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BRASILIA - EXPOSIÇÃO

Caixa Cultural Brasília recebe a mostra O Espaço Aberto

Caixa Cultural Brasília recebe a mostra O Espaço Aberto

Eliane Prolik

Roteiro cultural de Brasília

Por Heros Mussi Schwinden / Casa6 Comunicação

O Espaço Aberto

05 de julho a 14 de agosto de 2011

O espaço da Caixa Cultural em Brasília recebe a exposição “O Espaço Aberto”, com os artistas Eliane Prolik, Cleverson L. Sálvaro, Deborah Bruel e Joana Corona. Uma produção da FinnaCena Escritório de Arte e com curadoria de Ana Rocha, a exposição utiliza a interferência dos artistas na arquitetura das salas Picolla I e Picolla II para propor a discussão espaço expositivo x obra de arte.

De acordo com Ana, a ideia de trazer o espaço arquitetônico para fazer parte da obra de arte e modificá-lo de suporte à parte da obra são questões que vêm sendo debatidas desde a década de 1960. Com as instalações, “a obra de arte passa para o espaço arquitetônico. Assim, ele pode fazer parte dela e do próprio trabalho do artista. A sala ou a galeria de arte se abre para ser alterado. A exposição é também o espaço onde as obras acontecem”, explica.

O convite para os quatro artistas partiu de uma proposta: montar uma coletiva em que as obras fossem pensadas para uma estrutura arquitetônica - o espaço da Caixa Cultural -, sem deixar de dialogar entre si. Para isso, Ana conversou com cada um deles discutindo o espaço, com fotos, modelos e a planta baixa, para que pudessem a partir daí exercitar a sua criação com liberdade nas duas salas de 20m de extensão por 4m de largura.

Primeira sala – Picolla I

Na primeira sala, a Galeria Picolla I, Eliane Prolik expõe a obra Atravessamento: 12 metros modulares de uma estrutura metálica composta de calhas de ferro galvanizado perfuradas, em módulos encaixados e parafusados, que ganham assim transparência, pois se pode ver através dos furinhos.

A escala humana da obra se relaciona com a arquitetura ao redor e com o próprio corpo, dividindo a sala em duas partes com uma parede vazada, imprimindo uma noção de fluxo e uma percepção labiríntica da obra, pois é possível atravessá-la por uma passagem.

Ela divide a sala com Deborah Bruel, e sua instalação que questiona diretamente a presença do espaço expositivo na obra. Trata-se de uma plotagem da imagem da própria sala vazia da galeria em tamanho natural adesivada a uma parede, montada com dois espelhos que ampliam a ilusão do espaço, duplicando o lugar.

A partir das características especificas da arquitetura, ela propõe intervenções que chamem a atenção para o próprio espaço que abriga trabalhos de arte, tornando a sala a própria obra arte e colocando o espectador dentro dela.

Segunda sala – Picolla II

Na sala Picolla II, Cleverson Salvaro construiu uma curva em madeira que sai da parede, na mesma cor dela, com um diâmetro de 3m30, quase fechando completamente o ambiente. A interferência modifica o espaço, alterando a percepção do espectador. Longe de ser uma arte puramente visual, ela pede interação na medida em que o visitante se move, observa e anda ao seu redor. Mais uma vez, a relação do trabalho vai além da visão.

Como característica do artista, suas obras têm intenção de desconstruir o espaço conhecido para construir um novo, num processo vivencial diante da obra, criando interferências na própria arquitetura.

Ao fim do segundo corredor está a obra de Joana Corona, Floema. Inspirada na obra de Hilda Hilst, Fluxo-Floema, sua instalação trabalha fundamentalmente com luz e movimento. A luz vinda da fonte de luminosidade, fixa, atravessa uma parede de mdf com palavras recortadas/vazadas - retiradas da obra de Hilda - que se refletem no chão, no teto, nas paredes e em tecidos.

Como característica de suas criações, Joana traz o espectador para dentro da obra, fazendo-o pensar em sua relação com a linguagem escrita num universo reinado pelas imagens pictóricas. A linguagem pode ser uma imagem, passar uma mensagem, dizer alguma coisa, ou ser elemento gráfico e produzir uma experiência estética diante dele.

O projeto foi aprovado em licitação para o edital “Ocupação de Espaços”, aberto pela Caixa Econômica do DF, que não só patrocina a mostra como auxiliou na montagem e na indicação de fornecedores.

A Finnacena

A Finnacena Escritório de Arte funciona desde outubro de 2010 prestando assessoria cultural para artistas e na gestão de projetos de artes visuais desde sua concepção e pré-produção até a prestação de contas. Criada pelos produtores curitibanos Ana Rocha e Igor Dantas, o escritório propõe um trabalho associado na concepção, planejamento, produção e coordenação de projetos.

Foram responsáveis pela assessoria cultural do projeto “Fronteiras, Uma Jornada Pelas Américas” – Brasil, do artista Cleverson Oliveira e pela produção executiva da primeira edição da revista LAB de Crítica de Arte.

