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Festival Grande Othelo – O Maior Ator do Brasil

Com apresentação do FAC – Fundo de Apoio à Cultura, da Secretaria de Cultura do Governo de Brasília, e patrocínio do BRB – Banco Regional de Brasília, o Cine Cultura, do Shopping Liberty Mall, recebe festival de 12 dias em celebração à vida e obra do ator Grande Othelo*

Grande Othelo – O Maior Ator do Brasil

Programação inclui a exibição de 29 filmes, estrelado pelo artista, Master Class, Debate e Sessões Especiais

Festival Grande Othelo
Foto: Estúdios Atlântida

Chega a Brasília mostra em comemoração ao centenário de Grande Othelo, completados em 2016, Grande OtheloO Maior Ator do Brasil, de 24 de maio a 04 de junho. Programação já passou por Rio de Janeiro e São Paulo, com grande sucesso e retorno de público e mídia. Ao longo de 12 dias, serão exibidos 29 filmes, entre dramas, documentários e chanchadas (humor ingênuo e de caráter popular), num apanhado plural e representativo da versatilidade de um dos maiores atores do cinema mundial. Entre os destaques da programação, que tem curadoria de Breno Lira Gomes e João Monteiro, estão Macunaíma, de Joaquim Pedro de Andrade, Matar ou correr, de Carlos Manga, e O assalto ao trem pagador, de Roberto Farias.

Festival Grande Othelo
Macunaíma. (1969). Direção Joaquim Pedro de Andrade

“A curadoria optou por fazer um panorama da carreira de Grande Othelo, pegando desde os seus primeiros trabalhos nos Estúdios Cinédia (Onde estás felicidade?, Samba em Berlim, Romance Proibido), passando pelo Atlântida (Matar ou Correr, Carnaval no Fogo) e Herbert Richers (Um candango na Belacap, Mulheres à vista), além dos estrelatos no Cinema Novo (Rio Zona Norte, Os herdeiros, Macunaíma), Cinema Marginal (A família do barulho, O rei do baralho), até as últimas participações nas décadas de 80 e 90 (Nem tudo é verdade, É tudo Brasil)”, explica Breno Lira Gomes. Em mais de 50 anos de carreira, Othelo estrelou em mais de 100 películas.


O nome da mostra é inspirado em declaração feita pelo cineasta americano Orson Welles, para quem Grande Othelo era ‘o maior ator do Brasil’. Eles se conheceram, em 1942, durante as filmagens de É tudo verdade (It´s All True), a inacabada série de documentários a respeito dos Estados Unidos, México e Brasil, que iria registrar o carnaval carioca e os jangadeiros nordestinos. Othelo descreveu sua parceria no cinema com Orson Welles como um trabalho de boa vizinhança entre o Brasil e a América do Norte que acabou numa grande amizade. No entanto, o filme acabou não dando certo.

Mais do que reverenciar um dos gigantes da cinematografia brasileira que transpôs barreiras, enfrentou e ignorou preconceitos e abriu portas para outros atores negros, “a realização desta mostra, dentro do formato e com a curadoria proposta, evidencia e valoriza história de nosso cinema”, destaca Carol Villa-Lobos, produtora da Mostra em Brasília, e cita, “como o próprio ‘Grande’ dizia: ‘Não faço parte da cultura, eu sou a cultura brasileira’”. Grande OtheloO Maior Ator do Brasil em Brasília tem ainda um caráter especial: falecido em 1993, durante um voo a caminho de Paris, onde iria receber um prêmio, Othelo vinha de uma passagem pelo Festival de Brasília do Cinema Brasileiro, onde foi homenageado. (Trecho de sua última entrevista, gravada no Hotel Nacional em Brasília, quando da sua passagem pelo Festival de Brasília do Cinema Brasileiro: https://alchetron.com/Grande-Otelo-768739-W)

Festival Grande Othelo
Othelo com a esposa e filhos

Biografia do artista: www.museuafrobrasil.org.br/pesquisa/hist%C3%B3ria-e-mem%C3%B3ria/historia-e-memoria/2014/07/17/grande-otelo

* a pedido da família do ator, na grafia de seu nome deve constar o “h”, em todo o material de divulgação do Festival, tanto no release à imprensa como nos textos do catálogo, com exceção dos títulos dos filmes que foram registrados sem o “h”.

