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Agenda Brasil

CARNAVAL DE SALVADOR

CARNAVAL 2011 - EXALTAÇÃO DO SAMBA

Patrimônio histórico imaterial, o Samba será tema de evento que abrirá temporada carnavalesca em Ondina, no dia 1º de março

Foto: Ricardo Prado

Dicas culturais de Salvador

Por Livia Santana / Frente & Verso

EXALTAÇÃO DO SAMBA

Patrimônio histórico imaterial, o Samba será tema de evento que abrirá temporada carnavalesca em Ondina, no dia 1º de março

O samba terá dia de honra na prévia do carnaval em Salvador. Homenagens e apresentação de samba-exaltação marcarão o lançamento do projeto Patrimônio Samba, no dia 1º de março, das 18h às 22h, no Teatro ISBA. Promovido pelo G.R.E.S  Lira Imperial do Samba, o evento irá reunir veteranos e a nova geração de sambistas para apresentação da iniciativa que visa a revitalização das escolas de samba em Salvador. “Será um encontro grandioso, onde iremos refletir sobre a importância das escolas de samba, que possuem um grande valor socioeconômico, cultural e profissional para diversas comunidades de Salvador”, afirma Alaor Macedo, cantor, compositor idealizador da escola de samba Lira Imperial.

A noite de festa será de honraria para os compositores da velha guarda como Batatinha, Nelson Rufino, Walmir Lima, Ederaldo Gentil, Edson Menezes, Riachão, Edson Conceição, Panela, Tião Motorista, João Dondoco e Edil Pacheco - que serão homenageados pelo grupo musical Patrimônio Samba – e ritmada com autênticos sambas-exaltação do CD Abram Alas pro Samba, que também será lançado na ocasião. A programação do evento contará ainda com a exibição do curta “Carnaval de Luxo e Desilusão”, e, como não poderia faltar, encerrará com apresentação da bateria da G.R.E.S  Lira Imperial do Samba, numa confraternização final em frente ao Teatro Isba.

“Já damos um passo com a criação do G.R.E.S Lira Imperial, em 2006, agora queremos mobilizar as comunidades para reacender o brilho de suas escolas”, afirma Alaor Macedo. Os interessados em participar do evento podem se inscrever gratuitamente através na bilheteria do Teatro Isba, a partir do dia 21 a 25 de fevereiro. As vagas são limitadas! Informações através do número:
4009-3689.

O CD

Primeiro CD de sambas-exaltação produzido e gravado inteiramente na Bahia, no estúdio IG, o álbum Abram Alas pro Samba têm a produção musical e a engenharia de som assinadas, respectivamente por Robson Nonato e Nestor Madrid. Mesmo sem nunca terem pisado num estúdio de gravação, gente como Mestre Gilmar Apito de Ouro, Jaime Baraúna, Mestre Carneiro da Ritmos da Liberdade, Mestre Jacó da Filhos do Tororó, Mestre Marinho da Unidos do Vale do Canela e outros importantes bambas vêm mostrando o profissionalismo de quem acredita no retorno das escolas de samba ao Carnaval baiano.

O repertório do CD, homenageia, através de 13 composições, a história de agremiações como Juventude do Garcia, Filhos do Tororó, Diplomatas de Amaralina, Ritmos da Liberdade, Unidos do Politeama, Calouros do Samba, Unidos do Vale do Canela, Ritmistas do Samba e Bafo da Onça, além da Lira Imperial do Samba e das recém-criadas Filhos da Feira de São Joaquim, Verde e Rosa e Liga Independente do Samba. As faixas foram escolhidas em um universo de 51 canções inéditas inscritas na seleção realizada em 2006, compostas por pessoas com idades entre os 16 e os 67 anos.

ESCOLAS DE SAMBA

Pequeno Histórico

Nas décadas de 60 e 70, o centro da cidade, por onde hoje desfilam os trios elétricos, era uma espécie de sambódromo local. Agremiações como Juventude do Garcia, Filhos do Tororó, Diplomatas de Amaralina, Ritmistas do Samba, Ritmos da Liberdade, Bafo da Onça e a Escola de Samba do Politeama disputavam a atenção dos foliões com sua bateria, seus sambas-enredo e fantasias.

O desfile das escolas do primeiro grupo era feito no domingo e na terça-feira de carnaval, do Campo Grande à Praça da Sé, onde era montado um palanque para o concurso das melhores apresentações, tanto no primeiro, quanto no segundo grupo (que desfilava na segunda-feira). Havia ainda a apresentação nos bairros: cada escola mostrava seu samba-enredo e suas alas em sua comunidade de origem, e às vezes em outros locais para os quais eram convidadas a se apresentar.

Grandes compositores baianos "nasceram" nas escolas de samba. Integram esse grupo Nelson Rufino, Walmir Lima, Ederaldo Gentil e Edil Pacheco, além de João Rios e Jandir Aragão, só para citar alguns exemplos. As escolas de Salvador têm origem nas antigas batucadas - herança da tradição africana do batuque –, conjuntos formados, na década de 1930, por foliões de um mesmo bairro, local de trabalho, colégio ou corporação militar.

