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30 de Julho de 2010

Cultura Rio

EXPOSIÇÕES - RIO DE JANEIRO

“Paiva Brasil - Jogos da Arte”

Museu de Nacional de Belas Artes

Por Assessoria de imprensa MNBA - Nelson

Paiva Brasil no MNBA

9 de julho até 30 agosto de 2010

Definida pelo critico Wilson Coutinho como uma obra para a pacificação do olhar, para ser apreciada a partir da aplicação de um único sentido: o olhar, a arte de Paiva Brasil está em festa.

Comemorando os 80 anos de vida do artista, a exposição “Paiva Brasil - Jogos da Arte”, começa no próximo dia 9 de julho, no MNBA.

Dentro das salas Joaquim Lebreton e Clarival Valadares serão exibidas 33 pinturas em tinta acrílica sobre tela, sendo que 18 são obras recentes, nas quais o artista reúne elementos recorrentes em sua obra, como o rigor construtivista e o geometrismo abstrato.

As telas dialogam com 15 obras de períodos anteriores, para evidenciar a constância formal e de recursos plásticos, tais como módulos, impressões serigraficas, superposições ou campos de cor e que no dizer do próprio artista, “são trabalhos enraizados na experiência construtiva, de caráter abstrato-geométrico aliados ao lúdico, onde a estrutura formal se desenvolve buscando envolver o olhar numa leitura dinamizada da forma e da cor no espaço”.

Na apreciação do critico e diretor do Museu de Arte Contemporânea de Niterói, Guilherme Bueno, os trabalhos recentes de Paiva Brasil abrem perspectivas: “a tela se divide entre grandes campos e outros povoados por pequenas combinações de pontos que além da vibração a animar tais áreas montam um verdadeiro labirinto do olhar, cuja tarefa é percorrer talvez infinitamente aquele espaço”.

Natural de Campos, pesquisador inscansável e rigoroso, Paiva Brasil (www.paivabrasil.xpg.com.br) tem na sua formação estudos no antigo Liceu de Artes e Ofícios do Rio de Janeiro e cursos no MAM/RJ com os renomados mestres Santa Rosa e Sanson Flexor. A partir da 5ª Bienal, em 1959, participou de várias Bienais de São Paulo, Salões de Arte Moderna, Salão de Verão do Jornal do Brasil, etc., nos quais obteve vários prêmios inclusive o Prêmio de Viagem ao Exterior em 1978.

Possuidor de uma personalidade sensível e discreta, Paiva Brasil completa com seus trabalhos coleções, como as de Gilberto Chateaubriand; a de Randolfo Rocha, de Belo Horizonte; além do MAM/SP e do MAC/Niterói,
entre outras.

No MNBA realizou duas mostras, uma em 1976 e a outra em 1997. Dentre as várias exposições individuais em museus e galerias, a última exibição aconteceu em 2004, no MAC Niterói/RJ.

8 de Julho de 2010, quinta-feira, às 16h
Visitação: terça a sexta-feira das 10h às 18h e sábados, domingos e feriados das 12h às 17h
Período: 9 de julho até 30 agosto.
Av. Rio Branco, 199 - Centro (Cinelândia), Rio de Janeiro, RJ. Visite o site: www.mnba.gov.br

Duque de Caxias

Por Beatriz Fontes

Museu Ciência e Vida abriga mostra a exposição Vias do Coração

Visitação até 31 de julho

Os frequentadores do Museu Ciência e Vida, em Duque de Caxias, têm até o dia 31 de julho para visitar a mostra Vias do Coração, fruto de uma parceria entre a Fundação Oswaldo Cruz e o grupo Sanofi-Aventis. O público poderá assistir a vídeos educativos em 3D e participar de atividades interativas sobre o funcionamento do sistema circulatório. Entre as atividades, o visitante pode descobrir, por exemplo, quantas vezes seu coração já bateu desde o nascimento. O museu conta, ainda, com o planetário Marcos Pontes. O espaço, batizado em homenagem ao primeiro astronauta brasileiro, contou com a presença de seu patrono em sua sessão de estreia, ocorrida no dia 1º de julho.

Em funcionamento desde o dia 30 de junho, o museu está localizado no prédio do antigo fórum de Caxias, na rua Ailton da Costa s/nº, bairro Jardim 25 de Agosto. Recomenda-se às escolas interessadas que agendem com antecedência sua ida – tanto à exposição quanto ao planetário – por telefone. A entrada é franca.

Horários de funcionamento do Museu Ciência e Vida. Exposição temporária: de terça a domingo - das 10h às 17h
Planetário: de terça a domingo - sessão única às 15h.
Agendamento para escolas: (21) 2671-7797. Para saber mais a respeito, acesse www.museucienciaevida.com.br.


Por Assessoria de imprensa MNBA - Nelson

Exposição Caminhos da cor, de Sergio Telles

9 de julho a  7 de setembro de 2010

Um profundo encantamento com a pintura,  com a magia da tela e suas amplas possibilidades sensoriais,  cores,  traços,  tonalidades,  movimento e repouso,  é o que o artista Sergio Telles vai dividir com o público,  na exposição Caminhos da Cor, que inaugura dia 8 de julho, no MNBA.

Ao todo serão exibidos 53 óleos sobre tela,  37 aquarelas sobre papel e mais 14 desenhos,  além de um álbum de gravuras e 13 águas-fortes e carnets de voyages
Para o critico de arte Ferreira Gullar, a obra de  Sergio Telles continua “a tradição de mestres modernos como Matisse e Bonnard”.

