MÚSICA POPULAR BRASILEIRA

Por Sheila Gomes / Imprensa Armazém Comunicação

Boca Livre

BOCA LIVRE

Foto: divulgação

Um dos mais importantes grupos vocais do Brasil

O segredo da longevidade do Boca Livre, segundo Zé Renato, é “a fidelidade ao gosto musical dos integrantes”. A proposta do grupo, que se consagrou ao conquistar um Disco de Ouro inédito para uma produção independente, em 1979, permanece fiel aos primeiros tempos. A liberdade das vozes é a marca musical do grupo. Os arranjos vocais cuidadosos e afinados e a instrumentação suave do grupo Boca Livre vão abrir com o pé direito o projeto Brasil Vocal 2012.

Formado em 1978, por Maurício Maestro (contrabaixo e vocal), Zé Renato (violão e vocal), Cláudio Nucci (violão e vocal) e David Tygel (violão e vocal), o Boca Livre participou do disco “Camaleão”, de Edu Lobo, excursionando com o compositor no Projeto Pixinguinha. Lançou, no ano seguinte, o LP independente “Boca Livre” que ultrapassou a vendagem de 100 mil cópias, com destaque para as canções “Toada”, de Zé Renato, Claudio Nucci e Juca Filho, e “Quem tem a viola”, de Zé Renato, Claudio Nucci e Xico Chaves.

Em 1981, Claudio Nucci foi substituído por Lourenço Baeta e o grupo gravou o LP independente “Bicicleta”, que contou com as participações especiais de Tom Jobim e Naná Vasconcelos. No ano seguinte, lançou o LP “Folia” pela gravadora Polygram e, em 1983, o LP “Boca Livre”.

Desde 2006, o grupo voltou a atuar com sua formação clássica: Zé Renato, David Tygel, Lourenço Baeta e Maurício Maestro, realizando shows pelo país e gravando o CD/DVD “Boca Livre ao vivo” com seu consagrado repertório. Em 2007, o grupo lançou o CD e DVD “Boca Livre e ao vivo” – gravado no Auditório Ibirapuera, em São Paulo – com participação especial de Roberta Sá, Rodrigo Maranhão, Renato Brás, Fred Martins, Marcelo Mariano e MPB-4. O segredo da longevidade do Boca Livre, segundo Zé Renato, é “a fidelidade ao nosso gosto musical”. A proposta do grupo, que se consagrou ao conquistar um disco de outro inédito para uma produção independente,em 1979, permanece fiel aos primeiros tempos. “Creio que cada vez mais a gente se conhece, já sabe muito bem como encontrar a melhor forma de trabalhar junto. Essa integração se reflete tanto na escolha de repertório, quanto na melhor maneira de fazer o arranjo de cada música.