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Norah Jones

Norah Jones

Foto: divulgação

Teatro Oi Casa Grande - Rio de Janeiro

Por Ivone Kassu / Leandro Gomes

Com novos sons e colaboradores, Norah Jones, ganhadora de 9 Grammy, traz seu trabalho "The Fall" pro OI Casa Grande

Dia 16 de novembro, terça, às 21h

O Rio de Janeiro, mais especificamente o Teatro OI Casa Grande, será o palco do show carioca do mais maduro trabalho da artista, dia 16 de novembro às 21 horas. A cantora em The Fall experimenta sons diferentes e um novo grupo de colaboradores, entre eles o produtor Jacquire King, que trabalhou com Kings of Leon, Modest Mouse, e Tom Waits. Norah Jones está lançando mundialmente este mês o disco “...Featuring”. A turnê tem patrocínio da Redecard e Stella Artois.

Com 11 discos gravados, o cantor, compositor, produtor e guitarrista Jesse Harris, autor da música “Dont know why?”, que rendeu a ele Grammy de melhor música, faz o show de abertura da apresentação da artista em todas as cidades agendadas

A pista para The Fall começou a se revelar um ano antes de seu lançamento, quando Norah Jones escreveu a primeira das músicas que figuram no projeto. “Fiz alguns demos no meu estúdio de casa e, com alguns amigos, criamos um arranjo bacana para a música 'Chasing Pirates', com belo arranjo de bateria. Foi por um caminho inesperado, e essa se tornou a direção a ser explorada”, conta.

“Para este disco, eu só tinha um som na minha cabeça, queria que os grooves estivessem mais presentes e pesados. E também queria fazer algo diferente – tenho trabalhado com o mesmo grupo de músicos por longo tempo, e achei que seria um bom momento para trabalhar com pessoas diferentes e experimentar um pouco”, diz Norah Jones.

O novo trabalhou se incorporou com justiça ao conjunto de álbuns – três deles ganhadores de Grammy e disco de platina - de Norah Jones, que já venderam 36 milhões de cópias em todo o mundo.

Em The Fall a lista de colaboradores novos de Norah Jones é extensa. O produtor Jacquire King a ajudou a reunir um grupo de músicos, incluindo os bateristas Joey Waronker (que tocou com Beck e R.E.M), e James Gadson (do grupo de Bill Withers), o tecladista James Poyser (Erykah Badu, Al Green) e  os guitarristas Marc Ribot (Tom Waits, Elvis Costello) e Smokey Hormel (Johnny Cash, Joe Strummer). A artista também uniu forças com vários cantores notáveis no novo álbum, incluindo Ryan Adams e Will Sheff, do grupo Okkervil River, bem como com seu frequente colaborador Jesse Harris.

Em um de seus discos preferidos, “Mule Variations”, de Tom Waits, Norah viu o nome de Jacquire e encontrou elementos do trabalho que pretendia incorporar. “Tom Waits caminha no equilíbrio entre ser belo e o áspero, e também muito natural.”

Trata-se de uma mudança acentuada, que pode ser comparada à sua saída do Texas, aos 20 anos, para morar em Nova York, levando o sonho de ser cantora de jazz. Entre sessões de jazz e shows no The Living Room, refúgio de cantores e compositores, ela começou a compor “sentada na cama no meu pequeno apartamento na Rua 13”. Foi apresentada a Bruce Lundvall, diretor da Blue Note,  o que resultou no seu primeiro disco, Come Away With Me, ganhador de disco de diamante.

Por conta do sucesso alcançado, Norah foi convidada a colaborar com vários artistas, de Dolly Parton, Willie Nelson e Ray Charles a Andre 3000, do Outkast, Q-Tip, e o grupo de comédia de Andy Semberg, The Lonely Island. Ser exposta a todos esse sons a ajudou a abrir a mente em direção a novas formas de criar sua própria música.

Conforme trabalhava com múltiplos grupos de artistas em estúdios em Nova York e Los Angeles, ela e o produtor King continuaram avançando com a experimentação musical. “Há uma música chamada 'Light as a Feather' que eu escrevi com Ryan Adams, e para este álbum queria ficar afastada do meu lado country, então precisei achar uma forma de fazer essa canção funcionar e amarrá-la com as outras”, explica. “Conseguimos isso tirando a guitarra, e tinha esse sample louco de órgão que soava como uma lâmina de barbear por baixo de tudo. Foi um momento especial, no qual percebi que você pode simplesmente tirar alguns elementos e ter algo totalmente novo.”

Nova roupagem também foi dada a músicas construídas mais jazzisticamente por Norah, como “It's Gonna Be”.  “Essa era uma música com swing, muitas palavras, que poderia ter ficado bem melosa. Mas Robert DiPietro, baterista, criou uma parte que era metade Gene Krupa, metade Adam Ant, e tornou a música completamente diferente. O ritmo realmente ditou o som nessa canção.”

Da balançante batida pesada de “Stuck” a uma balada intimista como “Back to Manhattan”, persistem em The Fall a originalidade e expressividade do canto da artista. Essa parte do processo de gravação fluiu mais fácil para ela do que em ocasiões anteriores. “Eu estava muito mais relaxada sobre os meus vocais”, diz. “Eu nunca fui realmente obsessiva sobre isso, mas nessa gravação eu estava mais focada em todo o resto que estava acontecendo, então eu apenas relaxei e cantei.”

Além das mudanças em seu canto, seu trabalho instrumental, e mesmo na concepção de seu próprio som, ela sustenta que o trabalho de composição é a base de sua nova abordagem. “Estou mais velha, e isso transparece no que escrevo. Sempre me preocupei com o ofício de escrever, porque era nova nisso, mas agora não tenho mais medo de simplesmente tentar alguma coisa. Tenho confiança suficiente para colocar para fora e ouvir.”

Outros Shows da Turnê brasileira: Curitiba, 12; São Paulo, 14; e Porto Alegre, 18

Teatro Oi Casa Grande. Rua Afrânio de Melo Franco 290, Leblon
Dia 16 de novembro, terça, às 21h.
Ingressos: Camarote – R$ 240,00. Platéia Vip – R$ 240,00
Platéia Setor 1 – R$ 240,00. Balcão Setor 2 – R$ 240,00. Balcão Setor 3 filas I/J/K– R$ 220,00. Balcão Setor 3 filas L/M/N – R$ 190,00. Bilheteria: (21) 2511-0800 (3af e 6af - 15h às 21h
sáb 15h as 21:30h / dom 15h às 19:30h)

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