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Teatro de Dança

DANÇA - SÃO PAULO

São Paulo Companhia de Dança

São Paulo Companhia de Dança

Foto: Silvia Machado

Roteiro cultural de São Paulo

Por Décio Hernandez Di Giorgi

São Paulo Companhia de Dança estreia trabalhos no Sesc Pinheiros

A SPCD apresenta duas novas peças em março: a remontagem de Legend (1972), de John Cranko e Inquieto (2011), de Henrique Rodovalho

A estreia da primeira temporada da São Paulo Companhia de Dança no ano de 2011 está marcada para o mês de março (dias 26, 27 e 31 de março e 1, 2 e 3 de abril) e acontecerá no palco do Sesc Pinheiros. A Companhia – companhia criada e mantida pelo Governo do Estado de São Paulo desde 2008 – estreia duas novas obras: Legend, deJohn Cranko, remontada por Richard Cragun, e Inquieto, de Henrique Rodovalho. Theme and Variations, de George Balanchine, já presente no repertório da Companhia compõe o programa das noites.

O Sesc, instituição parceira da Companhia desde 2008,  também receberá os programas educativos e de formação de plateia da São Paulo Companhia de Dança, promovendo assim a Palestra com o Professor, Espetáculos Abertos para Estudantes e Espetáculo Para Terceira Idade, Figuras da Dança Comentado e Canteiro de Obras Comentado. Essas atividades têm entrada gratuita mediante inscrição pelo e-mail educativo@spcd.com.br

Com três anos de existência, a São Paulo Companhia de Dança, criada em janeiro de 2008, pela Secretaria de Estado da Cultura do Governo do Estado de São Paulo, e instituída como equipamento cultural desta secretaria já produziu 12 obras, fez mais de 165 apresentações em 26 cidades e foi assistida por mais de 110 mil pessoas. Saiba mais no texto institucional deste material.

AS ESTREIAS

LEGEND (1972)| É um pas de deux neoclássico imortalizado por seus intérpretes, Márcia Haydée e Richard Cragun, que aborda o lirismo do amor entre um homem e uma mulher pela suavidade dos passos, pela confiança e entrega nos movimentos e pelo desafio da fusão dos corpos em tênues equilíbrios.

A coreografia de John Cranko (1927-1973) teve como inspiração a túnica da lendária bailarina Galina Ulanova (1910-1998) recebida por Richard Cragum e dada a Márcia Haydée. Ulanova iniciou sua carreira profissional no Kirov Ballet, em 1928, e de 1944 a 1962 e foi primeira bailarina no Ballet Bolshoi. Sua dança se tornou emblemática pela plástica dos movimentos, primorismo técnico, versatilidade e expressividade. A túnica utilizada por Ulanova foi o figurino usado por Márcia na estreia de Legend, em 29 de junho de 1972.

A música Legend, op. 17, utilizada por Cranko na coreografia foi composta, em 1859, pelo violonista polonês Henryk Wieniawski (1835-1880), como uma confissão de amor a sua futura esposa Isabel Hampton.

O filme The Turning Point (Momento de Decisão| 1977), dirigido por Herbert Ross, traz um trecho dessa coreografia.

A remontagem de Legend para a São Paulo Companhia de Dança é assinada por Richard Cragun e esta é a primeira vez que a peça é apresentada por uma companhia no Brasil.

COREOGRAFIA | John Cranko (1927-1973) foi um dos mais representativos coreógrafos da Europa durante a década de 1960 por conseguir elevar o nível do balé alemão mediante a combinação de elementos clássicos e modernos. Nasceu na África do Sul e estudou na Cape Town University Ballet School. Em 1946 mudou-se para Londres, onde passou a integrar o Sadler´s Wells Theatre Ballet. Parou de dançar aos 23 anos e começou a coreografar. Tornou-se diretor do Sttutgart Ballet, em Sttutgart, Alemanha, em 1961, Entre suas principais peças destacam-se Romeu e Julieta (1962), Eugène Oneguin (1965), Présence (1968), A Megera Domada (1969), Brouillards (1970), e Traces (1973).

