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DICAS DE VIAGEM

New York - NY USA

Mapa Escandinávia

Foto: Cardoso

Nova York

Por Myrthes Lima

10/09/2010 –  6ª feira
Chegada ao aeroporto JFK às 08hs30min PM. Voo tranquilo, direto de Los Angeles, sem turbulências.
Já tínhamos decidido pegar um taxi, a conselho da Alina, que tinha estado em NY há uns meses e nos deu uma idéia do valor: cerca de 50 dólares.
O motorista, que parecia um chinês, foi simpático e prestativo. Nos ajudou com a bagagem.

Jantamos num restaurante pequeno, próximo ao hotel, bem simpático. Até o nome: Terrazza Toscana.
Notei que nosso vizinho de mesa tomava com gosto uma sopa. Deu pra ver que era uma sopa de cebola. Imitei e fiquei satisfeita com a escolha. Ainda mais acompanhada de uma taça de vinho. Cardoso escolheu quiche lorraine e também ficou satisfeito. Um bom prenúncio!

Nosso hotel fica bem próximo a Times Square e demos uma volta pela praça. Estava cheia de gente barulhenta, música alta tocando. Outdoors luminosos, super coloridos, nos prédios. São interessantes, mas o conjunto não me agradou, achei muito brega.
Saímos logo dali e andamos um pouco pelas ruas em volta do hotel, localizado na 50th St. entre a 8th e a 9th Avenue. Nesse trecho, a Broadway Ave. fica entre a 8th e a 7th Ave. e Times Square fica na Broadway Ave.
Não nos perdemos e fiquei realizada!

11/09/2010 – sábado
Café da manhã – waffles no Cosmic Dinner, perto do hotel – crocante, bem gostoso.

Onze de setembro, um dia trágico para a cidade de Nova York. Cardoso tinha lido que havia um plano de queimar um Alcorão em praça pública e eu estava preocupada com o que poderia acontecer. Mas nada aconteceu, ainda bem. Foi um dia tranquilo.
O tempo estava bom e saímos a pé explorando a redondeza. Chegamos à Quinta Avenida e fiquei maravilhada com tudo que vi. Bem em frente a nós a St Patrick’s Cathedral. É uma bela construção neogótica e a maior catedral católica dos Estados Unidos. Deixamos para entrar no dia seguinte, pois eu pretendia assistir à missa do meio-dia.  Andamos na direção do Central Park e logo chegamos ao MoMA – exposição temporária de Matisse. Resolvemos ficar por ali mesmo e visitar o museu, que por qualquer motivo não tínhamos visitado em nossa ida anterior a Nova York, quinze anos atrás.

Começamos a visita pelo 6º andar, onde estava instalada a exibição das obras de Matisse: as telas dispostas de acordo com os períodos que marcaram a evolução de sua arte. Um mural com explicações claras sobre cada período muito facilitou minha visita, já que não conheço tanto o trabalho desse artista tão importante. Além das telas, algumas esculturas. Fiquei realizada em visitar essa exposição.
Passamos depois aos andares inferiores. No 5º, pintura e escultura I (de 1880 a 1940). Belos Picassos, mais Matisses, inclusive o impactante “A Dança”. No 4º, pintura e escultura II (de 1940 a 1970) – artistas contemporâneos importantes, inclusive Andy Warhol.
Pausa para um lanche no Café do Museu. Bem instalado e bem freqüentado. Para nós ainda hora do café, mas para vários freqüentadores, já happy hour. Tive até inveja da senhora elegante sentada ao meu lado, tomando proseco e comendo queijinhos. Ficamos no museu até a hora de fechar. Gostei imensamente de ter, finalmente, conhecido o MoMA.

Jantar – saímos do hotel procurando um restaurante na 52th St, indicado por minha amiga Maria de Lourdes, que muito conhece a cidade e dá excelentes dicas, mas não achamos logo. A fome apertou e entramos num italiano que nos atraiu na 51th St – Azalea.
A refeição constou de:
Starter: Sformata de gorgonzola com pêra
Prato principal: tagliatelle com funghi
Pedimos a entrada e prato principal para dividir, como fazemos com freqüência e nos satisfaz. Mas desta vez achamos que foi pouco. O “bolinho” de gorgonzola com pêra estava delicioso, ainda mais acompanhado de vinho tinto italiano. E a massa, idem, idem. Se algum dia lá voltarmos, e espero que aconteça, não vamos dividir...

