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TEATRO - SÃO PAULO

OhAmlet - Roberta Ninin (em cena)

Um Hamlet moderno, brasileiro, tropical, com Ray Conniff, Paralamas e Maquillage

Foto: Alicia Peres

Roteiro cultural São Paulo

Por Canal Aberto Assessoria de Imprensa / Márcia Marques

Um Hamlet moderno, brasileiro, tropical, com Ray Conniff, Paralamas e Maquillage

07 a 29 de Julho de 2011 - Quinta e sexta, no SESC Consolação

As festas na Casa da Dinda, na era Collor, e os governos anteriores alçados ao poder mediante fatalidades e/ou impedimentos são inspiração para algumas cenas do espetáculo

Na entrada, a plateia ganha pipoca. Mas não estamos no circo, nem no cinema. Assim, com pipoca servida ao público, começa o espetáculo OhAmlet – do Estado de Homens e de Bicho, que estreia dia 07 de Julho de 2011, no SESC Consolação, no Espaço Beta. Baseado em Hamlet de Shakespeare e na fábula Amlet de Saxo Grammaticus - historiador medieval dinamarquês -, tem dramaturgia e encenação de Evill Rebouças.

Algumas palavras podem definir o espírito transgressor desta nova montagem da Cia. Artehúmus: brasilidade, tropicalidade e atualidade. Somadas a essas características, o humor e o deboche chegam à cena por meio do sarcasmo e da fina ironia, ao mostrar as manobras de quem quer ou está no poder.

A história, já conhecida do grande público, encontra aparatos inusitados, mas pertinentes, nesse OhAmlet da Cia. Artehúmus de Teatro. Em cena, o trono de Hamlet é uma cadeira de praia; a posse do rei e da rainha transforma-se num carnaval; Ofélia, já morta, aparece em cena como um pote cheio de pipocas, colocado no microondas. Na trilha sonora, Ray Conniff, Kenny G, Maquillage e Panamericano para remeter aos tempos atuais a história do rei morto por seu irmão, em busca do trono da Dinamarca.

O figurino, extenso, é composto por 106 peças de roupas que remontam a um tempo passado, envelhecido; as coroas dos reis são feitas de ossos de animais mortos; a morte de Polônio é simbolizada com uma língua de vaca, trazida à cena. Na ressignificação de ícones dos tempos modernos, a serviçal de Ofélia põe em cena uma prospecção do que seria o amor de Hamlet pela jovem moça, manipulando os bonecos Barbie e Ken.

Evill Rebouças diz sobre o trabalho: ”Um tom festivo, irônico e sarcástico em relação ao poder (seus vícios e virtudes; mais vícios que virtudes) nortearam a pesquisa feita para esse OhAmlet. Elementos do passado e atuais da nossa história foram inseridos na montagem, porque poder e governos se sucedem copiosamente. E quem diz se é aqui ou na Dinamarca, é o público.”Essa é a décima primeira encenação da Cia. Artehúmus de Teatro, coletivo que reúne, seja no seu currículo de grupo ou no currículo de seus integrantes, as indicações e prêmios APCA, Mambembe, APETESP, Panamco, Femsa, Cooperativa Paulista de Teatro, entre outros.

O atual trabalho resulta de um ano de investigações realizadas a partir do Projeto OhAmlet – Expedições Poéticas e Públicas, contemplado na 16ª edição da Lei de Fomento para a Cidade de São Paulo.

Sinopse

Os mortos de Elsinore convidam o povo a conhecer situações trágicas e cômicas que permeiam uma disputa de poder. O jovem Hamlet, ainda que morto, mas ensimesmado em sua existência, contrata a Cia. Artehúmus de Teatro para encenar o assassinato de seu pai e quem sabe, descobrir quem realmente o tirou do poder.

SESC Consolação – Espaço Beta (60 lugares). Rua Dr. Vila Nova, 245 - 3º andar – Vila Buarque- São Paulo/SP Fone: (11) 3234.3000 Temporada: De 7 a 29 de Julho de 2011, quintas e sextas-feiras, 21h. Ingressos: R$ 2,50 (trabalhador no comércio e serviços matriculado e dependentes), R$ 5,00 (estudantes/ melhor idade/ usuário matriculado); R$ 10,00 (inteira). Duração: 90 minutos Classificação: 14 anos