

Por Assessoria de Imprensa CAIXA Cultural Rio de Janeiro
A mostra fotográfica “German Lorca: Olhar Imaginário”, com obras realizadas ao longo de 60 anos, entre 1949 e 2009, por esse que é um dos fotógrafos mais importantes do Brasil.
A obra de Lorca, ícone da fotografia moderna brasileira, foi sintetizada em 57 imagens pelo curador Eder Chiodetto, que optou por selecionar imagens que marcam o experimentalismo radical de Lorca e a ruptura com o realismo, pautados pela clara influência absorvida pelo artista paulistano a partir de movimentos como o surrealismo e o concretismo.
Nascido 100 dias após a Semana de Arte Moderna de 1922, German Lorca, auxiliou de forma decisiva a implantar a fotografia de pensamento e estética modernista em meados da década de 1940 e 1950, quando atuou no Foto Cine Clube Bandeirante, em São Paulo. Hoje, aos 88 anos de idade, e em plena atividade, o artista paulistano é considerado por historiadores como um marco da fotografia experimental no Brasil. Sua produção de caráter mais subjetivo e onírico tornou-se um divisor de águas na fotografia brasileira ao atribuir à linguagem novas possibilidades de representação, por meio da introdução da ficção e da livre imaginação, em detrimento da função estritamente documental que vigorava até aquela época.
Deixando de lado o caráter de denúncia social, Lorca capitaneou no Brasil, junto com alguns de seus parceiros de Foto Clube – como Geraldo de Barros, Thomaz Farkas e Eduardo Salvatore, entre outros – uma profunda mudança de paradigma da fotografia, agregando à linguagem uma grande parcela de lirismo e de investigação estética, como poderá ser observado na mostra da CAIXA Cultural.
Esta produção, isolada na época, só voltou à tona a partir de pesquisas de acadêmicos na última década. De fato, observou-se um lapso desta atitude experimental entre as décadas de 1960 e 1980, quando a fotografia brasileira voltou-se com força para o fotojornalismo e o fotodocumentário em função do momento sócio-político do país.
A partir da restauração da democracia, a fotografia de caráter mais lúdico e experimental voltou à tona nos anos 1990, tendo a produção dos fotoclubistas, sobretudo Geraldo de Barros e German Lorca, como fonte de inspiração.
A produção de Lorca transita até hoje entre diversas áreas: arte, publicidade, reportagem, retrato e ensaio. Em todas elas, é visível um traço comum: a fotografia como ferramenta de acesso ao imaginário. A possibilidade de vislumbrar mundos paralelos ao real: o mundo da criação poética que ressignifica o entorno visível.
German Lorca
Nascido em São Paulo, em 1922, German Lorca formou-se em Ciências Contábeis pelo Liceu Acadêmico, em 1940. Em 1946, comprou uma câmara fotográfica de 35 mm da marca alemã Welti e, dois anos mais tarde, filiou-se ao Foto Cine Clube Bandeirante. Autodidata, começou a registrar a paisagem da cidade de São Paulo.
Em 1950, trabalhou no projeto de montagem do laboratório de fotografia do Museu de Arte de São Paulo (MASP), com Geraldo de Barros e Thomaz Farkas.
Barros passaria a ser uma espécie de mentor intelectual e artístico da turma do fotoclube e sobretudo de Lorca, que lhe emprestava o laboratório fotográfico instalado em sua casa, no bairro do Brás, para que ele desenvolvesse parte de sua famosa série Fotoformas.
Em 1952, Lorca abandona a carreira de contador e abre seu próprio estúdio fotográfico. Atuou comercialmente na área de publicidade, mantendo em paralelo ao longo de sua vida, até os dias de hoje, aos 88 anos, uma intensa produção de cunho mais experimental, além de registrar as transformações da cidade de São Paulo ao longo do século 20. Ganhou diversos prêmios nacionais e internacionais.
Eder Chiodetto
É mestre em Comunicação e Artes pela Universidade de São Paulo, jornalista, fotógrafo e curador independente. Atuou no jornal Folha de São Paulo como repórter fotográfico (1991 a 1995) e como editor de
fotografia (1995 e 2004).
É autor do livro ‘O Lugar do Escritor’ (Cosac Naify), um dos vencedores do Prêmio Jabuti 2004, e também coordenador editorial de livros de fotografia brasileira.
Mostra fotográfica “German Lorca: Olhar Imaginário”
Local: CAIXA Cultural Rio de Janeiro – Galeria 1
Endereço: Av. Almirante Barroso, 25, Centro, Rio de Janeiro (Metrô: Estação Carioca)
Abertura: 19 de julho de 2010, às 19h (para convidados e imprensa)
Visitação: 20 de julho a 29 de agosto 2010
Horário: De terça a sábado, das 10h às 22h; domingo, das 10h às 21h
Telefone: (21) 2544-4080
Classificação: Livre | Entrada franca
Acesso para pessoas com deficiência
Por Beatriz Fontes
Os frequentadores do Museu Ciência e Vida, em Duque de Caxias, têm até o dia 31 de julho para visitar a mostra Vias do Coração, fruto de uma parceria entre a Fundação Oswaldo Cruz e o grupo Sanofi-Aventis. O público poderá assistir a vídeos educativos em 3D e participar de atividades interativas sobre o funcionamento do sistema circulatório. Entre as atividades, o visitante pode descobrir, por exemplo, quantas vezes seu coração já bateu desde o nascimento.
O museu conta, ainda, com o planetário Marcos Pontes. O espaço, batizado em
homenagem ao primeiro astronauta brasileiro, contou com a presença de seu patrono em
sua sessão de estreia, ocorrida no dia
1º de julho.
O Museu Ciência e Vida é uma iniciativa da Secretaria Estadual de Ciência e Tecnologia, com curadoria a cargo da Fundação Centro de Ciências e Educação Superior a Distância (Fundação Cecierj) e apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado (Faperj) e de empresas.
Em funcionamento desde o dia 30 de junho, o museu está localizado no prédio do antigo fórum de Caxias, na rua Ailton da Costa s/nº, bairro Jardim 25 de Agosto. Recomenda-se às escolas interessadas que agendem com antecedência sua ida – tanto à exposição quanto ao planetário – por telefone. A entrada é franca.
Horários de funcionamento do Museu Ciência e Vida.
Exposição temporária: de terça a domingo - das 10h às 17h
Planetário: de terça a domingo - sessão única às 15h
Agendamento para escolas: (21) 2671-7797
Para saber mais a respeito, acesse www.museucienciaevida.com.br