
Por Assessoria de Imprensa / CAIXA Cultural Rio de Janeiro
A paixão pelo futebol foi a inspiração para o fotógrafo Rogerio Faissal criar a exposição O Jogador, que abre para o público no dia 19 de junho, na CAIXA Cultural Rio de Janeiro. Há cerca de seis anos, Faissal começou a desenvolver o projeto, a partir da criação do mecanismo que movimenta as fotografias e a registrar diferentes peladas. São partidas que acontecem diariamente em vários campos improvisados pela cidade, da areia da praia, passando pelo futebol de rua e o campinho de terra. Além das peladas, a mostra apresenta uma seleção de fotos noturnas de traves e campos vazios feitas na praia de Copacabana.
A mostra é formada por nove ensaios, em que cada espectador terá a possibilidade de movimentar as imagens. Para isso, Faissal desenvolveu especialmente uma série de nove caixas de madeira que serão dispostas em diferentes posições. Cada caixa exibirá uma sequência de fotos relacionadas ao futebol. Um mecanismo manual permitirá que o próprio espectador movimente as imagens, que serão impressas em filme translúcido e iluminadas por trás.
Para enfatizar a sensação de estar em um campo de futebol, o chão da sala será coberto com grama sintética e um sistema de áudio reproduzirá os sons característicos das partidas de futebol. A exposição estabelece ainda um paralelo entre duas épocas, já que as caixas remetem ao início da fotografia e às moviolas do cinema.
As fotografias da série de traves em Copacabana foram impressas em grande formato, em papel fine art. E, apesar do clima de melancolia de um campo vazio, passam um certo humor na repetição de imagens das traves, como se passassem a noite toda esperando os craques chegarem pela manhã.
A exposição O Jogador tem patrocínio da Caixa Econômica Federal e Furnas.
Sobre Rogerio Faissal
Carioca, flamenguista, fotógrafo desde 1986. Começou a carreira na Globo Vídeo, foi fotógrafo do Jornal do Brasil e da Editora Abril. A partir de 2002, passou a se dedicar à fotografia para publicidade e fez trabalhos para mais de 40 grandes instituições, como Coca-Cola, Unilever, Vivo, Grendene, Banco do Brasil, entre outras. Lançou o livro WC – Fotografias de personalidades brasileiras no banheiro (Editora Palavra Imagem), em 2002. Com prefácio de Luís Fernando Verissimo, a obra traz 84 imagens de famosos em seus momentos mais íntimos. A exposição com as fotos do livro foi montada em cinco cidades: Rio de Janeiro, São Paulo, Belo Horizonte (MG), João Pessoa (PA), Recife (PE) e Campo Grande (MS). Em 2008, foi eleito pela Associação Brasileira de Propaganda (ABP) destaque do ano na categoria fotografia. O site oficial de Rogerio Faissal é: www.rfaissal.com.br.
“O Jogador, de Rogerio Faissal” Local: CAIXA Cultural Rio de Janeiro – Livraria
Endereço: Av. Almirante Barroso, 25, Centro, Rio de Janeiro (Metrô: Estação Carioca)
Abertura: 19 de junho de 2010, às 11h - Visitação: de 19 de junho a 15 de agosto 2010 - Entrada franca
Horário: De terça a sábado, das 10h às 22h; domingo, das 10h às 21h
Telefones: (21) 2544-4080 / 2544-1099 / 2544-7666. Classificação: Livre.
Por Assessoria de Imprensa / CAIXA Cultural Rio de Janeiro
A CAIXA Cultural Rio de Janeiro apresenta, de 22 de junho a 1º de agosto, a exposição 8 = 8 THE VIRTUAL MUSEUM PROJECT. A mostra traz a arte multimídia e interativa do artista chileno Gonzalo Mezza, um dos precursores da Net Art, que usa a rede como espaço possível de trabalho.
