista, que acabara de morrer assassinado. O repórter Caveirinha, designado para descobrir a verdadeira história do marginal, vai entrevistar sua ex-amante, Guigui (Laura Knoll), que narra três diferentes e inusitadas versões do mesmo assassinato. Em todas elas, estão envolvidos Leleco, um malandro desempregado, sua mulher, Celeste e três ricaças.

Todas as histórias são contadas por Dona Guigui quando jornalistas vão até a sua casa em busca de manchetes. Em primeira instância, sem saber que o bicheiro está morto, Guigui o define como um homem cruel e insensível. Depois, ao saber do assassinado, torna-se emotiva e passa a elogiá-lo, ao mesmo tempo em que denigre seu atual marido Agenor (Marcos de Vuono), que, irritado, decide abandonar o lar.

Sentindo-se culpado pelo ocorrido, o repórter Caveirinha (Diogo Pasquim) influencia Dona Guigui a contar uma terceira versão sobre a morte de Boca de Ouro. Esta revela seu poder, crueldade e inseguranças. Um bicheiro malandro, uma amante, um jornalista em busca de grandes manchetes e um assassinato relatado em três ângulos distintos. Quem matou o Boca de Ouro é a pergunta que não quer calar.

A montagem
Elementos cênicos são utilizados para transportar o público ao universo de Nelson Rodrigues, com humor e brasilidade. “A montagem não se enquadra em rótulos. Extrapola o realismo. Criamos uma estética própria que se fossemos nomeá-la chamaríamos de realismo fantástico ou neo-realismo”, diz a diretora Eloísa Vitz.

Sobre o Autor
Nelson Rodrigues (1912-1980) começou a carreira no jornalismo, aos 13 anos,  em 1925, como repórter policial do jornal A Manhã, impressionando os colegas com sua capacidade de dramatizar pequenos acontecimentos.
Em 1943 revolucionou a dramaturgia mundial com a peça Vestido de Noiva. Nelson Rodrigues foi
jornalista, dramaturgo, romancista e cronista,
escreveu 17 peças de teatro, 9 romances, 5 livros de contos e 13 livros de crônicas.
Sua obra e seu gênio literário são um patrimônio da literatura brasileira.

Sobre o Grupo Gattu
O Grupo Gattu foi criado há 10 anos pela atriz e diretora Eloísa Vitz. Incentivado pela UNIBAN Brasil, formou um núcleo independente de pesquisa teatral, com sede própria no Teatro Gil Vicente.
Sua essência é a busca da excelência cênica, por meio de incessantes pesquisas e investigações sobre as obras encenadas. Revela uma linguagem autêntica e surpreendente, assumindo um compromisso com a Arte. O grupo assina onze montagens e dezoito temporadas mantendo-se em pesquisa constante.
Como missão propõe-se à formação de plateia, a aproximação do público de diferentes classes sociais, à encenação de obras literárias de grandes dramaturgos, à escolha de temas que possam provocar ecos e reflexões no público.

Direção: Eloísa Vitz

Elenco: Elam Lima, Laura Knoll, Marcos De Vuono, Marcos Machado, Eloísa Vitz, Daniela Rocha Rosa, Laura Vidotto, Miriam Jardim, Diogo Pasquim, Breno Mendes, Daniel Gonzáles, Adriano Campos.

Local: Teatro Gil Vicente (155 lugares)  Sede do Grupo Gattu
Endereço: Avenida Rudge 315, Campos Elíseos
Estreia:  26 de março a 17 de abril de 2011
Horários: Sábados às 21h e domingos às 20h.
Ingressos: Ingressos: R$ 30,00
Classificação etária:  16 anos
Duração: 90 minutos
Espetáculo estreou em setembro de 2010.
www.gattu.com.br.