Atraído desde muito cedo para a arte, Sergio Telles nasceu (1936) no tradicional bairro carioca  do Encantando e aos 18 anos já era premiado em Salão de Belas Artes, o que lhe estimulou a fazer uma individual na Galeria de Arte da Prefeitura do Rio de Janeiro um ano depois.
Suas perspectivas se alargaram depois de 1957,  quando rumou para a Europa em busca dos principais museus da Itália,  França,  Bélgica,  Portugal,  Holanda,  e Espanha.  Estreitou o contato com seus pares, visitando no Rio,  após o tour europeu,   os ateliers de Oswaldo Teixeira,  Rodolfo Chambelland, e Marie Nivouliès de Pierrefort.

Um marco profissional foi o ingresso, em 1964, na carreira diplomática, que o levou para serviço em paises como Portugal, na Argentina, Síria, Angola, França e no Japão, Embaixador na Malásia, no Líbano, na Suíça, na Tunísia e no Iraque, neste como voluntário em missão humanitária em 2005.

Integrou o World Art Fórum(WAF), que em 1991,  juntou,  na cidade de Veneza, nomes como Jorge Amado, José Mindlin, Olavo Setúbal, Joaquim Falcão, Gilberto Gil e outras personalidades mundiais: Rufino Tamayo, De Kooning, Robert Rauschenberg, Carlos Fuentes, Octávio Paz, Ingmar Bergman, Costa-Gravas, Francis Coppola, Plácido Domingo, além de Ministros da Cultura, como Jack Lang, da França.

Sob a curadoria de Jean Boghici e Wilson Coutinho,  Telles participou da exposição “Natureza: Quatro Séculos de Arte no Brasil”, no Centro Cultural Banco do Brasil/RJ,  em 1992. Sua arte está abrigada em instituições importantes como os museus Carnavalet, o Beaubourg, o de Arte Moderna de Paris, Grenoble, Bordeaux, Lyon, Rouen e Marselha, o Petit Palais de Genebra:  o Hermitage de São Petersburgo, o Pouchkine de Moscou, o MASP e a Pinacoteca de São Paulo, o Museu Nacional de Belas Artes do Rio de Janeiro, a Fundação Gulbenkian e o Museu de Lisboa, o Bridgestone de Tóquio, o Albertina de Viena e o Palácio Kheireddine de Tunis.

Completando o outro lado do circuito,  seus trabalhos já freqüentaram exposições nas galerias Wildenstein de Londres, Tóquio e Buenos Aires, Bernheim Jeune, “La Cave” e Claude Marumo em Paris, Perron em Genebra, Jean Boghici no Rio de Janeiro, Renato Magalhães Gouvêa em São Paulo, S. Mamede em Lisboa, Nuno Lima de Carvalho no Estoril, Fujikawa em Tóquio e Osaka, Stuker em Zurique, Hamadi Chérif Fine Art em Sidi Bou Saïd, Tunísia, e Arte 57 em São Paulo.

Serviço: Exposição Caminhos da cor,  de Sergio Telles
Abertura:  8 de julho,  às 18:30h
Período: 9 de julho a  7 de setembro.
Visitação:  terça a sexta de 10h até 18h;  sábados e domingos,  de 12h até 17h.
Entrada:  R$ 5,00 a inteira;  R$ 2,00 a meia e grátis aos domingos.
MNBA:  Av Rio Branco, 199 – Cinelandia – tel:  2219-8474
Visite o site:  www.mnba.gov.br 


Exposição na CAIXA Cultural Rio

Por Assessoria de Imprensa / CAIXA Cultural Rio de Janeiro

A ARTE MULTIMÍDIA E INTERATIVA NA EXPOSIÇÃO 8 = 8 THE VIRTUAL MUSEUM PROJECT

Até 01 de agosto de 2010

A CAIXA Cultural Rio de Janeiro apresenta, de 22 de junho a 1º de agosto, a exposição 8 = 8  THE VIRTUAL MUSEUM PROJECT. A mostra traz a arte multimídia e interativa do artista chileno Gonzalo Mezza, um dos precursores da Net Art, que usa a rede como espaço possível de trabalho.

Em 88 obras projetadas e mais 16 materializadas em impressão digital, acrílico e luz leds, a curadoria da exposição, assinada por Justo Pastor Mellado - curador da representação chilena da Bienal de Veneza   2010 – traz ao público carioca obras que compõem o acervo do seu Projecto Museu Virtual, obras realizadas em projetos interativos na 23ª Bienal de São Paulo, 1ª, 2ª, 5ª  Bienal do Mercosul, na 7ª Bienal de Havana, Museu MAVI de Arte Contemporânea do Chile, entre outros.

O projeto apresenta uma obra de excelência virtual e interativa. O público deixa de ser espectador para ser sujeito e criador no trabalho de Mezza, que trabalha seus projetos no ciberespaço, misturando conceitos, espaço público e museológico e, com isso, consegue mostrar a mutação da humanidade transitando rumo ao novo milênio. As artes visuais não estão alheias a essa passagem do material ao virtual. A nova ordem geopolítica e multicultural entre continentes, afetados pela globalização e democratização dos grandes e novos meios de comunicação, altera a natureza do pensamento e a percepção do tempo e espaço dos aparatos reprodutivos das artes.
Mais + A ARTE MULTIMÍDIA E INTERATIVA NA EXPOSIÇÃO