REMONTAGEM | Richard Cragun (1944) foi o grande intérprete de Legend, ao lado de Márcia Haydée, sua partner por mais de 30 anos. Americano de Sacramento começou seus estudos em dança ainda criança com aulas de sapateado com Jean Lucille, e de balé clássico com Barbara Briggs. Posteriormente estudou na School of Fine Arts, no Canadá e na Royal Ballet School, em Londres. Em 1962 integrou como bailarino profissional o Sttutgart Ballet, em Sttutgart, Alemanha. Três anos mais tarde se tornou primeiro bailarino da companhia. Dançou diversos balés de Cranko como solista, entre eles: A Megera Domada (1969), Carmen (1971), Requiem (1977), e outros. Em 1996 assumiu a direção artística da Berlin Opera Ballet. Mora no Brasil desde 1999.

INQUIETO (2011) | Em Inquieto Henrique Rodovalho apresenta três faces do desassossego. Três personagens marcam a cena e pouco a pouco revelam diferentes inquietudes diante do mundo: uma velada, aparentemente imóvel, que transparece em pequenos gestos quase incontroláveis; outra determinada, como uma linha que risca de forma direta todo o espaço da cena; e outra traduzida propriamente em movimento: o corpo em suas diferentes articulações, conexões e sinuosidades expandidas no espaço.

No desenvolvimento da peça, o terceiro personagem se desdobra em dez: os movimentos se multiplicam, passam pelos distintos intérpretes, como se fossem um e ao mesmo tempo muitas facetas da inquietude humana, criando novas estruturas e repetições com variantes.

O desenho do corpo no espaço se completa com o traço do cenário de Shell Jr. em permanente construção na cena. A luz também cria o espaço, recortando o palco e enfatizando determinados momentos da obra. Os riscos do figurino de Cássio Brasil acentuam as sombras e dobras do corpo e a música de André Abujamra cria o ambiente e revela as dinâmicas da obra.

Imobilidade e movimento, sombra e luz, linhas retas e sinuosas. As polaridades vistas na cena nos instigam a interrogações em torno do espaço e suas possibilidades e invenções revelam um pouco da apreensão cotidiana.

COREOGRAFIA | Henrique Rodovalho é o diretor artístico e coreógrafo residente da Quasar Cia. de Dança, de Goiânia. Autor de mais de 20 coreografias é formado em Educação Física pela Universidade Estadual de Goiás/Eseffego e Artes Marciais. Ao longo dos anos, sua linha de pesquisa baseada na complexidade existencial do corpo e da alma, resultou na criação de inconfundíveis signos rítmicos, que deram identidade própria à Quasar, alternando momentos de vigor e pungência, humor e simplicidade. Entre seus principais trabalhos destacam-se coreografias como Quasar Erudito (1994); Registro (1997); Divíduo (1998); Coreografia para Ouvir (1999); Mulheres (2000); Empresta-me Teus Olhos (2001); O+ (2004), Tão Próximo (2010), e outras.

MÚSICA | André Abujamra é músico, compositor, arranjador, produtor, ator e diretor. Foi líder do grupo Karnak, banda que recebeu o Prêmio APCA (Associação Paulista de Críticos de Arte) como Melhor Grupo do Ano (1995). Como produtor foi responsável pela produção do primeiro LP da Banda Vexame, do CD Tem Mas Acabou, do grupo Pato Fu e do CD Sem título, de Tom Zé. Reconhecido também pelo seu trabalho como compositor de trilhas, recebeu diversos prêmios, como o Fandango, em Brasília, pela trilha sonora de A revolução dos Canudos, e em Recife pelo filme Bicho de 7 Cabeças. Na televisão foi um dos responsáveis pela trilha sonora do programa infantil Castelo Rá-tim-bum (TV Cultura). Como ator integrou o elenco dos filmes Sábado e Boleiros, de Ugo Giorgetti, Castelo Rá-tim-bumO Filme, de Cao Hamburger, e Durval Discos, de Ana Mulayert. Em carreira solo lançou os CDs Infinto de Pé, Retransformafrikando, e sua mais recente produção, Mafaro (2010).

FIGURINOS | Cássio Brasil começou sua trajetória nas artes em cima dos palcos, como ator, mas foi na direção e criação de figurinos que destacou-se como um dos mais competentes profissionais da área. Como figurinista, Cássio mostrou sua capacidade criativa em diversas áreas; no teatro criou figurinos para peças como Frankensteins, dirigida por Jô Soares (premio Shell de Figurino); e óperas, como O Barbeiro De Sevilha, do Teatro Municipal de São Paulo. No cinema vestiu o elenco de Falsa Loura (Carlos Reichembach), Contador de Histórias (Luis Villaça) e Linha De Passe (Walter Salles), entre outros. Na televisão assinou os figurinos de Escrava Isaura e Essas Mulheres (TV Record), Retrato Falado e Te quero América (TV Globo). Para a dança já assinou figurinos para diversas companhias como Raça Cia. de Dança e Quasar Cia. de Dança.

