
Foto: divulgação
Roteiro de shows do Rio de Janeiro
Por Paula de Paula
06 de janeiro - Sexta, na Parada da Lapa
Na próxima sexta, 06 de janeiro, o cantor, músico e produtor Leandro Sapucahy arma sua roda de samba na Parada da Lapa e apresenta as canções do novo trabalho “Malando Também Ama”, além de composições de artistas como Arlindo Cruz, Sombrinha, Almir Guineto, Zeca Pagodinho, entre outros. E nada de show do palco: os músicos vão se apresentar num autêntico “pagode de mesa”, com o público se acabando de sambar em volta. O evento tem cara de happy hour e começa
a partir das 19h.
Leandro, que integra a mesma geração de sambistas de Diogo Nogueira e Marcelo D2 na fase atual, está divulgando seu quarto CD, “Malandro Também Ama”, lançado em abril deste ano. Com 14 faixas, sendo uma delas gravada junto com o grupo Revelação, este trabalho marca uma mudança na postura do artista. Se antes seu samba de roda fazia crítica social a partir da vida nas favelas do Rio de Janeiro, agora a voz grave e afinada ganhou veludo para cantar o amor. O samba romântico e o partido alto, aliás, nunca deixaram de fazer parte de seus shows, mas não eram o foco principal.
Sua entrada no mundo musical foi como assistente de produção de grandes profissionais do ramo, como Alceu Maia e Bira Hawai. Conhecer o mecanismo fonográfico, a música de qualidade e tocar vários instrumentos lhe credenciaram a preparar o disco de estreia, “Cotidiano” (2006), já com a participação de estrelas reluzentes do samba, como Zeca Pagodinho, Arlindo Cruz e Marcelo D2. Em “Favela Brasil” (2008), um álbum CD/DVD, Leci Brandão, Seu Jorge, Fernandinho Beat Box, Mc Marcinho, Mc Marechal e, novamente, Arlindo Cruz foram os convidados. Em ambos, Leandro usou do discurso politizado para ecoar a tensão permanente do fogo cruzado e a degradação social nos morros.
A terceira passagem pelo estúdio resultou em “Cantando Roberto Ribeiro” (2009), no qual gravou sucessos e raridades do compositor falecido em 1996. Não foi por acaso a escolha deste ícone da escola Império Serrano para cortejar o samba tradicional. Ribeiro era um dos músicos preferidos da mãe de Leandro, Jacy, que sonhava em ser cantora profissional e influenciou o filho com os sambas cantarolados em casa. Depois desta espécie de transição, que repaginou até o seu visual marrento, o artista chega a 2011 sorridente, dando vazão ao romantismo, mas mantendo em trânsito a figura central do malandro carioca – que não disputa mais o poder na favela, mas o coração da mulher amada.
Roda de samba do Leandro Sapucahy - 06 de janeiro - Sexta, às 20h30.
Local: Parada da Lapa - Rua dos Arcos, s/n – Lapa ( Capacidade: 400 pessoas) Telefone: (21) 2524-2950. Abertura da casa: 19h. Início dos shows: 20h30. Ingressos: R$ 40,00 (inteira) R$ 20,00 (meia). Lista-amiga ou flyer: R$25,00
Classificação etária: 18 anos. O local possui acesso para deficientes físicos.
Por Márcia Quintanilha
06 de janeiro de 2012 - Sexta
Foto: divulgação
Dia 06 de janeiro, sexta, o cantor e compositor Rogerinho Ratatúia, sobe no palco do Bola
Preta para fazer o seu primeiro show do ano e receberá alguns convidados do mundo do
samba como: Milton Costa Junior, Jorgynho Chinna II, Pedrinho da Flor, Mariano Maia
Busson, Kátia Torres, Marcelo Coisa Nossa(Brasília), Grupo Finalmente (Novela Aquele
Beijo), Dilma Oliveira, Márcia Moura Moura e Luciano Ibiapina (Lançando seu CD). Bola Preta - Rua da Relação, 03 - Lapa. Dia 06 de janeiro, sexta ás 21h. R$ 15,00.
Classificação: 14 anos.
