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Cruzeiro pela Ilhas Britânicas - Inglaterra

Blarney Castle in Cork

Foto: Myrthes Lima

Blarney Castle in Cork

Por Myrthes Lima
site
www.myrtheslima.com

2º porto – Cork (na República da Irlanda)

20/08/2008 – 4ª feira

Do guia diário do Princess:
Embora ainda mantenha a atmosfera amigável de uma cidade do interior, Cork é a segunda maior cidade da República da Irlanda. Começou como um povoado modesto situado numa ilha pantanosa entre dois braços do Rio Lee, o que justifica seu nome, Corcaigh, que quer dizer pântano ou terra pantanosa. Sendo um local promissor na maior baía natural da Europa, Cork tornou-se um porto importante na costa sul. De acordo com a tradição, Saint Finbarr fundou uma igreja e um mosteiro neste local por volta do ano 650. Os mosteiros eram o núcleo central de várias povoações irlandesas naquela época e a localização favorável de Cork rapidamente transformou-a numa próspera aldeia.
Esta aldeia foi repetidas vezes atacada e incendiada pelos Vikings vindos da Dinamarca mas o povo, valente e determinado, sempre voltava. Cavaleiros anglo-normandos da Inglaterra tomaram o controle dos dinamarqueses em 1172. Os chefes locais foram forçados a se submeter, mas os “Corkianos”, teimosos e insistentes na sua luta pela independência, nunca deixaram de lutar. A história da cidade é uma cronologia de sítios e rebeliões.

Tendo me inteirado da história tão interessante e da privilegiada situação de Cork, que chegou a ser comparada às cidades da Holanda, por conta de seus canais, fiquei ansiosa para visitá-la.

Acontece que o Cardoso, no tempo em que dava aulas de português para estrangeiros, teve vários alunos irlandeses, que, aliás, muito apreciava. Por intermédio de algum, ficou sabendo que em Cork há um castelo, onde há uma pedra, que contempla a pessoa que a beijar com o dom da eloqüência. E o Cardoso, que nunca faz questão de ir a um determinado lugar, queria beijar a tal da pedra. Por que, não sei, nem achei que ele precisava ser assim tão eloqüente. Mas não quis contrariá-lo e pegamos uma das excursões do navio para ir até o castelo. De acordo com o guia, iríamos beijar a pedra e depois visitar Cork, o que satisfaria os dois.

Os problemas começaram quando chegamos aos jardins do castelo, aliás muito bonitos e bem tratados. Todos os turistas do dia almejavam eloqüência e a fila para chegar à pedra era enorme. Entramos nela. Andava lentamente. Começou a chover. Insistentemente. Ninguém desistiu. Para encurtar, levamos mais de uma hora para chegar ao topo do castelo, onde está, perigosamente, encravada a pedra. Quando digo perigosamente não estou exagerando. Fica bem na beira de um pequeno terraço. Para se beijar a pedra é preciso deitar no chão, de costas. Quando vi, logo desisti. Mas o Cardoso, não. Com o auxílio de um senhor, lá se estirou e a beijou, enquanto um outro fotografava. Eu, morria de medo. Mas a foto está aí para a posteridade.

Cardoso beijando a Blarney Stone
Cardoso beijando a Blarney Stone

Quando todos os membros da excursão, milagrosamente sãos e salvos, retornaram, pouco tempo tinha sobrado para a visita de Cork. Por lá passamos rapidamente e pouco deu pra ver. Não tem problema, fica pra próxima, pois à Irlanda tenho que voltar. E, sem dúvida, a Cork.

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