CENOGRAFIA | Shell Jr. é artista plástico, cenógrafo e diretor de arte.  Cursou artes plásticas, na Universidade Federal de Goiás e arquitetura, na Universidade Católica de Goiás. Em sua carreira se dedicou aos trabalhos de direção e produção de arte no cinema, no teatro e na dança. No cinema trabalhou com diversos curtas, realizados no Estado de Goiás, e em longas metragens como: Brava Gente Brasileira (Lúcia Murat) e Abril Despedaçado (Walter Salles). No período de 1994 a 2004 produziu com a Quasar Cia. de Dança, com direção de Henrique Rodovalho, alguns espetáculos como: O Ovo da Galinha (1993); Senhores de Pouca Visão (1993); Registro (1997); Coreografia para Ouvir (1999); Empresta-me Teus Olhos (2001).

REMONTAGEM

THEME AND VARIATIONS (1947) | é mais uma das grandes obras do russo George Balanchine sobre o Movimento Final da Suíte nº3 para Orquestra em Sol Maior Op. 55r, de Tchaikovsky. A peça consiste em 12 variações, nas quais os bailarinos apresentam os temas que serão retomados ao longo da coreografia. No desenrolar da obra, o casal principal intercala sua participação com o corpo de baile, que dá força ao trabalho e sustenta a obra. Os bailarinos entram dois a dois e aos poucos a cena está montada para outro momento particular, a polonaise, quando os 13 casais se preparam para uma diagonal, na qual a música ascendente de Tchaikovsky faz com o que corpo fique suspenso por alguns instantes.
A remontagem de Theme and Variations para a São Paulo Companhia de Dança é assinada por Ben Huys, indicado pela Balanchine Trust, e os figurinos foram executados por Tânia Agra, que criou “espartilhos mais curtos e bandejas de tutus menores para que as bailarinas pareçam mais longas para a remontagem”. “A composição das cores dos figurinos visa à harmonia perfeita entre os grupos que compõem o balé”, relata Tânia. Duração: 23 minutos.

COREOGRAFIA | George Balanchine (1904-1983) Começou a estudar balé aos dez anos, na Escola de Dança de São Petersburgo. Formou-se em 1921 e integrou o balé GATOB (nome pelo qual foi conhecido o teatro Mariinski, entre 1919 e 1991; e a partir de 1935, passou a ser conhecido como Balé Kirov). Paralelamente à formação em dança, estudou no Conservatório de Música de Petrogrado. Teve sua estreia como coreógrafo em 1923, e, no ano seguinte, passou a integrar os Balés Russos (1909-1929), de Sergei Diaghilev (1872–1929), em que dançou e depois passou a coreografar. Em 1932, colaborou com os Balés Russos de Monte Carlo (1932–1963) e, em 1933, foi convidado por Lincoln Kirstein (1907–1996) para criar uma identidade para o balé nos Estados Unidos por meio de uma escola clássica, a School of American Ballet, que posteriormente deu origem ao New York City Ballet.

MÚSICA| Pyotr Ilyich Tchaikovsky(1840-1893)foi o primeiro compositor russo a dar ao balé sua plena dimensão orquestral. Aprendeu a tocar piano aos cinco anos com a mãe. Foi aluno da Escola de Direito de São Petersburgo, mas logo abandonou a carreira para dedicar-se à música, após ingressar no Conservatório de São Petersburgo em 1863, aos 23 anos. Em 1865, tornou-se professor da Sociedade Musical Russa de Moscou, ocupando a cátedra de harmonia. Compôs três das mais marcantes obras para balé de todos os tempos: O Lago dos Cisnes (1877), A Bela Adormecida (1890) e O Quebra-Nozes (1892).

