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CULTURA

Exposição - Banco de Tempo

Museu da República inaugura a Exposição - Banco de Tempo

Foto: divulgação

Dicas culturais do Rio de Janeiro

Por RS Comunicação & Eventos / Eli Rocha e Liliane Schwob

Rio de Janeiro

Museu da República inaugura dia 14 de janeiro de 2012
Banco de Tempo

Visitação: 15 de janeiro a 29 de abril de 2012

As artistas Isabel Löfgren e Patricia Gouvêa inauguram exposição para a série DUPLAS da Galeria do Lago/Museu da República, com curadoria de Isabel Sanson Portella.

Fruto de um período de imersão que as artistas Isabel Löfgren e Patricia Gouvêa fizeram ao longo do ano de 2011 nos jardins do Museu da República, a exposição BANCO DE TEMPO apresenta fotografias, video-instalações e uma interferência nos bancos do parque onde estão presentes reflexões sobre espaços de fluxos, viagens e desejos ligados ao tempo e à paisagem. Em correspondência artística constante desde que Isabel foi morar no exterior em 2006, as artistas realizam, nesta exposição, o resultado dessa troca tendo a viagem e as paisagens distintas em que vivem como veículo e o tempo como tema.

A partir de uma fotografia encontrada no arquivo histórico do Museu do ex-presidente Nilo Peçanha (morador do Palácio do Catete entre 1909/10) sentado em um dos bancos do jardins com seus cães, as artistas partiram para a observação e pesquisa sobre o movimento e o uso do tempo segundo os próprios freqüentadores do parque tendo os bancos do jardim como elemento principal.

Para a obra Banco de Tempo I/Desejo de Horas, os bancos que ladeiam as aléias do parque são o suporte para depoimentos colhidos pelos próprios usuários sobre como usam o seu tempo neste local. Nesta intervenção textual nos bancos do parque é revelada a função dos bancos além de mobiliário urbano para se tornar o suporte da conversa das artistas com os freqüentadores dos jardins, para o tempo ali passado e para a leitura. O usuário do parque poderá caminhar pelo parque através dos textos nos “bancos de tempo” e assim ter uma nova experiência do parque.

Dentro da Galeria do Lago foram criadas obras complementares que utilizam os mesmos elementos da intervenção no Jardim - os bancos, os textos, e a caminhada - em outros suportes. Para realizar a obra Banco de Tempo II/A volta ao parque em 80 mundos, com mais de cem fotografias, a dupla passou o ano de 2011 fotografando bancos em parques no mundo inteiro, sempre em relação ao uso do espaço público em situações de tempo ou espaços públicos de espera ou repouso.

Nas vídeo-instalações a própria vivência das artistas nos jardins do Museu prevalece. Em Rotas de Fuga, Lécture sur l’herbe e Vento-tempo, as artistas realizam ações efêmeras que reconfiguram o uso dos jardins como local de passagem ou de repouso pelos freqüentadores. As artistas ora carregam e trocam de mãos uma mala antiga pelas aléias dos jardins, ora permutam livros retirados desta mesma mala sobre o gramado, ou apenas sentem o efeito de uma forte tempestade que muda completamente a rotina do parque.

Artistas: Isabel Löfgren e Patricia Gouvêa
Galeria do Lago e Jardim do Museu da República
Curadoria: Isabel Sanson Portella

Galeria do Lago e Jardim do Museu da República
Visitação: 15 de janeiro a 29 de abril , terça a sexta, das 10h às 12h e das 13h às 17h sábados, domingos e feriados sob consulta no site do Museu - Entrada franca
Visita guiada e Bate-papo com as artistas e a curadora na Galeria do Lago,
17 de janeiro, terça feira, às 18h.

Museu da República | Galeria do Lago
Rua do Catete, 153 - Rio de Janeiro/RJ. Tel. 21 3235 3693.
www.museudarepublica.org.br
www.museudarepublica.org.br | mr.galeria@museus.gov.br

Por Nelson Moreira Jr (Assessoria de imprensa do MNBA)

Rio de Janeiro - MNBA

Galeria de Arte Brasileira do Século XIX

Exposição permanente mais antiga do Rio de Janeiro está de volta

Batalha do Avaí - Pedro Américo

Fechada para obras de reforma desde 2008,  a nova Galeria de Arte Brasileira do Século XIX

A importância do evento pode ser medida pelo fato de a Galeria de Arte Brasileira do Século XIX concentrar  num só espaço nada menos do que os mais significativos autores e obras produzidas no século XIX no Brasil.  Não bastasse isso,  trata-se da galeria de arte permanente mais antiga do Rio de Janeiro, pois no inicio do século XX, abrigava uma seleção da pinacoteca da Escola Nacional de Belas Artes,cujo acervo, em parte,  foi mais tarde transferido para o Museu Nacional de Belas Artes/Ibram/MinC.