Atividades paralelas à mostra cinematográfica:

Master Class – programa de extensão em educação para o cinema e formação de plateia, ministrada pelo pesquisador Sergio Moriconi, com o tema “Grande Othelo: da Comédia Ao Drama        . Gratuita, interessados devem se por meio do endereço eletrônico villalobosproducoes@gmail.com. Tem como público alvo, estudantes universitários das artes visuais, profissionais de cinema de Brasília e apreciadores da arte e do artista.

Debate – atividade para o grande público, aberto e gratuito. Organizado pela curadoria da mostra e tem como convidados um dos filhos de Grande Othelo, Mario Prata; do curador da mostra, Breno Lira Gomes; e com mediação do jornalista e pesquisador Sergio Moriconi. Os debatedores irão conversar sobre a carreira do artista e a história do cinema Brasileiro.

Aula no cinema – três sessões exclusivas e fechadas para alunos do ensino médio das escolas públicas, com vista à formação de plateia e à democratização do acesso à cultura. Os grupos de alunos participarão através de agendamento prévio com a produção da mostra. As sessões serão gratuitas, com a exibição de documentário curta sobre Grande Othelo segundo de um longa. Todo o público participante irá receber o catálogo da mostra.

Programação:

29 de maio, segunda-feira, às 10hAM: Filmes – “Sebastião Prata ou, bem dizendo, Grande Otelo” (curta, 12 min); E “Dupla do Barulho” (90 min).

30 de maio, terça-feira, às 10hAM: Filmes – “Sebastião Prata ou, bem dizendo, Grande Otelo” (curta, 12 min); E “Matar ou correr” (87 min).

1º de junho, quinta-feira, às 10hAM: Filmes – “Sebastião Prata ou, bem dizendo, Grande Otelo” (curta, 12 min); E “Carnaval no fogo” (97 min)

Audiodescrição – três sessões com audiodescrição das cenas, com entrada franca e aberta a todos. A descrição será feita através do próprio sistema de som da sala de cinema e não através de fones de ouvido, como de costume. Com isso, os videntes terão a chance de vivenciar esta experiência.

Programação:

26 de maio – sexta-feira

14h30 – Matar ou correr. (1954), Carlos Manga, 87 min, Brasil, 12 anos

30 de maio – terça-feira

14h30 – Carnaval Atlântida. (1952), Carlos Manga e José Carlos Burle, 90 min. Brasil, 12 anos

31 de maio – quarta-feira

14h – Aviso aos navegantes. (1950), Watson Macedo, Brasil, 12 anos

Serviço:

 

Festival: Grande Otelo – O Maior Ator do Brasil

Local: Cine Cultura

Temporada: de 24 de maio a 4 de junho

Endereço: Setor Comercial Norte, Qd. 2, Shopping Liberty Mall, Asa Norte

Ingressos: R$ 5 (meia, para maiores de 60 anos, professores, estudantes, clientes e funcionários do BRB).

Informações: villalobosproducoes@gmail.com

Duração e classificação indicativa de cada filme: Veja na programação

 

Programação:

24 de maio – quarta-feira

14h – Sebastião Prata ou, bem dizendo, Grande Otelo (curta-metragem). (1971), Ronaldo Foster e Murilo Sales, 12 min, Brasil, Livre + Samba em Berlim. (1943), Luís de Barros, 80 min, Brasil, 12 anos. (sessão com entrada franca)

21h – Também somos irmãos. (1949), José Carlos Burle, Brasil, 85 min, 12 anos

25 de maio – quinta-feira

14h – Onde estás felicidade?. (1939), Mesquitinha, 90 min, Brasil, Livre

14h30 – Aviso aos navegantes. (1950), Watson Macedo, Brasil, 12 anos

21h – Carnaval no fogo. (1949), Watson Macedo, Brasil, 12 anos

26 de maio – sexta-feira

14h – A baronesa transviada. (1957), Watson Macedo, 100 min, Brasil, 10 anos

14h30 – Matar ou correr. (1954), Carlos Manga, 87 min, Brasil, 12 anos. (sessão com audiodescrição – entrada franca)

18h – Debate (Auditório Dois Candangos – Faculdade de Educação, UnB). Entrada franca

  • Exibição documentário “Grande Othelo – o gênio negro da arte brasileira” (52 min)
  • Debate com a presença de um dos filhos de Grande Othelo, Mario Prata; do curador da mostra, Breno Lira Gomes; e com mediação do jornalista e pesquisador, Sergio Moriconi, abordando a carreira de Othelo e a história do cinema Brasileiro.

