

"Duplicar, dobrar, Tornar o espaço inicial uma multiplicidade de dobros".
Alberto Tassinari
O Centro Cultural do Banco do Brasil inaugura em 26 de fevereiro de 2010, às 19h, uma exposição DOBROS, Trabalho de Márcia Pastore criado para uma das salas do 2 º andar, no CCBB, Rua Primeiro de Março, 66,
Rio de Janeiro. A exposição fica em cartaz até 18 de abril.
A artista parte da intenção de impor uma ação uma uma superfície, deformando-a. A imposta Ação - Compressão - torna a superfície tridimensional, e incorpora o espaço físico ao trabalho. Esse tipo de procedimento já havia Sido usado pela artista em trabalhos anteriores, mas, em DOBROS atinge uma radicalidade .. Segundo Márcia Pastore "a escala do trabalho dialoga com o espaço da sala de exposições, de forma contundente, ea superfície reflexiva do aço ao mesmo tempo o que Reflete espaço, se mimetiza com ele".
A OBRA
DOBROS é formado por seis chapas de aço inoxidável de seis metros de“S” e, para cada uma das placas, um “S” particular aparece.
Estas placas de 1,20 m de largura serão colocadas lado a lado e formarão um muro dividindo a sala em duas novas partes. Esses espaços serão incomunicáveis pelo corpo, mas se deixarão entrever visualmente, um pelo outro, devido às aberturas decorrentes das deformações distintas de cada chapa transfigurando o espaço arquitetônico.
“O espectador verá sua imagem duplicada e deformada na superfície reflexiva das chapas,”, explica Márcia Pastore “experimentará as mais diversas situações de duplicação de sua imagem e do espaço em que se encontra, reforçando as características de separação, clausura, estreitamento e estranhamento.”
Esse duplicar, dobrar e tornar o espaço inicial numa multiplicidade de dobros é, para Alberto Tassinari, curador da exposição, “a intenção do trabalho para que, por meio dos “dobros”, o espectador, no movimento ou repouso de seu corpo, experimente o novo espaço como lugar familiar, mas, em especial, estranho, bem formado, mas, sobretudo, disforme.”
A ARTISTA
Marcia Pastore
Realizou exposições individuais em instituições como o Museu de Arte Contemporânea da USP e o Centro Universitário Maria Antônia, em São Paulo e o Centro Cultural Banco do Brasil, no Rio de Janeiro. Foi artista convidada pelo Centro Cultural São Paulo para integrar o projeto MAM-Nestlé de aquisição de arquivo e expos nas galerias Paulo Figueiredo, Valu Oria e Baró Senna, em São Paulo; Casa da Imagem, em Curitiba e Galeria Senda, em Barcelona, Espanha.
Participou de diversas coletivas em São Paulo, Rio de Janeiro e Belo Horizonte; das edições de 2000 a 2002 da Arco Feira Internacional de Arte Contemporânea em Madrid; em 2005 e 2006 da Art&Book IX Bienal de Habana e da Art&Book&Omm – em Barcelona.
Ganhou a 3ª Bolsa Emille Eddé de Artes Plásticas e possui obras nas seguintes coleções públicas: Vestfossen Kunst Laboratorium (Oslo, Noruega); MAC de São Paulo; MAM de São Paulo; Casa da Cultura de Ribeirão Preto e Pinacoteca Municipal de São Paulo.
O CURADOR
Alberto Tassinari
Crítico de arte; Bacharel em Filosofia pela USP (1981); Mestre em Filosofia pela USP (1990); Doutor em Filosofia pela USP (1997).
Curadorias: Retrospectiva de Nuno Ramos (MAM/SP, 2000) e Retrospectiva de Fabio Miguez (Pinacoteca do Estado/SP, 2003).
Livros publicados: Paulo Monteiro. Duas cidades, 1990; Amilcar de Castro. Tangente, 1991; Pequeno guia Berlendis de historia da Arte. Berlendis, 1994; Nuno Ramos. Atica, 1997; O Espaço Moderno. Cosac Naify, 2001; Rodrigo Andrade. Cosac e Naify, 2008; Célia Euvaldo. Cosac e Naify, 2008.
