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RODRIGO MARANHÃO

RODRIGO MARANHÃO

Foto: divulgação

Teatro Rival Petrobras

MPB

Por Ivone Kassu / Leandro Gomes

RODRIGO MARANHÃO

Lançamento do CD " Passageiro"

Dia 08 de julho de 2010
Quinta-feira, às 19h30

De seu primeiro e surpreendente disco solo, “Bordado”(2007), Rodrigo Maranhão trouxe, além do já inconfundível estilo de compor e cantar brasileiro e minimalista (no sentido da depuração) , a variedade de ritmos e gêneros. Variedade, claro, calcada nas duas grandes veredas da música brasileira, o samba (urbano) e o baião (rural). Mas se lá, em “Bordado”, ele apresentou quase um manifesto pelo direito de sua geração de continuar a fazer simplesmente uma música brasileira ampla e vária, aqui, neste “Passageiro”, mais maduro Rodrigo põe tudo em dúvida, questiona ritmos e gêneros, é ora metalinguístico, ora onírico. Sempre e ainda surpreendente.

Senão ouçam “Samba quadrado”, o samba irônico e metalinguístico que abre o CD (anunciando o espírito da coisa): se na letra ele diz que tentou fazer “um samba importado/ um samba quadrado/ um samba só”, na música tudo suinga, tudo balança, do pandeiro de Pretinho da Serrinha e da guitarra de Thiago di Sabatto, ao quarteto de cordas arranjado por Leandro Braga.

No mesmo espírito de estranhamento com ritmos e gêneros estão a “Valsa lisérgica”, única parceria do disco, a letra de Pedro Luís cheia de imagens loucas também no espírito da coisa; o “Quase um fado”, gravado entre Rio e Lisboa, com direito à voz potente do português Antonio Zambujo, em quem aliás Rodrigo se inspirou para fazer a canção, depois de assistir um concerto dele no Rio; o sambão “Um samba pra ela”, popular e escorreito na melodia, com direito à suingueira do trombone de Zé da Velha e o trompete de Silvério Ponte, além do sax soprano do produtor Zé Nogueira reforçando o naipe e o suingue, mas em cuja letra também irônica e metalinguística revela-se que “tentei fazer um samba pra ela/ mas a palavra se nega/ não me dá satisfação”. Conhecedor dos meandros da canção brasileira, como se vê, Rodrigo Maranhão se dá ao luxo de brincar com ela, de por vezes virá-la ao avesso.

Teatro Rival Petrobras (472 lugares) Rua: Álvaro Alvim, 33/37 - Cinelândia.
Dia 08 de julho de 2010. Quinta, às 19h30.
Preço: R$ 30,00 (Inteira) R$ 20,00 (Os 100 primeiros pagantes) R$ 15,00 (Meia)
Classificação: 16 anos. Reservas: 2524 - 1666

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