Artistas

MÚSICA POPULAR BRASILEIRA

MARIA RITA

Maria Rita - Cantora

Foto: divulgação

Cantora

Artista da MPB

Discografia de Maria Rita na Biscoito Fino

Filha de dois ícones da música popular brasileira, a cantora Elis Regina e o músico César Camargo Mariano, Maria Rita formou-se em comunicação social e estudos latino-americanos na época que morou com o pai nos Estados Unidos. Apesar de decidir-se pela carreira musical tardiamente, aos 24 anos, o disco de estréia de Maria Rita, produzido por Tom Capone, foi lançado superando as expectativas, vendendo mais de 350 mil cópias em dois meses e faturando diversos prêmios, incluindo três Grammy Latinos.

Em 2005 lançou seu segundo disco, também pela Warner, com produção da própria artista e de Lenine. Foi um dos lançamentos mais aguardados do ano. São 11 faixas, além de um bônus, a faixa "Conta Outra", gravada em show.

O álbum dá origem ao DVD "Segundo - Ao vivo" registro de um show antológico gravado no Claro Hall, Rio de Janeiro, em 2006. São 19 canções, entre elas hits como "A festa", "Cara valente", "Recado", "Encontros e Despedidas" e "Caminho das Águas", além, de 2 inéditas na voz da artista: "Todo Carnaval Tem Seu Fim", anteriormente gravada pelo Los Hermanos e "O que Sobrou do Céu", clássico do repertório d´O Rappa. Segundo - Ao Vivo também conta com 9 canções do CD "Segundo", gravadas de forma mais intimista na Toca do Bandido, estúdio no Rio de Janeiro onde Maria Rita gravou seus 2 CDs. Os extras também contam um pouco da história das gravações, além de mostrar o videoclipe da música "Feliz" e da música "Santa Chuva".

Apresentação

HISTÓRIA DO BRASIL ATRAVÉS DO SAMBA é um projeto idealizado por Martinho Filho e musicalmente produzido por Mart’nália. Trata-se de um CD com sambas que foram pra avenida e relatam momentos da história do Brasil.

O disco é feito de ilustres participações como Chico Buarque, Simone, Lenine, Fernanda Abreu, Toni Garrido, D. Ivone Lara, Lecy Brandão, Paulinho Moska, Maria Rita, Zélia Duncan, Alcione, entre outros grandes nomes da música brasileira.

Por se tratar de um projeto com alto teor educativo – a intenção do projeto é levar até os estudantes músicas que falem de grandes personagens e fatos do Brasil, aliando história, cultura e arte - parte da tiragem será doada para as Secretarias Estaduais de Educação através da Biblioteca Nacional, e o lançamento oficial será em Fevereiro de 2008, lançado e distribuído pela gravadora Biscoito Fino.

Mart’nália tem sangue azul na aristocracia do samba, a começar pelo próprio nome, uma fusão dos nomes do pai, o fabuloso Martinho da Vila, e da mãe, Anália, uma excelente cantora, que, infelizmente, não conseguiu deixar a voz registrada em gravações. Somando tudo isso a um maravilhoso talento de cantora e uma capacidade extraordinária de tomar boas iniciativas, ei-la convocando alguns dos melhores cantores brasileiros para provar que o samba-enredo não é apenas uma música que deve ser preservada. É muito mais do que isso: é um instrumento valioso para que conheçamos melhor o nosso próprio país.

Não acreditem, por favor, nessas teses muito comuns nos meios acadêmicos de que o enredo exaltando o Brasil e seus homens de destaque é produto de uma obrigação imposta pelo Estado Novo. Tais teses são frutos da ignorância dessa gente que nem conhece a história das escolas de samba e, provavelmente, nem do Estado Novo, pois a obrigação de abordar o Brasil no enredo partiu dos próprios sambistas, quando, em 1934, criaram a União das Escolas de Samba e introduziram tal dispositivo em seus estatutos (como se sabe, o Estado Novo foi implantado somente três anos depois, em novembro de 1937). Foi a maneira que os sambistas encontraram para diferenciar as escolas de samba dos ranchos, que abordavam a lua, as estrelas, o perfume das flores etc. em seus enredos.

O fato é que, com a consolidação do samba-enredo, a partir da segunda metade da década de 1940, a música popular brasileira foi enriquecida com este gênero que nos deu as obras-primas reunidas neste CD. Aqui estão esplêndidos sambas-enredos de várias escolas e que foram lançados de 1949 a 1976. É uma deliciosa aula de samba e de História do Brasil e, ao mesmo tempo, uma advertência: por que não foi selecionado nenhum samba atual?

Por Sérgio Cabral