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Cultura Rio

EXPOSIÇÃO - RIO DE JANEIRO

“(Re) construções: Arte contemporânea da África do Sul”

Arte contemporânea da África do Sul ganha perfil inédito no

By Diana Hyslop / Bok for a Jol 2004
Impressão digital de pintura a óleo sobre fotografia

Museu de Arte Contemporânea de Niterói

Por Mônica Riani

Arte contemporânea da África do Sul ganha perfil inédito no
MAC de Niterói

19 de março no MAC-Niterói - Visitação: 20 de março a 15 de maio de 2011

Será inaugurada dia 19 de março, às 17h, no Museu de Arte Contemporânea de Niterói a exposição "(Re)construções: Arte Contemporânea da África do Sul", sob a curadoria de Daniella Géo, carioca radicada na Bélgica. A temporada vai de 20 de março a 15 de maio de 2011. Neste panorama da produção sul-africana estão reunidos 13 artistas de gerações distintas, entre emergentes e consagrados, possibilitando acompanhar a variedade de matizes que atraem olhares de curadores do mundo inteiro na atualidade.A exposição acontece 21 anos após o fim do 'apartheid', tempo este que se refletiu na produção dos artistas sul-africanos, como poderá ser conferido nas obras apresentadas.

A realização é da ARTVIVA Produção Cultural com patrocínio da Secretaria de Cultura do Estado do Rio de Janeiro. A REVFILMS, da África do Sul, apóia a iniciativa. Entre emergentes e consagrados, estão na coletiva os artistas plásticos David Goldblatt, Diana Hyslop, Dineo Seshee Bopape, Kagiso Pat Mautloa, Lawrence Lemaoana, Lerato Shadi, Mary Sibande, Roger Ballen, Sam Nhlengethwa, Santu Mofokeng, Thenjiwe Nkosi, Tracey Rose, William Kentridge.

Entre os nomes mais importantes no elenco da mostra "(Re)construções: Arte Contemporânea da África do Sul" está William Kentridge, figura presente em acervos dos principais museus e galerias do mundo. Em 2009, teve início, em São Francisco (EUA), sua mais recente exposição retrospectiva, que itinerou entre museus da Europa, Canadá e Jerusalém, após ser recebida no MoMA-NY em fevereiro de 2010. No mesmo período, sua produção da ópera The Nose, de Shostakovich, inaugurou no Metropolitan Opera (NY), com um revival programado para 2013. Kentridge recebeu, internacionalmente, doutorados honorários de várias universidades e institutos de arte. Foi premiado com o Kyoto Prize for Lifetime Achievement em Arte e Filosofia (2010) e o Oskar Kokoschka Award (2008), além de receber o Goslar Kaiserring (2003) e a Carnegie Medal (1999/2000).

Também se destaca no rol do primeiro time David Goldblatt. Em 1989, Goldblatt fundou o Market Photography Workshop, em Joanesburgo, com o objetivo de ensinar fotografia e educação visual para jovens, em particular os desfavorecidos pelo apartheid. Goldblatt expôs individualmente nos principais museus e instituições internacionais. Foi o primeiro artista sul-africano a ter uma exposição individual no MoMA-NY (1998). Foi um dos poucos sul-africanos a participar da Documenta 11 e 12, Kassel (2002 e 2007). A retrospectiva de seus 51 anos de trajetória, iniciada em 2001, itinerou entre grandes museus e galerias dos Estados Unidos, Europa e África do Sul. Goldblatt recebeu dois doutorados honorários, um em Belas Artes pela University of Cape Town (2001) e outro em Literatura pela University of the Witwatersrand (2008). Recebeu também o Hasselblad Award (2006), o Henri Cartier-Bresson (2009) e, recentemente, o Lucie Award for Lifetime Achievement (2010), alguns dos principais prêmios mundiais de fotografia.

Outro nome de relevo é Roger Ballen, nascido nos Estados Unidos, mas há quase 30 anos vivendo na África do Sul. Lá, desenvolveu a maior parte de sua obra fotográfica. O artista expôs individualmente em diversos dos grandes museus e galerias de arte internacionais e, em 2010, teve retrospectivas itinerantes nos Estados Unidos e na Europa. Participou de bienais e festivais como Bienal de Sydney (2010), Trienal de Milão (2009), Bienal de Berlim (2006), PHotoEspaña e Rencontres de la Photographie d’Arles (ambos em 2001) – onde recebeu, respectivamente, o prêmio de melhor livro do ano e de fotógrafo do ano. Ballen tem suas obras em coleções tais como MoMA, Nova Iorque; Museum of Fine Arts, Houston; Centre Georges Pompidou, Paris; Victoria and Albert Museum, Londres; e Stedelijk Museum, Amsterdã.

“Kentridge, Goldblatt e Ballen são três nomes num universo com artistas incríveis, de grande importância também. De um modo geral, as obras tocam em temas diversos, de forma a refletir a complexidade da sociedade sul-africana atual: desde a revisão do apartheid e a discriminação a questões do multiculturalismo, das questões de gênero (posição da mulher na sociedade, representações do masculino/feminino, machismo) à relação homem/natureza/cidade, da violência contra a criança à alienação e à loucura, de questões de identidade ao sincretismo religioso etc. O elo comum às obras é terem todas uma relação estreita com a noção de (re)construção, seja conceitual, formal, esteticamente ou/e, principalmente, pelo gesto artístico investido. O conceito da exposição é partir desse recorte, dessa noção comum, para apresentar uma variedade de temáticas e abordagens”, observa a curadora Daniella Géo.

Serviço

Local: MAC-Niterói
Endereço: Mirante da Boa Viagem, s/nº
Visitação: 20 de março a 15 de maio de 2011
Horário: 17h
Preço: R$ 5,00