Cultura

CULTURA - CIDADES HISTÓRICAS

PARATY É PATRIMÔNIO NATURAL

Paraty é patrimônio natural

Foto: Simone Kikuchi

O centro histórico da cidade tem ruas de pedra e arquitetura colonial que encantam os turistas

Paraty é patrimônio natural, arquitetônico e histórico em um dos mais belos pedaços do litoral do Rio

As ruas calçadas com pedra e os casarios coloniais são os cartões-postais dessa cidade que preserva, orgulhosamente, momentos valiosos de nossa história. Paraty é um dos destinos mais charmosos do litoral brasileiro e guarda inúmeros encantos naturais, arquitetônicos e histórico-culturais. Dos passeios no fim de tarde pelas ruas irregulares do centro histórico ao mergulho rodeado por peixes coloridos em uma das ilhas ou praias paratienses, passando pelos banhos revigorantes em belas cachoeiras da região, Paraty reserva dias inesquecíveis tanto para quem busca descanso como para aqueles que procuram aventura.

Localizada no litoral fluminense, a 226 km do Rio, sua baía compreende 65 ilhas e pouco mais de uma centena de praias, algumas tão protegidas pela mata que só podem ser alcançadas de barco ou após dias de caminhada.

Paraty combina a exuberância da mata atlântica com um charme que só ela tem, seja por sua história, por conservar uma rusticidade autêntica ou por proporcionar o simples prazer de mergulhar em águas de cor verde-esmeralda junto a peixes coloridos e curiosos.

Seus recantos e encantos podem ser conhecidos de barco, em um dos passeios com paradas em praias e ilhas, de carro, nos passeios ecológicos que levam a cachoeiras e alambiques, ou a pé, por trilhas que desbravam a mata atlântica e descortinam paisagens paradisíacas e quase intocadas.

O centro histórico é um encanto só e merece ao menos uma tarde para ser percorrido calmamente, descobrindo cada cantinho, loja, ateliê, bar e café. Os casarões, com suas janelas e portas coloridas de madeira maciça, e as igrejas fazem viajar para tempos longínquos.

Em alguns períodos do ano, um fenômeno curioso toma grande parte do centro. A maré sobe e as águas invadem as ruas, que foram projetadas para permitir a entrada e saída da água do mar. As casas também foram construídas 30 cm acima do nível das ruas para evitar qualquer inundação. Esse fenômeno ocorre principalmente nos primeiros dias de lua cheia e de lua nova. Quando ocorre, é normal ver pessoas transitando em canoas pelas ruas.

A culinária é outro forte da cidade, com diversidade de cozinhas, estabelecimentos que priorizam o requinte dos pratos, clima aconchegante e decorações charmosas. Há opções para todos os gostos. Vendedores de doces caseiros estacionam seus carrinhos nas ruas de pedra, garantindo a sobremesa para aqueles que se permitem sentir um pouco mais do sabor da terra.

Do ouro ao turismo

O descobrimento de Paraty data de 1531, mas antes da chegada dos portugueses a região era habitada por índios guaianases. Em 1660, a cidade se desvinculou politicamente de Angra dos Reis graças a uma revolta popular e, em 1667, foi emitida a Carta Régia elevando Paraty à condição de vila.

Primeiramente, a cidade ganhou importância econômica como porto para escoamento de ouro e pedras preciosas para Portugal, provenientes das Minas Gerais. Entre altos e baixos, o Caminho do Ouro serviu para escoar café, e cachaça. Em 1870, com a abertura de um novo caminho (ferroviário) entre Rio e São Paulo, pelo Vale do Paraíba, a antiga trilha de burros perdeu sua função, o que afetou drasticamente a economia da cidade.

Em 1950 chega o primeiro automóvel a Paraty, através da Paraty-Cunha, trazendo os primeiros turistas paulistas e, simbolicamente, abrindo as portas para o que hoje é a principal vocação da cidade. Somente com a abertura da Rio-Santos, em 1973, é que teve início o ciclo do turismo em Paraty.

Contudo, cem anos de isolamento involuntário preservaram as riquezas histórica, arquitetônica, natural e de costumes da cidade, que, por isso, coleciona títulos como Monumento Histórico Estadual (1945), Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (1958) e Monumento Histórico Nacional (1966).

Com a letra "y"

Na língua tupi, Paraty significa "peixe de rio" ou "viveiro de peixes" e era o nome que os índios guaianases davam ao local onde se situa a cidade. Os colonizadores mantiveram o antigo nome indígena que, originalmente, era grafado com dois "i": Paratii. No século 18 surge a grafia com "y", mantida até 1943, quando o a letra foi suprimida do alfabeto português. A comunidade paratiense, defendendo suas tradições, insistiu para que Paraty fosse escrito com "y" e até então é assim.

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