Local: CAIXA Cultural Rio de Janeiro – Galeria 2
Endereço: Av. Almirante Barroso, 25, Centro, Rio de Janeiro (Metrô: Estação Carioca)
Abertura: 21 de junho de 2010, às 19h (para convidados e imprensa)
Palestra com o curador: dia 21 de junho, às 17h – local: sala de cinema - no mesmo endereço
Visitação: de 22 de junho a 1º de agosto de 2010
Horário: De terça a sábado, das 10h às 22h; domingo, das 10h às 21h
Telefones: (21) 2544-4080 / 2544-1099 / 2544-7666
Classificação: Livre Entrada franca

Assessoria de Imprensa / CAIXA Cultural Rio de Janeiro | www.caixa.gov.br/caixacultural

Em Cartaz

Amanda Mei

Um dos destaques do projeto Rumos Artes Visuais (Itaú Cultural) do ano passado, a artista plástica paulista faz sua primeira individual no Rio. Batizada de Como Fazer Tempo com Sobras, a mostra reúne três séries distintas de trabalhos. Na primeira, Amanda exibe objetos construídos com sucata recolhida pelas ruas de São Paulo. Na segunda, apresenta pinturas sobre papelão e madeira que trazem figuras de móveis. Completam o acervo fotografias de miniaturas de cadeiras, dispostas em diferentes locais e situações. Galeria Toulouse Arte Contemporânea. Rua Marquês de São Vicente, 52, loja 350 (Shopping da Gávea), 2274-4044. X Segunda a sábado, 10h às 22h; domingo e feriado, 15h às 21h. Grátis. Até 8 de agosto. A partir de terça (6). www.galeriatoulouse.com.br

Marcelo Solá

Ainda em cartaz na Galeria Laura Alvim, o artista goiano apresenta Subnirvana, sua segunda individual na cidade. Solá vai exibir quatro pinturas e dois desenhos em grandes formatos, em uma linha de trabalho por ele chamada de desenho-pintura — ou desenho-instalação, quando acompanhada de objetos. R$ 3 000,00 a R$ 20 000,00. Galeria Arte em Dobro. Rua Dias Ferreira, 417, sala 205, Leblon, 2259-1952. Segunda a sexta, 10h às 18h; sábado, 12h às 16h. Grátis. Até dia 30. A partir de sexta (9). www.arteemdobro.com.br.

As Palavras que nos Faltaram

Coletiva com trabalhos de doze artistas visuais integrantes da galeria virtual Escritório de Fotografias. Criado pelo curador e colecionador Luiz Porchat, em São Paulo, o grupo reúne profissionais cuja produção tem ênfase no suporte da fotografia. Fazem parte desta seleção nomes como Ana Lucia Mariz, Fausto Chermont, Ilana Bessler, Jaques Faing, Luigi Stavale, Patricia Gouvêa e Renan Cepeda. Galeria do Ateliê da Imagem. Avenida Pasteur, 453, Urca, 2541-3314. Segunda a sexta, 10h às 21h; sábado, 10h às 18h. Grátis. Até 14 de agosto. A partir de sábado (10). www.ateliedaimagem.com.br.

Paulo Nenflidio

Conhecido por seus autômatos (trabalhos que produzem som automaticamente) e aparelhos sonoros (instrumentos que emitem ruídos interagindo com o visitante), o artista paulista apresenta sua terceira individual na galeria A Gentil Carioca. Em Novos Inventos, ele reúne esculturas e instalações recém-construídas. São máquinas impulsionadas pela força da água, a exemplo de Vibrafone; do ar, como o Aerofone, em formato de molusco, ou por movimentos manuais, caso do Cordofone. R$ 2.000,00 a R$ 20.000,00. A Gentil Carioca. Rua Gonçalves Ledo, 17, Centro, 2222-1651, a Presidente Vargas. Terça a sexta, 12h às 19h; sábado, 12h às 17h. Grátis. Até 7 de agosto. A partir de terça (6).

Rogério Reis

Profissional tarimbado, Rogério decidiu registrar as ruínas da sede do Jornal do Brasil, na Avenida Brasil, há pouco mais de dois anos, logo que soube do projeto de transformação do prédio em hospital. Após algumas visitas à construção, ainda abandonada, o fotógrafo fez registros artísticos de ambientes em escombros e de equipamentos como a antiga prensa rotativa, reunidos no ensaio Avenida Brasil 500, antigo endereço do JB. Essas imagens e outros famosos retratos feitos por Reis durante os mais de dez anos em que trabalhou no Jornal do Brasil serão projetados na nova edição do projeto Expofoto, com curadoria de Alberto Saraiva. Oi Futuro Flamengo. Rua Dois de Dezembro, 63, Flamengo, 3131-3060, a Largo do Machado. X Terça a domingo, 11h às 20h. Grátis. Até 5 de setembro. A partir de terça (6). www.oifuturo.org.br.

Em cartaz

Adriana Varella e Renato Rezende. Duas individuais. Carioca radicada em Nova York, Adriana Varella dedica boa parte de sua produção à videoarte, mas também atua na criação em instalação, fotografia, desenho e escultura. Ela exibe a videoinstalação Trans — Pequenos Esboços, na galeria do 2º andar, além de uma obra pública projetada nas fachadas frontal e lateral do centro cultural. Renato Rezende, poeta, participa do Projeto Passagem mostrando no térreo o poema visual Mastigar Abelhas Vivas. Trata-se de uma instalação multimídia com sons, luzes e imagens. Oi Futuro Ipanema. Rua Visconde de Pirajá, 54, Ipanema, 3201-3000, a General Osório. Terça a domingo, 13h às 21h. Grátis. Até dia 25. www.oifuturo.org.br.