21h – Um candango na Belacap. (1961), Roberto Farias, 102 min, Brasil, Livre.

27 de maio – sábado

14h – Dupla do barulho. (1953), Carlos Manga, Brasil, 12 anos

21h – O assalto ao trem pagador. (1962), Roberto Farias, 102 min, Brasil, 16 anos

28 de maio – domingo

14h – Mulheres à vista. (1959), Josip B. Tanko, 100 min, Brasil, Livre

21h – Rio zona norte. (1957), Nelson Pereira dos Santos, 80 min, Brasil, 16 anos

29 de maio – segunda-feira

14h – Garota enxuta. (1959), Josip B. Tanko, 100 min, Brasil, Livre

21h – Lucio Flávio, passageiro da agonia. (1977), Hector Babenco, 118 min, Brasil, 16 anos

30 de maio – terça-feira

14h – Os três cangaceiros. (1961), Vitor Lima, 93 min, Brasil, 10 anos

14h30 – Carnaval Atlântida. (1952), Carlos Manga e José Carlos Burle, 90 min. Brasil, 12 anos (sessão com audiodescrição – entrada franca)

21h – Os herdeiros. (1969), Cacá Diegues, 101 min, Brasil, 16 anos

31 de maio – quarta-feira

14h – Aviso aos navegantes. (1950), Watson Macedo, Brasil, 12 anos (sessão com audiodescrição – entrada franca)

14h30 – Assim era a Atlântida. (1974), Carlos Manga, 105 min, Brasil, Livre

17h – Master Class (Auditório Dois Candangos – Faculdade de Educação, UnB). Entrada franca

  • Ministrada pelo pesquisador Sergio Moriconi, sob o tema “Grande Othelo: Da Comédia Ao Drama”. Ao final, exibição do filme “Amei um Bicheiro”.

21h – A família do barulho. (1970), Júlio Bressane, 60 min, Brasil, 16 anos

1º de junho – quinta-feira

14h – Barão Otelo no barato dos bilhões. (1971), Miguel Borges, 119 min, Brasil, 10 anos

14h30 – Romance proibido. (1944), Ademar Gonzaga, 65 min, Brasil, 12 anos

21h – O rei do baralho. (1974), Júlio Bressane82 minutos, Brasil, 16 anos

02 de junho – sexta-feira

14h – Carnaval Atlântida. (1952), Carlos Manga e José Carlos Burle, Brasil, 12 anos

14h30 – É tudo verdade (Its all true). (1993), Norman Foster e Bill Krohn, 89 minutos, França/USA, Livre

21h – A linguagem de Orson Welles (curta-metragem). (1990), Rogério Sganzerla, 15 min, Brasil, Livre + Tudo é Brasil. (1997), Rogério Sganzerla, 82 min, Brasil, Livre

03 de junho – sábado

14h – Nem tudo é verdade. (1985), Rogério Sganzerla, 88 min, Brasil, Livre

21h – Ladrões de cinema. (1977), Fernando Coni Campos, 127 min, Brasil, 14 anos

 

04 de junho – domingo

14h – Matar ou correr. (1954), Carlos Manga, 87 min, Brasil, 12 anos

21h – Macunaíma. (1969), Joaquim Pedro de Andrade, 108 min, Brasil, 12 anos

Relação dos filmes – sinopse, ano, elenco, ficha técnica, estúdio, duração e classificação indicativa

Samba em Berlim – 1943 – Cinédia – Roteiro de Ademar Gonzaga e Luís de Barros. Direção de Luís de Barros – Com Grande Otelo, Mesquitinha, Laura Suarez, Dercy Gonçalves, Léo Albano, Brandão Filho, Humberto Catalano, Francisco Alves, Edu da Gaita, Virgínia Lane, Jararaca e Ratinho. 80 minutos. 12 anos.