12/09 – domingo
Café da manhã – Au Pain Quotidien
Esse foi o lugar para o qual recebemos mais indicações. E com razão. Ambiente fino: salão bem montado, música suave, bom serviço. Comemos croissants e tomamos cafe latte, numa xícara bem grande, quase uma tigela, charmosa. Antes, suco de laranja. Tudo delicioso! Confirmou as recomendações. Só foi preciso andar muito para queimar as calorias.

Missa na St Patrick’s Cathedral ao meio dia. Missa solene, com música. Gostei muito de ter assistido a essa missa no início de nossa estada em Nova York. Embora não tenha mais religião, a atmosfera de religiosidade do templo e o ritual da missa me fazem bem. Após a missa, percorremos a bela catedral admirando os vitrais e as imagens nos altares laterais. Num deles, o santuário mais novo – o de Nossa Senhora de Czestochowa. O altar é de mármore branco com nichos incrustados com mosaicos dourados. No centro se destaca o Ícone de Czestochowa. É um ícone antiqüíssimo, que veio da Polônia, e foi consagrado pelo Papa João Paulo II pouco antes de sua morte. Precioso!
A catedral estava cheia de gente, não só dos fiéis que tinham assistido à missa, como também de turistas circulando, admirando e fotografando as inúmeras obras de arte que aí se encontram.

Quando saímos, chovia. Confirmando o que a recepcionista do hotel respondeu quando Cardoso, pelo telefone, perguntou a previsão do tempo. Foi preciso comprar um guarda chuva numa banca de jornal. Acontece que vínhamos de Los Angeles, onde nunca chove, e não estávamos prevenidos.
Já protegidos, resolvemos pegar um ônibus para ir a Greenwich Village. Minha amiga das boas dicas garantiu-me que os ônibus são confortáveis e seguros e que é muito fácil usá-los. Compramos um passe na estação do subway e procuramos no mapa a linha que nos levaria lá. Ficamos um pouco incertos sobre onde saltar pois não nos lembrávamos dessa parte da cidade. A princípio achamos que não tínhamos acertado, mas logo surgiu um bistrô atraente – French Roast – e entramos para almoçar. Estava cheio de gente bem vestida e bastante animado. Comi eggs benedictine, sempre pensando na salmonela, mas sempre não resistindo – deliciosos!
Olhando pela janela do bistrô, me chamou a atenção uma torre pontiaguda, no topo de um edifício avermelhado muito atraente. Procurei depois no guia: Jefferson Market Courthouse. Aí funcionou um mercado e uma corte de justiça, mas durante muito tempo ficou desativado. Na década de 1950, conservacionistas fizeram uma campanha para restaurar a torre e, depois, o prédio todo. Hoje aí funciona uma sucursal da Biblioteca Pública de Nova York. Vale uma visita...

Depois, mesmo debaixo de chuva, andamos pelas ruas do bairro, bem movimentadas. Entramos na Barnes&Nobles (excelente livraria), Staples (excelente papelaria) e num super mercado refinado. Comprei cogumelos secos variados para trazer para minhas filhas “gourmets”.
Pegamos uma rua transversal, Waverly Place, cujos edifícios são brownstones. Construídos com pedras locais, eram as casas preferidas da classe média no sec. XIX. No subsolo de uma destas casas encontramos um dos restaurantes indicados por nossa agente de turismo – Babbo – cujo chefe é famoso e cuja especialidade são massas sofisticadas. Ainda era cedo para jantar, mas fiquei tentada a voltar para provar essas massas, embora os preços não fossem assim tão atraentes...
Desembocamos em Washington Square, tão conhecida dos amantes de literatura, título de um livro do famoso escritor americano Henry James. Como a chuva não dava trégua, decidimos retornar ao hotel e deixar para explorar a praça num dia mais agradável.

Jantar – Olive Garden em Times Square. Menos agitada do que na sexta-feira, mas ainda brega. A chuva continuou até a noite e fez frio.

13/09 – 2ª feira
a wonderful day”, de acordo com a recepcionista do hotel. Que surpresa agradável! Céu azul, temperatura ideal. Próprio para um passeio pelo Central Park. Muitas moças empurrando carrinhos de neném, outras caminhando ou mesmo correndo. Casais mais velhos, como nós, simplesmente passeando.

