Artigos Publicados

ARTIGO

SÉRIO, MAS COM A CORAGEM DE SORRIR

Por João Pedro Roriz

Tenho medo de quem não sabe sorrir. E tenho mais medo ainda de quem usa a palavra “NUNCA”. Cresci ouvindo de homens “sérios” e engravatados que o “Brasil não é sério”, que NUNCA teríamos a capacidade de realizar as Olimpíadas no Brasil, assim como disseram que Lula NUNCA governaria nosso país.

O homem que transformou a nossa nação em uma grande potência internacional foi ridicularizado ao prever que a Crise Mundial passaria como uma “marolinha” pelo Brasil. E ele estava certo! Lula expandiu o mercado externo, fortaleceu a indústria, achou petróleo, elevou miseráveis à condição de consumo, aumentou o nível de escolaridade do povo,  negociou com os chineses, foi firme contra a ALCA, emprestou dinheiro para o FMI, resolveu com tranquilidade a cizânia que Chavez promoveu em Honduras e sorriu!  “Ele é o cara”, disse Obama. E o que Lula fez? Lula sorriu e desmentiu o agrado do colega, achando graça; brincou com seus amigos e seus adversários e sentou sorridente ao lado da Rainha Elizabeth na Reunião do G20!

Mas Lula também tem a coragem de chorar em público. Chorou quando foi diplomado Presidente do Brasil e não tem medo de mostrar seus sentimentos. Já foi a época que chorar era coisa de gente fraca! Hoje (dia em que o Rio de Janeiro foi eleito para receber as Olimpíadas de 2016), vimos homens sérios e engravatados (nova imagem de líderes) comemorarem e chorarem como crianças! Hoje, o Brasil é mais do que sério, pois tem a coragem de sorrir diante das dificuldades (e chorar de emoção), seja em momentos de tranquilidade ou de crise.

Hoje, o irreverente líder de nossa nação (sério, porém risonho), subiu de vez ao pódio de maior líder global; e diante de mais uma vitória, a despeito de seu português considerado rústico (o que abriu discussões sobre o tema do preconceito linguístico no Brasil), denotou em seu discurso o amor por sua pátria e ao povo brasileiro.

Cabe, nos próximos sete anos, ao povo brasileiro cobrar de seus líderes a seriedade nos gastos com as instalações dos Jogos, a transparência nas ordens públicas e o patriotismo e o investimento na preparação de nossos atletas. Além disso, é preciso preparar a cabeçinha de nossos filhos, pois crescerão pensando que o Brasil é o centro do universo: Copa do Mundo em 1914, Olimpíadas em 1916 (quando já seremos a quinta maior potência econômica)... Temos que explicar que essa conquista se deu através de muito esforço, para que não pensem que as coisas acontecem por acontecer.

Lembremos sempre de nosso passado humilde, de nossas lutas, para que possamos tomar posse desta benção e fazer valer as palavras do nosso presidente, realizando “as melhores Olimpíadas que o mundo já viu”. Depende de nós mostrarmos que os antigos senhores da verdade e da riqueza de nosso país estavam errados e mostrar que, a despeito da seriedade das ações, podemos sorrir diante das dificuldades e das oportunidades que Deus Misericordioso nos dá de sermos transformadores de nossa realidade todos os dias. Viva as Olimpíadas de 2016! Viva o Presidente da República, viva o povo brasileiro e viva o Brasil!

João Pedro Roriz é escritor e jornalista
www.jproriz.blogspot.com