Dois caipiras, Mesquitinha e Brandão Filho, vêm para o Rio atrás de uma moça que lhes enviara uma foto de uma artista, dizendo ser dela mesma. A moça da foto é Laura Suarez, no papel de noiva de um ricaço, mas apaixonada pelo personagem de Leo Albano. Números musicais intercalam-se com a ação do filme.

Romance proibido – 1944 – Cinédia – Roteiro e direção de Ademar Gonzaga – Com Grande Otelo, Lúcia Lamur, Milton Marinho, Nilza Magrassi, Jararaca, Dercy Gonçalves, Eros Volúsia, Aurora Aboim, Roberto Lupo, Modesto de Souza. 65 minutos. 12 anos.

Duas ex-colegas de colégio gostam de um mesmo rapaz; uma sentindo-se abandonada vai lecionar no interior, num local bem atrasado, revolucionando o ensino e, por coincidência, reencontrando o rapaz, a essa altura, noivo de uma de suas melhores amigas. A professora, não querendo atrapalhar, finge não gostar mais dele e vai lecionar noutro lugar.

Também Somos Irmãos – 1949 – Atlântida – 85 min – 12 anos – Roteiro: Alinor Azevedo -Direção: José Carlos Burle – Com Vera Nunes, Grande Otelo, Aguinaldo Camargo, Atila Iório, Agnaldo Rayol, Ruth De Souza. 85min. Drama Viúvo sem filhos decide adotar quatro crianças: duas brancas e duas negras. O tempo acaba criando conflitos inevitáveis para estes irmãos involuntários. Problemas racistas, inclusive, o que pode conduzir tudo a uma grande tragédia.

 

Carnaval no fogo – 1949 – Atlântida – 12 anos – Roteiro: Anselmo Duarte – Direção: Watson Macedo – Com Oscarito, Grande Otelo, Anselmo Duarte, Jece Valadão e José Lewgoy. 97min. Comédia  Perigosos malfeitores internacionais se hospedam num hotel de altíssimo luxo do Rio de Janeiro para realizar um grande assalto a turistas. Porém eles sequer imaginam que terão sérios problemas com os atrapalhados funcionários do hotel, isto é, os verdadeiros heróis da

história.

Aviso aos navegantes – 1950 – Atlântida – 12 anos – Roteiro: Alinor Azevedo, Paulo Machado e Watson Macedo – Direção: Watson Macedo – Com Oscarito, Grande Otelo, Anselmo Duarte, Eliana Macedo, José Lewgoy e Zezé Macedo. 113min. Comédia A bordo de um luxuoso navio, uma companhia teatral retorna ao Brasil depois de apresentações na Argentina. Durante a viagem um príncipe se apaixona por uma cantora, mas ela só tem olhos para o imediato da nau. Um clandestino se esconde a bordo, além de um perigoso espião internacional, que precisa ser detido antes que cheguem ao Rio de Janeiro.

Carnaval Atlântida – 1952 – Atlântida – 12 anos – Roteiro: Berliet Júnior, José Carlos Burle e Victor Lima – Direção: Carlos Manga e José Carlos Burle – Com Oscarito, Grande Otelo, Cyll Farney, Eliana Macedo, José Lewgoy e Maria Antonieta Pons. 95min. Comédia  O célebre produtor Cecil B. de Milho deseja fazer um filme sobre Helena de Troia e para tanto contrata o professor Xenofontes, especialista em história grega. Mas um divertido grupo de atores prefere realizar uma comédia musical e tudo farão para que o cineasta mude de ideia.

Matar ou correr – 1954 – Atlântida – Roteiro de Amleto Daissé e Vitor Lima – Direção de Carlos Manga – Com Grande Otelo, Oscarito José Lewgoy, Renato Restier, John Herbert, Julie Bardot, Wilson Grey, Inalda de Carvalho. 87 minutos. 12 anos.

Encravada no velho oeste, a turbulenta City Down recebe a visita de dois forasteiros, Kid Bolha e Cisco Kada, na verdade, vigaristas atrapalhados. Por um golpe do destino, um deles é nomeado xerife e ambos salvam a cidade da tirania do temível malfeitor Jesse Gordon. Porém o horrível facínora não se dá por vencido e desafia Kid para um duelo ao meio-dia em ponto.

