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CAIXA Cultural Brasília, Teatro da CAIXA , apresenta: “Caranguejo Overdrive”

CAIXA Cultural Brasília apresenta: temporada do espetáculo d’Aquela Cia.

CARANGUEJO OVERDRIVE

Ambientado no final do século XIX, a peça tem como personagem central Cosme, um sodado que lutou pelo Brasil contra do Paraguai. A trama se desenvolve quando retorna ao Rio de Janeiro e encontra sua cidade em profunda transformação.

Foto: Elisa Mendes

CAIXA Cultural Brasília, Teatro da CAIXA – Apresenta: Caranguejo Overdrive estreou em junho de 2015 na Ocupação 10 anos da Aquela Cia., no Mezanino do Espaço SESC, em Botafogo, no Rio de Janeiro, com enorme sucesso de público e de crítica. Em agosto, cumpriu uma segunda temporada no mesmo espaço e, em seguida, reinaugurou a Casa da Gávea, também na capital Fluminense. Em setembro, participou do Festival Interculturalidades e em outubro do FIAC (Festival Internacional de Artes Cênicas da Bahia). Em janeiro de 2016, em uma nova Ocupação da Aquela Cia., foi apresentado dentro programação de reabertura do tradicional Teatro Serrador, localizado no centro do Rio. Em seguida, aconteceu a temporada de grande sucesso de público e crítica em São Paulo, no Sesc Pinheiros. E em março, esteve dentro da programação oficinal do Festival de Teatro de Curitiba.

No ano de 2016, a peça foi vencedora do Prêmio Shell em três categorias (Direção, Texto e Atriz), além de indicação para categoria Ator; no Prêmio Cesgranrio, venceu em duas categorias (Direção e Texto), além das indicações para Espetáculo e Ator; foi vencedora do Prêmio APTR, nas categorias Autor, Direção e Atriz, tendo recebido também indicação para a categoria Melhor Ator e Melhor Espetáculo. Recebeu ainda cinco indicações para o Prêmio Questão de Crítica (Espetáculo, Direção, Texto, Atriz e Direção Musical).

 

O protagonista de Caranguejo Overdrive é Cosme, ex-catador de caranguejos no mangue carioca da metade do século XIX. Convocado para integrar as forças brasileiras na Guerra do Paraguai, enlouquece no campo de batalha. De volta ao Rio, encontra uma cidade em transformação.  A peça traz os traços de linguagem que caracterizam o trabalho muito original d’Aquela Cia. – dispositivos hipertextuais e a relação com a cultura pop contemporânea.

 

Críticas

 

“Conhecida por obras impregnadas de arrojo cênico, a Aquela Cia. de Teatro alcança plenamente neste drama a harmonia tão frágil entre comunicação com o público e desbravamento sem concessões” | “Caranguejo Overdrive: espetacular montagem da Aquela Cia. de Teatro mescla linguagens com efeito avassalador” (Rafael Teixeira – Veja Rio)

 

“Bem escrito, contendo ótimos personagens e uma ação (não-linear, fragmentada) que prende a atenção do espectador desde o início, Caranguejo Overdrive exibe mais uma boa direção de Marco André Nunes”. |”Sob todos os aspectos, estamos diante de uma das montagens mais instigantes da atual temporada.” (Lionel Fischer)

“Em Caranguejo Overdrive, Marco André Nunes e Pedro Kosovski traçam uma instigante conexão entre o Rio de Janeiro da segunda metade do século XIX e o Manguebeat.” | “(…) Marco André Nunes extrai de uma espacialidade básica imagens poderosas (como a de um homem coberto de lama imóvel).” (Daniel Schenker)

Ele, Cosme, é um homem, um caranguejo, um soldado ou um operário. Mergulhado na guerra, sofre um colapso; de volta à cidade onde nasceu, encontra um Rio de Janeiro em convulsões urbanísticas – uma cidade, para ele, irreconhecível e com sabor de exílio. Cosme, dispensado por ter enlouquecido em batalha retorna, nos anos 1870, ao Rio. Procura o Mangue (a parte da cidade então chamada Rocio Pequeno, hoje a Praça 11) e se emprega na construção do canal que representou a primeira grande obra de saneamento do Rio. Mais uma vez, é presa de uma nova crise; abandona tudo, vaga pela noite, mergulha no delírio. Apanhado por uma tempestade dessas tão conhecidas dos cariocas, torna-se enfim um caranguejo.