Anna Paola Protasio

Mais conhecida pelo trabalho de arquiteta e designer de interiores, Anna Paola vem ampliando sua atuação como artista plástica. Recentemente, ocupou dois salões do Museu Nacional de Belas Artes com a individual Fios e Formas, em que exibiu seis instalações construídas com materiais e objetos comuns, como fios de náilon, gaiolas e câmeras. Agora, apresenta no Centro Cultural Correios trabalhos do mesmo gênero, na mostra Sentidos. Com curadoria de Marisa Flórido, sua obra é constituída de bicicletas, vídeos e outros elementos de uso cotidiano. Centro Cultural Correios. Rua Visconde de Itaboraí, 20, Centro, 2253-1580. X Terça a domingo, 12h às 19h. Grátis. Até dia 18. www.correios.com.br.

Anita Fiszon, Cristina Motta e Vera Goulart

Três artistas inauguraram, em coletiva, a aconchegante Galeria Coleção de Arte, de Luciana Conde. O novo espaço fica no térreo do belo edifício em estilo art déco Apartamentos Paulo de Frontin, na Praia do Flamengo. Anita exibe objetos tensionados da série Paisagem, Cristina apresenta trabalhos da série Enfante II (2008), que estabelecem uma ligação entre pintura e fotografia, e Vera mostra desenhos com dois objetos tridimensionais da série Princesa e o Jacaré, de inspiração surrealista. R$ 4.000,00 a R$ 60.000,00. Galeria Coleção de Arte. Praia do Flamengo, 278, Flamengo, 2551-0641. Segunda a sexta, 12h às 18h; sábado, 9h às 13h. Grátis. Até dia 31.

Beatriz Luz

Catarinense de Lages radicada no Rio desde os anos 60, Beatriz tem uma produção de mais de três décadas que transita entre o desenho, a pintura, a instalação, a fotografia e a escultura. Fernando Cocchiarale e Marisa Flórido assinam a curadoria de sua individual Dentro e Fora de Tudo, que ocupa três galerias no primeiro pavimento do Centro Hélio Oiticica. No acervo estão desenhos realizados desde a década de 80, a exemplo da série Terras Brasileiras, além da instalação 12 Banhos, criada no ano passado a partir de um trecho do livro Viagem à Terra do Brasil — publicado em 1578 por Jean de Léry (1534-1611), integrante da expedição francesa de Villegaignon. Centro Municipal de Arte Hélio Oiticica, Rua Luís de Camões, 68, Praça Tiradentes, 2242-1012, a Presidente Vargas. X Terça a sexta, 11h às 18h; sábado, domingo e feriado, 11h às 17h. Grátis. Até 22 de agosto.

Bet Katona

Nascida na cidade húngara de Pécs e batizada Maria Erzsebet Katona, a artista veio para o Brasil com 8 anos de idade. Formou-se em medicina, mas desde a década de 90 dedica-se também à pintura. Na individual Memórias e Lugares Bet exibe dez acrílicas sobre tela em que explora temas da vida urbana, paisagens e naturezas-mortas. R$ 3.300,00 a R$ 5.500,00. Galeria Anna Maria Niemeyer. Rua Marquês de São Vicente, 52, loja 205 (Shopping da Gávea), 2239-9144. X Segunda a sábado, 10h às 22h; domingo e feriado, 15h às 21h. Grátis. Até dia 18. www.annamarianiemeyer.com.br.

Breno Silva e Louise Ganz

Nesta mostra com curadoria de Marisa Flórido, Kits Ambulantes para Espaços Vagos, a dupla apresenta instalações do projeto iniciado em 2005, Lotes Vagos, no qual terrenos baldios foram ocupados com obras temporárias. No acervo estão trabalhos batizados com nomes curiosos como Kit Manicure e Kit Piscina. Centro Municipal de Arte Hélio Oiticica, Rua Luís de Camões, 68, Praça Tiradentes, 2242-1012, a Presidente Vargas. X Terça a sexta, 11h às 18h; sábado, domingo e feriado, 11h às 17h. Grátis. Até 22 de agosto.

Carlos Cruz-Diez

Venezuelano, radicado em Paris desde 1960, o artista de 87 anos é o principal expoente vivo da arte cinética. Em sua primeira individual no Rio, Cruz-Diez exibe 25 telas de cinco fases distintas. Do acervo selecionado, o maior número de exemplares é de Fisiocromias. Pertencem a essa série iniciada em 1959 painéis feitos de finas tiras de tábua ou de plástico. Pintados de diferentes cores, parecem trocar de tonalidade, dependendo da posição do espectador diante do trabalho. Nas Cromointerferências, ele dispõe, verticalmente e lado a lado, varetas de polietileno de diferentes matizes. Mais uma vez, a movimentação do visitante diante do que vê vai provocar um efeito ótico chamado por seu criador de “cor aditiva”, mesmo título de outro dois conjuntos apresentados na exposição. A partir de R$ 39.000,00. Galeria de Arte Ipanema. Rua Aníbal de Mendonça, 27, Ipanema, 2512-8832. Segunda a sexta, 10h às 19h; sábado, 10h às 14h. Grátis. Até dia 15.

