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Filme “Livres” traz o drama do sistema prisional para o Festival do Rio

“Livres” estreia no Festival do Rio com apoios de peso do cinema nacional, como o cineasta Silvio Tendler e o musico, ativista e documentarista Marcelo Yuka. O filme revela um duro retrato do caótico universo do sistema prisional brasileiro, sob o ponto de vista de ex-presos.

No próximo sábado (7), às 16h30min, acontece a estreia do filme “Livres”, dentro da Mostra Fronteiras que integra o Festival do Rio 2017, na cinemateca do MAM, seguido por um debate sobre o sistema carcerário brasileiro.

Outras exibições estão programadas para o dia 08/10 às 19:30 no Instituto Moreira Salles, na Gávea e dia 11/10 às 21:45 no Estação NET Rio 2, em Botafogo.

O docudrama Livres produzido pela Chiappini Filmes e Marimbondo Filmes, em coprodução com Pedrada Filmes, discute a vida no cárcere e as péssimas condições das quais os presos são submetidos, através de cenas ficcionais e entrevistas com especialistas da área criminal. Com direção de Patrick Granja, roteiro de Káliman Chiappini e ideia original dos ex-detentos Gilson da Maia, Ivonildo Alves, Fabio Gomes, Fabio Gregorio, Renee e Márcio Souza o filme faz uma análise do sistema prisional no Brasil, em especial na cidade do Rio de Janeiro. Livres conta ainda com apoio de AND, Bombozilla, Mutirão Lab e Piranha Filmes.

Realizada de forma totalmente independente, a obra segue a tendência das arrecadações coletivas e foi financiada via crowdfunding pela plataforma Catarse. O filme conta com apoio da Wings For Change: organização incentivadora de projetos que atuam no campo do empreendedorismo social.

O documentário fala sobre racismo, inclusive no âmbito institucional, prisão, tortura e violações de direitos, mas também grita sobre liberdade, sonhos e justiça. Seis homens com um ideal: usar o cinema como instrumento de denúncia e visibilidade para as mazelas das prisões brasileiras.

 

“Cara, é uma sensação e todo mundo te olhando, aí tu vê as coisas penduradas, espaço nenhum, tudo sujo, tudo muito pesado, o clima…” descreve Fabio Gregorio, um dos ex-detentos e personagens principais.

Em novembro de 2015 cerca de 40 profissionais, do cinema nacional e internacional, se reuniram no subsolo de uma fábrica de gelo, em Inhaúma, na Zona Norte do RJ, para a construção do cenário que foi palco para as cenas de abuso do sistema carcerário, de acordo com a memória dos ex-presos.

“Quando paro para refletir sobre o que está na obra, não consigo me distanciar do pensamento no que se refere ao que chamam de trabalho coletivo. Não apenas como o desejo do fim, mas como uma ideia fixa de militância. Os personagens são histórias a serem absorvidas, e com elas, todo um levantamento histórico, social e urgente“, afirma Káliman Chiappini.

Serviço:
“Livres” no Festival do Rio
Datas e lugares de exibição:
– 07/10 às 16:30, no Cinemateca do MAM – R$10,00
– 08/10 às 19:30, no Instituto Moreira Salles – R$22,00
– 11/10 às 21:45, no Estação NET Rio 2 – R$22,00

* Com informações da assessoria de imprensa Sheila Fonseca Comunicação.

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