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Cultura São Paulo

EXPOSIÇÃO - SÃO PAULO

CAIXA Cultural - Galeria Vitrine Paulista

Dionísio Del Santo, Pássaro Ferido, 1955-62 (xilogravura)

Dionísio Del Santo, Pássaro Ferido, 1955-62 (xilogravura)

Roteiro cultural de São Paulo

Por Décio Hernandez Di Giorgi

CAIXA Cultural e Fundação Nemirovsky apresentam
Dionísio del Santo e o Concretismo na Galeria Vitrine Paulista

Curadoria de Maria Alice Milliet evidencia trajetória do artista por entre o figurativismo e sua particular apreensão da tradição construtiva brasileira. São exibidas xilogravuras, serigrafias e óleos do artista, morto em 1999. Abertura no dia 2 de março, às 19 horas. Entrada gratuita

3 de março a 24 de abril de 2011

A CAIXA Cultural e a Fundação Nemirovsky inauguram no espaço Galeria Vitrine Paulista, a mostra individual Dionísio Del Santo e o Concretismo, com 51 obras do artista homônimo. Assinada pela curadora Maria Alice Milliet, a exposição abrange quase quatro décadas da produção do artista capixaba, reunindo 11 xilogravuras dos anos 1950, 30 serigrafias dos anos 1970 e 80, e por fim, uma seleção de 10 óleos sobre tela realizados no final dos anos 1980 e 90. Organizada em distintos módulos, evidencia a receptividade do ideário e técnicas legadas pelo Concretismo brasileiro na obra do artista, morto em 1999.

“Cinquenta anos depois de seu declínio, o Concretismo é tomado como chancela de qualidade. Ter participado do movimento concreto funciona hoje como salvo conduto para o ingresso no hall da fama da arte brasileira. (...). Dionísio Del Santo, capixaba, residente durante toda sua vida produtiva no Rio de Janeiro, foi dos que beberam da tradição construtiva no convívio com os concretos”, assinala Maria Alice em catálogo da mostra.

“Os princípios teóricos do movimento concreto e neoconcreto, fundamentados no raciocínio, ou seja, na dimensão clara do pensamento, foram decisivos para minha evolução”, atesta o artista, cuja produção combinava de forma peculiar o figurativismo ligado às tradições da xilogravura às linguagens de base geométrica e a racionalidade de seu processo de produção.

Assumindo certo isolamento, Dionísio conseguiu “formalizar um código todo seu, com teor, pode-se dizer semiótico”, como apontou Mario Pedrosa na apresentação de sua exposição individual no Rio de Janeiro, em 1970.

Para Maria Alice, “parecia inadmissível que um artista tão dotado e próximo aos concretistas, conservasse em sua pintura elementos figurativos, ainda que integrados à geometria planar das composições. Essa aparente contradição, somada ao retraimento natural do artista, acabou por prejudicar a receptividade de sua obra que, só recentemente, começa a ser devidamente valorizada”.

O que o atraía no Concretismo, segundo a curadora, era a possibilidade de submeter os conteúdos subjetivos ligados ao seu passado, à vida rude que conhecera na infância, ao crivo da racionalidade e assim libertar-se do peso dessa experiência traumática.

Serviço

Exposição Dionísio Del Santo e o Concretismo
Curadoria: Maria Alice Milliet
Abertura: 2 de março, quarta-feira, às 19 horas
Programa de visita guiada pela curadora, datas e horários a confirmar
Período expositivo: de 3 de março a 24 de abril de 2011

Local: CAIXA Cultural - Galeria Vitrine Paulista
Endereço: Avenida Paulista, 2083 - Jardim Paulista -  São Paulo, SP
Telefone: (11) 3171-1725
Horários: de terça a sábado das 9 às 21 horas; domingos e feriados das 10 às 21 horas
Entrada gratuita

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