REMONTAGEM | Ben Huys (1967) nasceu na Bélgica e estudou na Escola Municipal de Balé da Antuérpia, sob a direção artística de Jos Brabants. Em 1985, venceu o Prix de Lausanne, competição internacional de dança, na Suíça, e recebeu uma bolsa para continuar seus estudos na School of American Ballet, em Nova York.  Em 1986, passou a integrar o New York City Ballet. Dançou os principais papéis em balés de George Balanchine, Jerome Robbins (1918–1998) e Peter Martins. Inspirou o papel Príncipe Desejo na produção de Martins para A Bela Adormecida. Participou como convidado de diversas companhias no mundo, atuando em peças do repertório de Balanchine, Robbins, Anthony Tudor (1908 – 1987), William Forsythe, Heinz Spoerli, Maguy Marin, Oscar Araiz, James Kudelka, Nacho Duato, Ohad Naharin, entre outros.  É o atual ensaiador de The George Balanchine Trust®, The Jerome Robbins Rights Trust e Christopher Wheeldon. Além de Theme and Variations remontou, para a São Paulo Companhia de Dança, Serenade (1935) e Tchaikovsky Pas de Deux (1960).

FIGURINOS | Tânia Agra (1949) é figurinista de balé e teatro, professora e coreógrafa. Mantém seu ateliê no Rio de Janeiro desde 1989, e trabalhou com produções de diversos coreógrafos, como Carlos Moraes, Eleonora Oliosi, Flávio Sampaio, Regina Sauer, Vitor Navarro, Heron Nobre, entre outros. Como convidada do Festival de Dança de Joinville em 2003, apresentou pela primeira vez no Brasil, um desfile de trajes de balé de repertório, resultado de sua pesquisa sobre o figurino na dança. Tânia também foi responsável pelos trajes do acervo particular de bailarinas como Ana Botafogo e Áurea Hammerli. Atualmente participa de concursos e mostras de dança como comentarista de figurinos e ministra palestras sobre o tema.

PROGRAMAS EDUCATIVOS E
DE FORMAÇÃO DE PLATEIA

Os programas educativos e de formação de plateia da São Paulo Companhia de Dança promovem a aproximação do público com o universo da dança por meio de palestras, apresentações e ensaios abertos gratuitos que apresentam o processo de preparação e montagem dos espetáculos, além de oficinas para bailarinos com professores da Companhia.

Nessa temporada de espetáculos a Companhia promove o Palestra com o Professor, Espetáculos Abertos para Estudantes,  Espetáculo para Terceira Idade, Figuras da Dança Comentado e Canteiro de Obras Comentado.

Os participantes podem acompanhar não somente o resultado final dos espetáculos, mas também as etapas intermediárias envolvidas, conhecendo os bastidores, os aspectos técnicos e artísticos de um espetáculo de dança e o contexto histórico e artístico das obras apresentadas. Com seus programas educativos a São Paulo, em três anos de atividades, atingiu aproximadamente 30 mil pessoas entre educadores, alunos e bailarinos.

PALESTRA COM O PROFESSOR

O projeto Palestra com o Professor foi concebido para aprofundar o contato entre o público e o universo da dança. A palestra, que é ministrada por Inês Bogéa, diretora da Companhia e acompanhada da projeção de um documentário produzido especialmente para a ocasião, oferece uma abordagem multidisciplinar dessa arte, utilizando-a como tema ou elemento para atividades educativas e de sensibilização tanto para o ensino regular quanto para ações de arte-educação, educação inclusiva e ensino de artes.

Nesse encontro os participantes recebem um DVD– o mesmo exibido na palestra - acompanhado de material impresso com explicações e sugestões de atividades para os alunos em sala de aula. Inês coloca de maneira clara e viva a importância da dança no dia a dia de professores e estudantes. Os participantes também aprendem novas formas de inserir a dança no cotidiano. O material visa dar maiores ferramentas para que os professores possam dialogar com o universo da dança abordado pela São Paulo Companhia de Dança.

Entre os temas abordados pelos DVDs estão: Caixa-Preta, Vida de Bailarino e Uma Roupa Que Dança. O encontro é uma ocasião de diálogo direto entre o educador e a São Paulo Companhia de Dança, com espaço para perguntas e sugestões.

