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DICAS CULTURAIS

Por Mary Debs

Rio de Janeiro - Show
Emílio Santiago na terceira edição do Projeto 'BR6 Convida' no CCBB
11 de julho de 2012, quarta, gratuito - Teatro II CCBB

Foto: divulgação

Já foram duas edições com convidados de peso e ingressos esgotados. Moraes Moreira e Zé Renato arrancaram elogios nestas apresentações e agora, na próxima quarta-feira, dia 11 de julho, será a vez do vozeirão de Emílio Santiago se juntar às vozes delicadas e trabalhadas do BR6 na terceira edição do Projeto BR6 Convida em que o grupo recebe um convidado especial uma vez por mês no Teatro II do CCBB Rio, às 19hs. Antes, no show das 12h30, o convidado é o Coral Canto do Rio, coma regência de Paulo Malagutti Pauleira.

O projeto teve inicio no mês de maio e vai até dezembro com shows em uma quarta-feira por mês - sempre em dois horários, 12h30 e 19h. Com curadoria e produção da RioAcappella, o BR6 Convida é um elogio ao canto a capella, que propõe um olhar renovado sobre a relevância e importância dos grupos vocais brasileiros. Os arranjos vocais criados para os shows serão distribuídos gratuitamente pela internet e cantados por corais da cidade que reúnem novos talentos da música vocal.

Nos shows, o grupo mostra algumas pérolas de seu repertório como Aquarela do Brasil (Ary Barroso), Tanta Saudade (Chico Buarque/ Djavan), Waters of March/Garota de Ipanema (Tom Jobim), Human Nature (Michael Jackson), Play the Game (Queen) e Coração Bobo (Alceu Valença). Emílio Santiago, além de músicas de seu repertório, se reúne ao BR6 para cantar a capella Só Danço Samba, de Tom Jobim e Vinícius de Moraes – música título de seu último CD, com novo arranjo do grupo vocal. Já com o Coral Canto do Rio o grupo dividirá os vocais em Sou Eu, de Djavan e Moacyr Santos.

Apelidado por um dos principais críticos do New York Times de o “Nat King Cole Brasileiro” – pela voz aveludada e esbanjar elegância nas canções românticas – Emílio Santiago, “conseguiu superar-se”.

INFORMAÇÕES - BR6 Convida - participação de Emílio Santiago
Data: 11 de julho de 2012 | Horário: quarta-feira, 12h30 e 19h
Convidados: Coral Canto do Rio, ÀS 12h30 | Emílio Santiago, às 19h Preço: Entrada franca: distribuição de senhas uma hora antes do início do show
Classificação etária: livre

LOCAL - Centro Cultural Banco do Brasil – Teatro II (155 lugares)
Rua Primeiro de Março, 66 – Centro, Telefone: (21-3808-2020) Metrô: Uruguaiana -
Facilidades para deficientes www.bb.com.br

Por Nelson Moreira Jr (Assessoria de imprensa do MNBA)

Rio de Janeiro - MNBA

Galeria de Arte Brasileira do Século XIX

Exposição permanente mais antiga do Rio de Janeiro está de volta

Batalha do Avaí - Pedro Américo

Fechada para obras de reforma desde 2008,  a nova Galeria de Arte Brasileira do Século XIX

A importância do evento pode ser medida pelo fato de a Galeria de Arte Brasileira do Século XIX concentrar  num só espaço nada menos do que os mais significativos autores e obras produzidas no século XIX no Brasil.  Não bastasse isso,  trata-se da galeria de arte permanente mais antiga do Rio de Janeiro, pois no inicio do século XX, abrigava uma seleção da pinacoteca da Escola Nacional de Belas Artes,cujo acervo, em parte,  foi mais tarde transferido para o Museu Nacional de Belas Artes/Ibram/MinC.

Dentro da imensa Galeria de Arte Brasileira, provavelmente a maior do Brasil,  com 2 mil metros² e 8 metros de pé direito,  estarão em exibição 230 trabalhos,  ou seja,  100 a mais do que a versão anterior.  A coleção engloba pinturas,  esculturas,  arte sobre papel e mobiliário, todos restaurados para a mostra.