Sobre os artistas

Eliane Prolik

Eliane Prolik (Curitiba – PR, 1960) tem formação em Artes Plásticas pela Escola de Música e Belas Artes do Paraná (Embap). Em Milão, na Itália, estudou com Luciano Fabro. Ao retornar, atuou como diretora do Museu Alfredo Andersen, em Curitiba. Além das diversas exposições individuais, participou de duas Bienais Internacionais de São Paulo (1987 e 2002), da mostra 22.º Panorama de Arte Atual Brasileira (1991), da 1.ª Bienal de Artes Visuais do Mercosul (1997). Em agosto, lança um livro sobre sua obra. Possui obras em acervos públicos e particulares como na Pinacoteca do Estado de São Paulo, nos Museus de Arte Moderna de São Paulo e Rio de Janeiro e no Museu de Arte Contemporânea do PR.

Deborah Bruel

Deborah Bruel (Curitiba – PR) é mestre em Artes Visuais pela Universidade de Santa Catarina com formação em Pintura pela Escola de Música e Belas Artes do Paraná (Embap), onde atualmente atua como professora. Produz nas mais diversas linguagens como pintura, fotografia e desenho; nas áreas de arte contemporânea, alegoria, montagem e apropriação. Participou de mostras individuais e coletivas no Museu Oscar Niemayer, em Curitiba, no Paço das Artes, em São Paulo, e na Universidade de Michigan, nos EUA. Atuou como curadora nas mostras Possíveis Conexões (2008), Possíveis Conexões II (2010) – ambas no Museu de Arte Contemporânea de Curitiba, e em Proteção – Rafael Rodrigues (2010), no Sesc Água Verde (Curitiba – PR).

Cleverson Salvaro

Cleverson Salvaro (Curitiba - PR, 1980) é formado em Educação Artística com Habilitação em Artes Plásticas pela Faculdade de Artes do Paraná (FAP). Em seu currículo figuram várias interferências, com destaque para sua intervenção nas ruínas de um antigo stand imobiliário, em parceria com Rodrigo Dulcio, em 2005. Realizou diversas individuais e coletivas em locais como o Memorial de Curitiba (2004) e o Centro Cultural São Paulo (2005) e participou de importantes salões como o VII Salão Unama de Pequenos Formatos (Belém, PA), o 58.º Salão Paranaense, onde recebeu premiação por sua obra, e a ARCOMadrid 2008 - Feria Internacional de Arte Contemporânea. Recentemente, participou da coletiva O Estado da Arte – 40 Anos de Arte Contemporânea no Paraná – 1970 – 2010 no Museu Oscar Niemeyer (Curitiba - PR).

Joana Corona

Joana Corona (Pato Branco - PR, 1982), é graduada em Ciências Sociais e escritora, além de atuar nas artes. Sua experiência como escritora constitui muito de sua identidade artística e permeia de maneira intensa sua produção no campo das artes visuais. Participou de mostras individuais no Museu da Gravura e no Sesc da Esquina (ambos em Curitiba), e de mostras coletivas em Curitiba, Florianópolis e São Paulo.

Serviço:
Exposição O Espaço Aberto
Data: de 05 de julho a 14 de agosto de 2011
Horário: de terça a domingo, das 9h às 21h,  entrada franca
Local: Caixa Cultural
Endereço: SBS Quadra 4 Lote 3 E 4 – Asa Sul

Por Alessandra Rios – Assessora de Imprensa (Espaço Cultural Zumbi dos Palmares)

Exposição - Desdobramentos Modernos

Até 31 de julho de 2011 - Gabinete da Presidência da Câmara dos Deputados

Exposição - Desdobramentos Modernos

"Desdobramentos Modernos" é uma exposição que em 38 obras, de 18 artistas, vai tentar contar a história da modernidade no Brasil. Este é o desafio a que se propôs o diretor do Museu Nacional do Conjunto Cultural da República e curador da mostra Wagner Barja, utilizando parte dos acervos do Museu da República e obras particulares. Ele parte do conceito de que a Modernidade é desigual por muitas razões e que assim se expressa no Brasil e em outros países. No nosso caso, ele situa nos anos 1914/1936 o fenômeno da figuração, que trouxe para o centro da pintura um personagem principal: o homem brasileiro, como próprio emblema da nossa identidade cultural. Foi só a partir dos anos 1950, a exemplo do que ocorrera com o construtivismo russo e concretistas de vários países europeus, que a abstração informal ou geométrica envolveu a criação pictórica brasileira.

Farão parte da exposição obras dos pintores Alfredo Volpi, Amaral, Antonio Bandeira, Amilcar de Castro, Anita Malfatti, Bonadei, Candido Portinari, Cícero Dias, Di Cavalcanti, Djanira, Francisco Rebolo, Fulvio Pennacchi, Guignard, Heitor dos Prazeres, Mário Zanini, Orlando Teruz, Pancetti e Roberto Burle Marx. Gabinete de Arte

O Gabinete de Arte é uma iniciativa que expõe obras de artistas brasileiros no Gabinete da Presidência da Câmara, aberto à visitação do público nos fins de semana e feriados. Desde o seu início, em 2004, milhares de pessoas visitam as exposições de pintores, gravadores e escultores de diversas partes do Brasil. Mais informações. Exposição "Barbárie"

"Gabinete de Arte – Desdobramentos Modernos"
Local: Gabinete da Presidência da Câmara dos Deputados, Edifício Principal         
Visitação: Aberto ao público até 31 de julho de 2011, nos finais de semana e feriados, das 9h30 às 17h30. Entrada Franca. Livre para todas as idades
Realização Câmara dos Deputados