A baronesa transviada – 1957 – Watson Macedo-Cinedistri – Argumento de Chico Anísio e Watson Macedo – Roteiro de Watson Macedo e Ismar Porto – Direção de Watson Macedo – Com Grande Otelo, Dercy Gonçalves, Humberto Catalano, Badaró, Zaquia Jorge, Otelo Zelloni, Renato Consorte, Apolônio Correia, Átila Iório. 100 minutos. 10 anos.

A manicure Gonçalina possui uma pinta de nascença, que prova ser ela a mais legítima filha de uma baronesa moribunda. Quando recebe a herança, resolve materializar seu sonho de se tornar estrela de um filme carnavalesco.

Mulheres à vista – 1959 – Herbert Richers – Argumento de Chico Anísio e Zé Trindade – Roteiro e direção de Josip B. Tanko – Com Grande Otelo, Zé Trindade, Renato Restier, Consuelo Leandro, Bill Far, Aída Campos, Carlos Imperial, Virgínia Lane, Dircinha Batista, Nélson Gonçalves, Emilinha Borba, Jorge Goulart. 100 minutos. Livre.

João Flores é empresário de uma companhia teatral mambembe formada por ele, a vedete Boca de Caçapa, o ex-ajudante de palhaço Josafá e o cantor sem voz Benedito. Ele tenta organizar um grande teatro de revista numa renomada casa teatral carioca e para conseguir o dinheiro aplica vários golpes, ajudado pelos seus companheiros: assedia Virtuosa, a viúva dona do teatro e compra a prazo e vende a vista diversos produtos. A quantidade de credores a persegui-lo se torna enorme e para complicar ainda mais a situação, o antigo empresário que alugava o teatro, Galileu, busca evitar que João alcance o sucesso, pois quer conseguir de volta o teatro, em condições mais vantajosas.

Garota enxuta – 1959 – Herbert Richers – Argumento de Herbert Richers, Chico Anísio e Josip B. Tanko – Direção de Josip B. Tanko – Com Grande Otelo, Ankito, Neli Martins, Jaime Costa, Renato Restier, Iracema de Alencar, Emilinha Borba, Elisete Cardoso, Marion, Vera Regina, Moreira da Silva, Orlando Silva. 100 minutos. Livre.

Para participar de um “show” na televisão em homenagem à indústria automobilística nacional, a filha do patrocinador consegue a ajuda de um servente dos estúdios e seu irmão, um compositor também à espera de oportunidade na carreira artística.

Os três cangaceiros – 1961 – Herbert Richers – Roteiro e direção de Vitor Lima – Com Grande Otelo, Ankito, Ronald Golias, Neide Aparecida, Átila Iório, Carlos Tovar, Neli Martins, Paulete Silva, Wilson Grey, Angelito Melo. 93 minutos. 10 anos.

Uma cidadezinha é invadida por cangaceiros que sequestram a filha de um ricaço e outras garotas. É montada uma volante para o resgate, mas três moradores do local, os mais medrosos, resolvem se transformar nos três “mosqueteiros” mais engraçados da história do cinema.

Um candango na Belacap – 1961 – Herbert Richers – Argumento de Roberto Farias e Herbert Richers – Roteiro de Roberto Farias e Mário Meira Guimarães, Direção de Roberto Farias – Com Grande Otelo, Ankito, Marina Marcel, Vera Regina, Milton Carneiro, José Policena, Pedro Dias, Rafael de Carvalho, César Viola, Carlos Lira. 102 minutos. Livre.

A dupla de artistas Emanuel Davis Jr. e Gilda estão na recém-inaugurada cidade de Brasília para um show, e saem para um bar de candangos (trabalhadores migrantes que construíram Brasília). Lá, eles conhecem Tonico e Odete. Emanuel se casa com Odete e leva a dupla para o Rio de Janeiro, onde os quatro vão formar a própria boate, só que enfrentarão golpes desonestos do concorrente Jacó.

