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Debates Vivo EnCena

Dib Carneiro Neto e Aderbal Freire Filho foto Nil Caniné

Foto: Nil Caniné

Por Raquel Moreno / CL Assessoria em Comunicação

"Debates Vivo EnCena" traz 'O Trágico na Contemporaneidade' para Belo Horizonte
Encontro acontece no dia 1o de março e traz Aderbal Freire Filho, Juliana Galdino, Dib Carneiro Neto e convidados

10 de março de 2012, em Belo Horizonte

O programa cultural Vivo EnCena chega à Belo Horizonte no dia 10 de março (sábado) e traz o projeto “Debates Vivo EnCena: O trágico na Contemporaneidade”, no Teatro Alterosa (Av. Assis Chateaubriant, 499 – Floresta), às 17 horas. Sob curadoria do pesquisador em gestão cultural e curador do programa cultural Vivo EnCena, Expedito Araujo, a discussão tem entrada franca e o tema é baseado na tragédia grega de Eurípedes, Hécuba – rainha que sofre com a perda do filho e da filha e a vingança pela morte do primeiro.

O projeto tem como objetivo estimular o encontro de artistas e estudiosos que participam da elaboração de uma obra cênica com autonomia de criação em contato com as diversas dinâmicas estéticas em todas as áreas de composição e público, tornando acessível o diálogo sobre temas relevantes ao fazer teatral. A cidade exerce importante influência nos movimentos artísticos e culturais e desta forma, o “Debates Vivo EnCena: O Trágico na Contemporaneidade” pretende ampliar o olhar sobre as performances do cotidiano, descobrir as possibilidades de (re) significação a partir dos discursos dos convidados e refletir sobre o papel da arte em contextos específicos. De acordo com Expedito Araujo, o projeto exerce um papel fundamental que ultrapassa os limites dos palcos: “Nosso protagonismo vem justamente deste diferencial, não se encerrar na montagem, mas pensar a partir dela, promovendo projetos próprios que vão além do espetáculo”, explica.

A ação tem como objetivo a formação de plateia e de espectadores e também uma reflexão sobre o acesso ao conhecimento a partir das artes cênicas, já que o projeto sempre dialoga com um espetáculo da Rede Vivo EnCena. No primeiro debate na capital mineira o diálogo será com a montagem de Hécuba, com direção de Gabriela Villela, embora se caracterize como uma ação independente.

Sinopse

O intuito do debate é promover a reflexão sobre o lugar do “trágico” na cena teatral dos dias de hoje e de como as tragédias, como gênero teatral, podem dialogar com um público de uma sociedade cada vez mais líquida. Com curadoria de Expedito Araujo, mediado pelo jornalista cultural Dib Carneiro Neto, e tendo como palestrantes os diretores Aderbal Freire Filho, Cida Falabella e César Augusto, além da atriz paulistana Juliana Galdino, o debate traz experiências diferenciadas na contemporaneidade para o fazer teatral, com todos os signos que o envolvem e com o “trágico” como elemento imprescindível.

Sobre o Vivo EnCena

A Política Cultural Vivo tem como base conceitual o estímulo à formação de redes nos diversos setores artísticos. O Vivo EnCena, programa cultural da Vivo para as artes cênicas, tendo atuação potente nos setores do teatro e da dança, estimula a criação de novas pontes e possibilidades sustentáveis. Mais que discutir, pretende-se criar novas pontes para a cultura e educação.

Por meio de ações como o seminário “A Sociedade em Rede e o Teatro”, o projeto “Vivo EnCena Teatro e Animação”, patrocínios incentivados em todo o país e a curadoria do Espaço Cultural Vivo na cidade de São Paulo, o programa estimula a conectividade e a transformação, utilizando-se das artes cênicas para gerar interação e, assim, promover a criação de redes com planos de futuro sustentáveis.

A rede Vivo EnCena é realizada há dois anos, está presente em 18 estados do país e já patrocinou mais de 50 projetos continuados. O programa utiliza o teatro como ferramenta viva de acesso, reflexão, inclusão, autonomia e transformação. A iniciativa estimula o encontro de artistas em diferentes estágios de suas carreiras – iniciantes, amadores e profissionais – para trazer resultados positivos sobre a trajetória e sustentabilidade de todos. Atualmente patrocina mais de 10 projetos no estado de Minas Gerais.

Além disso, cria uma interface entre a dramaturgia e as novas tecnologias digitais, especialmente os dispositivos móveis e a Internet, por meio da programação do Espaço Cultural Vivo (São Paulo) e de projetos incentivados em todo o país. O Vivo EnCena é um programa que busca tornar realidade a ideia de que, conectadas, as pessoas vivem melhor e podem mais, principalmente quando têm mais acesso à cultura.

Sobre Expedito Araujo

Curador do programa cultural Vivo EnCena, pesquisador na área de gestão cultural, com formação em artes cênicas e ciências sociais, tem mais de 10 anos de experiência na área de gestão no setor público. Destaca-se por sua atuação no processo de elaboração de diretrizes do “Projeto Bando a Parte”, do Teatrão, de Coimbra, em Portugal. Autor do livro “Núcleo Vocacional, Criação e Trajetória” (Editora SMC-SP/ 2008) e de artigos publicados em periódicos nacionais e internacionais.

