CCBB-Rio recebe a mostra “Mulheres em Cena”

denise_fraga

De 21 de setembro a 3 de outubro, Mostra Mulheres em Cena promove, no CCBB-Rio, filmes e debates entre as mais
expoentes diretoras brasileiras e latino-americanas

Com entrada a preços populares e debates com entrada franca, Mostra também será realizada no CCBB-São Paulo, entre os dias 21 de setembro e 10 de outubro

De 21 de setembro a 3 de outubro, a mostra “Mulheres em Cena” reúne no CCBB-Rio 18 longas-metragens a preços populares e promove cinco debates, com entrada franca, entre as mais expoentes diretoras brasileiras e latino-americanas: as brasileiras Anna Muylaert, Tata Amaral, Laís Bodanzky e Lúcia Murat, a argentina Lucrecia Martel, a peruana Claudia Llosa, a venezuelana Mariana Rondón, a chilena Marialy Rivas e a paraguaia Paz Encina.

Entre os destaques da programação da Mostra, que traz nove títulos nacionais, estão: o premiado “Quase Dois Irmãos”, da cineasta carioca Lúcia Murat, além de três filmes paulistanos: “Que Horas Ela Volta”, de Anna Muylaert; “Um Céu de Estrelas”, primeiro longa da cineasta Tata Amaral; “Bicho de Sete Cabeças”, que marcou a estreia de Laís Bodanzky na direção.

A renomada diretora argentina Lucrecia Martel traz para a mostra três premiados títulos de sua biografia: “La Ciénaga”, vencedor do prêmio de melhor Opera Prima no Festival de Berlim; além de “La Niña Santa” “La Mujer sin Cabeza”, ambos selecionados para a Competição Oficial do Festival de Cannes. A cineasta peruana Claudia Llosa exibe o seu primeiro filme, o premiado “Madeinusa” e “La Teta Assustada”, que em 2010 foi vencedor do Urso de Ouro de Berlim e ainda foi indicado ao Oscar de melhor filme estrangeiro. A diretora e roteirista venezuelana Mariana Rondón apresenta os longas “Pelo Malo”, grande vencedor do Festival de San Sebastián 2013 e o premiado “Postales de Leningrado”. Do Paraguai, a diretora Paz Encina traz seu longa de estreia, “Hamaca Paraguaya”, com o qual ganhou o prêmio FIPRESCI no Festival de Cannes em 2006 e o prêmio da crítica na Mostra de Cinema de São Paulo. E do Chile vem o filme “Joven y Alocada”, primeiro longa-metragem de Marialy Rivas, ganhou o prêmio de melhor roteiro no Festival de Sundance, em 2012.

Além de apresentarem seus filmes, as cineastas brasileiras e estrangeiras vão participar de cinco debates promovidos pela Mostra. Estão confirmadas as presenças das diretoras: Lucrecia Martel (Argentina), Mariana Rondón (Venezuela), Paz Encina (Paraguai), Marialy Rivas (Chile), além da atriz peruana Magaly Solier, protagonista dos dois filmes de Claudia Llosa, “Madeinusa” e “A Teta Assustada”. As brasileiras Tata Amaral, Laís Bodanzky e Lúcia Murat também têm presença confirmada nos debates.

Realizada pelo CCBB, produzida pela Lasca Produções, com o patrocínio do Banco do Brasil, a mostra contempla a produção dessas nove cineastas, pertencentes a uma mesma geração, o que proporciona um diálogo entre seus trabalhos. São filmes que lidam com temas presentes nas sociedades latino­ americanas de uma maneira sensível, muitas vezes utilizando a mulher como protagonista em suas histórias. Questões como a diversidade sexual, a discriminação da mulher, sua devoção religiosa, contextos políticos e sociais são levantados em todos os filmes propostos nessa mostra, possibilitando uma visão mais ampla da realidade latino-americana por parte do espectador, que também poderá participar dos debates promovidos pela mostra ao longo do período.