Passamos pelo Rose Center for Earth and Space, um enorme cubo de vidro tendo ao centro uma esfera de 26 cm de diâmetro. Instalado nessa esfera está o Hayen Planetarium que, de acordo com o que li a respeito, deve ser um espetáculo. Nem pensamos em visitar, não estava incluído em nossa lista de prioridades. Mas, depois que vi e tive mais informação, fiquei super interessada.
Adiante, à nossa esquerda, o Delacorte Theater, onde atores famosos encenam peças de Shakespeare todos os verões. Em frente, fotografamos duas estátuas representando Romeo and Juliet e Tempest. Gostei de ver o bardo inglês presente aí no maior e mais popular parque de Nova York.
 
Terminamos nosso passeio no Metropolitan Museum of Art. Estava fechado, não abre às segundas-feiras, como a maioria dos museus. Ainda bem que noutra ocasião já tínhamos demoradamente percorrido esse importantíssimo templo da arte.
Mas, para nossa sorte, o Gugenheim foge à regra e, embora os quatro andares inferiores estivessem fechados ao público devido à instalação de novas exposições, foi possível apreciar sua arquitetura arrojada, inovadora e fazer a visita dos dois superiores. No quinto andar, a Galeria Thannhauser, amostra espetacular de telas famosas de Impressionistas e Cubistas. Fazem parte de uma doação feita por um casal de colecionadores de arte e pertencem ao acervo do museu. Uma preciosidade! No sexto andar, exposição temporária – Grey Area – de uma artista americana nascida na Etiópia, Julie Mehretu. As composições foram inspiradas em Berlim, cidade onde Mehretu criou seus trabalhos. São telas abstratas, de colorido suave. Gostei bastante!

Almoçamos numa deli na Madison Avenue, próximo ao museu. Muito bem freqüentada e com boas ofertas de saladas e tortas salgadas. Sofisticadas!
Depois do almoço, uma olhada rápida no comércio, e que comércio. Sofisticado! E algumas comprinhas... Voltamos ao hotel pra descansar. Tínhamos andado à beça!!!

Jantar – no Soho, numa tratoria – Il Corallo. Ambiente simples, aconchegante. Comida típica italiana, farta, saborosa. Vinho italiano, saboroso.
Andamos um pouco, não muito, pois já era tarde e tinha pouco movimento nas ruas. Resolvemos voltar outro dia pra conhecer melhor esse bairro de Nova York atualmente tão badalado.

14/09 – 3ª feira
Café da manhã na Pax Wholesome Food, uma lanchonete que tem produtos orgânicos e naturais. O iogurte com granola e fruta é muito bom. E oferece tudo que a gente tem o hábito de comer no café da manhã: suco de laranja, café com leite, pão integral. Grande descoberta! Agora podemos variar, um dia American breakfast, outro Brazilian. Em minha opinião, bem mais saudável e bem menos engordativo.

Passeio pela Highline, uma antiga linha de trem desativada que se transformou em um jardim suspenso bastante original. Margeia o Hudson e de algumas partes tem-se uma vista bonita do rio. Além disso, nos oferece perspectivas inéditas dos edifícios da cidade, inclusive do Empire State. É um espaço novo e, pelo que percebi, está sendo incrementado com algumas atrações. Já exibe duas obras de arte interessantes: “Viewing Station”, de um artista chamado Richard Galpin, um dispositivo com um visor sobre uma tela de metal, através do qual se olha e a vista dos prédios ao longo da 10th Avenue se transforma numa composição abstrata; “A Bell for Every Minute” de Stephen Vitiello (2010) – trabalho de arte que apresenta gravações de sinos encontrados na cidade de Nova York e áreas adjacentes.

Tivemos muita sorte com o tempo em Nova York. Chuva, só um dia; temperaturas amenas. Mas nessa manhã estava sol e fazia bastante calor. No entanto, nos entretemos lendo mensagens sobre arte expostas em outdoors na parte final da caminhada. Até fotografamos uma para depois colocar no Facebook e enviar para nosso professor de História da Arte – “Art is as heavy as sorrow, as light as a breeze, as bright as a na idea, as pretty as a picture, as funny as money, and as fugitive as fraud.” Pena que não mencionava o autor...
Ainda passamos pelo Meatpacking, antigo domínio dos açougueiros e hoje uma área sofisticada com prédios moderníssimos e vida noturna agitada. Descemos na Gansevoort Street, famintos e acalorados.