A Céu Aberto

Coletiva de trabalhos de quatro artistas instalada na área externa da Casa França-Brasil. Na lateral do prédio histórico de 1820, o curador Marco Antonio Teobaldo colocou uma frase do cearense Leonilson (1957-1993) — “Observar e dar chance à minha curiosidade” —, inscrição extraída de um diário do artista que integrou a Geração 80. No pátio está a instalação sonora Porto de Aproximação, de Paulo Vivacqua, com uma trilha de 47 minutos composta de trechos de música clássica mesclada a fragmentos de sons marinhos. Ao fundo desse espaço fica a pintura O Mergulho, de Geleia da Rocinha, que retrata um escafandrista observando inusitados personagens em um balneário imaginário. O lado oposto do prédio em estilo neoclássico recebe a melhor parte da mostra, Pássaros no Muro, conjunto de cinco painéis grafitados por Smael e batizados com nomes de aves, como Tico-Tico e Sabiá. Casa França-Brasil. Rua Visconde de Itaboraí, 78, Centro, 2332-5120. X Terça a domingo, 10h às 20h. Grátis. Até 5 de setembro. www.fcfb.rj.gov.br.

Cildo Meireles

Sem expor no Rio há cinco anos, desde a mostra Algum Desenho, montada no Centro Cultural Banco do Brasil, o artista apresenta 22 peças como convidado do projeto Os Amigos da Gravura. Além de uma serigrafia inédita, lançada nessa 19ª edição do evento, foram reunidas criações produzidas desde os anos 60. Museu da Chácara do Céu, Rua Murtinho Nobre, 93, Santa Teresa, 3970-1126. Quarta a segunda, 12h às 17h. R$ 2,00. Estac. Grátis para menores de 12 anos, pessoas com mais de 65 anos, grupos escolares e às quartas. Até 2 de agosto. www.museuscastromaya.com.br.

As Construções de Brasília

Alentada mostra com 157 fotografias, pinturas, desenhos, gravuras e cartazes que celebra o cinquentenário de Brasília. Dividido em dois núcleos, o acervo reúne, no primeiro módulo, registros fotográficos que documentam a construção e a inauguração da nova capital federal, realizados por Marcel Gautherot, Thomaz Farkas e Peter Scheier. Ainda nesse setor estão obras gráficas e audiovisuais de Mary Vieira, Aloísio Magalhães e Eugene Feldman sobre os primeiros anos da ocupação da cidade. Outra seção reúne trabalhos de linguagens variadas de Waldemar Cordeiro, Cildo Meireles, Almir Mavignier, Regina Silveira, Orlando Brito, Luis Humberto, Robert Polidori, Jac Leirner, Mauro Restiffe, Caio Reisewitz e Emmanuel Nassar, este o autor de um dos destaques da exposição: uma singela tela que beira o naïf inspirada na inconfundível arquitetura da capital. Instituto Moreira Salles. Rua Marquês de São Vicente, 476, Gávea, 3284-7400. X Terça a sexta, 13h às 20h; sábado, domingo e feriado, 11h às 20h. Estac. Grátis. Até dia 25. www.ims.com.br.

Cristina Canale

Lançada, em 1984, na mostra Como Vai Você, Geração 80?, a artista faz parte do grupo de jovens alunos da Escola de Artes Visuais do Parque Lage daquela época que passaram a integrar um dos núcleos mais consistentes e conhecidos da retomada da pintura no Brasil. Na individual Arredores e Rastros, Cristina exibe vinte telas em grandes formatos, produzidas desde 1995. Com curadoria de Luiz Camillo Osorio, o acervo abrange o período em que a carioca passou a viver na Alemanha, o que acarretou em significativas transformações na sua obra. Museu de Arte Moderna. Avenida Infante Dom Henrique, 85, Parque do Flamengo, Centro, 2240-4944. X Terça a sexta, 12h às 18h; sábado, domingo e feriado, 12h às 19h. R$ 8,00. A bilheteria fecha meia hora antes. Pessoas com mais de 60 anos pagam R$ 4,00. Grátis para amigos do MAM e menores de 12 anos. Aos domingos vigora o ingresso família: pagam-se apenas R$ 8,00 por grupo. Estac. (R$ 3,00 por uma hora). Até 15 de agosto. www.mamrio.com.br.

Daniela Thomas e Lilian Zaremba

As artistas multimídia são as convidadas da 11ª edição do Projeto Respiração, que realiza intervenções contemporâneas no acervo clássico da Fundação Eva Klabin, sob a curadoria de Marcio Doctors. Daniela elaborou o circuito de instalações sonoras Substituições. Como sugere o título, ela retirou dezesseis obras expostas em diferentes ambientes da casa-museu e colocou nos lugares vazios pequenas caixas de som com gravações de vozes do jornalista Zuenir Ventura, do pintor Carlito Carvalhosa e do compositor Fausto Fawcet, entre outros, descrevendo fisicamente as respectivas peças. Lilian comparece com Evasão, em que traz de volta a presença da colecionadora Eva Klabin (1903-1991) através de reproduções dos últimos registros de sua voz, feitos pouco antes de sua morte. Fundação Eva Klabin. Avenida Epitácio Pessoa, 2480, Lagoa, 3202-8550. Terça a domingo, 14h às 18h. R$ 10,00. Visitas guiadas às 14h30 e às 16h. Estudantes e pessoas com mais de 60 anos pagam R$ 5,00. Grátis para menores de 10 anos. Até 15 de agosto. www.evaklabin.org.br.

Fernanda Gomes

Após oito anos sem apresentar uma individual em sua cidade, a carioca volta a ocupar a Galeria Artur Fidalgo, local da sua última exposição-solo. Tida como uma das mais radicais e importantes artistas contemporâneas brasileiras, Fernanda tem trabalhos presentes nas coleções da Tate Modern, de Londres; do Museu Serralves, na cidade portuguesa do Porto; do Miami Art Museum, do Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro e da Fundación/Colección Jumex, de Ecatepec, no México. R$ 6 000,00 a R$ 12 000,00. Artur Fidalgo. Rua Siqueira Campos, 143, 2º piso, Copacabana, 2549-6278, a Siqueira Campos. Segunda a sexta, 10h às 19h; sábado, 10h às 14h. Grátis. Até dia 17. www.arturfidalgo.com.br.