A atividade acontecerá no dia 22 de março, às 19h, na Sala de Leitura (2º andar), do Sesc Pinheiros. As inscrições para as 60 vagas disponíveis serão feitas apenas pelo educativo@spcd.com.br

ESPETÁCULOS ABERTOS PARA ESTUDANTES

Nos Espetáculos Abertos para Estudantes, os alunos já preparados por seus professores, conhecem de perto o processo de criação e montagem das coreografias da Companhia. Além de assistirem a apresentação de algumas peças ou trechos da temporada, conhecem os bastidores da cena por meio de vídeos ou passeios monitorados. O material impresso, produzido especialmente para o projeto, tem a colaboração de cartunistas reconhecidos e é feito para tornar as informações acessíveis e lúdicas. Os Espetáculos Abertos desta temporada serão apresentados no dias 24 e 25 de março, as 15h. A atividade é gratuita mediante inscrição pelo e-mail educativo@spcd.com.br ou retirada de ingresso antecipada no balcão de convidados, do Sesc Pinheiros. Sujeito à disponibilidade de convites.

ESPETÁCULOS PARA A TERCEIRA IDADE

Espetáculos com atividades envolvendo a plateia aproximam os espectadores ao universo da dança. Isso acontece no Espetáculo para a Terceira Idade, que compreende além de apresentações de obras do repertório da São Paulo Companhia de Dança, um bate-papo mediado por Inês Bogéa, diretora da Companhia e atividades interativas. Atividade gratuita, no dia 31 de março, às 15h, mediante inscrição pelo e-mail educativo@spcd.com.br ou retirada de ingresso antecipada no balcão de convidados, do Sesc Pinheiros. Sujeito à disponibilidade de convites.

OFICINAS PARA BAILARINOS

As oficinas para bailarinos integram os programas educativos oferecendo aulas com professores|ensaiadores da São Paulo Companhia de Dança. Nessas ocasiões, os participantes podem conhecer um pouco das técnicas usadas no cotidiano da Companhia. As aulas serão ministradas no dia 2 de abril, das 10h às 13h. As inscrições são gratuitas e podem ser feitas pelo e-mail educativo@spcd.com.br. Vagas disponíveis para cada aula: 40.

Dança Moderna | Técnica de Martha Graham
Nesta aula são apresentados os conceitos desenvolvidos por Martha Graham – uma das pioneiras da dança moderna americana. A aula é feita com os pés descalços e é dividida em três etapas: solo, centro e diagonais. Público-alvo: Bailarinos e coreógrafos (acima de 14 anos, com experiência em dança).

Técnica de Balé Clássico
Na aula o professor|ensaiador da São Paulo Companhia de Dança apresenta um panorama da técnica de balé clássico usada em uma companhia profissional. Público-alvo: Bailarinos e coreógrafos (acima de 14 anos, com experiência em dança)

FIGURAS DA DANÇA | COMENTADO

O programa Figuras da Dança, criado e desenvolvido pela São Paulo Companhia de Dança desde 2008, revisita a carreira de importantes artistas para a história da dança no Brasil. Partindo de depoimentos públicos, Figuras da Dança apresenta o artista por ele mesmo, em diálogo com interlocutores convidados e ilustrado com materiais iconográficos e registros audiovisuais. A exibição da série, concebida pelas diretoras da São Paulo, Iracity Cardoso e Inês Bogéa, faz parte da proposta da Companhia de incentivar o registro e a preservação da memória da dança brasileira.

Em 2008 e 2009, foram produzidos dez documentários com personagens emblemáticos da arte da dança: Ady Addor, Ismael Guiser (1927-2008), Ivonice Satie (1950-2008), Marilena Ansaldi e Penha de Souza, com direção de Inês Bogéa e Antonio Carlos Rebesco; e Antonio Carlos Cardoso, Hulda Bittencourt, Luis Arrieta, Ruth Rachou, Tatina Leskova, com direção de Inês Bogéa e Sergio Roizenblit.  Em 2010, mais cinco documentários foram produzidos: Décio Otero, Márcia Haydée, Sônia Mota, Angel Vianna e Carlos Moraes, com direção de Inês Bogéa e Moira Toledo.

Além de difundir a história da dança para o grande público, a série é distribuída gratuitamente a escolas, universidades, instituições culturais e bibliotecas, servindo como material de referência sobre a trajetória desses artistas.

Em Figuras da Dança Comentado a diretora da Companhia, Inês Bogéa assiste a dois documentários com o público e posteriormente tece comentários sobre o material que aponta para uma possível história da dança brasileira. Figuras da Dança Comentado será realizado no dia 23 de março, das 15h às 17h, na sala de atividades do Sesc Pinheiros. As inscrições são gratuitas e podem ser feitas a partir do dia 1º de março pelo e-mail educativo@spcd.com.br. 30 vagas.