Serviço:
D0BROS - Márcia Pastore
Curadoria: Alberto Tassinari
Centro Cultural Banco do Brasil - Entrada franca
Rua Primeiro de Março, 66, 2º andar – Centro (3808-2020)
Funcionamento: De terça a domingo, das 10h às 21h
Facilidades para deficientes
Abertura: 26 de fevereiro de 2010, às 19h, somente para convidados.
Visitação: 2 de março a 18 de abril de 2010
Metrô: Uruguaiana.
www.bb.com.br/cultura
RS Comunicação Assessoria de imprensa
Por Luiza Souto
Uma espécie de texto onde três artistas inscrevem suas pequenas atenções e demais grandezas do cotidiano
Traços Miúdos em Cenas Fugidias
Eloá Carvalho | Klaus Reis | Rebeca Rasel
Curadoria: Rafael Vicente
O cotidiano é o tema que aproxima a obra dos artistas Eloá Carvalho, Klaus Reis e Rebeca Rasel. A partir de pinturas, desenhos e fotografias, os artistas apresentam pequenas narrativas de encontros, acasos e descontinuidades. Em cada trabalho, a atmosfera das cidades - e de cada um de nós - é o que preenche (e, por vezes, substitui) a própria paisagem.
"Traços Miúdos em Cenas Fugidias" foi primeiramente apresentada na Fundação de Arte de Niterói (FAN) em novembro de 2009 e será reapresentada no Kreatori Coletivo de Arte durante os meses de janeiro
a março de 2010.
Serviço:
Kreatori Coletivo de Arte - Rua Alice, 209 | Laranjeiras - RJ
Abertura: 07 de janeiro de 2010, às 19h
Visitação: 08 de janeiro a 07 de março de 2010
Horários de Visitação: Terça a Quinta, das 14h às 18h30 | Sexta e Sábado: 15h às 21h | Domingo: 14h às 18h
Contato: coletivokreatori@gmail.com | www.kreatori.com.br
Assessoria de Imprensa
CAIXA Cultural Rio de Janeiro
A CAIXA Cultural Rio Janeiro apresenta, a partir do dia 19 de janeiro, a exposição “Rubem Ludolf – Obra Reunida”. A mostra traz ao público o rigor e a força presentes nos 60 anos de pintura do artista. Dividida em três segmentos, a exposição se inicia com obras do período em que participou do Grupo Frente, na segunda metade dos anos 1950, segue pelo período de suas famosas Tramas, iniciado em 1963, e aborda o retorno ao Abstracionismo Geométrico, estabelecido em 1986, para indicar continuidades e rupturas construtivas entre esses segmentos.
Nas 90 obras expostas – entre guaches, óleos e caixas de acrílico – a curadoria buscou ressaltar a singularidade do trabalho do artista, possibilitando ao visitante entrar em contato com a essência da obra de Rubem Ludolf. Por essa razão, o espaço expositivo procura se valer de elementos relevantes nas obras do pintor, como, por exemplo, a estrutura modular e progressiva das paredes que dividem a Galeria 3 da CAIXA Cultural.
“O objetivo da exposição é sensibilizar os espectadores para a possibilidade de ver através das passagens efetuadas pelo artista durante a construção de sua obra. Passagens essas que procuram despertar a imprescindível apreensão corpórea da arte e, em particular, da pintura, uma vez que assim se podem suspender temporariamente preconceitos que, muitas vezes, não nos deixam ver o mesmo com outros olhos”, afirma o curador da mostra, Luiz Eduardo Meira de Vasconcellos.
Rubem Ludolf
Rubem Mauro Cardoso Ludolf nasceu em Maceió em 1932 e, ainda criança, transferiu-se para o Rio de Janeiro. Estudou Arquitetura na extinta Escola Nacional de Arquitetura da Universidade do Brasil (atual Universidade Federal do Rio de Janeiro), onde se formou em 1955.
Ainda em seu período de universidade, o artista frequentou as aulas de Ivan Serpa (1923–1973) no Curso Livre de Pintura do Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro - MAM/RJ. O contato com Serpa, além do interesse pela pintura geométrica, o levou a ingressar no Grupo Frente – composto por artistas como Lygia Clark, Aluísio Carvão, Hélio Oiticica, Décio Vieira, Lygia Pape, Franz Weissmann e o próprio Ivan Serpa, fundador do grupo – e aderir ao movimento concretista.
