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EVENTOS - CINEMA RIO DE JANEIRO

Mostra “Brando” reúne grandes filmes de um dos maiores astros do cinema

Marlon Brando

Divulgação

CINEMA

Caixa Cultural apresenta

Mostra “Brando” reúne grandes filmes de um dos maiores astros do cinema

Filmes assinados por cineastas como Elia Kazan, Bertolucci, Francis Copolla e C. Chaplin

De 17 a 29 de março o público carioca tem um encontro marcado com a filmografia de um dos maiores astros da história do cinema: a CAIXA Cultural apresenta a Mostra BRANDO, evento que reúne 21 filmes de destaque da carreira do ator Marlon Brando. A curadora do evento, Bianca Comparato, selecionou títulos como “Uma Rua Chamada Pecado”, “O Selvagem”, “Apocalypse Now” e “Último Tango em Paris”, além de “Sindicato de Ladrões” e “O Poderoso Chefão”, que rederam ao ator dois Oscar. A mostra inclui ainda o documentário biográfico “Brando”, de Mimi Freedman e Leslie Greif, indicado ao Emmy de 2007.

Os filmes serão exibidos em três ou quatro sessões diárias – alguns filmes se repetem e outros não -, nos dois cinemas da CAIXA Cultural. A programação compreenderá também uma mesa de debate “Marlon Brando, o ator no Cinema”, composta por um pesquisador, um ator e um diretor da área de cinema. Também foi produzido, especialmente para a mostra, um catálogo com a programação, fichas técnicas, fotos dos filmes, além de textos de Hernani Heffner, Doc Comparato, Ely Azeredo, Helena Varvaki, Hermes Frederico e de Robert Castle, professor do Lee Strasberg Institute New York, que descreve o método Actor’s Studio e Group Theatre.

Na Broadway, Brando inovou ao incorporar o personagem de forma instintiva e visceral e mudou, assim, a arte da representação nos palcos. Mais tarde, ele levou este estilo, criado a partir do método de preparação de ator adotado no Actor’s Studio, para Hollywood, influenciando ali também o trabalho de atores e diretores. E, assim, entrou, definitivamente, para a história do Cinema, como destaca o crítico Ely Azeredo: "não bastando ser o maior ator do Cinema, seus principais trabalhos são indispensáveis a um conhecimento mais íntimo do século 20".

Segundo Bianca Comparato, Marlon Brando ganhou notoriedade pela diversidade e complexidade de seus personagens. “Muitos de seus filmes se tornaram sucesso devido não só ao apelo de seu nome, como também pelo seu trabalho na construção de personagens”, explica.

Para Eduardo Ades, produtor executivo da mostra, “o personagem só ganha vida, de fato, no corpo do ator. E, portanto, é só um bom ator que pode compreender as pulsões deste personagem em seu próprio corpo. Assim, como ‘ator-autor’, Brando nunca se prendeu a roteiros e traçou novos paradigmas para a forma de atuar no cinema e pode-se dizer que é o autor dos seus filmes”.

Sobre Marlon Brando (1924-2004):

Antes de chegar a Hollywood, Brando fez uma breve e importante carreira na Broadway. O enorme sucesso de “Um bonde chamado desejo”, de Tennessee Williams, se deveu em grande parte à atuação do jovem e desconhecido Brando. Por não adotar os procedimentos de representação vigentes na época, incorporando a vida do personagem de forma instintiva e visceral, sua atuação revolucionou e alterou para sempre a arte de representar nos Estados Unidos. Ficava para trás o paradigma da representação européia, da dicção perfeita, da eloqüência, do refinamento.

Com o filme “A Street Car Named Desire” (1951), de Elia Kazan, baseado no mesmo texto que o consagrou no teatro e o notabilizou em Nova York, Brando alcança projeção mundial. Este filme daria início a uma importante parceria entre Brando e Kazan, em alguns dos filmes mais importantes de suas carreiras, “Viva Zapata” (1952) e “Sindicato dos Ladrões” (1954), tendo recebido indicações ao Oscar por esses três filmes, vencendo com o último.

A potência de sua forma de atuação foi, a princípio, muito propícia a personagens mais marginais, que vêm do teatro e marcam esta primeira fase de sua carreira no cinema. Surge então o mito Marlon Brando, inserido numa categoria muito particular do “Star System” hollywoodiano – um outsider, que só encontraria paralelo na figura de James Dean.

