Teatro - São Paulo

TEATRO - SÃO PAULO

CALÍGULA - Thiago Lacerda e Claudio Fontana (foto)

Calígula

Foto: Klaus Dutra

TEATRO VIVO - Av. Dr. Chucri Zaidan, 860 - Morumbi

Por Fernanda Teixeira / Arteplural

Sucesso de crítica e público em São Paulo e depois de turnê nacional e temporada popular no Rio, com direção de Gabriel Villela, Calígula reestréia dia 5 de novembro no VIVO para encerrar a turnê brasileira.

Temporada: 5 de novembro a 19 de dezembro de 2010

Depois de uma temporada de sucesso em São Paulo, capital e interior, turnê por 10 capitais brasileiras (Brasília, Campo Grande, Porto Alegre, Vitória, Salvador,Natal, Recife, Rio de Janeiro e Fortaleza) e Prêmio CONTIGO 2009 de melhor espetáculo e melhor ator (THIAGO LACERDA), a peça Calígula volta a São Paulo. Encerra a turnê brasileira e comemora quase 40 mil pessoas de público em 4 meses de temporada. No elenco, Thiago Lacerda, Claudio Fontana, Magali Biff , Cesar Augusto, Pedro Henrique Moutinho, Rogerio Romera e Helio Souto Jr

O diretor Gabriel Villela traz de volta a São Paulo sua montagem de Calígula, um dos maiores textos teatrais do século 20, peça clássica do escritor  argelino/francês Albert Camus (1913-1960), dia 5 de novembro, sexta-feira, no Teatro VIVO, para  uma temporada comemorativa, de sexta a domingo.

Comemorativa em função do sucesso de público e crítica na turnê nacional e preparando-se para encerrar a temporada em Lisboa, em 2011. Com tradução de Dib Carneiro Neto, a peça traz no elenco Thiago Lacerda (Calígula), Magali Biff (Cesônia), Cláudio Fontana (Cherea), César Augusto (senador romano e Ruffius, o poeta), Rogério Romera (Hélicon), Pedro Henrique Moutinho (Scipião, poeta) e Helio Souto Jr. (intendente do tesouro romano e Metellus, poeta). Cláudio Fontana, Rogério Romera, César Augusto e Helio Souto Jr. estreiam em São Paulo, não tendo participado da temporada anterior.

Escrita por Albert Camus (Prêmio Nobel de Literatura por sua obra em 1957) em 1942, a peça é a história de Gaius Caesar Germanicus, conhecido por Calígula, terceiro imperador romano, reinante entre 37 e 41, que ficou conhecido pela sua natureza extravagante e por vezes cruel. Calígula é o filho mais novo de Germânico e Agripina, bisneto de César Augusto. Ele irrompe em cena após a morte de Drusilla, sua irmã e amante, para expressar seu desejo de impossível - a lua, ou a felicidade, ou a vida eterna -, seu novo programa de vida - é preciso ser lógico até o fim, a todo custo - e sua descoberta do que acarretará como sendo a verdade absoluta - os homens morrem e não são felizes.

Calígula constata o absurdo e decide levá-lo às últimas consequências, perdendo os limites do poder, da liberdade, da razão, negando todos os laços que o prendem ao gênero humano. Definida pelo próprio Camus como uma tragédia da inteligência, Calígula traz uma compreensão de que ninguém pode salvar-se sozinho, nem pode ser livre à custa dos outros.

Direção
O diretor mineiro realiza seu sonho acadêmico, da época em que estudou o absurdo, e apresenta a terceira face de sua trilogia niilista, sobre o nada, iniciada com Esperando Godot, de Samuel Beckett, e Leonce e Lena, do dramaturgo alemão Karl Georg Büchner (1813-1837).

Sobre sua montagem, Gabriel Villela diz que, “por mais que Calígula trabalhe com alegorias e metáforas, é uma peça que tem o pé no chão, com uma sobriedade parecida com o Salmo 91. Se no Salmo 91 morrem figuras em estado de confinamento social, em Calígula é o extermínio da humanidade, como se a grande penitenciária fosse a terra”. 

Com o barroco impregnado em seu estado de espírito, Gabriel Villela afirma que a estrela da peça é o verbo, o pensamento, enfim, o trabalho do ator. “A concepção da direção segue uma orientação do próprio autor, que privilegia a inteligência da palavra, como na tragédia grega, onde a ação está subordinada ao verbo. É um espetáculo de idéias, de inteligências.” 

Felicidade, Liberdade , Poder
Os intelectuais da época de Camus reconheceram, atrás da máscara do imperador louco, a figura de Hitler. Em outros personagens, é bem visível a consciência lúcida daqueles que, naquele tempo, mesmo tendo consciência da tirania, não souberam fazer oposição a ela por causa de sua frágil identidade cultural.

Camus escreveu uma peça que aborda as questões da Felicidade, da Liberdade e do Poder. Uma reflexão sobre o Homem e sobre aqueles que podem ser os seus extremos, sobre a Loucura, o Absurdo e o Destino. Ao espectador atento, o texto sintetiza com eficácia outros traços da figura do imperador: a lucidez, a tristeza, uma envergonhada ternura, o remorso pelo amor perdido, a espantosa solidão, o desencanto e a ferocidade, dos quais afloram a medida de uma grandeza humana que, por mais enlouquecida que seja, não pode deixar de nos maravilhar.

É significativa, neste sentido, uma breve passagem do IV ato, na qual o filósofo Cherea declara aos senadores, já decididos pela conspiração para matar Calígula: “Reconheçamos, ao menos, que este homem exerce uma inegável influência. Obriga toda a gente a pensar.”

Texto: Albert Camus. Tradução: Dib Carneiro Neto. Direção: Gabriel Villela.
Elenco: Thiago Lacerda, Cláudio Fontana, Magali Biff, Pedro Henrique Moutinho, Ingressos: sextas a

Sinopse - A história do imperador Gaius Caesar Germanicus, terceiro imperador romano, reinante entre 37 e 41, que ficou conhecido pela sua natureza extravagante e por vezes cruel.

Temporada de 5 de novembro a 19 de dezembro de 2010. TEATRO VIVO (288 lugares).
Av. Dr. Chucri Zaidan, 860 - Morumbi. Telefone: 7420-1520.
Sextas às 21h30, sábados às 21h e domingos às 19h.
Ingressos: sextas a R$ 50,00, sábados a R$ 70,00 e domingos a R$ 60,00. Desconto de 50% para clientes VIVO (com apresentação da fatura paga e identidade. Aceita todos os cartões de crédito.
Duração – 110 minutos. Classificação etária: 14 anos. 
Vendas pelo site www.compreingressos.com e na bilheteria do teatro.
Bilheteria: terças e quartas-feiras das 14 às 20 horas. Quinta a domingo das 14 horas até o início do espetáculo. Estacionamento: Vallet - R$ 15,00. Ar condicionado.
Acesso para deficientes. Audiodescrição para deficientes visuais e interpretação em libras para deficientes auditivos. O Teatro Vivo oferece serviço de audiodescrição para pessoas com deficiência visual, às sextas-feiras, com reservas.

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