Apesar de cada vez obter mais espaço, a mulher ainda tem uma representação muito pequena no cinema mundial. Há poucos anos, em 2009, a americana Kathryn Ann Bigelow foi a primeira diretora mulher a ganhar um Oscar, pelo filme “Guerra ao Terror”. Em seus quase 70 anos de história, o Festival Internacional de Cinema de Cannes premiou apenas uma mulher até hoje. A diretora neozelandesa Jane Campion recebeu a Palma de Ouro, prêmio máximo do tradicional festival, por seu trabalho no filme “O Piano” (1993), que também lhe rendeu um Oscar de Melhor Roteiro Original.

Há alguns anos, as mulheres vêm ganhando mais espaço, mais ainda é uma representação ínfima se comparado ao outro gênero. Considerando os movimentos históricos como o feminismo ocorrido nas décadas de 60 e 70 e mais tardar na década de 90, a ascensão feminina no cinema é tardia, pós esses movimentos. No Brasil, por exemplo, uma mulher só dirigiu o primeiro filme na década de 30 e durante 30 anos (1930 – 1960), apenas seis mulheres haviam estado por trás das câmeras. Durante o cinema novo, esse número cresceu um pouco, mas ainda assim somente no cinema de Retomada (1995 – 2008) é que a mulher ganha de fato seu espaço e se faz notar.

Particularmente, a partir da década de 2000, a mulher ganha respeito e prestígio por seu olhar cinematográfico nos maiores festivais do mundo. Fatos que ocorreram no Brasil também foram traçados por grande parte dos países latino-americanos. Alguns deles contaram com uma “explosão” mais forte da mulher no cinema como no caso da Argentina, onde a partir dos anos 2000 houve um número significativo de mulheres com carreira nacional e internacional criando uma geração de diretoras. Já em outros países como Paraguai, Venezuela, Chile, entre outros, cada vez mais despontam diretoras com trabalhos autorais e consistentes, mas ainda não conseguiram construir uma geração.

A mostra “Mulheres em Cena” coloca em evidência o incrível trabalho de diretoras latino-americanas que vêm conquistando seu espaço no mercado cinematográfico mundial e proporciona ao público brasileiro o acesso a seus filmes. Apesar do destaque e prêmios internacionais, a maioria desses filme ficaram pouco tempo em cartaz, dificultando seu acesso. O maior prejudicado termina sendo o espectador que não tem a oportunidade de desfrutar desses olhares no cinema contemporâneo.

“Buscamos com essa mostra um intercâmbio cultural entre os países latino-americanos participantes, promovendo através de debates entre as cineastas e convidadas um diálogo mais direto com o público a respeito de seus filmes, do papel da mulher na indústria cinematográfica e do papel da América Latina no cinema mundial”, afirmam as curadoras da mostra, Andrea Armentano e Sofia Torre.

A mostra “Mulheres em Cena” foi uma das contempladas no Edital de Patrocínio 2015/16, do Centro Cultural Banco do Brasil, e se realizará nas sedes de São Paulo (de 21 de setembro a 10 de outubro, no CCBB SP) e Rio de Janeiro (de 21 de setembro a 3 de outubro, no CCBB RJ).

SERVIÇO – MOSTRA “MULHERES EM CENA”
Centro Cultural Banco do Brasil – Rio de Janeiro
Data: De 21 de setembro a 3 de outubro de 2016
Horários: Consultar grade de programação no site http://culturabancodobrasil.com.br/
Local: Cinema I do CCBB-Rio
Endereço: Rua Primeiro de Março, nº 66 – Centro – Rio de Janeiro
Ingressos das Sessões: R$ 10 (inteira) e R$ 5 (meia-entrada*), na Bilheteria do Centro Cultural Banco do Brasil.* vendas 1 hora antes da sessão. *

