Teatro Infantil

TEATRO RIO DE JANEIRO

O PRINCIPEZINHO DO DESERTO

O PRINCIPEZINHO DO DESERTO

Foto: Mauro Kury

Teatro do Leblon (Sala Marília Pêra)

Teatro

O PRINCIPEZINHO DO DESERTO

Por Ney Motta | Arte Contemporânea – Assessoria de Comunicação e Imprensa

Peça inspirada no clássico de Saint-Exupéry
estréia dia 12 de setembro no Teatro Leblon

Uma espécie de Shakespeare infantil. Assim o diretor Almir Telles define o clássico O pequeno príncipe, de Antoine Saint-Exupéry. Por isso, escolheu a história do menino que passeia pelos planetas e ensina a enxergar com o coração para ser contada no espetáculo “O principezinho do deserto”, primeira montagem infantil do Grupo Sarça de Horeb, que neste ano comemora 20 anos de atividades. A estréia acontece dia 12 de setembro, no Teatro do Leblon, Sala Marília Pêra. Neste dia (12/9), quem entregar uma rosa vermelha na bilheteria ganha um ingresso.

“O texto, cheio de tiradas clássicas sobre as relações humanas, tem uma essência muito bonita”, diz Telles, que também é responsável pela adaptação do clássico. “No lugar da competição, vem a amizade; no lugar da raiva, vem a compreensão; e ao invés da violência, o amor”, completa.

O diretor não vê problemas no fato de a história já ter sido contada muitas vezes no teatro: “A mola mestra da nossa montagem é o cenário, que muda, assim como a música, a cada planeta visitado.”

Na peça, o mesmo cenário se desdobra em planetas, que representam os vícios da sociedade. O espetáculo cujo elenco tem Bernardo Cerveró, Clara de Andrade, Gustavo Guenzburger e Jean Beppe, mostra através de uma linguagem cênica criativa, colorida, alegre e envolvente, que as coisas simples continuam sendo as mais importantes para que as crianças cresçam sem esquecer a ternura e a pureza da infância.

Telles define seu teatro como "uma ferramenta de educação para mudar o mundo; através do teatro desenvolve-se a visão crítica de nossa sociedade e o respeito aos direitos humanos, valores básicos para a formação da cidadania".

Teatro do Leblon (Sala Marília Pêra).
Rua Conde Bernardote 26, Leblon – 2274-3536. Sáb. e dom., às 17h. R$30.
Até 11 de outubro. 50 minutos.
Livre (Recomendado para crianças acima de 6 anos).

O Grupo Sarça de Horeb existe desde 1989 e mantém um núcleo permanente de criação, produção e pesquisa, liderado pelo seu diretor artístico Almir Telles e pelos atores Bernardo Cerveró, Clara de Andrade e Gustavo Guenzburger. Seu repertório procura explorar o homem em todas as suas dimensões: espiritual, política, social e poética. Nestes 20 anos de existência, o Sarça de Horeb já se apresentou para mais de 500.000 espectadores de todo o país, tendo estabelecido parcerias sólidas com mais de 200 instituições, entre escolas, prefeituras, Ministério da Cultura e empresas patrocinadoras. O próximo espetáculo do Grupo Sarça de Horeb, previsto para o segundo semestre de 2009, terá direção musical de Cláudio Botelho.

Almir Telles, 67 anos, cearense, fundador e diretor artístico do Grupo Sarça de Horeb. Pelo grupo já escreveu e dirigiu vários espetáculos premiados, entre eles: “A Via Sacra” (1989), “Torturas de um coração” (1991), “Brasil: Nunca Mais - De Getúlio aos Generais” (1994), “Sua Incelença, O Nordeste” (2002), e “A Beata Maria do Egito” (2005), este último protagonizado por Patrícia França com participação do ator Roberto Pirilo. Telles encenou também espetáculos de Shakespeare, Ariano Suassuna, Thornton Wilder, João Cabral de Melo Neto, Luiz Marinho, e muito outros. Como ator, Telles trabalhou em inúmeras montagens históricas, ao lado de atores e diretores consagrados, como: Fernanda Montenegro, em “O Interrogatório”; Antunes Filho, em “Júlio César”; e Celso Nunes, em “Equus”. No entanto, o que veio a se tornar marca na sua carreira foi a tarefa de dirigir e formar jovens atores e platéias, criando vários grupos e espetáculos para este fim. Telles atua há mais de 30 anos como professor de teatro, e desde 1989 dá aulas de interpretação no curso de formação profissional para atores da CAL. Foram seus alunos: Marcos Palmeira, Moacyr Góes, Cláudio Botelho, entre muitos outros hoje famosos. Almir Telles define seu teatro como "uma ferramenta de educação para mudar o mundo; através do teatro desenvolve-se a visão crítica de nossa sociedade e o respeito aos direitos humanos, valores básicos para a formação da cidadania".

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