O assalto ao trem pagador – 1962 – Herbert Richers – Argumento de Roberto Farias e Luís Carlos Barreto, com a colaboração de Alinor Azevedo – Roteiro e direção de Roberto Farias. Com Grande Otelo, Eliézer Gomes, Luísa Maranhão, Reginaldo Farias, Ruth de Souza, Átila Iório, Helena Inês, Jorge Dória, Dirce Migliaccio, Osvaldo Lousada, Clementino Quelé, Gracinda Freire, Nélson Dantas. 102 minutos. 16 anos.

Baseado num caso real ocorrido no Rio de Janeiro em 1960. O bando de Tião Medonho atacou e assaltou o trem pagador da Central do Brasil, entre Japeri e Paes Leme, explodindo os trilhos com dinamite. Armados de revólveres e metralhadoras, seis assaltantes levaram 27 milhões de cruzeiros e mataram um homem. O caso só foi encerrado um ano depois, com a prisão dos culpados.

Macunaíma – 1969 – Direção e roteiro de Joaquim Pedro de Andrade – Com Grande Otelo, Paulo José (Macunaíma branco), Dina Sfat, Milton Gonçalves, Rodolfo Arena, Jardel Filho, Joana Fomm, Maria do Rosário, Rafael de Carvalho, Wilza Carla, Zezé Macedo. 108 minutos. 12 anos.

Macunaíma é um herói preguiçoso, safado e sem nenhum caráter. Ele nasceu na selva e de negro virou branco. Depois de adulto, deixa o sertão em companhia dos irmãos. Macunaíma vive várias aventuras na cidade, conhecendo e amando guerrilheiras e prostitutas, enfrentando vilões milionários, policiais, personagens de todos os tipos. Depois dessa longa e tumultuada aventura urbana, ele volta à selva. Um compêndio de mitos, lendas e da alma do brasileiro, a partir do clássico romance de Mário de Andrade.

Os herdeiros – 1969 – Direção de Cacá Diegues – Com Grande Otelo, Sérgio Cardoso, Paulo Porto, Isabel Ribeiro, Mário Lago, Daniel Filho, Wilza Carla, Hugo Carvana, Odete Lara, Nara Leão. 101 minutos. 16 anos.

Um fazendeiro, barão do café de São Paulo, arruinado pela crise do café, casa sua filha única com um jornalista que chega fugido, em sua fazenda, a fim de escapar às graves consequências das injunções políticas da época. Oportunista, o jornalista acaba por trair o sogro, fugindo com a mulher para a capital, depois da mudança de governo, com a queda de Vargas no pós-guerra. Na capital, busca uma ascensão rápida, passando a trair desde a mulher até os chefes, tornando-se um dos homens mais importantes do país. Um dia, chega a sua casa o filho que abandonara em São Paulo na casa do avô, e que passa a enfrentar o pai por vingança, aliando-se a uma notória atriz de rádio, até por fim conseguir destruí-lo.

A família do barulho – 1970 – Direção de Júlio Bressane – Com Grande Otelo, Maria Gladys, Wilson Grey, Helena Inês, Poty, Kleber Santos, Guará Rodrigues. 60 minutos. 16 anos.

Filmado em quatro dias, trata-se do primeiro filme de Bressane na Belair. “A Família do Barulho” é uma chanchada sobre as aventuras de um malandro carioca envolvido com uma estranha e confusa família de classe média.

O barão Otelo no barato dos bilhões – 1971 – Direção de Miguel Borges – Com Grande Otelo, Dina Sfat, Ivan Cândido, Milton Morais, Wilson Grey, Hildegard Angel, Procópio Mariano, Henriqueta Brieba, Tânia Caldas, Rogério Fróes, Zilka Salaberry, Elke Maravilha. 119 minutos. 10 anos.

O industrial e play-boy Carvalhais ensina João-Sem-Direção, empregado em um posto de gasolina, a ganhar dinheiro na loteria esportiva. Milionário, João é obrigado a fugir da fama. Nem um alquimista nem o ambiente da alta sociedade, dominado por Maria-Vai-Com-As-Outras, lhe fornecem a solução. A industrialização de inventos, sugerida por Carvalhais, esbarra num trio sinistro que representa a organização, o público e o mercado. João resolve viver numa ilha onde recebe os amigos nos fins de semana e onde todos se comportam como querem.