Meia-entrada: Estudantes, Metro Rio, Sesc, assinantes O Globo, funcionário e cliente BB, Professores da Rede Pública do Município do Rio de Janeiro e maiores de 60 anos são beneficiários de desconto de 50%. A venda de meia-entrada é direta, pessoal e intransferível e está condicionada ao comparecimento do beneficiário aos pontos de venda, munido de documento original que comprove condição prevista em lei. É obrigatória a apresentação dos documentos também na entrada da sessão.
Formas de Pagamento: Dinheiro e cartões Mastercad, Redeshop e Visa
Funcionamento da Bilheteria: De quarta a segunda, das 9h às 21h
Capacidade da Sala: 98 lugares + 3 para cadeirantes
Debates: Entrada Franca
*Retirada de senhas na Bilheteria do CCBB 1 horas antes de cada debate. *
Tel para informações: (21) 3808-2052
Acesso para pessoas portadoras de necessidades especiais e cadeirantes.
Patrocínio: Banco do Brasil

FILMES – MOSTRA “MULHERES EM CENA”:
BRASIL:
QUE HORAS ELA VOLTA? (2015) – DCP – 114 min. – Cor – Classificação indicativa: 12 anos
Direção: Anna Muylaert

SINOPSE: Val, uma mulher de Pernambuco, vai para São Paulo deixando para trás sua filha Jéssica com o avô. Em São Paulo, Val encontra um emprego como babá e depois de empregada doméstica em uma casa de família de classe média alta. Treze anos depois sua filha decide ir a São Paulo. Uma segunda chance para um melhor relacionamento entre as duas.

Prêmio Especial do Júri no Festival de Sundance pela Atuação: Regina Casé,
Camila Márdila – 2015 e Vencedor do prêmio do público no Festival de Berlim 2015.
Trailer: https://www.youtube.com/watch?v=Dffs46VCJ_g

MÃE SÓ HÁ UMA (2016) – DCP – 82 min. Cor – Classificação indicativa: 16 anos
Direção: Anna Muylaert
Um jovem vive todas as alegrias, desventuras e inseguranças típicas da adolescência. Mas ele ainda sente um grande sofrimento por não se identificar com o corpo que tem. Tudo só piora quando descobre que ele foi roubado da maternidade e precisa se adaptar à sua nova família.
Exibido na mostra Panorama do Festival de Berlim de 2016, de onde saiu com o
Prêmio Teddy de melhor filme de temática gay.
Trailer: https://www.youtube.com/watch?v=7_JMwcHRv3c

UM CÉU DE ESTRELAS (1997) – 35mm – 70 min. – Cor – Classificação indicativa: 16 anos
Direção: Tata Amaral

Dalva ganha uma passagem para Miami e vê sua chance de mudar de vida. Enquanto se prepara para partir, pensa em como contar a separação ao violento marido. Ganhou o Candango no Festival de Brasília de 1996, entre outros prêmios.
Trailer: https://www.youtube.com/watch?v=7e-32UcitZc

HOJE (2011) – 35mm – 82 min. – Cor – Classificação indicativa: 12 anos
Direção: Tata Amaral
Uma ex-ativista política recebe uma compensação financeira pelo desaparecimento do seu marido durante a ditadura militar. Durante sua mudança, um estranho visitante a obrigada a rever sua história. Grande vencedor do Festival de Brasília de 2011.
Trailer: https://www.youtube.com/watch?v=hJWB20ToHQ4

TRAGO COMIGO (2016) – DCP – 88 min. Cor – Classificação indicativa: 12 anos
Direção: Tata Amaral
Telmo, um diretor de teatro aposentado, foi membro da luta armada durante a ditadura militar e chegou a ser preso por seis meses por conta disso. Porém, ele não consegue se lembrar de nada desse período, além de alguns lapsos momentâneos. Para tentar reativar sua memória e descobrir o que aconteceu, ele decide criar uma peça de teatro. Contando com um jovem elenco de atores, Telmo vai reconstruir a sua própria história.
Trailer: https://www.youtube.com/watch?v=S-pK5VBUonA

