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Teatro Rio

TEATRO - RIO DE JANEIRO

Machado de Assis

Machado de Assis

Foto: divulgação

Roteiro de Teatro Rio de Janeiro

Por Bruna Amorim - Daniella Cavalcanti Assessoria de Imprensa

Machado de Assis

Temporada: 02 de julho a 25 de setembro

A atriz Joana Ferry apresenta quatro contos do autor num monólogo que reúne teatro e literatura

Contos de Machado de Assis interpretados e narrados no palco, num espetáculo que reúne teatro e literatura. É isso que o público poderá conferir, a partir de 02 de julho, no Centro Cultural Solar de Botafogo, em “Machado de Assis”. Utilizando o mínimo de recursos cênicos para que nada distancie o espectador da escrita do autor, a atriz Joana Ferry adaptou alguns dos melhores contos de Machado de Assis para os palcos: “Pai Contra Mãe”, “O Relógio de Ouro”, “O Espelho” e “Cantiga de Esponsais”. Dando continuidade à temática de interpretações, o espetáculo, com direção de Evandro Meirelles Santos, é a terceira parceria do diretor com a atriz.

Machado de Assis (21/06/1839 – 29/09/1908) é o maior nome da literatura nacional, e considerado também um dos maiores escritores de todos os tempos. Sua obra, difícil de ser classificada por tamanha originalidade, é composta por duzentos e sete contos, dez romances, cinco coletâneas de poesias e onze peças de teatro. Além de escritor, Machado foi crítico literário, cronista e jornalista.

Nos últimos anos, Joana Ferry vem se dedicando a monólogos a partir de adaptações literárias. Em 2006 apresentou no Espaço Café Cultural/Petrobrás o espetáculo Histórias Estranhas, com contos da literatura fantástica de diversos autores, sob a direção de Paula Sandroni. Em 2007 encenou Contos de Tchekhov, sob a direção de Evandro Meirelles Santos, no Centro de Arte e Psicanálise, no Instituto Benjamin Constant, além de temporada na Companhia de Teatro Contemporâneo. Em 2010, foi a vez do espetáculo Guy de Maupassant, também com o mesmo diretor, em projeto no Centro Cultural da Justiça Federal e em temporada no Teatro Solar de Botafogo.

“Teatro e literatura sempre andaram de mãos dadas. Muitos dramaturgos publicaram contos e romances, assim como muitos escritores se aventuraram em peças teatrais. Não raro vê-se a transposição de obras literárias para os palcos. Trata-se de um desafio para o ator dar vida às palavras do livro e resgatar a valorização do texto na representação”, afirma Joana Ferry.

OS CONTOS

Pai Contra Mãe (1906)

Cândido Neves, o protagonista, após frustradas tentativas de arranjar emprego, entrega-se ao ofício de apanhar escravos foragidos. A instabilidade do trabalho o leva a miséria, agravada pela espera do primeiro filho. A criança nasce e a tia da mulher insiste para que ele a deixe na Roda dos Enjeitados. Cândido se opõe, até que não vê mais saída. A caminho, com o filho recém-nascido no colo, encontra a escrava que procurava há tempos. Ele se lança, desesperadamente, a capturá-la. O conto termina com fortes emoções.

O Relógio de Ouro (1873)

O conto apresenta a história de uma suspeita de traição. Luís Negreiros, ao chegar em casa, vê sobre a mesa do quarto um relógio de ouro que não lhe pertence, e passa a acreditar que seja do amante da esposa. Vai interrogá-la a respeito, mas ela nega e chora. Desperta-se nele a revolta do ciúme. O final é surpreendente.

O Espelho – Esboço de uma Nova Teoria da Alma Humana (1882)

Conto muito conhecido por sua temática “metafísica”, narra o depoimento de Jacobina, um sujeito que diz que o ser humano tem duas almas – uma interior e outra exterior. Ele relata o seu próprio caso, em que sua alma exterior, durante muito tempo, esteve representada pelo posto de Alferes da Guarda Nacional.