Sebastião Prata ou, bem dizendo, Grande Otelo – 1971 – Direção de Ronaldo Foster e Murilo Sales – Documentário. 12 minutos. Livre.

Documentário sobre Sebastião Prata, conhecido artisticamente como Grande Otelo.

O rei do baralho – 1974 – Direção, produção e roteiro de Júlio Bressane – Com Grande Otelo, Marta Anderson, Wilson Grey, Fininho, Cauê Filho. 82 minutos. 16 anos.

Um homem, autoproclamado “O Rei do Baralho”, se apaixona por uma loira estonteante, diretamente saída de uma chanchada brasileira ou de algum noir americano barato da década de quarenta.

Assim era a Atlântida – 1974 – Atlântida – Livre – Roteiro: Carlos Manga e Silvio de Abreu – Direção: Carlos Manga – Com Odete Lara, Grande Otelo, José Lewgoy, Adelaide Chiozzo, Anselmo Duarte, Cyll Farney, Dóris Monteiro, Eliana Macedo e muitos outros. 105min. Documentário. Os dias de glória das chanchadas. Gênero que alçou o cinema brasileiro a um nivel internacional, ao menos em fama. Trechos de 34 filmes e testemunhos de gente que lá esteve, resumem a Era de Ouro da Atlântida Cinematográfica (entre meados de 1940 e o comecinho de 1960)

Ladrões de Cinema – 1977 – 14 anos – Roteiro: Fernando Coni Campos e Jorge Laclette – Direção: Fernando Coni Campos – Com Wilson Grey, Grande Otelo, Milton Gonçalves, Antonio Pitanga, Ruth de Souza. 127min. “Dramédia” É mais uma daquelas “declarações de amor ao cinema”. Durante o carnaval carioca, equipe cinematográfica tem seu equipamento roubado. Na favela, os ladrões resolvem filmar eles mesmos, algo sobre a Inconfidência Mineira, enquanto somente um membro do bando quer vender o butim e dividir o dinheiro.

Nem tudo é verdade – 1985 – Direção, roteiro, argumento e música de Rogério Sganzerla – Com Grande Otelo, Arrigo Barnabé, Helena Ignez, Nina de Pádua. 88 minutos. Livre.

O filme reconstitui a visita ao Brasil do cineasta americano Orson Welles, para filmar o documentário It’s All True (Tudo é verdade), movido por idealismo cívico e na trilha da chamada política da boa vizinhança, implantada pelo presidente norte-americano Franklin Roosevelt. Aqui, Welles apaixona-se pelas coisas brasileiras.

A linguagem de Orson Welles – 1990 – Direção de Rogério Sganzerla – Narração de Grande Otelo. 15 minutos. Livre.

Filme-conto que sucede o longa-metragem “Nem tudo é Verdade” (1986). Segundo da tetralogia sganzerliana sobre o choque de Orson Welles com a realidade tupiniquim, em 1942, quando o cineasta americano filmava o jamais-concluído É tudo verdade. O curta consiste de uma contração temporal do filme precedente e demonstra a vantagem de utilizar uma poética da memória.

It’s all true (É tudo verdade) – 1993 – Direção de Norman Foster e Bill Krohn – Coprodução França-USA – Narração de Grande Otelo. 89 minutos. Livre.

Semidocumentário inacabado, que Orson Welles dirigiu no Brasil. Previsto para ter quatro etapas, uma a respeito dos Estados Unidos, outra do México e duas sobre o Brasil, abordando o Carnaval Carioca e os jangadeiros nordestinos. Seriam apresentados aspectos de todos os pontos do país, a partir de Fortaleza, Recife, Olinda, Bahia e Ouro Preto.

Tudo é Brasil – 1997 – Direção de Rogério Sganzerla – Com Grande Otelo Orson Welles, Dalva de Oliveira, Linda Batista, Herivelto Martins, Helena Ignez, Carmen Miranda. 82 minutos. Livre.

Fragmentos de cinejornais organizados pelo diretor num filme-ensaio, com conteúdo e forma que desafiam a atenção do espectador. Traz cenas inéditas e imagens dos bastidores do filme americano It’s All True, dirigido e rodado no Brasil por Orson Welles na década de 40.

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