BICHO DE SETE CABEÇAS (2001) – 35mm – 85 min. Cor – Classificação indicativa: 14 anos
Direção: Laís Bodanzky
Neto é mandado por seu pai a um hospital psiquiátrico depois de encontrar maconha em seu bolso. Dentro do hospício, ele conhece uma realidade desumana, onde os pacientes são devorados por uma instituição corrupta e cruel. Indicado ao Leopardo de Ouro do Festival de Locarno e vencedor do Prêmio de melhor filme no Festival de Brasília.
Trailer: https://www.youtube.com/watch?v=lBbSQU7mmGA

CHEGA DE SAUDADE (2007) – 35mm – 115 min. Cor – Classificação indicativa: 12 anos
Direção: Laís Bodanzky
O filme se passa num baile em um clube de dança de São Paulo. Desde quando o salão abre suas portas, pela manhã, até seu fechamento, pouco após a meia-noite, diversos personagens rodeiam o local. Vencedor do prêmio do público no Festival de Brasília de 2007.
Trailer: https://www.youtube.com/watch?v=ZjXcvAslo7M&index=1&list=PLPrFX65xJWXW6G22dYt2S2XCRH2erwUCw

QUASE DOIS IRMÃOS (2005) – 35mm – 102 min. – Cor – Classificação indicativa: 16 anos
Direção: Lúcia Murat
Nos anos 70, quando o país vivia sob a ditadura militar, muitos presos políticos foram levados para a penitenciária da Ilha Grande, na costa do Rio de Janeiro. Da mesma forma como os políticos, assaltantes de bancos também estavam submetidos à Lei de Segurança Nacional. Ambos cumpriam pena na mesma galeria. O encontro entre esses dois mundos é parte importante da história da violência que o país enfrenta hoje. Quase Dois Irmãos mostra como essa relação se desenvolveu e o conflito estabelecido entre eles. Entre o conflito e o aprendizado, nasceu o Comando Vermelho, que mais tarde passou a dominar o tráfico de drogas do Rio de Janeiro.
Trailer: https://www.youtube.com/watch?v=6UmfufvzFzA

A MEMÓRIA QUE ME CONTAM (2012) – 35mm – 95min. Cor – Classificação indicativa: 14 anos
Direção: Lúcia Murat
A ex-guerrilheira Ana, ícone do movimento de esquerda, é o último elo entre um grupo de amigos que resistiu à ditadura militar no Brasil. Com a iminente morte da amiga, eles se reencontram na sala de espera de um hospital. Entre eles está Irene, uma diretora de cinema que sente-se perdida diante da iminente morte da amiga e que precisa ainda lidar com a inesperada prisão de Paolo, seu marido, acusado de ter matado duas pessoas em um atentado terrorista ocorrido décadas atrás na Itália.
Trailer: https://www.youtube.com/watch?v=kKz3cwUdW-Y

ARGENTINA:
LA CIÉNAGA (O PÂNTANO, 2000, Argentina) – 35mm – 100 min. – Cor – Classificação indicativa: 14 anos
Direção: Lucrecia Martel
Duas famílias, uma de classe média urbana e outra de produtores rurais em decadência, se entrecruzam no torpor provinciano de uma Salta caótica e imutável, onde nada acontece, mas tudo está a ponto de explodir. Premiado no Festival de Berlim, em 2001, como melhor Opera Prima.
Trailer: https://www.youtube.com/watch?v=PAgpdyIaGtI

LA NIÑA SANTA (A MENINA SANTA, 2004, Argentina) – 35mm – 106 min. Cor – Classificação indicativa: 14 anos
Direção: Lucrecia Martel
Em uma cidade da província, um grupo de adolescentes místicas se preocupam com seu papel no plano divino. Um prestigioso médico abusa de uma das adolescentes. O consolidado mundo do médico desmorona diante da missão sagrada dessa menina.
Selecionado para a Competição Oficial do Festival de Cannes de 2004.
Trailer: https://vimeo.com/31984863