Duas referências se impõem na proposta de Caranguejo Overdrive – primeira, o Manguebeat de Chico Science, uma fusão de música eletrônica e tambores de maracatu. Novamente a música em cena compõe a performance, com Felipe Storino (guitarra e direção musical) à frente. Todas canções/trilhas são originais e criam dialogado com a performance dos atores.

A segunda é o trabalho do geógrafo Josué de Castro, em sua dura poética, serve-se do mote:  “A lama dos mangues de Recife, fervilhando de caranguejos e povoada de seres humanos feitos de carne de caranguejo, pensando e sentindo como caranguejo. São seres anfíbios – habitantes da terra e da água, meio-homens e meio-bichos. Alimentados na infância com caldo de caranguejo – este leite de lama -, se faziam irmãos de leite dos caranguejos. […] A impressão que eu tinha era a de que os habitantes dos mangues – homens e caranguejos nascidos à beira do rio – à medida que iam crescendo, iam cada vez se atolando mais na lama” (A DESCOBERTA DA FOME – Prefácio ao livro Homens e Caranguejos, Lisboa 1966).

No elenco, a experiente Carolina Virguez – vivendo a prostituta paraguaia e a cientista – contracena com Eduardo Speron, Matheus Macena, Fellipe Marques e Alex Nader.

 

CARANGUEJO OVERDRIVE

Texto: Pedro Kosovski | Direção: Marco André Nunes

Com Carolina Virguez, Alex Nader, Eduardo Speroni, Fellipe Marques, Matheus Macena

Músicos em cena: Felipe Storino, Maurício Chiari, Samuel Vieira e Pedro Nêgo

Direção Musical: Felipe Storino | Iluminação: Renato Machado

Instalação Cênica: Marco André Nunes Ideia Original: Maurício Chiari

Produção: Aquela Cia. e Núcleo Corpo Rastreado

 

Serviço:

Espetáculo: Caranguejo Overdrive

Local: CAIXA Cultural Brasília, Teatro da CAIXA

Endereço: SBS Quadra 4 Lotes 3/4 – Edifício anexo à Matriz da Caixa.

Lotação: 100 lugares.

Temporada: De 13 a 23 de julho de 2017.

Dias e horários: Quinta, sexta e sábado, às 20h, e domingo, às 19h

Duração: 70 minutos.

Ingressos: R$ 20,00 e 10,00 (meia entrada para estudantes, professores, maiores de 60 anos, funcionários e clientes CAIXA e doadores de agasalho).

Bilheteria: De terça a sexta e domingo, das 13h às 21h, e sábado, das 9h às 21h.

A venda de ingressos começa no sábado, dia 8 de julho.

Informações: 3206-6456

Classificação indicativa: 16 anos

 

A COMPANHIA

Ancorada a princípio nas relações entre teatro e literatura,Aquela Cia. – nascida da reunião de artistas vindos das várias escolas de teatro do Rio – montou em 2005 o Projeto K. (a partir da vida e obra de Franz Kafka); vieram em seguida Sub:Werther (interpretação do romance Os Sofrimentos do Jovem Werther, de Goethe, a partir dos intertextos do livro Fragmentos de um Discurso Amoroso, de Roland Barthes), Lobo nº1 [ A Estepe] (baseado no romance de Herman Hesse), Do Artista Quando Jovem (em torno do universo literário de James Joyce).

Em 2011, a linha de trabalho passou a investigar a relação entre teatro, música e espetacularidade, com Outside, um musical noir (a partir do encarte do álbum homônimo de David Bowie), Cara de Cavalo(que narra a trajetória trágica do inimigo público nº 1 do Rio de Janeiro em 1964, e suas interlocuções com a obra do artista Hélio Oiticica) e Edypop (explorando o encontro imaginário entre o mais pop dos herói gregos, Édipo, e o mais trágico dos artistas pop, John Lennon).