Inspiradas no sucesso das escolas de samba do Rio de Janeiro, as escolas baianas chegaram a 14, no fim da década de 60. É possível até que tenham sido mais numerosas, mas não há um levantamento preciso sobre sua quantidade. O desaparecimento das escolas de samba da folia momesca, em Salvador, coincide com o período em que o trio elétrico começa a se destacar na festa, no início da década de 70. O motivo principal foram problemas financeiros, já que as escolas não eram auto-sustentáveis.

Idealizador da Lira Imperial do Samba - Alaor Macedo

Foi justamente a progressiva falta de espaço para as escolas de samba baianas que levou o cantor e compositor Alaor Macedo para o Rio de Janeiro, em 1979. O artista baiano, nascido no bairro do Barbalho, em Salvador, no ano de 1948, chegou à capital carioca em dezembro e, no carnaval seguinte, já emplacava um de seus sambas como finalista na Escola Unidos da Tijuca, no Morro do Boréu.

Nos 18 anos em que viveu no Rio de Janeiro, tornou-se um dos compositores mais respeitados da escola de samba Acadêmicos do Salgueiro. São de sua autoria os sambas-enredo Em Busca do Ouro (1988), Templo Negro em Tempo de Consciência Negra (1989) e Sou Amigo do Rei (1990), todos campeões no Salgueiro. Ao lado do compositor Anísio Félix, Alaor Macedo é o autor do primeiro samba-enredo do Grêmio Recreativo Escola de Samba Lira Imperial do Samba, agremiação da qual é presidente. O cantor morou durante 14 anos nos Estados Unidos, onde se apresentava acompanhado pelo grupo Bossa Four.

Lançamento do projeto Patrimônio Samba e do CD Abram Alas pro Samba
1º de março. Teatro ISBA, 18h às 22h.
Preço: Inscrições gratuitas, a partir do dia 21 a 25 de fevereiro, na bilheteria do Teatro Isba. Vagas limitadas! Informações: 4009-3689 (Bilheteria do Teatro Isba)

Por Livia Santana / Frente & Verso

Carnaval 2011

Salvador - Cidade do Carnaval

Projetada para abrigar a maior festa de participação popular do planeta, a Cidade do Carnaval é um complexo de arquibancadas, camarotes, passarelas de desfiles e toda a infra-estrutura necessária para atender as necessidades dos mais de dois milhões de foliões que por ali passam diariamente. Brincando nos blocos, assistindo nos camarotes e mesmo como “pipoca” atrás de um trio independente, as pessoas dispõem de uma rede de serviços, desde banheiros químicos, postos médicos e policiais, postos de informações, Central e pórticos para imprensa, além de cinco Portais, onde recepcionistas bilíngues atenderão turistas e baianos com informações úteis. Esses portais estão instalados no Porto da Barra; Avenida Ademar de Barros, Ondina; Avenida Centenário; Viaduto Menininha do Gantois, no Canela; e na Praça Cayru.

A Cidade do Carnaval tem uma extensão de 25 quilômetros e gera em torno de 220 mil trabalhadores - só cordeiros dos blocos são cerca de 100 mil pessoas - para dar ao folião o mais completo atendimento, assegurando-lhe segurança e tranqüilidade na folia. Todos os órgãos da administração municipal e muitos da estadual e federal atuam em perfeita sintonia, num trabalho que já é considerado como de referência nesse tipo de megaevento.

Salvador reinventa o Carnaval a cada ano e o folião é o grande artista dessa festa mágica e de muita alegria. Nós da Saltur - Empresa Salvador Turismo - estaremos na Cidade do Carnaval e estamos esperando você. Venha!

Carnaval de Salvador

O Carnaval de Salvador é a maior festa de participação popular do planeta. Criado e mantido pelo povo, trata-se de uma manifestação espontânea e livre, onde o carnal, o lúdico e o físico se misturam com a emoção e a ginga dos baianos que conseguem renovar a folia a cada ano.

O som eletrizante do trio é a deixa para que nos três circuitos (Osmar (Avenida), Dodô (Barra-Ondina) e Batatinha (Centro Histórico)) haja uma verdadeira explosão de alegria. Os blocos afro, com seus tambores e o som orientalizado dos afoxés são um contraponto para essa festa plural - porque rica de ritmos, estilos e manifestações artísticas - e singular porque única.

O Carnaval de Salvador atrai multidões. São mais de dois milhões de foliões - baianos e turistas - nas ruas e cerca de 234 entidades em 11 categorias (20 afoxés, 68 afros, 20 alternativos, 22 de samba, 45 blocos de trio, 03 especiais, 03 de índios, 07 infantis, 26 de percussão, 07 de sopro e percussão e13 de travestidos ) cadastradas na Saltur - Empresa Salvador Turismo, responsável pela organizaççao e coordenação da festa.

A Cidade do Carnaval ocupa uma área de 25 quilômetros, abrigando camarotes, arquibancadas, postos de saúde, postos policiais, além de toda uma infra-estrutura especial montada pelos diversos órgãos municipais, estaduais e federais. Nos seis dias, como nos remete a própria marca da festa, “O coração do mundo bate aqui”, Salvador recebe gente de todo o estado da Bahia, de todo o país e dos quatro cantos do mundo que se unem numa mesma emoção.