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Música - Concertos Rio de Janeiro

Gnu interpreta contemporâneos

Trio Mignone

Gnu | Foto: Alexandre Chav

Por Fábio Cezanne / Cezanne Assessoria

Em estúdio preparando o primeiro CD, grupo faz o primeiro dos quatro concertos patrocinados pela SEC-RJ, 23 de novembro de 2012, na Sala Villa-Lobos (Av. Pasteur 436 / fundos, Urca - UNIRIO).

Nesta sexta, dia 23 de novembro, às 19h, o Gnu fará, na Sala Villa-Lobos, na UNIRIO (Urca), o primeiro dos quatro concertos com patrocínio da Secretaria do Estado de Cultura do Rio de janeiro (SEC-RJ).

O grupo - formado por Diana Maron (soprano), Maria Carolina Cavalcanti (flauta), Thiago Tavares (clarineta), Ayran Nicodemo (violino), Murilo Alves (violoncelo), Tiago Calderano (percussão), Antônio Ziviani e Pablo Panaro (piano), com a direção musical do compositor Marcos Lucas – vai apresentar em novembro obras de Ronaldo Miranda (Trajetória), Heitor Villa-Lobos (Choro Bis), Wolfgang Rihm (Chiffre IV), Paulo Costa Lima (Ibejis II), Marcos Lucas (Carnaval) e Sergio Roberto de Oliveira (Quadrado), esta última presente no primeiro CD do grupo, todo composto por obras do compositor indicado ao Grammy Latino em 2011 e 2012, com previsão de lançamento no primeiro semestre do próximo ano. Para os quatro concertos da série, estão previstas as estréias de três peças, todas elas dedicadas ao grupo, dos compositores brasileiros Paulo Rios Filho (BA), Pablo Panaro (RJ) e Jocy de Oliveira (PR/RJ) – a compositora, que já trabalhou com nomes como Igor Stravinsky, Luciano Berio e John Cage, é residente do projeto e terá sua obra estreada no concerto de encerramento da série.

INFORMAÇÕES
Datas: 23 de novembro de 2012 | Horários: sexta, às 19h
R$ 2,00 (inteira) / R$ 1,00 (meia)
Classificação etária: Livre.

LOCAL: Sala Villa-Lobos (Capacidade: 60 lugares). (Av. Pasteur 436 / fundos, Urca – UNIRIO / Centro de Letras e Artes) Informações: 2542-4477

Sobre o grupo Gnu

Conjunto de câmara especializado na interpretação do repertório moderno e contemporâneo de música clássica, o Gnu – nome em referência ao mamífero africano - tem como principal objetivo difundir parte significativa da produção musical dos séculos XX e XXI, rica em linguagens, sonoridades e percepções. É conhecido por interpretar peças de compositores brasileiros e estrangeiros, entre nomes consagrados e jovens promessas, buscando criar uma atmosfera propícia à escuta através do prazer na execução das obras e do diálogo com o público.

Desde o início de sua formação, em 2003, o grupo vem contribuindo para o cenário da música contemporânea, através de encomendas e estréias de peças a nível mundial ou nacional – número que ultrapassa 50 peças estreadas, de compositores como os brasileiros Sergio Roberto de Oliveira, Alexandre Schubert, Marcos Lucas, Caio Senna, J. Orlando Alves, Neder Nassaro, Paulo Rios Filho, Guilherme Bertissolo, Alexandre Espinheira, Danilo Guanais e Luciano Leite Barbosa; os americanos Rami Levin e David Vayo; o inglês Alan Williams; o canadense Trevor Siemens e o norueguês Eivind Buene, dentre tantos outros.

O grupo já foi convidado a participar de importantes eventos da música de concerto atual, como as Bienais de Música Contemporânea Brasileira, promovidas pela FUNARTE, nas quais o Gnu é indicado como o grupo de preferência de vários compositores; dos Panoramas da Música Atual Brasileira, da Escola de Música da UFRJ; da série “Prelúdio 21 – música do presente”, realizada no Centro Cultural Justiça Federal pelo grupo de compositores Prelúdio 21; e da série “Música Agora na Bahia”, em Salvador (2010). Dentre os palcos que o grupo já se apresentou, estão a Sala Cecília Meireles, o Salão Nobre do Teatro Municipal de Niterói, o Espaço Cultural Municipal Sérgio Porto, a Sala FUNARTE Sidney Miller, a Sala Villa-Lobos, o Teatro da Reitoria da Universidade Federal da Bahia e o Salão Leopoldo Miguez. Além dos concertos propriamente ditos, o grupo investe na atividade de formação de platéia dentre o público jovem, tendo realizado duas oficinas de composição musical e um concerto didático para os estudantes do Colégio Pedro II.

Na busca pela excelência na interpretação musical, o grupo tem recebido profissionais com sólido conhecimento do repertório moderno e contemporâneo, que muito contribuíram para que o Gnu chegasse à sua performance atual. Estas contribuições se deram por meio de 'masterclasses', como a de improvisação dada pelo compositor e saxofonista norueguês Rolf-Erik Nistrom; do trabalho direto com os compositores através de ensaios abertos de suas peças, como no caso dos compositores Rami Levin e Davis Vayo (EUA), Alan Wiliams (Inglaterra), Eivind Buene (Noruega), Danilo Guanais (RN) e compositores do grupo Prelúdio 21; ou do intercâmbio cultural, como o promovido com a estada do maestro Cesário Costa (Portugal), regente do famoso conjunto Orchestrutópica e da Sinfônica do Porto, que preparou com o grupo um programa com obras selecionadas do repertório contemporâneo português.