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TERESA CRISTINA

TERESA CRISTINA

Foto: divulgação

Teatro Rival Petrobras

Samba

TERESA CRISTINA
No show “Melhor Assim”

De 20 a 24 de abril de 2011 - São Paulo

O bom gosto de Teresa Cristina na escolha de repertório todos conhecem, desde o brilhante início da carreira discográfica com dois CDs dedicados a Paulinho da Viola. A partir do segundo trabalho, ao lado do Grupo Semente, a cantora revelou outra virtude: a de compositora. Sempre ampliando seu campo de atuação, ela agora voa mais alto com "Melhor Assim", DVD com 26 canções inéditas.Em sua voz, selecionadas com o habitual critério de qualidade.

Este é o trabalho mais autoral de Teresa, em que predominam canções compostas por ela sozinha, além de três em parceria com Edu Krieger, Lula Queiroga e Arlindo Cruz. A versão em CD reúne sete delas, a maioria gravada ao vivo em show realizado no dia 27 de outubro de 2009, no teatro do Espaço Tom Jobim, no Rio, com direção musical do mestre Paulão 7 Cordas. Teresa quer fugir do rótulo de estrela do samba da Lapa e surpreende compondo e interpretando canções que vão além do universo do samba, como o baião "Capitão do Mato" e a linda canção de ninar "Lembrança" (ambas dela mesma); um clássico da dor-de-cotovelo - em duo com sua mãe, Dona Hilda -, o samba-canção "Orgulho" (Waldir Rocha/Nelson Wedernkind), sucesso de Ângela Maria; e o fox-blues "A História de Lily Braun" (Edu Lobo/Chico Buarque), com uma sensualidade e um glamour que contrastam com a tragédia de "O Meu Guri", outra obra-prima de Chico, registrada por ela anteriormente.

Livre para todos os públicos. SESC Santana (Teatro. 340 lugares). Avenida Luiz Dumont Villares, 579 Santana. Tel.: 11 2971-8700. e-mail: email@santana.sescsp.org.br. De 20 a 24 de abril de 2011 - Quarta e sábado, às 21h e quinta e domingo, às 18h. R$ 16,00 (inteira). R$ 8,00) (usuário matriculado no SESC e dependentes, +60 anos, professores da rede pública de ensino e estudantes com comprovante). R$ 4,00 (trabalhador no comércio e serviços matriculado no SESC e dependentes).

Tudo novo

“Fico feliz em poder lançar tantas músicas novas, porque as pessoas viciam em ficar rotulando oartista. Não só eu, mas outros artistas têm essa dificuldade, de as pessoas acharem que já conhecem você e isso, na maioria das vezes, não acho bom”, diz a cantora. Então, principalmente na hora de compor, ela procura mais do que nunca ir além do esperado, equilibrando o inédito com o antigomenos óbvio. A participação de convidados de diversas gerações e correntes musicais – Caetano Veloso, Lenine, Seu Jorge, Arlindo Cruz, Marisa Monte e Pedro Baby – dão relevância a essa amplitude, mas não estão ali por acaso nem por ser amigos dela. É coerente com a veia artística de Teresa. Marisa, por exemplo, tem ligação com a Portela e Paulinho da Viola e, sabe-se, não se propõe a cantar com qualquer um apenas por camaradagem ou conveniência, mas só com quem confia e tem afinidade artística e pessoal. Para Teresa foi mais uma atitude de grande generosidade ela – que tanto tem feito pela preservação da história do samba da Portela – participar de "Beijo Sem", inédita de Adriana Calcanhotto, feita em homenagem a Marisa, e que estava há tempos na mira de Teresa, já que a própria musa da canção não iria gravá-la.

Compositora
"Beijo Sem" é uma canção que dá "voz à mulher livre", como observa Marisa, e serve como reforço também à expressão feminina no samba. De fato são raras as mulheres que se destacaram em grande escala na tradição de compositores do samba: Dona Ivone Lara, Leci Brandão, Jovelina Pérola Negra. E agora Teresa Cristina. Ela reconhece que são poucas – e monstros sagrados. "Diante de uma Dona Ivone Lara é uma afronta eu afirmar que sou compositora, não tenho essa coragem. Peço alguém pra falar por mim", diz, bem-humorada.

Seguindo a linha da delicadeza de seu inspirador, Paulinho da Viola – de quem recria "Cantando" e "Coisas Banais", parceria com Candeia –, Teresa confirma sua vocação para criar melodias e letras que cativam à primeira audição, caso do samba-choro dolente "Poesia", em que diz: "Deixei a mão da poesia rabiscar um poema/ Pra falar de amor, ter você como tema/ E agradecer em verso a prosa que eu ouvi". "Lembrança" é um recado às meninas, dizendo para "tomar cuidado com a sinceridade": "Menina, sei que a saia é justa/ Pra cair não custa/ Basta um tropeção". "Um Samba de Amor" é sua declaração de afeto à Portela. "Má Impressão" e "Couve é Nome de Maria" descrevem personagens femininos com brejeirice. Parceria com Edu Krieger, "Guardo em Mim" é um delicado e elaborado samba-choro que fala de lembranças de paixões, desilusões cruéis, e "na fuga da solidão" a busca pelo "amor de qualquer par". "Convite à Tristeza", já pelo título, tem algo de inusitado, à primeira vista remete à dor-de-cotovelo de Maysa e Nora Ney, mas como "A Felicidade" (Tom Jobim/Vinicius de Moraes), inserida na sequência, revela exatamente o oposto. A princípio, o diretor musical Paulão 7 Cordas relutou em incluir no roteiro uma canção tão batida, conta Teresa. Mas, para surpresa geral, ela recuperou versos raros de Vinicius, revelados tempos atrás por João Gilberto: "A felicidade é uma coisa louca e tão delicada também/ Tem flores e amores de todas as cores/ Tem ninho de passarinho, tudo de bom ela tem/ E é por ela ser assim tão delicada/ Que eu trato dela sempre muito bem".

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