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SHOWS - RIO DE JANEIRO

DUDU NOBRE

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Foto: divulgação

Teatro Rival Petrobras. Rua Álvaro Alvim, 33/37 - Cinelândia.

Por Ivone Kassu ou Vinicius Badenes

DUDU NOBRE

Encerrando o Tour comemorativo pelos 10 anos de carreira, o sambista volta ao palco mais charmoso da Cinelândia, com sambas que marcaram sua carreira ao longo desse tempo.

Dia 21 de dezembro de 2010
Terça-feira, às 19h30

Carioca de 36 anos, rubro-negro “roxo”( a definição é do próprio) Dudu Nobre nasceu em berço esplêndido. Pelo menos se o assunto for samba.

Sua mãe, Anita Nobre, comandava três rodas de pagode, onde Dudu, já na infância, costumava brincar com tantã e pandeiro com a mesma desenvoltura que seus vizinhos eram aplicados em bolas de gude e pelada de rua. E ele não negou o aprendizado neste fundo de quintal. Resultado, aos sete anos de idade começou a estudar piano clássico, aos cinco ganhou o instrumento que se tornaria inseparável, o cavaquinho, “aprendi a ler pauta”, ressalta Dudu, e aí começou a sua trajetória. “Com sete anos de idade, era levado pela minha mãe para o Cacique de Ramos. Aos doze eu já ia sozinho”.

Filho do engenheiro civil João Nobre, neto do poeta “Seu Nobre”, também autor de livros sobre cinema, o pré-adolescente Dudu, aos dez iniciou carreira nas escolas de samba mirim, compondo com ninguém menos que o mítico Beto Sem Braço. A dupla emplacou o samba – enredo da Alegria da Passarela, que depois se transformaria na agremiação mirim da Unidos da Tijuca. “Beto foi um dos maiores versadores que já conheci”.

A partir daí fez fila. Emplacou três sambas na Aprendizes do Salgueiro, outro na Herdeiros da Vila, mais um na Estrelinha da Mocidade e também na Império do Futuro. Isso como compositor adolescente. Como músico, aos doze anos fez um circuito de shows pela Costa Azul da França com a Mocidade Independente de Padre Miguel e aos 15 rodou Suíça, Finlândia, Inglaterra e Alemanha, com a Cia Brasiliana.

De volta ao Brasil, ingressou na banda de Almir Guineto e depois tocou com Dicró e Pedrinho da Flor. Aos 19 anos, entrou para a banda de Zeca Pagodinho, mesma época em que ingressou na Faculdade de Direito. A advocacia foi cassada no quinto período. “O Zeca é um padrinho. E ele me diz que samba é uma paixão e que eu fui escolhido pelo samba”. A partir dali, Dudu teve músicas gravadas por Zeca, Fundo de Quintal, Almir Guineto, Leci Brandão, 100%, Martinho da Vila, etc.

Entre as músicas que fizeram mais sucesso, destacam se “Vou botar teu nome na macumba”, dele e do Zeca, “Posso até me apaixonar”- outro sucesso radiofônico de Zeca, que Dudu diz ter composto com “…São Jorge, Anastácia e as crianças”, Água da Minha Sede, Quem é ela, com o Zeca pagodinho e ainda Pro Amor Render gravado por Martinho da Vila.

Sobre Dudu o produtor Rildo Hora afirma: “Dudu é fantástico, pois traz a informação de um jovem de trinta e poucos anos associada à melhor história do samba. É craque”, aplaude . “Ele é o Zeca que deu certo, pois não bebe”, brinca Pagodinho.

E a lista de admiradores ainda inclui nomes da pesada como a cantora Beth Carvalho, o compositor Martinho da Vila, João Bosco e os letristas Aldir Blanc e Nei Lopes.

Dudu Nobre, mesmo quando brinca, e o que não falta é bom humor em muitas de suas composições, o faz com seriedade. Ou melhor, autoridade de quem surge na grande vitrine do samba como pedra rara. Preciosa.

Teatro Rival Petrobras (472 lugares) - Rua: Álvaro Alvim, 33/37 - Cinelândia. Tel. 2524 - 1666
Dia 21 de dezembro – Terça-feira, às 19h30.
Preço: Setor A/ Mezanino. R$ 40,00(Inteira). R$ 30,00(Os 100 primeiros pagantes). R$ 20,00(Meia). Classificação: 16 anos. www.rivalpetrobras.com.br