Almoço no Pastis, um bistrô em Chelsea, bem próximo, bastante movimentado. Deve ser badalado.  Comi “omelette aux herbes”, Cardoso, “fish and chips”. Bistrô francês, prato típico inglês, prato típico francês, cerveja belga. Cosmopolita, como tudo em Nova York.

Visita à loja da Apple, bem próxima de onde estávamos - três andares dedicados à tecnologia da informação. O edifício, em forma de cubo, é super moderno por dentro, tudo em vidro e aço inoxidável, atraente. Freqüentado por aficionados pelos produtos da marca e, também, curiosos, como nós. Não tive a impressão de que os freqüentadores estivessem tanto comprando. Mais admirando e experimentando os lançamentos.

Noite – Jazz at Lincoln Center à 7:30.
Pensávamos que era no complexo do Lincoln Center e para lá fomos. Estava uma tarde gloriosa e a praça central cheia de gente. Admirei a artística fonte e a escultura do famoso escultor Henry Moore. Procuramos pelo local do concerto de jazz e fomos informados que se realiza no Warner Center, a dois quarteirões dali, em frente ao Columbus Circle. Mais um cenário cinematográfico essa praça, num canto do Central Park, onde se destaca uma estátua de mármore de Cristovão Colombo.

O Warner Center é um edifício de 80 andares com lojas no térreo e um supermercado fantástico no subsolo. Ainda uma loja enorme da Border’s, excelente livraria, na sobreloja. As duas salas de espetáculo que compõem o clube de jazz são moderníssimas e têm a melhor acústica da cidade. Observando recomendação de uma amiga, chegamos bem antes do show para conseguir uma mesa perto da janela a fim de apreciar o pôr do sol sobre o Central Park. Valeu a pena! Foi um pôr de sol soberbo, emoldurado pelo skyline dos edifícios de Manhattan contra o céu violeta.
Como não podia deixar de ser, pedimos um Manhattan, nosso drinque favorito, para brindar a hora e o local. Tomamos nosso aperitivo, grande e divino, acompanhado de um mix caramelado e apimentado. Depois sopa de crawfish e crab.
Detalhe: nosso Manhattan é preparado com uísque, bourbon e vermute. O que tomamos lá levou cointreau ao invés de vermute. E ficou delicioso...
O show foi de alto nível, dois solistas excelentes, um tocando sax e o outro trompete, e uma orquestra de jazz amadora mas muito bem conduzida.
Tudo perfeito! Programa imperdível! Posso dizer que foi o ponto alto de nossa estada.
Na saída ainda passamos na Border’s. Encontrei os livros que estava procurando e os CDs para minha filha. 

15/09 – 4ª feira
Durante este quase mês que estamos fora de casa, fomos fazendo compras, para nós, encomendas, presentes e, sem querer perder tempo, enfiando as coisas na “duffel bag”, o nome que nossa nora dá para um bolsão verde que acomoda tudo. Na saída de Los Angeles, organizei um pouco, mas em New York baguncei de novo. A manhã foi dedicada a deixar tudo em ordem para a viagem de volta na quinta-feira. Saímos na hora do almoço e fomos comer no Le Pain Quotidien – um sanduíche saboroso de salada de atum. O pão desse bistrô é maravilhoso.

À tarde – 5ª Avenida – olhando as lojas, entrando em algumas, procurando um esmalte que nossa neta tinha encomendado, impossível de encontrar. Acabei comprando outra marca, nas cores pedidas, pra não deixar de levar, depois de tanto procurar.
Atrás do esmalte entramos na Sack’s, pois a vendedora de uma perfumaria nos informou que encontraríamos lá. Negativo. Mas valeu a pena ter entrado. É uma loja de departamento de alto nível, chiquérrima. Não para nossas posses, tudo caríssimo, mas adorei conhecer.

Noite – Broadway Theater: Promises, Promises.
Esse musical, recém lançado, nos foi recomendado por uma amiga de nossa nora que vive em Nova York. Como tem diálogos de um humor perspicaz, às vezes fica difícil entender, a gente perde os cacos. Mas as músicas, de Burt Bacharat, são muito bonitas e os cantores muito bons, especialmente a principal – Kristin Chenoweth – cuja voz é excelente. As mudanças de cenário também são muito bem feitas, dinâmicas. Foi um bom programa!

