Shows - São Paulo

SHOWS - SÃO PAULO

Virgínia Rosa encerra programação do projeto
Palavra de Paulista 2

Virgínia Rosa canta Itamar Assumpção

Foto: divulgação

TEATRO CLEYDE YÁCONIS

Por Douglas Picchetti / Arteplural Comunicação

Quarta, 1 de setembro, de 2010 - Grátis

O Palavra de Paulista 2 encerra sua programação com o show de Virgínia Rosa interpretando canções de Itamar Assumpção, antigo companheiro de profissão e peça fundamental no início de sua carreira musical. O show inédito acontece na quarta-feira, 1 de setembro, 18h30, no Teatro Cleyde Yáconis e tem entrada franca.

Foi na banda de Itamar Assumpção Isca de Polícia, em 1979, que Virgínia Rosa fez o seu primeiro trabalho profissional, como backing vocal durante 5 anos. “Ensaiávamos todos os dias, ele exigia exclusividade. Não dava tempo de se envolver em outra banda. Itamar era muito criativo, em cada show mudava o arranjo. Tinha uma inquietude de criatividade muito grande. Foi um trabalho intenso, de grande aprendizado”, conta a cantora.

Para o repertório do show, Virginia Rosa destaca O Batuque, que deu nome ao seu primeiro álbum em carreira-solo, em 1997, Fico Louco, Beijo na Boca e Luzia. Para a cantora, homenagear Itamar Assumpção num show dedicado exclusivamente a ele é uma expectativa muito grande. “Ele influencia o meu trabalho até hoje. Com o Itamar aprendi coisas enquanto estava em formação artística, que estão presentes até hoje. É uma honra interpretá-lo”.

O projeto Palavra de Paulista homenageia a música composta por artistas paulistas, que nem sempre são valorizados como merecem. “A ideia é fazer isso por meio do talento de cantoras que têm uma relação forte com a cidade”, diz Fernando Cardoso, diretor do evento. Em sua primeira edição, em 2008, o Palavra de Paulista homenageou Rita Lee, Paulo Vanzolini, Adoniran Barbosa, Eduardo Gudim e Guilherme Arantes. Nesta edição de 2010, além de Virgína Rosa, as cantoras Tetê Espíndola, Maria Alcina e Célia homenagearam Arnaldo Black, Arnaldo Antunes e João Pacífico, respectivamente.

A escolha da intérprete é feita a partir do compositor a ser homenageado. Fernando Cardoso procura algum vínculo entre os artistas e afirma que tanto a proximidade quanto a distância são critérios válidos para essa união fazer sucesso. “Tetê Espíndola é casada com Arnaldo Black, e foi ele quem compôs o seu maior sucesso. Já Célia, viveu um desafio, pois foi a primeira vez que se arriscou na música sertaneja”, completa.

Sobre Virgínia Rosa

Desde criança ouvindo a mãe cantarolando Elisete Cardoso, Virgínia Rosa teve uma formação musical muito sólida. Seu pai, que quando jovem tocava sopro em uma banda de coreto no interior de Minas, tinha sempre um violão à mão, e gostava de ficar sempre cantando com as filhas: ‘Elvira Escuta’ era a preferida. Foi com ele também que a futura cantora conheceu os Beatles e Secos e Molhados. Quando adolescente chegou a participar de festivais estudantis e chegou a fazer algumas apresentações. Mas apenas em 1979 foi que ela começou a cantar como vocalista da banda Isca de Polícia, de Itamar Assumpção. Ainda na década de 80 se tornou vocalista do grupo Mexe com Tudo, com o qual trabalhou por sete anos e excursionou para a França e outros países da Europa. No início da década de 90, partiu para carreira solo fazendo diversos shows pelo Brasil. Em 1997 lançou seu primeiro álbum (Batuque), onde, entre outros, homenageou o ex companheiro de banda Itamar Assumpção.

Sobre Itamar Assumpção

Nascido em 13 de setembro de 1949, no Tietê, Itamar de Assumpção foi um compositor, cantor, instrumentista, arranjador e produtor musical brasileiro, que se destacou na cena independente e alternativa de São Paulo nos anos 1980 e 1990. Logo cedo, experimentou a mistura dos sons do rock com o samba e o funk, criando uma linguagem urbana, trazendo ainda na bagagem sua experiência como ogã no terreiro de Candomblé de seu pai. Itamar compunha apoiado na linha do contrabaixo e foi diretamente responsável pela aproximação de Alice Ruiz à Vanguarda Paulista, quando mostrou ao público os sons dos versos da poeta. Foi o mais assíduo parceiro de Alice Ruiz, Alzira Espíndola e Ná Ozzetti e também parceiro de Tetê Espíndola, até a data de sua morte, em 2003. Entre composições suas que fizeram sucesso com outros interpretes estão Nego Dito, com o sambista Branca de Neve, e Já deu pra sentir, com Cássia Eller. Faleceu vítima de câncer, em 12 de junho de 2003.

Entrada franca. Shows às 18h30. Ingressos podem ser retirados a partir de 15h.
TEATRO CLEYDE YÁCONIS (288 lugares) - Avenida do Café, 277 - Jabaquara.
Estação Metrô Conceição.Telefone (11) 5070-7018.
Estacionamento - Rua Guatapará, 170 www.teatrocleydeyaconis.art.br