07 de janeiro - Sábado
Foto: divulgação
O Sururu na Roda é formado por Nilze Carvalho – voz, cavaquinho e bandolim -, Fabiano Salek - voz e percussão -, Sílvio Carvalho - voz, percussão e cavaquinho – e a recém-chegada, Juliana Zanardi - voz e violão.
O grupo faz num das mais badaladas rodas de samba e foi parte integrante no processo de revitalização da Lapa, bairro ícone da boemia do Rio de Janeiro.
Com dez anos de trabalho calcado no samba e no choro e três discos lançados, o Sururu na Roda se mantém ligado à proposta de resgate cultural do cancioneiro popular e propõe releituras de outros diversos ritmos que constroem a música popular brasileira.
Uma das grandes marcas do grupo é sua sonoridade que expressa diferentes nuances de timbres. Isso ocorre com muita naturalidade pelo fato de seus integrantes serem cantores e instrumentistas, cada um proveniente de um contexto musical diferente, trazendo para o grupo sua bagagem e suas influências. O resultado é uma grande mistura dos gêneros da música brasileira, uma verdadeira miscigenação musical, um grande Sururu!
Nos shows no Centro Cultural Carioca o grupo conta com a participação especial de Éber de Freitas ou Diego Zangado.
Sururu na Roda - Centro Cultural Carioca.
Rua do Teatro, 37 - Centro. Tel.: (21) 2252-6468 - (21)2242-9642.
07 de janeiro - Sábado, às 23h. Couvert R$ 25.00
05 de janeiro - Quinta
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Formado por João Callado (cavaquinho), Bernardo Dantas (violão de 7 cordas), Bruno Cunha (voz e percussão), Marcos Esguleba (percussão) e Mestre Trambique (percussão), o Grupo Semente se estabeleceu como um dos mais importantes da Lapa, sendo apontado como um dos responsáveis pela revitalização e pelo movimento cultural de reinvenção da noite desta região do Centro do Rio de Janeiro. A carreira do Grupo começou em 1998 se apresentando no Bar Semente, acompanhando a cantora Teresa Cristina. Depois do sucesso no Semente, que além do reconhecimento rendeu ao grupo seu nome, passaram a se apresentar, junto com a cantora, em outras casas noturnas da Lapa para um público cada vez maior, transformando o bairro num pólo de atividades culturais e num dos locais de maior visibilidade da noite carioca.
Grupo Semente - Centro Cultural Carioca
Rua do Teatro, 37 - Centro. Tel.: (21) 2252-6468 - (21)2242-9642.
05 de janeiro - Quinta-Feira 20h30. Couvert R$ 20.00
Foto: divulgação
Fundado em 1948, o tradicional Bar Brahma era reduto de empresários, intelectuais, músicos, poetas e políticos nas décadas de 50 e 60, sendo considerado referência em requinte. Personalidades como Adoniran Barbosa, Fernando Henrique Cardoso, Jânio Quadros, Orlando Silva e Vicente Celestino batiam cartão por lá.
Durante a repressão militar empreendida nos anos 60 - e ao longo de 21 anos - o espaço se tornou centro de debates políticos entre os estudantes e também para os negócios dos fazendeiros interioranos. Nas décadas seguintes, mais precisamente 70 e 80, o bar sofreu com o declínio da região central, assistindo ao afastamento gradual de público (assustado com o quadro de descaso social e consequente violência).
O mês de julho de 1997 marca a primeira tentativa da casa em se re-erguer, sob a alcunha de São João 67Mas a virada foi adiada para 9 de janeiro de 2001, quando um novo Bar Brahma surgiu sob a batuta de Álvaro Aoás e Luis Marcelo Lacerda.
Atualmente, o lugar mantém decoração contemporânea com toques das tendências vigentes há 50 anos. Móveis daquele período, como cadeiras, lustres e pianos de meia-cauda, fora restaurados.
Cerca de 1.500 apresentações sobem ao palco a cada ano. Entre elas, artistas como Cauby Peixoto, Demônios da Garoa, Mariana Belém e Elza Soares.
Bar Brahma Capacidade: 610
Endereço: Avenida São João, 677, No cruzamento com a Av. Ipiranga Centro
Cartões: cheque, visa, mastercard, american express, dinners, ticket refeição, vale refeição, visa vale
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