CANTEIRO DE OBRAS | COMENTADO

Registrar sua trajetória e potencializar a reflexão sobre os processos de criação e de produção em dança no país. Este é o objetivo de Canteiro de Obras, um documentário produzido anualmente pela São Paulo Companhia de Dança - em parceria com a TV Cultura - que conta a sua própria história.  As produções, os projetos educativos e de memória, as apresentações e os depoimentos de pessoas envolvidas com as ações da Companhia são registradas ao longo do ano pela diretora do projeto Inês Bogéa.

“Por meio do documentário os espectadores passam a conhecer os bastidores da produção da Companhia, as formas de trabalho, de atuação, os processos e os resultados das nossas produções. E aquilo que conhecemos intimamente pode ser apreciado de outra forma. Os espectadores também podem partilhar conosco parte das dificuldades e dos prazeres de se trabalhar para e com a dança”, fala Inês, que assina ao lado de Iracity Cardoso, a concepção da série. “A cada edição é possível conhecer um pouco mais de uma das áreas envolvidas na criação”, completa.

Em Canteiro de Obras Comentado a diretora da Companhia, Inês Bogéa assiste ao documentário com o público e posteriormente tece comentários sobre o material que narra os bastidores e a trajetória da São Paulo Companhia de Dança. Atividade marcada para o dia 30 de março, das 15h às 17h, na sala de atividades do Sesc Pinheiros. As inscrições são gratuitas e podem ser feitas a partir do dia 1º de março pelo e-mail educativo@spcd.com.br. 30 vagas.

SÃO PAULO COMPANHIA DE DANÇA
direção artística: Iracity Cardoso | Inês Bogéa

A São Paulo Companhia de Dança foi criada em janeiro de 2008 pelo Governo do Estado de São Paulo. Seu repertório contempla remontagens de obras clássicas e modernas, além de peças inéditas, criadas especificamente para o seu corpo de bailarinos. A Companhia é um lugar de encontro dos mais diversos artistas - como fotógrafos, professores convidados, remontadores, escritores, artistas plásticos, cartunistas, músicos, figurinistas, e outros – para que se possa pensar em um projeto brasileiro de dança.

DIFUSÃO DA DANÇA

A produção e circulação de espetáculos é o núcleo principal do seu trabalho. Desde sua criação a São Paulo produziu doze obras, sendo sete remontagens (Les Noces, de Bronislava Nijinska; Serenade, Tchaikovsky Pas de Deux e Theme and Variations, de George Balanchine; Gnawa, de Nacho Duato; Prélude à l´après-midi d’un Faune, de Marie Chouinard, e Sechs Tänze, de Jíri Kilián) e outras cinco obras inéditas (Polígono, do italiano Alessio Silvestrin; Ballo, de Ricardo Scheir; Entreato, de Paulo Caldas; Passanoite, de Daniela Cardim e Os Duplos, de Maurício de Oliveira). A Companhia se apresenta ao longo do ano em São Paulo, em cidades do interior do Estado, além de outras capitais brasileiras. Já fez mais de 165 apresentações em 26 cidades e foi vista por mais de 110 mil pessoas.

PROGRAMAS EDUCATIVOS E DE FORMAÇÃO DE PLATEIA

Suas atividades se completam com ações educativas e de formação de plateia. 1. Palestra com o Professor contextualiza a dança nas diferentes disciplinas do ensino regular e instiga o professor do ensino formal e não-formal a realizar algumas experiências sensoriais levando a perceber a ação do corpo nas diferentes atividades em sala de aula. Os professores recebem um material de apoio (DVD com folheto informativo) para ser usado em sala de aula. 2. Espetáculos Abertos para Estudantes, na qual se apresentam trechos dos espetáculos e parte do processo coreográfico em vídeo, além de os estudantes receberem folhetos informativos com ilustrações de cartunistas. 3. Oficinas para Bailarinos, que são ministradas pelos professores e ensaiadores da São Paulo nas turnês.  Desde seu surgimento a São Paulo Companhia de Dança já produziu 25 documentários e mais de 30 mil pessoas já foram atendidas por seus programas educativos.