O espaço foi reformulado segundo um novo conceito  crítico e expográfico  e vai espelhar uma renovada concepção museológica.  A reforma do espaço,  a pesquisa realizada buscou os padrões da pintura original,  da mesmo forma como a recuperação dos vidros e maçanetas. 

Entre os destaques estão icones da artes visuais como “Batalha do Avai”,  de Pedro Américo(medindo 66 m², data:1872/1877) ;  “Batalha dos Guararapes”(com 50 m²,  data: 1879) e “Primeira Missa no Brasil”(1860),  ambas de Vitor Meireles. Além destas obras monumentais,  a mostra vai exibir  “Más noticias”, de Rodolfo Amoedo(1895);  “Descanso da modelo”,  de Almeida Junior(1882),   “Gioventu”,  de Eliseu Visconti(1898), além de esculturas  como “Cristo e a mulher adúltera”,  de Rodolfo Bernardelli(1888); “O rio Paraíba do Sul”, de Almeida Reis(1886);  e  “Alegoria do Império Brasileiro”,  de Chaves Pinheiro(1872).  Além disso estão presentes trabalhos assinados por Belmiro de Almeida,  Debret, Agostinho da Mota, Taunay, Araújo Porto Alegre, Zeferino da Costa, Castagneto, Antonio Parreira,  Henrique Bernardelli, Facchinetti, e Estevão Silva,  dentre dezenas de outros.

Algumas curiosidades cercam esta exposição permanente:  a  tela “São Pedro de Alcantara”(autor desconhecido) vai poder ser vista pela primeira vez,  enquanto que a pintura  “O remorso de Judas”,  de Almeida Junior,  volta às paredes da Galeria depois de 60 anos. O último segmento da Galeria ganhou um espaço para abrigar obras de arte sobre papel,  como aquarelas de Rodolfo Amoedo e de Henrique Bernardelli,  por exemplo.

Conforme lembra o curador Pedro Xexéo,  já de algum tempo está havendo  uma revisão conceitual  da historiografia artistica internacional,  sendo assim a  arte “academica” produzida no Seculo XIX tem sido revista e alguns autores estão sendo redescobertos. Em função desta percepção,  varios nomes presentes na Galeria de Arte Brasileira do Seculo XIX  apresentam um perfil de notavel dominio tecnico e artistico, qualidades que  contribuiram  para o aprimoramento da arte daquele periodo e que somaram na introdução da modernidade brasileira.

Traçando um roteiro da exposição,  o museólogo Pedro Xexéo afirma que  “procura-se esboçar nesta galeria o retrato mais aproximado da evolução da arte produzida durante o século XIX no Brasil. Desenrola-se um vasto panorama que narra, pouco a pouco,  seus capitulos significativos,  compreendidos entre a segunda década do século XIX e os anos iniciais do seculo XX. Sucedem-se esculturas e pinturas que ilustram não só os estilos tradicionais – o neoclassicismo, o romantismo brasileiro e algumas de suas variantes, como o realismo, o esboço de uma arte simbolista e um exemplar temporão do impressionismo – como também os generos tipicos da arte oitocentista: aquele inspirado por eventos historicos,  o retrato, a cena de genero,  a natureza-morta, a paisagem de ateliê e ainda, sua contrapartida realista,  a paisagem ao ar livre,  nascida fora das academias”.

A restauração da Galeria de Arte Brasileira do Século XIX do Museu Nacional de Belas Artes/Ibram/MinC contou com o aporte financeiro de instituições e órgãos como a Petrobras, o BNDES, o Banco Itaú, a Caixa Econômica Federal e o Ministério do Turismo, além de recursos diretos do Ministério da Cultura.

Reabertura da Galeria de Arte Brasileira do Século XIX
Horário:  terça a sexta,  de 10/18h;  sabado,  domingo e feriado: 12/17h
Endereço do MNBA:  Avenida Rio Branco,  199 – Cinelândia - Visite o site:  www.mnba.gov.br