PUBLICIDADE

Teatro Rio

TEATRO - RIO DE JANEIRO

O Papa e a Bruxa

O Papa e a Bruxa

Foto: Luiz Doroneto

Roteiro de teatro Rio de Janeiro

Por Lucas Arantes (Assessoria de Imprensa CAIXA Cultural Rio de Janeiro)

Parlapatões com o espetáculo “O Papa e a Bruxa”

Após temporada de sucesso em São Paulo, chega ao Rio de Janeiro a montagem do grupo Parlapatões com o humor ácido de Dario Fo

Dias 22, 23 e 24 de abril na Caixa Cultural Rio de Janeiro – Teatro Nelson Rodrigues

A comédia O Papa e a Bruxa marca a maioridade dos Parlapatões, com três apresentações na CAIXA Cultural Rio de Janeiro nos dias 22, 23 e 24 de abril. O grupo, que em 2011 completa 20 anos, traz o texto tão engraçado quanto ácido do dramaturgo italiano Dario Fo, Nobel de Literatura de 1997. A peça encara com humor temas polêmicos como a liberalização das drogas, o celibato e o aborto.

“O Papa e a Bruxa” é um texto inédito no Brasil. A encenação, dirigida por Hugo Possolo, vem celebrar o humor crítico, cheio de improvisos, de comunicação direta com a plateia, que caracteriza a trupe parlapatônica.

Sinopse de O Papa e a Bruxa

O Papa está no Vaticano com um enorme problema de coluna, que o faz caminhar com dificuldades e com pânico de receber milhares de crianças na Praça São Pedro. Cardeais de sua assessoria o pressionam para que fale com jornalistas, que o aguardam para uma coletiva de imprensa. Diante de um ritmo acelerado de fatos e decisões, recebe seu médico que o auxiliará na sua dor e em sua confusão mental. Porém o médico não dá conta da tarefa, mas uma freira que o acompanha mostra-se poderosa em soluções. O Papa percebe que a freira tem poderes muito mais que científicos.

Após uma série de peripécias, o Papa constata que a freira viveu na África e se tornou uma curandeira. Assustado, ele expulsa a freira do Vaticano. Pouco tempo depois, a crise de dor aumenta de maneira incontrolável e o Papa, à paisana, resolve procurar a freira/bruxa para resolver seu problema.

Parlapatões

Nos primórdios dos Parlapatões, um texto teve grande importância para a formação do grupo: Primeiro Milagre do Menino Jesus, de Dario Fo, que marcou o início de uma busca de textos teatrais instigantes que reforçassem linguagem popular e épica que o circo trazia. Alguns anos depois, em 1995, Luca Baldovino trouxe sua tradução de O Papa e A Bruxa, texto de Fo de 1989, entrou nos planos dos Parlapatões.

“Em 2006, quando da visita do novo Papa Bento XVI ao Brasil e toda a campanha de recrudescimento da Igreja Católica em relação à teologia da libertação, nos remeteu a uma nova leitura do texto de Fo,” conta o diretor Hugo Possolo. Para ele, nos textos estão questões ainda presentes no cotidiano brasileiro, como a condenação pela Igreja católica ao uso de preservativos em tempos que a Aids não é mais uma epidemia carregada de preconceitos sexistas, mas uma ameaça que pode ser evitada e controlada. Outra questão atual é o uso de drogas e sua relação com a violência.

Por se tratar de um texto sobre a Igreja, aborda o jogo de poder, seja na religião católica ou evangélica. Os conflitos político-religiosos também são temas de grande relevância que perpassam a peça. “A busca constante dos Parlapatões de unir humor e lirismo, com uma raiz popular de linguagem, espírito circense e um forte acento na disputa pelo espaço de pensamento encontra em O Papa e A Bruxa um importante marco para o grupo”, afirma Possolo.

Aliando o espírito anárquico e iconoclasta dos Parlapatões a uma dramaturgia estruturada, com alto conteúdo provocativo, surge a pólvora que torna o palco um componente explosivo de riso e reflexão.

Texto: Dario Fo | Tradução: Luca Baldovino
Adaptação e Direção: Hugo Possolo
Elenco: Hugo Possolo, Carmo Murano, Raul Barretto. Armando Júnior, Fabek Capreri, Alexandre Bamba, Fernanda Cunha, Hélio Pottes, Adonis Comelato, Ronaldo Cahin

JPG Oferta da Semana 300x250 VI

Serviço

Parlapatões com o espetáculo “O Papa e a Bruxa”
Local: Caixa Cultural Rio de Janeiro – Teatro Nelson Rodrigues
Av. República do Chile, 230, Anexo, Centro (Metrô: próximo à estação Carioca)
Datas: Dias 22, 23 e 24 de abril (Sexta, sábado e domingo)
Horário: às 19h30
Ingressos: R$ 15,00 (inteira) e R$ 7,50 (meia-entrada)
Capacidade: 388 lugares (sendo 2 para cadeirantes)
Classificação indicativa: 14 anos.
Acesso para portadores de necessidades especiais
Acesse a programação da CAIXA Cultural: www.caixa.gov.br/caixacultural