REGISTRO E MEMÓRIA DA DANÇA

Na área de registro de memória, o foco é a série de documentários Figuras da Dança no qual personalidades da dança brasileira contam a sua história em um depoimento público e  Canteiro de Obras, material que revela o processo de trabalho das criações da São Paulo Companhia de Dança. As duas séries são exibidas na TV Cultura e distribuídas para bibliotecas e universidades. Em 2009 a Companhia lançou Primeira Estação – Ensaios Sobre a São Paulo Companhia de Dança. Em novembro de 2010, a Companhia publica em parceria com a Imprensa Oficial, Sala de Ensaio. Além desta produção, são realizados registros audiovisuais de todos os espetáculos da São Paulo Companhia de Dança.

São Paulo Companhia de Dança | no SESC Pinheiros
Estreia de Legend, de Jonh Cranko e Inquieto, de Henrique Rodovalho e reapresentação de Theme and Variations, de George Balanchine

Dias 26 e 27 | Sábado, às 21h e domingo, às 18h
Dias 31 de março e 1, 2 e 3 de abril | Quinta a sábado, às 21h e domingo, às 18h
Rua Paes Leme, 195 – Pinheiros

Os ingressos custam R$ 15; R$ 7,50 (usuários matriculados, idosos com mais de 60 anos, estudantes com carteirinha, professores da rede pública, usuários MIS); R$ 5 (trabalhador do comércio e serviços matriculado).

Serviço:

ATIVIDADES EDUCATIVAS E DE FORMAÇÃO DE PLATEIA | no SESC Pinheiros
Palestra com o Professor | com Inês Bogéa
Dia 22 de março | 19h | Atividade gratuita
Tema: Vida de Bailarino
Sala de leitura do SESC Pinheiros | 60 vagas
Inscrições pelo e-mail: educativo@spcd.com.br

Espetáculo Aberto para Estudantes
Dias 24 e 25 de março | 15h | Atividade gratuita
Vagas limitadas
Inscrições pelo e-mail: educativo@spcd.com.br

Espetáculo para Terceira Idade
Dia 31 de março | 15h | Atividade gratuita
Vagas limitadas
Inscrições pelo e-mail: educativo@spcd.com.br

Oficinas para Bailarinos
Dia 2 de abril | Atividade gratuita
Técnica de balé clássico | 10h às 11h30
Técnica de Martha Graham | 11h30 às 13h
40 vagas
Inscrições pelo e-mail: educativo@spcd.com.br

Figuras da Dança  Comentado
Dia 23 de março | 15h | Atividade gratuita
Sala de atividades do SESC Pinheiros | 30 vagas
Inscrições pelo e-mail: educativo@spcd.com.br

Canteiro de Obras Comentado
Dia 30 de março | 15h | Atividade gratuita
Sala de atividades do SESC Pinheiros | 30 vagas
Inscrições pelo e-mail: educativo@spcd.com.br

SESC Pinheiros
Horário de funcionamento da unidade: terças a sextas, das 13 às 22h. Sábados, domingos e feriados, das 10h às 19h horas. Horário de funcionamento da bilheteria: terça a sexta das 10h às 21h30. Sábados das 10h às 21h30,
domingos e feriados das 10h às 18h30.
Estacionamento com manobrista (vagas limitadas): Veículos, motos e bicicletas. Terça a sexta, das 7h às 22h; Sábado, domingo, feriado, das 10h às 19h | (Horários especiais para a programação do teatro). | Taxas: Matriculados no SESC: R$ 6,00 nas três primeiras horas e R$ 1,00 a cada hora adicional | Não matriculados no SESC: R$ 8,00 nas três primeiras horas e R$ 2,00 a cada hora adicional | Para atividades no Teatro, preço único: R$ 6,00 | Para mais informações sobre a programação www.sescsp.org.br

Para entrevistas ou mais informações:
Marcela Benvegnu – São Paulo Companhia de Dança
(11) 3224-1389 | marcela.benvegnu@spcd.com.br
Francisco Santinho | Andréia Lima | Diana Nunes – Sesc Pinheiros
(11) 3095.9425 | chico@pinheiros.sescsp.org.br | andreialima@pinheiros.sescsp.org.br | imprensa@pinheiros.sescsp.org.br
Este release está disponível para download no site da SPCD em www.saopaulocompanhiadedanca.art.br em Comunicação | Releases. Fotos das coreografias  da Companhia em alta resolução também podem ser baixadas no mesmo site no link Comunicação | Download.

Informação para impresa: Décio Hernandez Di Giorgi
Adelante Comunicação Cultural
| www.adelantecultural.com.br

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