Fátima Campos

A artista piauiense realiza sua primeira individual no Rio. Intitulada Olhares, a mostra reúne quinze trabalhos abstratos, entre esculturas em argila, pinturas e relevos de parede inspirados na fauna e na flora da paisagem nordestina. R$ 2 000,00 a R$ 10 000,00. H. Rocha Galeria de Arte. Avenida Atlântica, 4240, loja 333, terceiro piso (Shopping Cassino Atlântico), Copacabana, 2227-1179. Terça a sábado, 14h às 19h. Grátis. Até 21 de agosto.

Gloria Alonso e Rui Pedro Jorge

Estes dois jovens artistas, ela espanhola e ele português, estão participando de cursos de extensão na UFRJ. Na mostra Impressões Ibéricas, com curadoria de Noéli Ramme, ambos apresentam o que têm produzido por aqui. Gloria exibe interessantes pinturas em acrílica sobre cartões-postais, a exemplo de Pão com Açúcar 1, da série Pau-nh-acuqua, expressão do tupi-guarani que significa monte elevado e suposto nome indígena atribuído ao monólito carioca conhecido internacionalmente. Ela também apresenta uma série de fotografias feitas com a técnica de pinhole (do inglês pin-hole, buraco de alfinete) e o conjunto batizado Composições em Azul, com imagens produzidas artesanalmente através de uma câmera polaroide antiga. Rui, que é representado pela Galeria 111, uma das mais importantes de Lisboa, expõe obras como a acrílica sobre tela Jardim do Segundo Império, em que retrata uma construção de tijolos aparentes bem típica de favelas. R$ 400,00 a R$ 5.000,00. LGC Arte Contemporânea. Rua do Rosário, 38, Centro, 2263-7353. Terça a sexta, 11h às 19h; sábado, 11h às 17h. Grátis. Até dia 24.

Gonzalo Mezza

Considerado um dos precursores da chamada net art, nos anos 90, o artista chileno inaugurou um museu virtual em meados daquela década para abrigar sua vasta produção de composições digitais — definidas por ele como ciberpinturas ou cibergravuras. Agora, aos 61 anos, Mezza exibe na retrospectiva 8 = 8 The Virtual Museum Projetc 88 obras projetadas e outras dezesseis gravuras digitais, a exemplo de The Virtual Museum Tuamotu. Criada em 1998, a peça traz referências ao paradisíaco arquipélago da Polinésia Francesa e elementos de Ásia Hiroshima Corpos Queimados, uma de suas antigas telas. Caixa Cultural. Avenida Almirante Barroso, 25, Centro, 2544-7666, a Carioca. X Terça a sábado, 10h às 22h; domingo, 10h às 21h. Grátis. Até 1º de agosto. www.caixacultural.com.br.

Henrique Oliveira

Artista em ascensão com 36 anos de idade e pouco mais de uma década de carreira, esse paulista de Ourinhos radicado na capital São Paulo tem atraído atenções do público e da crítica para seu trabalho singular. Algumas de suas pinturas compostas de sucessivas camadas de tinta e esculturas construídas a partir de sucata de madeira puderam ser vistas recentemente no MAM, quando Oliveira integrou a coletiva no 3º Prêmio CNI-Sesi Marcantonio Vilaça — com os cinco laureados no biênio 2009-2010. Nessa primeira individual no Rio, ele exibe sete telas em grandes formatos, a exemplo da colorida Poço Azul, e o relevo de parede Xilempasto, construído com tábuas recicladas. R$ 40.000,00 a R$ 80.000,00. Galeria Silvia Cintra + Box 4. Rua das Acácias, 104, Gávea, 2521-0426. X Segunda a sexta, 10h às 19h; sábado, 12h às 18h. Grátis. Até sábado (10). www.silviacintra.com.br.

Katie Van Scherpenberg

Na individual Distante, a artista ocupa cinco salas do Paço Imperial. Com curadoria de Paulo Herkenhoff, o acervo é constituído de registros fotográficos de catorze séries de projetos efêmeros realizados sobre grama, areia de praia e água, desde 1983. Ao tingir com tom avermelhado a grama do jardim do Parque Lage, como pode ser visto no registro Jardim Vermelho, de 1986, Katie se propunha a discutir um tema pictórico, o das cores complementares, ali representadas pelo verde e pelo vermelho. A exposição se completa com três vídeos e cinco trabalhos da série Via Sacra, exposta na Bienal de São Paulo em 1989. Paço Imperial. Praça XV, 48, Centro, 2533-4407. X Terça a domingo, 12h às 18h. Grátis. Até dia 25. www.pacoimperial.com.br.

Marcelo Solá

Primeira individual no Rio do artista goiano de 39 anos. Solá, que já expôs em Buenos Aires, Nova York e Madri e, em 2002, participou da Bienal Internacional de São Paulo, exibe vinte desenhos de pequenos e grandes formatos. Ele registra em suas obras elementos da arquitetura que vê nas ruas, de restos de cartazes e de fragmentos de grafite espalhados pelos muros de Goiânia, onde vive e trabalha. Construídas sobre papel Fabriano, fabricado na Itália a partir do algodão, ou Canson francês, suas criações em técnica mista levam esmalte sintético, bastão, giz, pastel seco, aquarela, lápis, spray e tinta a óleo. Galeria Laura Alvim. Avenida Vieira Souto, 176, Ipanema, 2332-2016, a General Osório. X Terça a domingo, 13h às 21h. Grátis. Até 1º de agosto.

