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Agenda Brasil

CULTURA - BRASÍLIA

FUXICO

FUXICO

Foto: divulgação

Teatro Nacional - Sala Villa-Lobos

Por Rodrigo Machado

Dança

Graziela Bastos e Paula Sayão apresentam Fuxico, mais um espetáculo inédito, com show ao vivo da banda Cabruêra da Paraíba

18 e 19 de de dezembro de 2010 - Sábado e domingo

Em dezembro de 2010, Brasília recebe nos palcos da Villa-Lobos um espetáculo único, inédito no cenário da dança nacional, bastante híbrido e muito envolvente: Fuxico. No palco, uma casa de forró típica nordestina; com cachaça, rala-buxo, fuxico, muito barulho e convidados em mesas espalhadas pelo salão. Dançando forrobodó, ao som, ao vivo, da banda Cabruêra, bailarinos clássicos e de salão executarão um estilo único, germinado entre o lirismo e a tradição da dança clássica com a sensualidade e molecagem do ritmo nordestino e da música popular.

A Parceria

Em 2006, da parceria entre Graziela Bastos (direção artística e concepção) e Paula Sayão (coreografia) – alunas da renomada professora, coreógrafa e mâitre de ballet Gisèle Santoro –, nasceu o RITA. Espetáculo sucesso de público e crítica apresentado durante três dias, no Teatro Nacional, para mais de 3 mil espectadores. Essa foi a proposta pioneira de somar à dança clássica a movimentação e estética da cultura popular. Inspirado na obra “O Cortiço” de Aluísio de Azevedo o espetáculo narrou a trajetória de Rita Baiana, com música da premiada banda brasiliense Casa de Farinha.

Desse projeto inicial, a dupla criativa vislumbrou a possibilidade de agregar forró ao balé. A inspiração para construção dos personagens veio a partir do livro “Tocaia Grande: a Fase Obscura”, de Jorge Amado, que narra o surgimento de uma cidade a partir da exploração do ciclo do cacau. Em Fuxico são caracterizados os tipos nordestinos que foram fundamentais para a construção de Tocaia Grande: as quengas, o turco caixeiro viajante, o Capitão da Guarda, os tropeiros e os vaqueiros que usam do lugarejo para pernoite, o negro garanhão, as fofoqueiras ou fuxiqueiras, famílias de sergipanos, etc. Todos concentrados num lugar sem lei, sem instituição econômica ou religiosa e com a moral baseada puramente em instintos primitivos e na boa convivência.

Figurino e Cenário

O figurino e o cenário são de fuxicos, feitos em oficinas ministradas para a população carente da Vila Rabelo II, em Sobradinho. E além do fuxico o espetáculo apresenta mais da tradição nordestina: a literatura de cordel e a xilogravura. A literatura de cordel se manifesta tanto no programa impresso, com a sinopse do espetáculo, quanto no palco, sob forma de repente, recitado pela banda e durante o espetáculo.

Direção Cênica

A direção cênica é assinada pelo bailarino brasiliense Edson Bezerra, que iniciou sua carreira em Brasília, mas logo se mudou para o Rio de Janeiro onde trabalhou com a dança contemporânea no grupo Débora Colker. Com a diretora, se apresentou em várias cidades no Brasil e no Exterior como Japão, EUA, Portugal, França e Alemanha. Posteriormente no Grupo Corpo, seu último trabalho como bailarino contemporâneo, Edson era um dos principais integrantes nos repertórios Breu, Ongotô e Lecuona, realizando várias apresentações fora do Brasil. Este ano tem se dedicado aos estudos de direção cênica e atualmente tem trabalhado na direção de cena do grupo brasiliense “Patubatê”. 

Serviço:

18 de dezembro, sábado, às 21h, e 19 de dezembro, domingo, às 20h
Teatro Nacional - Sala Villa-Lobos
Preços: R$ 30,00 (inteira) e R$ 15,00 (meia)
Venda: Bilheteria do Teatro Nacional

Contatos:
Graziela Bastos 61-8232.8826
Paula Sayão 61-8155.0066