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PROMOÇÃO DE INGRESSOS - SÃO PAULO

Paulo Freire inspira coreografia MARCHAS, da Cia. Sansacroma, que estreia na Galeria Olido

Foto: divulgação

Por Canal Aberto Assessoria de Imprensa / Márcia Marques

"Eu morreria feliz, se eu visse o Brasil cheio em seu tempo histórico de marchas. Marcha dos que não tem escola, marcha dos reprovados, marcha dos que querem amar e não podem..."
(Paulo Freire)

25 de fevereiro a 18 de março de 2012 - Ninho Sansacroma

Na vida do filósofo e educador Paulo Freire a palavra “autonomia” sempre foi regra, e não exceção. A necessidade pela autonomia moveu-o, ainda criança, a iniciar sua própria alfabetização utilizando gravetos e escrevendo no chão, debaixo de uma mangueira. Essa condição de escolher as leis que regiam seu próprio destino é o que inspirou a diretora artística Gal Martins, da Cia Sansacroma, a criar o espetáculo MARCHAS, que estreia dia 02 de fevereiro de 2012 na Galeria Olido (Av. São João, 473, Centro, São Paulo). A temporada tem entrada franca e vai até o dia 05 de fevereiro.

Contemplado pela 10ª Edição do Programa de Fomento à Dança para cidade de São Paulo, o projeto MARCHAS, homônimo ao espetáculo, inclui outras ações que vão além da pesquisa e montagem da coreografia, como a formação de público, através das ações de agentes que articularam a solidificação de uma plateia que frua a dança contemporânea com mais regularidade. Gal Martins fala sobre: "Para a companhia, não há produção de obra artística sem pensar no público que vai desfrutá-la, e esse diálogo direto e educacional com a comunidade é essencial. Como já dizia Solano Trindade: ‘É preciso pesquisar nas fontes de origem e devolver ao povo em forma de arte’".

Marchas fecha a trilogia Militantes do Ideal

A trilogia Militantes do Ideal tem como mote de pesquisa a militância de personalidades que lutaram em prol da justiça e da igualdade social, como Solano Trindade e Patrícia Galvão, a Pagú. Desse estudo, nasceram os três espetáculo que compõem a trilogia: Solano em Rascunhos (2008) Angu de Pagú (2010) e agora esse Marchas (2012), sobre o pensamento e obra de Paulo Freire, que encerra a investigação sobre homens e mulheres que tentaram e conseguiram, com suas trajetórias, mudar o olhar sobre a causa pela qual militavam. A ideia, segundo a diretora Gal Martins, não é vê-los como heróis, e sim, como pessoas comuns que vivenciaram intensamente uma luta pessoal pelo coletivo: “Escolhi o nome ‘Marchas’ para o espetáculo que fecha essa trilogia porque evidencia exatamente o tipo de provocação que a companhia pretende ter como postura artística”, sintetiza a diretora.

A trajetória de Freire sempre chamou a atenção de Gal Martins. As várias contradições encontradas na história do filósofo e educador instigaram a artista. Frases como "Marx para o agora e Jesus para eternidade", alimentaram a inspiração para um espetáculo. “Paulo era um católico praticante e também marxista, na minha cabeça isso é algo difícil de entender, mas ao mesmo tempo encantador. Considero-me Freiriana em todas as minhas ações, como cidadã, artista, mãe, filha e educadora”, explica a diretora.

Segundo Ivan Bernardelli, diretor coreográfico, o espetáculo pode ser resumido no seguinte pensamento: “o homem em busca de sua completude a partir da admissão de sua essência”, dada a força dramatúrgica e estética das coreografias.

O espetáculo

No palco, sete intérpretes-criadores, todos integrantes do elenco fixo da Cia Sansacroma, que tem sede na região do Capão Redondo, zona sul de São Paulo. O processo de investigação durou seis meses, envolvendo pesquisa em livros, linguagem e estética corporal, e laboratórios de criação.

A cenografia põe no palco, em algumas coreografias, terra, elemento que serviu como base para a alfabetização de Paulo Freire, pois foi desenhando no chão, com gravetos, que aprendeu as primeiras letras. Sacos de areia, pendurados, invocam as obras de Ernesto Neto, artista carioca contemporâneo, que cria obras que se situam entre esculturas e instalações.

Os figurinos, assinados pela artista plástica Mariana Farcetta, Ivan Bernardelli e Gal Martins, terão uma aparência de peças gastas, “pelo tempo e pelas lutas”, como define o trio.

Serviço

25 de fevereiro a 18 de março de 2012 - Ninho Sansacroma
Rua Dr. Luís da Fonseca Galvão, 248 - Pq Maria Helena - Capão Redondo
Tel. (11) 5511-0055 (100 m do metrô Capão Redondo – Linha Lilás)
Dias e horários: aos sábados às 21h e domingos às 19h - Entrada franca
Duração: 55 minutos. Classificação: 16 anos

Cristian Duarte no HOT 100 - The Hot One Hundred Choreographers

Uma coleção coreográfica que reúne referências de cem artistas e espetáculos que influenciaram a carreira do bailarino

10 a 26 de fevereiro de 2012 - Teatro Cultura Inglesa Pinheiros

HOT 100 – The Hot One Hundred Choreographers

Foto: divulgação

Como discutir no corpo uma série de referências acumuladas ao longo de uma trajetória artística? O bailarino e coreógrafo Cristian Duarte busca problematizar essa questão com o espetáculo solo HOT 100 – The Hot One Hundred Choreographers, que cumpre temporada de 10 a 26 de fevereiro de 2012 no Teatro Cultura Inglesa-Pinheiros (R. Deputado Lacerda Franco, 333 – Pinheiros). Esse projeto foi realizado com o apoio do Governo do Estado de São Paulo, Secretaria de Estado da Cultura – Programa de Ação Cultural – 2011, contemplado com o APCA 2011 de Criação em Dança e atualmente concorre ao Prêmio Governador do Estado.

Criado em colaboração com o artista Rodrigo Andreolli, o ponto de partida – e de inspiração - para a concepção de HOT 100... foi a obra do artista escocês Peter Davies, que elencou em uma tela multicolorida uma lista de cem artistas/obras de sua preferência, a qual ele chama de “The hot one hundred”. Cristian Duarte transportou esse procedimento de Davies para o ambiente coreográfico, colocando-o em contato com uma série de cânones e artistas que o instigaram em sua trajetória em dança contemporânea.

Cristian Duarte selecionou cem grandes artistas/coreógrafos/espetáculos a partir de uma lista particular que, de alguma forma, influenciou seu percurso na dança. HOT 100... é recheado de referências que vão do clássico ao pop, reveladas no palco não de uma forma simplesmente narrativa ou ilustrativa, mas em coreografias que se transformam e se sobrepõe à luz das suas referências pessoais, das conexões existentes durante sua caminhada na dança contemporânea. “Este espetáculo não é uma representação de trechos coreográficos de outros artistas, trata-se de um recorte das tendências artísticas que me acompanham. Mostro as nuances de passagem de uma referência à outra, uma certa negociação do corpo e sua memória, mas não as represento de forma figurativa”, explica Duarte.
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