
Por Adriana Balsanelli
O personagem Philaderpho, criação do ator Júlio Lima, foi o embrião da peça que explora a graça popular e simplória do artista que encarnou o personagem criado por Monteiro Lobato, o típico caipira de calças pula-brejo, paletó apertado, camisa xadrez e botinas. No elenco também estão Iara Jamra, Silvia Poggetti, Beto Galdino, Dani Mustafci e Maria Carolina Dressler
Versão fictícia, porém baseada na vida e obra do ator, diretor e empresário paulista Amacio Mazzaropi (1912 - 1981), o inesquecível personagem da cultura popular brasileira, a comédia Hoje tem Mazzaropi estreia com texto de Mário Viana, direção de Hugo Coelho e os atores Júlio Lima, Iara Jamra, Beto Galdino, Dani Mustafci, Maria Carolina Dressler e Silvia Poggetti. O espetáculo entra em cartaz dia 30 de abril, sexta-feira, às 21h30, no Teatro União Cultural.
Definida pelo diretor Hugo Coelho como "comédia sobre uma família caipira, mas com o vigor e o ritmo de 2010", a peça é fruto da parceira entre Mário Viana e o ator Júlio Lima. Em 2001, Lima havia criado o personagem Philaderpho, um caipira típico da região de Taubaté, com costumes tradicionais do homem da roça e inspirado na linguagem Mazzaropiana.
O personagem Philaderpho fazia pequenos shows pelo Interior paulista com um grupo de teatro. Sucesso por onde passava, o tipo criado por Júlio Lima foi o embrião do espetáculo. ''Então, sugeri ao grupo que montássemos a peça teatral para a família Philaderpho. Com o reconhecimento que estávamos tendo, não poderia ser qualquer um que a escrevesse, então, nos indicaram Mário Viana, que gostou da idéia, pesquisou a vida do Mazzaropi e escreveu o texto'', explica Júlio.
Um dos maiores artistas populares surgidos na cultura brasileira, Mazzaropi conseguiu eternizar no imaginário coletivo um modelo de caipira com generosas doses de irreverência e uma simplicidade que até hoje levam o público a se divertir e se emocionar com suas histórias. ''O grande segredo de Mazzaropi foi ter retratado a esperteza do caipira que havia mudado da roça para a cidade e mesmo desambientado, num meio agressivo a ele, se dava bem frente aos sabichões da cidade. Os espertos sempre dançam na mão do caipira '', brinca Mário Viana, autor do texto.
A peça - usando a estrutura simples, ingênua e popular dos filmes de Mazzaropi, até
hoje fenômenos de audiência quando reprisados na TV - baseia sua trama na vida de
Philaderpho Mazzaropi (primo distante do verdadeiro Mazzaropi), sua esposa Zefa e as
filhas Dolor e Maricota; uma família caipira que mora na roça, no interior de
São
Paulo.
Do dia para a noite, a família se vê envolvida numa sucessão de eventos que acabam por reproduzir episódios ocorridos na vida do primo famoso. Tudo começa quando Dolor, a filha mais velha, resolve deixar a roça para ser artista na cidade grande. Preocupada, a família toda sai em sua busca. No caminho, Philaderpho é descoberto como a nova grande promessa de sucesso, após a morte do primo Mazzaropi.
O texto aborda o universo do homem do campo, suas raízes culturais, sociais, valores e referências. ''O barato da peça é que ela mescla a vida de Mazzaropi com a do primo e sua família. Todas as aventuras vividas pela família Philaderpho foram baseadas na vida do próprio Mazzaropi'', afirma Viana.
Para a atriz Iara Jamra, que interpreta a dedicada mulher de Philaderpho, é uma experiência muito rica atuar nesse projeto, pois ''é uma oportunidade de rever os filmes e a trajetória de Mazzaropi, conhecer facetas suas antes desconhecidas e resgatar o lado caipira de todos os acostumados com a vida nas metrópoles''.
Quanto à montagem, o diretor Hugo Coelho conta que é a luz branca que predomina na peça, embora haja alguns efeitos de iluminação colorida para marcar as passagens de cena. ''Trata-se de um espetáculo ágil, dinâmico, seguindo o que sugere este delicioso texto do Mário Viana. Os figurinos são os do universo caipira, e a trilha sonora, além do som da viola caipira, inclui músicas de alguns filmes do Mazzaropi'', completa.
Texto: Mário Viana.
Direção: Hugo Coelho.
Elenco: Iara Jamra, Julio Lima, Silvia Poggetti, Beto Galdino, Dani Mustafci e Maria
Carolina Dressler.
Local: Teatro União Cultural (285 lugares)
Endereço: Rua Mario Amaral, 209. Paraíso - Telefone 2148 2900 / 2148 2904.
Horário(s): sexta às 21h30, sábado às 21h e domingos às 20h
Data(s): 30 de abril a 27 de junho de 2010
Preço(s): R$20,00 sexta; R$ 40,00 sábado; R$ 30,00 domingo
Bilheteria: de terça a domingo, das 14h às 22h
Classificação: 12 anos
Duração: 80 minutos
Temporada: 15 de abril a 05 de junho
Acessibilidade para pessoas com necessidades especiais
Aceita os cartões de crédito e débito: Visa, Máster, American Express e Diners
Assessoria de Imprensa / Arteplural Comunicação
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