Sobre os participantes

Dib Carneiro Neto: Natural de São José do Rio Preto (SP), é jornalista, ex-editor do Caderno 2 do jornal O Estado de São Paulo, função que exerceu até fevereiro de 2011. Para teatro, escreveu Adivinhe Quem Vem para Rezar, Salmo 91 – peça pela qual ganhou o Prêmio Shell de melhor dramaturgo de 2007 em São Paulo – Depois Daquela Viagem, Crônica da Casa Assassinada e Paraíso. Traduziu do francês a peça Calígula, de Albert Camus, montada em 2009 e 2010, com direção de Gabriel Villela, tendo no papel-título Thiago Lacerda. É autor dos livros A Hortelã e a Folha de Uva, de crônicas afetivo-gastronômicas sobre sua ascendência libanesa, e de Pecinha É a Vovozinha, com críticas e reflexões sobre a produção de teatro infantil em São Paulo, ambos pela editora DBA.

Cida Falabella: Atriz, diretora e professora de teatro. Mestre em Artes pela Escola de Belas Artes da UFMG é uma das coordenadoras da ZAP 18, no qual assina trabalhos de direção, como Esta Noite Mãe Coragem e 1961-2011. Lecionou em instituições de ensino, entre elas, Curso de Teatro da UFMG, Jornalismo na PUC Minas, Artes Cênicas e Relações Públicas no UNI- BH. Atuou também com orientação e direção em outros coletivos da cidade, tais como Cia. Luna Lunera, Grupo Teatro Invertido, Grupo Trama, Grupo Cócxix. De 209 a 2010, coordenou o Curso de Teatro da Usina de Arte em Rio Branco, Acre. É uma das editoras do Caderno da Zap, revista especializada em arte e teatro. Conselheira eleita da área de Artes Cênicas para o Conselho Municipal de Cultura de Belo Horizonte.

César Augusto: Graduou-se em Letras pela Faculdade de Filosofia e Letras da Fundação Santo André. Começou no teatro, em 1987, na região do ABC paulista, sob orientação de Luiz Antonio Brock, se formando depois, em 1995, como ator pela Fundação das Artes de São Caetano do Sul. Escreveu e dirigiu o infanto-juvenil “LOBATO ou o Labirinto dos Sonhos”, em cartaz em São Paulo. Dirigiu “Plínio contra as Estrelas”, de Paulo Santoro, com estreia prevista para o primeiro semestre de 2012. É assistente de direção de Gabriel Villela no espetáculo “Hécuba”, de Eurípedes. De 2010 a 2011, foi colaborador para o jornal O Estado de S. Paulo, como crítico teatral convidado.

Juliana Galdino: Atriz e diretora, trabalhou de 1999 a 2006 com o diretor Antunes Filho, em São Paulo, atuando nos espetáculos "Fragmentos Troianos", "Foi Carmen Miranda", "O Canto de Gregório", e nas versões 3, 4, 5, 6 e 7 de "Prêt-à-Porter". Foi protagonista das montagens de "Antíigona" e "Medeia" 1 e 2 – que lhe rendeu o Prêmio Shell 2002 de melhor atriz. Fundou com o diretor Roberto Alvim a companhia Club Noir, em 2006, onde leciona interpretação na oficina de Atuação com Foco na Dramaturgia Contemporânea. Em 2010, estreou como diretora na montagem do espetáculo "H.A.M.L.E.T.", uma releitura do texto de William Shakespeare feita por Roberto Alvim.

Aderbal Freire Filho: Autor, diretor e ator de teatro. Criou cerca de cem espetáculos, entre eles, “Mão na Luva” (Vianna Filho), “MacBeth” (Shakespeare), “Na Selva das Cidades” (Brecht), “Senhora dos Afogados” (Nelson Rodrigues), “Casa de Boneca” (Ibsen) e “Moby Dick” (Melville). Entre seus textos encenados estão “Lampião, Rei Diabo do Brasil”, “No verão de 96”, “Xambudo”. Dirigiu espetáculos no Uruguai (Teatro El Galpón e Comedia Nacional del Uruguay), em Buenos Aires, Amsterdam e Madri. Teve alguns de seus espetáculos criados em espaços não convencionais, como “A morte de Danton” (Buchnner), nas galerias do metrô; “Tio Vânia” (Thekhov), no Parque Lage; “O tiro que mudou a história” (Novaes/Freire-Filho), no Palácio do Catete; todos no Rio de Janeiro. Publicou o livro “Conversaciones con un director de teatro” (ed. Banda Oriental, Montevideo). Foi professor da Faculdade de Letras, da UFRJ. Atualmente é curador dos programas de residências artísticas e de intercâmbio do Teatro Poeira, no Rio.

INFORMAÇÕES - Debate Vivo EnCena “O Trágico na Contemporaneidade”
Data: 10 de março de 2012
Horário: sábado, das 17 às 18h30
Preço:  Entrada Franca
Ingressos:  bilheteria ou através do site:  www.ingresso.com

LOCAL
Teatro Alterosa  - Capacidade: 320 lugares
Av. Assis Chateaubriant, 499 – Floresta  - Telefone: (31) 3237-6611
Mais informações: Twitter @vivoencena e facebook vivoencenaII

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