Em 88 obras projetadas e mais 16 materializadas em impressão digital, acrílico e luz leds, a curadoria da exposição, assinada por Justo Pastor Mellado - curador da representação chilena da Bienal de Veneza 2010 – traz ao público carioca obras que compõem o acervo do seu Projecto Museu Virtual, obras realizadas em projetos interativos na 23ª Bienal de São Paulo, 1ª, 2ª, 5ª Bienal do Mercosul, na 7ª Bienal de Havana, Museu MAVI de Arte Contemporânea do Chile, entre outros.
O projeto apresenta uma obra de excelência virtual e interativa. O público deixa de ser espectador para ser sujeito e criador no trabalho de Mezza, que trabalha seus projetos no ciberespaço, misturando conceitos, espaço público e museológico e, com isso, consegue mostrar a mutação da humanidade transitando rumo ao novo milênio. As artes visuais não estão alheias a essa passagem do material ao virtual. A nova ordem geopolítica e multicultural entre continentes, afetados pela globalização e democratização dos grandes e novos meios de comunicação, altera a natureza do pensamento e a percepção do tempo e espaço dos aparatos reprodutivos das artes.
O ciberespaço é transformado em marco de um novo suporte para a energia criadora do pensamento contemporâneo. A internet potencializa com suas infinitas conexões em rede, novos vínculos coletivos, conectando cada ser humano com seus semelhantes, sem limites de fronteiras e centros de poder.
Para Gonzalo Mezza, "8 = ¥” (infinito), e ele explica: se um byte é igual a 8 bits, seria "El Octavo Arte", que equivaleria à vanguarda multimídia e exploração da imagem e som na arte contemporânea, retida virtualmente em bits, mega, gigas e liberada posteriormente em diversos e possíveis meios como instalações multimídias, cinema, música etc.
A exposição, que esteve em cartaz na CAIXA Cultural São Paulo até 13 de junho, não termina após a mostra física, pois o público pode ter contato com a obra sempre que quiser no site www.mezza.cl .
GONZALO MEZZA
Nasceu em Santiago do Chile, em 1949, e atua como artista conceitual, multimídia, pintor e fotógrafo. Na década de 1960 estudou na Faculdade de Belas Artes, Universidade do Chile e, em 1979, se formou na Escola de Diseño EINA, pro-Bauhaus, em Barcelona.
Em 1974 trabalhou para o Instituto de Medios Audiovisuales - IMAV, de Jonas Richter, onde, por solicitação do museu Picasso, criou uma instalação multimídia com fotos e projeções, chamada ‘Homenagem a Picasso’, que foi apresentada no Museu Picasso em Barcelona, gerando uma reflexão sobre o uso de multimeios em espaços museológicos.
Entre 1995/2010 reside no Brasil e Chile, onde desenvolve seus trabalhos e cyber instalações interativas via internet e obras relacionadas à Info-Arte.
CURADORIA
Justo Pastor Mellado - crítico de arte, curador independente e de diversas bienais, entre elas a de Veneza (neste ano); Bienal de São Paulo; Bienal do Mercosul. Foi professor da Universidade do Chile e idealizador e editor geral da Primeira Trienal do Chile em 2008 e 2009. Desde fevereiro de 2010 trabalha como assessor no gabinete do Ministro de Cultura do Chile.
Local: CAIXA Cultural Rio de Janeiro – Galeria 2
Endereço: Av. Almirante Barroso, 25, Centro, Rio de Janeiro (Metrô: Estação Carioca)
Abertura: 21 de junho de 2010, às 19h (para convidados e imprensa)
Palestra com o curador: dia 21 de junho, às 17h – local: sala de cinema - no mesmo endereço
Visitação: de 22 de junho a 1º de agosto de 2010
Horário: De terça a sábado, das 10h às 22h; domingo, das 10h às 21h
Telefones: (21) 2544-4080 / 2544-1099 / 2544-7666
Classificação: Livre
Entrada franca
www.caixa.gov.br/caixacultural
Por Assessoria de Imprensa / CAIXA Cultural Rio de Janeiro
A CAIXA Cultural Rio de Janeiro apresenta, de 22 de junho a 1º de agosto, a exposição “De Corpo Inteiro – Darel Pinturas Gravuras Desenhos”. Com curadoria de Sérgio Pizoli, a mostra apresenta ao público pinturas, gravuras e desenhos, estudos preparativos e cadernos de anotações de Darel, que contribuíram para a produção artística durante seis décadas de atuação, passando por várias fases e temas recorrentes. São anjos e máquinas, cidades e mulheres, ilustrações e cartazes, enfim, a história desse importante artista contada em traços, cores, equilíbrio, técnicas e formas.