Dentro da imensa Galeria de Arte Brasileira, provavelmente a maior do Brasil,  com 2 mil metros² e 8 metros de pé direito,  estarão em exibição 230 trabalhos,  ou seja,  100 a mais do que a versão anterior.  A coleção engloba pinturas,  esculturas,  arte sobre papel e mobiliário, todos restaurados para a mostra.

O espaço foi reformulado segundo um novo conceito  crítico e expográfico  e vai espelhar uma renovada concepção museológica.  A reforma do espaço,  a pesquisa realizada buscou os padrões da pintura original,  da mesmo forma como a recuperação dos vidros e maçanetas. 

Entre os destaques estão icones da artes visuais como “Batalha do Avai”,  de Pedro Américo(medindo 66 m², data:1872/1877) ;  “Batalha dos Guararapes”(com 50 m²,  data: 1879) e “Primeira Missa no Brasil”(1860),  ambas de Vitor Meireles. Além destas obras monumentais,  a mostra vai exibir  “Más noticias”, de Rodolfo Amoedo(1895);  “Descanso da modelo”,  de Almeida Junior(1882),   “Gioventu”,  de Eliseu Visconti(1898), além de esculturas  como “Cristo e a mulher adúltera”,  de Rodolfo Bernardelli(1888); “O rio Paraíba do Sul”, de Almeida Reis(1886);  e  “Alegoria do Império Brasileiro”,  de Chaves Pinheiro(1872).  Além disso estão presentes trabalhos assinados por Belmiro de Almeida,  Debret, Agostinho da Mota, Taunay, Araújo Porto Alegre, Zeferino da Costa, Castagneto, Antonio Parreira,  Henrique Bernardelli, Facchinetti, e Estevão Silva,  dentre dezenas de outros.

Algumas curiosidades cercam esta exposição permanente:  a  tela “São Pedro de Alcantara”(autor desconhecido) vai poder ser vista pela primeira vez,  enquanto que a pintura  “O remorso de Judas”,  de Almeida Junior,  volta às paredes da Galeria depois de 60 anos. O último segmento da Galeria ganhou um espaço para abrigar obras de arte sobre papel,  como aquarelas de Rodolfo Amoedo e de Henrique Bernardelli,  por exemplo.

Conforme lembra o curador Pedro Xexéo,  já de algum tempo está havendo  uma revisão conceitual  da historiografia artistica internacional,  sendo assim a  arte “academica” produzida no Seculo XIX tem sido revista e alguns autores estão sendo redescobertos. Em função desta percepção,  varios nomes presentes na Galeria de Arte Brasileira do Seculo XIX  apresentam um perfil de notavel dominio tecnico e artistico, qualidades que  contribuiram  para o aprimoramento da arte daquele periodo e que somaram na introdução da modernidade brasileira.

Traçando um roteiro da exposição,  o museólogo Pedro Xexéo afirma que  “procura-se esboçar nesta galeria o retrato mais aproximado da evolução da arte produzida durante o século XIX no Brasil. Desenrola-se um vasto panorama que narra, pouco a pouco,  seus capitulos significativos,  compreendidos entre a segunda década do século XIX e os anos iniciais do seculo XX. Sucedem-se esculturas e pinturas que ilustram não só os estilos tradicionais – o neoclassicismo, o romantismo brasileiro e algumas de suas variantes, como o realismo, o esboço de uma arte simbolista e um exemplar temporão do impressionismo – como também os generos tipicos da arte oitocentista: aquele inspirado por eventos historicos,  o retrato, a cena de genero,  a natureza-morta, a paisagem de ateliê e ainda, sua contrapartida realista,  a paisagem ao ar livre,  nascida fora das academias”.

A restauração da Galeria de Arte Brasileira do Século XIX do Museu Nacional de Belas Artes/Ibram/MinC contou com o aporte financeiro de instituições e órgãos como a Petrobras, o BNDES, o Banco Itaú, a Caixa Econômica Federal e o Ministério do Turismo, além de recursos diretos do Ministério da Cultura.

Reabertura da Galeria de Arte Brasileira do Século XIX
Horário:  terça a sexta,  de 10/18h;  sabado,  domingo e feriado: 12/17h
Endereço do MNBA:  Avenida Rio Branco,  199 – Cinelândia - Visite o site:  www.mnba.gov.br