Na saída estava fazendo bastante frio e já era tarde. O jeito foi comer uma pizza por ali mesmo. Não era o jantar que eu tinha planejado para o último dia...

16/09 – 5ª feira
Últimos preparativos.

À uma hora deixamos a bagagem no store room do hotel e fomos almoçar no Soho, onde tínhamos estado só de passagem à noite. Eu queria ver melhor este bairro de NY, hoje provavelmente o mais comentado. Marquei no nosso mapa algumas ruas que minha amiga das dicas me informou serem as melhores: Bleecker, Prince, Spring, Broome, Grand e West Broadway – o coração da área.
Saltamos do ônibus na esquina da Prince e procuramos um restaurante. Nos atraiu um bistrô – Lês Amis – e fizemos uma refeição leve mas deliciosa. Brindamos com vinho nossa estada em NY.
Percorremos as ruas indicadas, eu deslumbrada com o comércio. Só não chegamos a West Broadway, que fica bem abaixo.

Na hora de voltar ao hotel, tivemos dificuldade em pegar um taxi. Todos cheios. Quando paravam, eram disputadíssimos. O tempo fechou e começamos a ficar preocupados. Finalmente, um carro particular parou e se ofereceu para nos levar ao hotel – a um preço bem alto – mas, dadas as circunstâncias, aceitamos.

Assim que chegamos ao hotel, desabou um temporal com ventania forte. Bobeada grande – não tínhamos tratado um carro para nos levar ao aeroporto como normalmente fazemos. Na verdade, cheguei a falar com a recepcionista do hotel pela manhã, mas ela garantiu que não havia necessidade.  Confiamos porque vimos sempre tantos taxis na rua e, a não ser nesse último dia, foi sempre fácil pegar um. No entanto, foi um problema conseguir um àquela hora, com aquele temporal, que aceitasse ir ao aeroporto. Finalmente o porteiro do hotel conseguiu se comunicar com uma senhora que se dispôs a nos levar. Mal sabíamos que havia um motivo para tanta dificuldade. Tinha havido um tornado em Jamaica, o bairro onde fica o aeroporto, e os acessos estavam todos interrompidos. Tinham razão os motoristas que não queriam se aventurar a ir até lá.
Apesar de muito trânsito, fomos bem até certo ponto. Mas quando chegamos a Queens, estava tudo parado. Percebemos que nossa motorista conhecia bem a região, pois saiu da rua principal e se enfiou pelas transversais tentando escapar. Sem êxito. Eram árvores caídas por todo lado, bloqueando a passagem. Carros na contra mão tentando o mesmo que ela. Cada vez pior.
Pelo rádio do carro ouvíamos as notícias. Desanimadoras. O caos era geral naquela área. Nossa motorista se comunicava pelo celular com pessoas da família, presas também nos engarrafamentos. Falavam em espanhol e pudemos entender que todos moravam por ali e não conseguiam chegar aos seus destinos. Pra encurtar, levamos quatro horas e meia para fazer um percurso que leva, normalmente, 45 minutos. Que aflição!

Resultado: perdemos o avião!!! Nem conseguimos acreditar que nosso vôo tinha saído apesar do tornado. Assim como nós, muitos passageiros, tanto da nossa companhia, como de outras, tinham ficado para trás. Um caos total no saguão do aeroporto.
Nossa passagem foi remarcada para o dia seguinte. Como não havia mais lugar no vôo direto, tivemos que voltar fazendo conexão em Miami, o que tínhamos procurado evitar quando fizemos as reservas antes da viagem. Com muita dificuldade conseguimos um quarto num hotel nas cercanias e lá chegamos exaustos. 
Fim complicado para uma estadia perfeita!

 "So one of the great things about the High Line is it gives us great vistas onto the city and this is an artwork by an artist named Richard Galpin, it's called 'Viewing Station,' and it similarly plays with that new perspective that the High Line gives us," Ross said. "So, the artist has constructed this apparatus. Visitors to the park can look through the viewing box, which lines up with the metal screen that has geometric shapes cut out of it and then view of the buildings across 10th Avenue are transformed, the whole view becomes an abstract composition that, in a way, is more like a painting than looking at actual space."

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