Na seqüência de sua carreira, no entanto, Brando representaria uma gama enorme de personagens, sempre conferindo uma forte vitalidade para eles. Com personagens emblemáticos, como Julio Cesar (1953), Johnny Strabler (Wild One, 1953), Don Corleone (Godfather, 1972), Paulo (Último tango em Paris, 1972), Brando está sempre se reinventando, influenciando toda uma geração de atores. “Somos todos filhos de Brando”, diz Jack Nicholson.

Sobre Bianca Comparato:

Atriz profissional contratada da Rede Globo desde 2005. Na televisão já participou de três novelas, a última foi BELEZA PURA, com direção de Rogério Gomes, duas minisséries e um especial de final de ano, na qual viveu a cantora Elis Regina (direção de Ricardo Waddington e João Jardim/2006).

Já participou de três peças teatrais. No momento está em cartaz com o espetáculo A Fruta e a Casa, de Manoel Prazeres. Trabalhou com o diretor Ivan Sugahara (Cia OS dezquilibrados) em Últimos Remorsos Antes do Esquecimento (2007), de Jean-Luc Lagarce que ficou em cartaz no SESC Copacabana.

Em 2006 participou do filme Anjos do Sol, de Rudi Lagemann, vivendo a personagem Inês, trabalho pelo qual foi indicada ao Kikito de melhor atriz coadjuvante. E estará no elenco do longa “Somos Tão Jovens”, sobre a vida do cantor e compositor Renato Russo.

Esse ano, além da mostra, Bianca voltará aos palcos no espetáculo Rock’n’Roll, de Tom Stoppard, com direção de Renato Consorti. A peça, que participará do Festival de Curitiba nos dias 28 e 29 de março, traz no elenco, além de Bianca, Otávio Augusto, Gisele Fróes, Thiago Fragoso, entre outros. E chega ao Rio em maio, no Teatro Villa-Lobos.

Os Filmes:
- Espíritos Indômitos - The Men (1950), de F. Zinnemann (classificação: 14 anos)
- Uma Rua Chamada Pecado - A Streetcar Named Desire (1951), de E. Kazan (classificação: 14 anos)
- Viva Zapata! (1952), de E. Kazan
- Julius Caesar (1953), de J. Mankiewicz (classificação: 12 anos)
- O Selvagem - The Wild One (1953), de L. Benedek
- Sindicato de Ladrões - On the Waterfront (1954), de E. Kazan
- Sayonara (1957), de J. Logan
- Os Deuses Vencidos - The Young Lions (1958), de E. Dmytryk
- Vidas em Fuga - The Fugitive Kind (1959), de S. Lumet
- A Face Oculta - One-Eyed Jacks (1961), de M. Brando
- O Grande Motim - Mutiny on the Bounty (1962), de L. Milestone
- A Condessa de Hong Kong - A Countess from Hong Kong (1967), de C. Chaplin
- O Pecado de Todos Nós - Reflections in a Golden Eye (1967), de J. Houston (classificação: 12 anos)
- Queimada (1969), de Gillo Pontecorvo
- O Poderoso Chefão - The Godfather (1972), de F.F. Coppola (classificação: 14 anos)
- Último Tango em Paris - Ultimo tango a Parigi (1972), de Bernardo Bertolucci
- Duelo de Gigantes - The Missouri Breaks (1976), de Arthur Penn
- Apocalypse Now (1979), de Francis Ford Coppola (classificação: 16 anos)
- Assassinato sob Custódia - A Dry White Season (1989), de Euzhan Palcy
- Um Novato na Máfia - The Freshman (1990), de Andrew Bergman
- Don Juan DeMarco (1995), de Jeremy Leven (classificação: 18 anos)
- Brando (doc, 2005), de Mimi Freedman e Leslie Greif

Ficha Técnica:
Bianca Comparato – Curadoria e programação
Angélica de Oliveira – Coordenação de Produção
Patrícia Savaget – Produção
Fabiana Comparato – Editora do Catálogo
Eduardo Ades – Produtor Executivo

Mostra BRANDO
Temporada: 17 a 29 de março
Local: CAIXA Cultural Rio – Cinema 1 e 2

End.: Av. Almirante Barroso 25 – Centro. (próximo à estação Carioca do Metrô).
Tel.: 2544 -4080
Horários: consulte a programação, partir do dia 16/03, no local ou site da CAIXA Cultural
Preço: R$ 4,00 (inteira) e R$ 2,00 (meia) / R$ 10,00 passaporte com direito a 8 sessões
Capacidade: Cinema 1 - 83 lugares / Cinema 2 - 85 lugares
Censura: verificar classificação indicativa por filme.
Acesso para portadores de necessidades especiais
Programação no site: www.caixa.gov.br/caixacultural

Por Daniella Cavalcanti / Assessoria de Imprensa

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