A curadoria parte de uma proposta não cronológica, mas com rebatimento dos temas e suas recorrências: é o caso da figura humana do final dos anos 40, gravada em preto e branco, e sua reaparição, quase 30 anos depois, em desenhos fortes e coloridos. Mesmo assim, todas as décadas estão representadas com seus trabalhos mais expressivos. Há o desenho que Goeldi, amigo e professor, selecionou para que o artista se apresentasse ao conselho da Bienal de São Paulo, o que garantiu sua participação na Mostra.
A exposição traz também o lado peregrino do artista em obras produzidas em suas passagens pela Europa, quando viajou através do prêmio de melhor desenhista do Salão Nacional de Arte Moderna de 1959, onde iniciou as séries de paisagens e cidades. Chegamos até a produção recente, quando o artista, sempre moderno e atuante, trabalha com digigrafias que, após impressas, são retrabalhadas manualmente, em diversas técnicas, não importando nem a dimensão da obra, nem se o suporte é a tela ou o papel. O resultado é surpreendente e demonstra que Darel está em plena forma, estética e física.
Os visitantes terão a oportunidade de apreciar a diversidade de técnicas e temas da sua produção: o processo criativo e o passo a passo do atelier, desde os primeiros esboços, até os desenhos finalizados e assinados de todas as suas fases; as várias impressões de uma litografia; vitrines com recortes, fotografias, cadernos de viagem e catálogos antigos que demonstram sua atividade em décadas de trabalho.
Darel Valença Lins
(Palmares, PE, 1924)
Desenhista, gravador, pintor e professor de artes. Foi aprendiz de desenho técnico no Escritório da Usina Grande de Catende, em Pernambuco (1937). Transferiu-se para Recife, frequentando a Escola de Belas Artes local (1941/42). Iniciou seus estudos de gravura no Liceu de Artes e Ofícios do Rio de Janeiro com Henrique Oswald (1948). Por essa época, conheceu Oswaldo Goeldi, mestre e conselheiro, de quem recebeu conhecimentos técnicos e humanos. No início dos anos 50, interessou-se pelas técnicas litográficas, montando atelier na Lapa, Rio de Janeiro, para ensino e divulgação da litografia como expressão artística. Dedicou-se intensamente à ilustração de jornais, revistas e obras literárias e ao ensino das artes gráficas: Escola Nacional de Belas Artes, no Rio de Janeiro; Museu de Arte de São Paulo e Fundação Armando Álvares Penteado, em São Paulo. Com o prêmio de viagem (Salão Nacional de Arte Moderna - 1957) permaneceu dois anos na Europa, quando conheceu Giorgio Morandi. Gravador entusiasta, intensificou a produção de sua obra gráfica, a partir de sua vivência europeia; logo, volta-se para o desenho, produzindo paisagens urbanas num grafismo ágil, evocando edifícios, ruas e casarios. No período de 85, a figura humana reaparece em seus trabalhos, numa atmosfera erótica e profunda, com a presença constante da cor. Tem realizado individuais e participa de salões e coletivas no Brasil e no exterior, recebendo importantes premiações.
Exposição “De Corpo Inteiro – Darel pinturas gravuras desenhos”
Local: CAIXA Cultural Rio de Janeiro – Galeria 3
Endereço: Avenida Almirante Barroso, 25 Centro (metrô estação Carioca)
Abertura: 21 de junho de 2010 (segunda-feira) para imprensa e convidados
Data: de 22 de junho a 01 de agosto de 2010
Horário: de terça a sábado, das 10h às 22h e domingo, das 10h às 21h
Informações: (21) 2544 4080
Classificação: livre
Entrada franca
Acesso a portadores de necessidades especiais
www.caixa.gov.br/caixacultural