Mauro Espídola

Um dos 101 selecionados para a primeira edição do Pipa 2010 (Prêmio Investidor Profissional de Arte), cujos quatro finalistas serão anunciados no dia 15, este carioca de 48 anos partiu para uma temporada de dois anos na Inglaterra, logo após a abertura da individual. Batizada Nactividade, a mostra reúne catorze obras, como as pinturas sobre cartão em médios formatos da série Enthes Collectados e óleos sobre tela em grandes dimensões, a exemplo de Visita e Como Ver-me. R$ 6.000,00 a R$ 16.000,00. Durex Arte Contemporânea. Praça Tiradentes, 85, sobrado, Centro, 2508-6098. Segunda a sexta, 12h às 18h; sábado, mediante agendamento. Grátis. Até dia 30. www.durexart.com.

Os Onze — Futebol e Arte — África 2010 x Brasil 2014

Mostra com criações de onze artistas brasileiros e onze sul-africanos. Na seleção canarinho, com curadoria de Ivald Granato, estão pinturas dele e de nomes como Antonio Peticov, José Zaragoza, Luiz Aquila, Rubens Gerchman (1942-2008) e Cláudio Tozzi. Do lado dos bafana bafana, o curador Fred Scott selecionou obras de Annette Loubser, David Koloane, Johannes Phokela, Karl Gietl, Louis Scott e Mbongeni Buthelezi, entre outros. Estão expostas aqui e no Espaço Cultural do Commerzbank em Johanesburgo 22 digigrafias — reproduções de alta tecnologia impressas sobre tela de algodão — com as criações de todo o elenco em dimensões de 1 metro por 1,4 metro. Fashion Mall — Praça de Eventos. Estrada da Gávea, 899, 1º piso, São Conrado, 2111-4444. X Segunda a sábado, 10h às 22h; domingo, 15h às 21h. Grátis. Estac. (R$ 5,00 por duas horas). Até dia 31.

Rebecca Horn

Diretora de ópera, cineasta e artista plástica, a alemã de 66 anos é reconhecida como um dos mais representativos nomes da arte contemporânea em seu país. Em sua primeira retrospectiva no Brasil, Rebelião em Silêncio exibe dezenove instalações e seis filmes, a exemplo do longa-metragem Buster’s Bedroom (O Quarto de Buster, de 1991), com os atores Donald Sutherland e Geraldine Chaplin. No saguão do centro cultural está a peça monumental batizada Universo numa Pérola. Com curadoria de Marcello Dantas, o acervo, que ocupa outras treze salas, reúne obras-ícones da criadora multimídia, como Concerto para Anarquia. Constituída de um piano suspenso de cabeça para baixo, a peça é dotada de um mecanismo que faz as tampas do instrumento e do teclado se abrir e suas teclas saltar e, depois de um tempo, voltar à posição anterior. Centro Cultural Banco do Brasil. Rua Primeiro de Março, 66, Centro, 3808-2020. X Terça a domingo, 10h às 21h. Grátis. Até dia 18.

Retrospectiva junho 2010

Para abrir as celebrações de seu terceiro ano de atividades, a galeria Amarelonegro realiza esta coletiva com participação dos doze artistas que representa. Estão expostos trabalhos de Alê Souto, Alvaro Seixas, Bianca Tomaseli, Chico Fernandes, Danielle Carcav, Elvis Almeida, Geraldo Marcolini, Gisele Camargo, Hugo Houayek, Luiza Baldan, Rafael Alonso e Raul Leal. R$ 500,00 a R$ 12.000,00. Amarelonegro Arte Contemporânea. Rua Visconde de Pirajá, 111, loja 6, Ipanema, 2247-3086. Segunda a sexta, 11h às 19h; sábado, 11h às 16h. Grátis. Até sexta (9). www.amarelonegro.com.

Siron Franco

O artista goiano apresenta quinze pinturas e cinco esculturas na individual Segredos, mesmo nome da primeira tela da série, feita em 2001. Inspirada em uma chave de quarto de hotel, a obra definiu o conceito do trabalho, que abrange desde referências ao sequestro-relâmpago sofrido por Siron na Venezuela, naquele ano, até distantes recordações da infância. Na obra tridimensional Número 20 estão materializadas lembranças da mãe, Semíramis, responsável por animadas festas juninas em Goiás Velho. Em forma de fogueira, a peça traz toras de mármore sintético incrustadas de imagens religiosas. Parecida com uma instalação, outra peça evoca a figura de seu pai, Constâncio, que foi barbeiro. Batizada de Número 23, reproduz em ferro cromado os contornos vazados de antigas lâminas de barbear. Caixa Cultural. Avenida Almirante Barroso, 25, Centro, 2544-7666, a Carioca. X Terça a sábado, 10h às 22h; domingo, 10h às 21h. Grátis. Até domingo (11). www.caixacultural.com.br.

Susana Guardado

Em residência artística no Brasil, a portuguesa de 39 anos visitou várias cidades e produziu a coleção de vídeos que integra a individual Personal DJ: Arquivo de Retratos. Paulo Reis assina a curadoria da mostra, ligada ao Projeto Um Olhar de Fora, para artistas estrangeiros. No espaço intimista criado na Galeria do Lago estão vinte trabalhos de videoarte resultantes de experiências feitas por Susana com outros artistas e personalidades do meio cultural brasileiro e português. São exibidas em looping criações conjuntas com Bernardo Mosqueira, Bob N, Cabelo e Dado Amaral, Cláudia Bakker, José Tannuri e Tiago Verdade Couto, entre outros. Uma curiosidade: cópias dos trabalhos em CD podem ser emprestadas ao visitante para ser vistas calmamente em casa, transformando a galeria em uma espécie de locadora de arte contemporânea. Galeria do Lago — Museu da República. Rua do Catete, 153, Catete, 3235-2650, a Catete. Terça a sexta, 10h às 12h e 13h às 17h; sábado, domingo e feriado, 14h às 18h. Grátis. Até 5 de setembro.

