Teatro São Paulo

TEATRO SÃO PULO

O CHÁ DAS QUINTAS

O CHÁ DAS QUINTAS

Foto: Arnaldo Torres

Complexo Cultural Funarte São Paulo

Por Ieda Passos

O CHÁ DAS QUINTAS

02 a 28 de maio de 2010

O espetáculo “O Chá das Quintas”, obra do autor maranhense Aldo Leite, em cartaz em São Paulo no teatro Sílvio Romero desde o dia 2 de abril, ficará mais um mês em cartaz em São Paulo, até o dia 28 de maio. “É mais uma oportunidade para que os paulistanos possam ver esta peça que fala de forma bem humorada sobre os males que afetam os seres humanos, como a loucura, a inveja e o ciúme”, diz a diretora da peça Eudósia Acuña Quintero.

A peça marca a fundação do Núcleo de Arte Eudosia Acuña Quintero, projeto cultural que irá atender crianças e jovens de baixa renda. “O objetivo é sensibilizar pela vivência artística, tirá-los das ruas e oferecer a oportunidade de uma profissão”, diz a diretora.

Atriz muito ativa nas décadas de 60 e 70, com personagens marcantes em telenovelas como Sangue do meu Sangue, Os inocentes, Ídolo de Pano; O Velho, o Menino e o Burro e A Viagem, e no teatro com Roda Viva, Marta Saré e A Cantora Careca dentre os mais importantes, a atriz, diretora, professora e doutora Eudosia teve um período sabático.

Na década de 80, afastou-se por um tempo dos palcos e refletores para dedicar-se à vida acadêmica agregando à sua formação em Educação Artística e Canto o bacharelado em Fonoaudiologia. Nos anos 90 ingressou na Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo como docente na área das Artes Cênicas onde também pós graduou-se como Mestre e Doutora. Desde a década de 80 até à atualidade, Eudosia vinha exercendo a função de gestora de entidades do Terceiro Setor.

Hoje, com 22 anos de contato diário e ininterrupto com comunidades de baixa renda, ela se viu estimulada a retornar aos palcos, desta vez como diretora, para alavancar recursos e fundar um núcleo de artes.

O Chá das Quintas

A peça mostra de forma bem humorada, situações absurdas, dolorosas, vivenciadas por duas professoras que, por anos seguidos, se encontram regularmente todas as quintas-feiras para tomar chá. Nesses encontros, uma professora laureada, de educação à francesa disputa seu espaço com a amiga, tenaz defensora do vernáculo português. São encontros pretensamente de amizade porém marcados por cobranças, desentendimentos e neuroses pessoais que se transformam em conflitos e fantasias vividas por duas pessoas solitárias, reféns de costumes e regras sociais.

O texto aborda o drama existencial no estilo do dramaturgo Eugène Ionesco, um dos maiores expoentes do teatro do absurdo. Ionesco, muito longe de ridicularizar as situações mais banais humanas, procurava retratar em suas peças, de forma palpável, a solidão do ser humano. “O Chá das Quintas é um jogo. Um exercício de sobrevivência em que duas (dois, tanto faz) personagens encontram-se uma vez por semana para preencher suas respectivas solidões”, diz o autor Aldo Leite.

“Acontece que uma vez ou outra, mesmo sabendo de antemão que estão num jogo de faz de conta, está ou aquela esquece que está jogando e assume um comportamento de realidade, embaralhando o jogo. Ao final, não apenas eles, mas o próprio espectador é driblado nesse jogo que não tem vencedor nem vencido”, completa.

Ficha técnica: Autor: Aldo Leite Direção: Eudosia Acuña Quinteiro. Elenco: André Falcão e Antônio da Câmara

Teatro Sílvio Romero – Shopping Silvio Romero
Rua Coelho Lisboa, 334, Tatuapé. Informações  2093-2464.
Sexta às  21h. R$40,00
Temporada:  02 a 28 de maio de 2010
Classificação: 16 anos | Duração: 60 minutos.
Vendas: na bilheteria do teatro e no www.ingresso.com