Desde o primeiro momento, a linguagem singular da companhia se definiu. “Somos movidos pela ideia de construir um espetáculo através de um processo aberto, que se renova a cada ensaio, onde atores e músicos são também criadores”, diz Marco André. “As contribuições de toda a equipe estão presentes na dramaturgia e na elaboração final da cena feita pela direção”.

A música, sempre com banda em cena, em trilha e canções originais ou arranjos novos, “desde sempre, desempenha uma função quase narrativa”, explica Pedro Kosovski. “É uma dramaturgia musical no atravessamento entre teatro e música”.

 2015

  • Ocupação Aquela Cia – 10 anos no Espaço Sesc: estreias de Laio & Crísipo e de Caranguejo Overdrive; oficina (Processos Criativos Aquela Cia: Escrever, Compor e Pensar a Cena); lançamento do livro Cara de Cavalo, de Pedro Kosovski, pelo selo Dramaturgias da editora Cobogó
  • Edypop no Festival Sesc Palco Giratório – Porto Alegre, Theatro São Pedro

 2014

  • Estreia, em Janeiro, Edypop com texto de Pedro Kosovski e direção de Marco André Nunes, no Espaço SESC.
  • Temporada de Edypop no Espaço Cultural Sergio Porto, Rio de Janeiro.
  • Edypop no Festival Sesc Teatro na Contramão, Escola SESC, Rio de Janeiro.
  • Festival Sesc Palco Giratório, espetáculo Cara de Cavalo, Porto Alegre.
  • Oficina de Dramaturgia no Teatro Dulcina, a convite da curadoria Dulcinavista, RJ.
  • Processo Criativo de Caranguejo Overdrive, na ocupação Dulcinavista, Rio de Janeiro.

2013

  • Residência artística (Processos criativos da Aquela Cia. de Teatro) em Petrópolis e Arraial do Cabo na programação do Circuito Estadual das Artes da Secretaria Estadual de Cultura do Rio de Janeiro
  • Segunda temporada de Cara de Cavalo, texto de Pedro Kosovski e direção de Marco André Nunes, no Galpão das Artes do Espaço Tom Jobim.
  • Cara de Cavalo vence do Prêmio Questão de Crítica – Dramaturgia e Direção Musical – e indicação ao Prêmio Shell 2012 – Melhor Texto.

2012

  • Estreia “Cara de Cavalo”, no Espaço SESC.
  • Oficina ministrada no Espaço SESC  sobre os processos criativos da companhia

2011

  • Estreia de Outside, um musical noir,texto de Pedro Kosovski, com direção de Marco André Nunes, no Espaço Tom Jobim.
  • Outside concorre a duas indicações ao Prêmio Shell 2011 (Cenário e Iluminação), quatro indicações ao Prêmio APTR (Texto, Direção Musical, Ator Coadjuvante e Figurino), quatro indicações ao Prêmio Questão de Crítica (Dramaturgia, Direção Musical, Cenário e Figurino).
  • Apresentação no Festival de Teatro de Angra dos Reis (FITA).Indicado a nove categorias do Prêmio FITA (Espetáculo, Direção, Texto, Ator, Atriz, Cenário, Figurino, Direção Musical, Voto popular)

2010

  • Estreia Do Artista Quando Jovem, texto de Pedro Kosovski e direção de Marco André Nunes no Espaço SESC.
  • Segunda temporada Do Artista Quando Jovem, no teatro O Tablado.

2008

  • Ocupação do teatro Gláucio Gill a convite da FUNARJ – apresentação do repertório, programação de espetáculos e realização de eventos, num período de quatro meses.
  • Apresentação das peças do repertório da Companhia –  Projeto K., texto de Walter Daguerre e direção Marco André Nunes e Sub:Wether, texto de Walter Daguerre e direção Marco André Nunes.
  • Estreia Lobo nº 1, texto de Walter Daguerre e Pedro Kosovski com direção de Marco André Nunes.

2006

  • Segunda Temporada de Projeto K, no Teatro Maria Clara Machado / Planetário.
  • Estreia Sub: Werther, no Teatro Maria Clara Machado/Planetário.
  • Duas Indicações de Projeto K. ao Prêmio Shell 2005 (Texto e Iluminação)

2005

  • Formação da Aquela Cia. de Teatro.
  • Estreia Projeto K no Espaço SESC.

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