Tempo Tempo Tempo

Coletiva com trabalhos de nove artistas e curadoria assinada por Iole de Freitas. De formato dinâmico, a mostra prevê a ocupação de espaços da Escola de Artes Visuais por um trio de criadoras por vez — em três minitemporadas de duas semanas, ao longo de um mês e meio. Na primeira leva estão Dolly Michailovska, que exibe no foyer a instalação Elementos 14, Sonia Távora, apresentando a intervenção Paisagem Perdida na Galeria 1, e Edna Klaus com a instalação O que Seria do Amarelo?, da série Percurso Luminoso, na Galeria 2. As atrações seguintes serão Adir Maria Andrade, Anna Helena Cazzani e Cleone Augusto, a partir do dia 20, e, de 6 de agosto em diante, Doralice Araújo (1958-2010), Jorgete Gac e Maria Luisa Mendonça. Escola de Artes Visuais do Parque Lage. Rua Jardim Botânico, 414, Jardim Botânico, 3257-1800. Segunda a quinta, 9h às 22h; sexta a domingo e feriado, 10h às 17h. Grátis. Até 15 de agosto. www.eavparquelage.rj.gov.br.

Fotografia

Do real e imaginário: fotografias

Com curadoria de Denise Cathilina, a coletiva reúne obras de oito artistas integrantes dos cursos de Fotografia Contemporânea: Desenvolvimento e Fotografia Expandida, por ela ministrados na Escola de Artes Visuais do Parque Lage. No elenco estão profissionais com reconhecimento artístico, a exemplo de AoLeo, Fabian Alvarez, José Diniz e Sarah Buhl. Escola de Artes Visuais do Parque Lage. Rua Jardim Botânico, 414, Jardim Botânico, 3257-1800. Segunda a quinta, 9h às 22h; sexta a domingo e feriado, 10h às 17h. Grátis. Até 15 de agosto. www.eavparquelage.rj.gov.br.

Entre Tempos

Foi prorrogada por uma semana a coletiva com 24 trabalhos de Fernando Azevedo, Flavio Colker e Leandro Pereira. Nesta mostra com curadoria de Martha Pagy, as obras de cada artista são exibidas separadamente, com o intuito de preservar as diferentes intenções de cada conjunto. Azevedo reúne no ensaio Entreatos flagrantes captados por ruas, estações de metrô e arranha-céus de Nova York, onde vive e trabalha há mais de duas décadas. Colker apresenta em Imagens Civilizadas registros fragmentados de construções e ambientes internos que sugerem algo oculto. Por fim, o pernambucano Leandro agrupa em Entremeio imagens resultantes do desdobramento do projeto Objetos Matemáticos e da série DNA Urbano. Ele fotografa variadas áreas ao ar livre do Rio, colocando em primeiro plano um desenho em papel vazado, cujos recortes lembram a fachada de um alto edifício. R$ 1 500,00 a R$ 10 000,00. Largo das Artes.Rua Luís de Camões, 2, Largo de São Francisco, Centro, 2224-2985, a Uruguaiana. Terça a sexta, 12h às 18h; sábado, 12h às 17h. Grátis. Até sábado (10).

Gustavo Stephan

Ao longo de mais de duas décadas de carreira, o fotógrafo reuniu centenas de registros de ruas, bares, becos e construções da Lapa, Cinelândia e Praça XV. Após a leitura do conto de Rubem Fonseca A Arte de Andar nas Ruas do Rio de Janeiro, Stephan teve a ideia de reunir fotografia à literatura e convidou o pesquisador na área Mauricio Barros de Castro. Nesta parceria foram selecionados os setenta trabalhos que compõem a individual Letras e Imagens do Centro do Rio, em que cada flagrante é acompanhado de fragmentos de escritos sobre o solo carioca extraídos de obras de Lima Barreto, João Antônio e Antônio Torres, além do já citado Fonseca. Centro Cultural Justiça Federal. Avenida Rio Branco, 241, Centro, 3261-2563, a Cinelândia. Terça a domingo, 12h às 19h. Grátis. Até domingo (11). www.ccjf.trf2.gov.br.

Rogerio Faissal - O Jogador

Fotógrafo desde 1986, carioca e flamenguista, Faissal apresenta 100 registros distribuídos por nove ensaios na individual O Jogador. Todo o material vem sendo produzido há cerca de seis anos, com flagrantes de peladas improvisadas por toda a cidade, nas praias, nas ruas e em cada vez mais raros campinhos de várzea. No acervo sobressaem os trabalhos da série Traves, realizados durante a madrugada na Praia de Copacabana e impressos em grandes formatos sobre papel fine art. Onze caixas de luz interativas proporcionam a troca de imagens, pela movimentação de manivelas, exibindo vistosos ensaios, a exemplo de Gringo e Leme. Caixa Cultural. Avenida Almirante Barroso, 25, Centro, 2544-7666, a Carioca. X Terça a sábado, 10h às 22h; domingo, 10h às 21h. Grátis. Até 15 de agosto. www.caixacultural.com.br.

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