Ludolf participou também de cinco edições da Bienal Internacional de São Paulo, entre 1955 e 1967, recebendo o prêmio aquisição dessa última; é um dos integrantes da sala especial Arte Construída: homenagem a Waldemar Cordeiro, exibida na 12ª edição da mostra, em 1973.
Ficha Técnica
Curadoria: Luiz Eduardo Meira de Vasconcellos
Produção: Tisara Arte Produções
Serviço:
“Rubem Ludolf – Obra Reunida”
Local: CAIXA Cultural Rio de Janeiro – Galeria 3
Endereço: Av. Almirante Barroso, 25, Centro, Rio de Janeiro (Metrô: Estação Carioca)
Abertura: 18 de janeiro de 2010, às 19h (para convidados e imprensa)
Visitação: 19 de janeiro de 2010 a 28 de fevereiro de 2010
Horário: De terça a sábado, das 10h às 22h; domingo, das 10h às 21h
Telefones: (21) 2544-4080 / 2544-1099 / 2544-7666
Classificação: Livre
Entrada franca
Assessoria de Imprensa
CAIXA Cultural Rio de Janeiro
(21) 2202 3086 / (21) 9206 4024 / cultura.rj@caixa.gov.br
www.caixa.gov.br/caixacultural
Paulistano, 42 anos, o fotógrafo apresenta, na retrospectiva Parece Verdade, cinquenta trabalhos feitos nos últimos oito anos com sua câmera Linhoff, analógica, de placa de negativo. Selecionado pelo curador Fernando Cocchiarale, o acervo ocupa o segundo andar do CCBB. Entre as peças ampliadas em grandes formatos, merece atenção especial a inédita Guanabara: de cores expressivas, a imagem parece manipulada, mas não foi. O registro, feito a partir da Praia de Jurujuba, em Niterói, retrata o Pão de Açúcar, a Pedra da Gávea, o Corcovado e o Redentor de um ângulo que esconde os grandes edifícios. Ainda nessa escala maior se destacam Mamanguá, Paraná, Goiânia Golf Club, Ataíde, esta com a pintura do teto da Igreja de São Francisco de Assis, em Ouro Preto, e Igreja de São Francisco da Penitência, enfocando o altar do templo no Largo da Carioca. Centro Cultural Banco do Brasil. Rua Primeiro de Março, 66, Centro, 3808-2020. Terça a domingo, 10h às 21h. Grátis. Até 7 de março. Fecha na terça (16). Quarta (17), a partir das 12h.
Fotógrafa carioca, com 74 anos, Anna Mariani percorreu sete estados do Nordeste entre 1976 e 1987. Durante esse périplo, registrou coloridas fachadas de casas simples e conservadas com capricho no interior do Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco, Alagoas, Sergipe e Bahia. Nas imagens captadas sempre em ângulo frontal, não há presença de pessoas nem interferência de elementos da paisagem. Coube ao curador Rodrigo Naves fazer a seleção de 25 fotografias, de um total de 2.000, para montar a individual Pinturas e Platibandas. Esse acervo foi exibido pela primeira vez na XIX Bienal Internacional de São Paulo, em 1987, e depois circulou pelo exterior. Instituto Moreira Salles. Rua Marquês de São Vicente, 476, Gávea, 3284-7400. Terça a sexta, 13h às 20h; sábado e domingo, 11h às 20h. Estac. Grátis. Até 18 de abril. Fecha na terça (16) e na quarta (17). www.ims.com.br.
Coletiva de trabalhos de cinco artistas visuais identificados com o movimento pop surrealista, que mistura técnicas e composições clássicas a temas e referências do cotidiano, neste caso o Carnaval. A maior contribuição ao acervo é da californiana radicada em Nova York Tara McPherson. Além de um óleo sobre tela original, ela exibe oito exemplares de glichês (reproduções em alta resolução) de quatro pinturas, mais seis serigrafias, a exemplo de Floaty Girl. O ilustrador curitibano Rafael Silveira contribui com uma pintura e três gravuras. Já o tatuador Daniel Tucci, o designer Felipe Motta e o chargista paulistano radicado em Porto Alegre Fábio Zimbres expõem uma tela cada um. R$ 100,00 a R$ 15.000,00. Galeria La Cucaracha. Rua Teixeira de Melo, 31, loja H, Ipanema, 2522-0103. metrô General Osório. Segunda a domingo, 11h às 21h. Grátis. Até dia 28.
