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CULTURA RIO DE JANEIRO

CANTORES DO CHUVEIRO

CANTORES DO CHUVEIRO

Foto: divulgação

Bar do Tom. Rua Adalberto Ferreira, 32, Leblon.

Por Mônica Loureiro

Cantores do chuveiro

Quintas-feiras – 14 de outubro a 4 de novembro - no Bar do Tom, às 21h

Grupo leva consagrado show “Chuveiro iluminado” ao Bar do Tom Um psicanalista, dois engenheiros, uma arquiteta, uma escritora e uma comunicóloga. Esse grupo de amigos do Rio de Janeiro descobriu uma paixão em comum: a música. Perceberam que, enquanto uns cantavam em reuniões informais, outros eram fãs dos filhos músicos e alguns só tinham mesmo o sonho de subir num palco, poderiam criar algo juntos. Foi assim que há uma década surgiu o Cantores do Chuveiro que, depois de algumas mudanças na formação, hoje conta com Laura Sandroni, Fernando Rocha, Paulo César Lopes, Clara Redig, Octavio Brandão e Zezé Samper. O grupo vai apresentar o show “Chuveiro Iluminado” por quatro quintas-feiras – 14 de outubro a 4 de novembro de 2010 - no Bar do Tom, às 21h.

Essa temporada do “Chuveiro Iluminado” homenageia Augusto Boal, falecido ano passado, e marca os 10 anos de criação do grupo. O diretor teatral foi quem primeiro acreditou na paixão dos “amadores”, assinando a direção geral e roteiro da consagrada estreia no Porão da Casa de Cultura Laura Alvim, em 1999.

Na época, o grupo ainda era homônimo ao título do espetáculo, sendo batizado de Cantores do Chuveiro em 2000. “A primeira vez que fui a um ensaio, vi uma das integrantes, extremamente tímida, cantando de frente para a parede! Pensei comigo: isso não vai dar certo... Mas não é que o Boal conseguiu que ela cantasse ‘Tico-tico no fubá’?”, lembra Fernando. E frisa que foi Boal que ensinou tudo de palco para eles, deixando-os à vontade, inclusive, para escolher qual música cada um queria cantar. “No espetáculo, nós dialogamos uns com os outros. Cada tema está interligado, cada música conta uma história”, explica Laura.

O repertório do “Chuveiro Iluminado” é primoroso. São 50 canções de amor que são dispostas em temas/situações como “A busca”, “O começo da solidão” e “O renascer da esperança”. “Eu sonhei que tu estavas tão linda” (Lamartine Babo/Francisco Matoso), “Nervos de aço” (Lupicínio Rodrigues), “De conversa em conversa” (Isaurinha Garcia), “Risque” (Ary Barroso), “Pierrô apaixonado” (Noel Rosa/Heitor dos Prazeres) e “Castigo” (Dolores Duran) são alguns dos clássicos interpretados pelo grupo. “Mesmo sendo um repertório com canções que muitos podem considerar ‘antigas’, é importante falar que nossa sonoridade é totalmente moderna, e isso se deve muito ao senso estético de nosso diretor musical Paulo Malaguti”, destaca Paulo Cesar. “Somos cantores maduros pós-modernos”, brinca Fernando.

A cada oportunidade em que conseguem conciliar folgas de suas atividades profissionais para fazer shows, os integrantes do Cantores do Chuveiro comemoram: “O Chuveiro é uma diversão pra gente e isso é uma das características mais interessantes do grupo, que acaba criando uma identificação grande com o público. As pessoas adoram e dizem que tudo que elas queriam era estar ali cantando também!”, conta Paulo Cesar.

Quem é quem no Chuveiro:

Clara Redig – Arquiteta. Gravou os CDs "Clara Redig", com música popular brasileira de diversos autores; "Encontro Feminino" com músicas brasileiras, americanas e sulamericanas feitas para serem interpretadas por mulheres; e "Luz", com composições de Francis Hime.

Fernando Rocha - Psicanalista, gravou os CDs “Cartola por Fernando Rocha”, “Palavra Nordestina”, “Nordeste ao vivo no Mistura Fina”. “Um brasileiro em Paris” e prepara atualmente “Vamos chamar o vento”, com repertório de Dorival Caymmi.

Laura Sandroni – Escritora, mestre em literatura brasileira e crítica em literatura infantil. Mãe da cantora Clara Sandroni, do violonista Carlos Sandroni e do diretor Dudu Sandroni.

Octavio Brandão – Engenheiro e empresário construtor. Violonista clássico. Foi membro do Grupo Vox Populi (1969-70), com quem gravou dois LPs e dois compactos, e do Quarteto Forma (1970-72), com um LP gravado.

Paulo Cesar Lopes – Engenheiro. Participou, no final da década de 70, de Festivais de Música em Volta Redonda, Bom Jesus do Itabapoana e Muriaé, como compositor e cantor. Fez parte, de 2004 a 2008, como intérprete, do Grupo Contraponto. Pratica violão como autodidata desde adolescente.

Zezé Samper - Comunicóloga, mestre em Comunicação e especialista em Educação em Saúde. Viveu em alguns países africanos, onde atuou como consultora de organismo internacional. Trabalha em saúde pública.

CANTORES DO CHUVEIRO – O grupo apresenta o espetáculo “Chuveiro iluminado”. Bar do Tom (Rua Adalberto Ferreira, 32, Leblon – 2274-4022). Dias 14, 21 e 28 de outubro e 4 de novembro, às 21h. Ingressos: R$ 30 (laterais), R$ 40 (setor A) e R$ 50 (palco). Meia entrada para idosos e estudantes.

Bar do Tom. Rua Adalberto Ferreira, 32, Leblon. Quinta (14), às 21h30. R$ 30, R$ 40 e R$ 50

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