Cantiga de Esponsais (1884)

Mestre Romão, um maestro em idade avançada, reconhecido como exímio regente, queixa-se por não ter talento para compor. Nem mesmo consegue terminar de escrever um canto esponsalício dedicado à mulher, já falecida. Faltam as notas que expressem tudo que sentia por ela. Já doente e à beira da morte, ainda encontra  ânimo para finalizar a composição. Mas de novo a inspiração não vem. Até que ele ouve a vizinha, recém-casada, cantarolar de improviso uma melodia bela e delicada, cheia de ternura e amor. Mestre Romão vê nesta cantiga singela a essência que sempre buscou. Decepcionado e triste, ele falece.

Ficha Técnica:
Autor: Machado de Assis
Direção: Evandro Meirelles Santos
Adaptação e Interpretação: Joana Ferry
Preparação Vocal: Leila Guimarães
Cenário e Figurino: Deise Hoffmann
Iluminação: Rubia Vieira
Programação Visual: Raquel Braz
Assessoria de Imprensa: Daniella Cavalcanti
Assistente de Assessoria de Imprensa: Bruna Amorim

Serviço:

Local: Centro Cultural Solar de Botafogo (Rua General Polidoro, 180 - Botafogo)
Horários: Sábados e Domingos às 17h
Ingressos: R$30,00
Bilheteria: terça a domingo, das 17h às 21h ou pelo site da ingresso.com
Classificação: 10 anos
Duração: 75 minutos
Capacidade: 180 lugares
Temporada: 02 de julho a 25 de setembro

Sobre o autor – Machado de Assis
Machado de Assis alcançou estilo único através de ousados recursos literários. A construção minuciosa da narrativa clara e elegante, longe do estilo empolado da época, inovou aquilo que seria o escrever. Seu cenário constante era o Rio de Janeiro, no tempo do império. Mas a obra machadiana mostra-se tão sensível e complexa que atinge valor universal.

O escritor reinventou a crônica, ao emprestar-lhe ironia e sutileza. Opinava sobre as notícias da semana com linguagem criativa, por vezes ficcional, para além do simples comentário. Sua versatilidade passeou também pela poesia, teatro e crítica literária. Contudo, os contos e romances elegeram Machado como mestre das letras. Neles, destaca-se a originalidade da figura do narrador. Ele se comunica com o leitor e critica a ação e o caráter dos personagens, com humor peculiar, sem cair na superficialidade.

Além da extensa obra, Machado de Assis deixou como legado a Academia Brasileira de Letras, da qual foi seu primeiro e perpétuo presidente.

Sobre o diretor – Evandro Meirelles Santos

Evandro Meirelles Santos é psicanalista. Foi também professor de psicanálise na Universidade Federal do Rio de Janeiro por mais de 30 anos. É fundador e presidente do Centro de Arte e Psicanálise, do qual Joana Ferry faz parte como cliente e psicanalista em formação. Dirigiu os espetáculos Contos de Tchekhov e Guy de Maupassant.

Sobre a atriz – Joana Ferry

Joana Ferry iniciou-se como atriz aos dez anos de idade. Atuou em diversos espetáculos e teve indicações para alguns prêmios, entre eles, o Prêmio Mambembe e o Prêmio Coca-Cola. Leciona teatro há dezessete anos, e montou mais de sessenta espetáculos com seus alunos. Alguns foram apresentados em festivais pelo Brasil e na Alemanha. Trabalha no Colégio Cruzeiro e na Escola Alemã Corcovado. Sua formação artística também inclui preparação em técnica vocal e dicção, canto lírico, violino e balé clássico. É graduada em psicologia e psicanalista em formação.

Em 2005, retomou o trabalho como atriz dedicando-se a monólogos a partir de adaptações de obras literárias. Em 2006 apresentou no Espaço Café Cultural/Petrobrás o espetáculo Histórias Estranhas, com contos da literatura fantástica de diversos autores, sob a direção de Paula Sandroni. Em 2007 apresentou Contos de Tchekhov, sob a direção de Evandro Meirelles Santos, no Centro de Arte e Psicanálise, e em 2008, no Instituto Benjamin Constant, além de temporada na Companhia de Teatro Contemporâneo. Em 2010, foi a vez do espetáculo Guy de Maupassant, também com o mesmo diretor, em projeto no Centro Cultural da Justiça Federal e em temporada no Teatro Solar de Botafogo.

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