LA MUJER SIN CABEZA (A MULHER SEM CABEÇA, 2007, Argentina) – 35mm – 87min.- Cor – Classificação indicativa: 12 anos
Direção: Lucrecia Martel
Uma mulher atropela algo desconhecido e não desce do carro para ver se foi um animal ou uma pessoa, se está ferido ou morto. A incerteza a desconecta cada vez mais da realidade que a rodeia.
Selecionado para a Competição Oficial do Festival de Cannes de 2008.
Trailer: https://www.youtube.com/watch?v=Us6QuGN8fxI

PERU:
MADEINUSA (2006, Peru) – 35mm – 100 min. – Cor – Classificação indicativa: 16 anos
Direção: Claudia Llosa
Uma peculiar Semana Santa de um povoado nas montanhas do Peru. Tudo está permitido, desde a Sexta-feira Santa até o Domingo de Páscoa. Os habitantes acreditam que Deus estando morto não pode ver seus pecados.
Vencedor do Prêmio da Crítica do Festival de Rotterdam de 2006.
Trailer: https://vimeo.com/127141585

LA TETA ASUSTADA (A TETA ASSUSTADA, 2009, Peru) – 35mm – 95min. Cor – Classificação indicativa: 12 anos
Direção: Claudia Llosa
Fausta padece de uma doença rara conhecida nos Andes como “a teta assustada”. Segundo mitos locais, se trata de uma patologia de filhos e filhas de mulheres abusadas e maltratadas durante a gravidez.
Vencedora do Urso de Ouro no Festival de Berlim e indicada ao Oscar de melhor filme estrangeiro em 2010.
Trailer: https://www.youtube.com/watch?v=MI4IMF02hbQ

VENEZUELA:
POSTALES DE LENINGRADO (POSTAIS DE LENINGRADO, 2007, Venezuela) – 35mm – 90 min. – Cor – Classificação indicativa: 14 anos
Direção: Mariana Rondón
A trama traz as lembranças de uma menina, filha de guerrilheiros nos anos 60 de uma forma um pouco autobiográfica e poética.
Vencedor do prêmio do Júri da Mostra de Cinema de São Paulo de 2007 e o Sol de Ouro do Festival de Biarritz de 2007.
Trailer: https://vimeo.com/27157360

PELO MALO (2013, Venezuela) – 35mm – 95min. – Cor – Classificação indicativa: 14 anos
Direção: Mariana Rondón
O cabelo de um menino de 9 anos cresce cada vez mais crespo. Preocupado em alisá-lo para a foto da escola, termina se tornando sua obsessão. O que faz sua mãe pensar em sua possível homossexualidade. Vencedor do prêmio de melhor filme no Festival de Havana.
Trailer: https://www.youtube.com/watch?v=ikDXdmN3HNo

PARAGUAI:
HAMACA PARAGUAYA (2006, Paraguai) – 35mm – 78 min. – Cor – Classificação indicativa: Livre
Direção: Paz Encina
Situado em 1935, um casal de idade de camponeses espera pelo retorno de seu filho, pela chuva e por dias melhores.
Ganhador do prêmio FIPRESCI do Festival de Cannes 2006 e do Prêmio da Crítica da Mostra de Cinema de São Paulo em 2006.
Trailer: https://www.youtube.com/watch?v=LVuYdsxtQBk

CHILE:
JOVEN Y ALOCADA (JOVEM ALOUCADA, 2012, Chile) ­- 35mm – 96 min. – Cor – Classificação indicativa: 18 anos
Direção: Marialy Rivas
A história do despertar sexual de uma adolescente bissexual, que se permite através do anonimato virtual negar as regras familiares e expressar livremente sua sexualidade encoberta por uma restrita educação evangélica.
Grande vencedor do Festival de San Sebastián de 2012.
Trailer: https://vimeo.com/35293756

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