Quem chega ao 2º andar do Museu de Arte Moderna dá logo de cara com a enorme instalação de 1992, feita para a Capela do Morumbi, em São Paulo, e o painel desenhado de 20 metros de comprimento apresentado na Bienal de Veneza de 1980. Ambos inéditos na cidade, os trabalhos causam impacto, mas a riqueza da obra gráfica de Vergara revela-se mesmo é na variedade de suportes e no diálogo sugerido entre imagens em 3D, gravuras, fotos e desenhos expostos no MAM. Boa parte das mais de 200 peças selecionadas pelo colecionador George Kornis veio do ateliê do pintor gaúcho e de coleções privadas. A visita é um revelador passeio pelos quase cinquenta anos de carreira do artista. Museu de Arte Moderna. Avenida Infante Dom Henrique, 85, Parque do Flamengo, Centro, 2240-4944. Terça a sexta, 12h às 18h; sábado, domingo e feriado, 12h às 19h. R$ 8,00. A bilheteria fecha meia hora antes. Pessoas com mais de 60 anos pagam R$ 4,00. Grátis para amigos do MAM e menores de 12 anos. Aos domingos vigora o ingresso-família: pagam-se apenas R$ 8,00 por grupo. Estac. (R$ 3,00 por uma hora). Até 14 de março. www.mamrio.com.br.
Mostra com desenhos, fotografias, gravuras, pinturas, objetos e vídeos de 32 artistas, com curadoria da galerista Mercedes Viegas. Entre os artistas representados pela galeria estão Alice Shintani, Amalia Giacomini, Ana Holck, Angelo Venosa, Elisa Bracher, Luiz Monken, Marcia Thompson, Marta Jourdan e Ricardo Ventura. Também há criadores convidados, a exemplo de Claudia Bakker e Luiza Marcier, que apresentam um vestido, conjugando moda e arte; da fotógrafa curitibana Juliana Stein, do videomaker Bhagavan David, da designer de joias Maria Alves de Lima, Carla Guagliardi e Célia Euvaldo; além de estrangeiros como a fotógrafa portuguesa Catarina Botelho, que vive e trabalha em Lisboa. R$ 3 000,00 a R$ 95 000,00. Mercedes Viegas Arte Contemporânea. Rua João Borges, 86, Gávea, 2294-4305. Segunda a sexta, 13h às 19h; sábado, 16h às 20h. Grátis. Até 20 de fevereiro. www.mercedesviegas.com.br.
Coletiva com trabalhos de treze artistas organizada pelo Grupo DOC (Desordem Obsessiva Compulsiva), integrado por Isabel Löfgren, Marco Antonio Portela, Mauro Bandeira e Patricia Gouvêa. O quarteto convidou outros nove criadores (Alexandre Vogler, Antonia Dias Leite, Arjan, Clarisse Tarran, Claudia Hersz, Elisa von Randow, Gustavo Speridião, o argentino Guilhermo Srodek-Hart e a colombiana Mariana Varela), para desenvolverem à sua maneira o tema "despacho", termo originário da umbanda que define as oferendas aos orixás depositadas em praias ou esquinas de ruas. Guilhermo, por exemplo, apresenta a fotografia Altar a la Defunta Correa, extraída de uma série de registros de manifestações de umbanda no interior da Argentina e do Uruguai. Já Claudia Hersz simboliza o abandono do hábito de fumar em um objeto em formato de manequim de vitrine, coberto por uma roupa confeccionada com caixas e bulas de remédios que ajudam a largar o cigarro. Galeria do Ateliê da Imagem. Avenida Pasteur, 453, Urca, 2541-3314. Segunda a sexta, 10h às 21h30; sábado, 10h às 17h. Grátis. Até 27 de fevereiro. www.ateliedaimagem.com.br.
Compartilhe com o facebook